En efectivo, claro!!
Muito mudou em Buenos Aires nos últimos anos. Em especial os argentinos. Provavelmente por mais de uma razão, os hermanos baixaram a bola e estão mais afáveis e simpáticos, para não escrever agradáveis e educados. Não vou entrar na sociologia do fato, fico na constatação – talvez o Martin H., que tem mais ferramentas para tal se anime.
Alguns detalhes chamam a atenção, não por ser importantes, simplesmente por eu estar nas ruas. A economia deles ainda está no início do processo da incorporação do cartão de crédito. Contas de restaurantes podem ser pagas em cartão, boa parte das vezes, mas nem sempre – é bom perguntar antes. O serviço, que nunca vem embutido na conta – como o Brasil, que assumiu de vez esse péssimo e rude hábito, pois induz ao serviço mal feito – só pode ser pago “en efectivo”.
Argentinos são extremamente prolixos. É uma viagem ouvir rabos de conversas deles ou mesmo conversar com eles. Não tão rao parece conversa de doido. Eles vão por caminhos que parece não encontrar nexo ou um fim. No final acabam concordando com um sempre presente “claro!!!”
O que pode nos levar à loucura, ou pelo menos nos fazer colocar, literalmente, o pé na merda são os cachorros. O que o pessoal gosta de um cão é brincadeira. Até aí, tudo bem. O duro, o mole seria o mais correto escrever, é que eles não têm o civilizado hábito de carregar aqueles saquinhos plásticos e recolher os rejeitos caninos. Não mesmo. Sem a menor cerimônia, a cachorrada vai se aliviando e os argentinos se quedam com aquela cara de paisagem, como se não fosse com eles. Para não voltar para casa carimbado há que se caminhar com um olho na paisagem e outro no chão.
Como não podia deixar de ser, as mulheres me chamam a atenção. Só que, agora, por razão distinta. Eu sempre vim à Argentina com a expectativa de encontrar, ou pelo menos ver, lindas mulheres pelas ruas. Bem, se elas continuam por aqui, na mesma proporção de antes, devem estar saindo de casa em horário distinto do meu.
Onde estão as mulheres esguias, com calças jeans apertadas, botas, cabelos soltos e bem tratados, rostos interessantes, olhar de “soy más jo”? As argentinas deixaram de ser patricinhas e se tornaram mulheres. Talvez aquelas outras fosse um engodo. Se pensar bem no assunto, o que não faço, os homens também mudaram. Aqueles cabeludos, de eternos blazers” azuis e pintas de galãs de filme argentino, “por supuesto”, também não se vê mais.
Hoje se vê mais os “negros” pelas ruas. Óbvio que não me refiro a negros – só vi dois até agora – e sim aqueles descendentes dos índios, tipo Maradona, que recheiavam as areas menos favorecidas no país e a quem eles se referem, carinhosamente, eu suponho, como “negro”. Pelo sotaque, também parece haver mais latino-americanos por aqui do que antes.
Os argentinos continuam se indignando muito mais do que nós, o que nos deveria servir de exemplo e inspiração. Odeio essa coisa do brasileiro virar a outra face para tudo de errado que fazem conosco – de políticos sem vergonha a imbecis que param os carros na calçada como se os pedestres fossem lixo. Por isso não entendo como por aqui o pedestre segue sendo invisível. Você que tente entrar na frente de um carro ou, pior, de um ônibus, para atravessar a rua.
Fora isso, a cidade continua extremamente interessante de se passear. Pela diversidade, pela arquitetura, pelo verde, pela dramaticidade, pelo equilíbrio da provincia com a metrópole, assim como das pequenas ruas arborizadas com as enormes avenidas, todas repletas de plátanos, pela hospitalidade de se caminhar, pelas livrarias e os cafés. Pelos argentinos nas ruas, menos pesado e, apesar das eternas dificuldades que de maneira perene assolam o país, mais de bem com a vida.
Mas o que salta aos olhos é a simpatia ou, no mínimo, a ausência de antipatia que eles mostram com os hermanos do norte. O que me deixa contente, pois sempre fui fã dos argentinos e incomodava a maneira como se comportavam conosco. Gosto daqui e gosto, agora ainda mais, deles. E cá entre nós, que bela cidade é Buenos Aires.
Buenos Aires aos meus pés.

Que delícia de leitura. Me deu saudades de BA. A último vez que estive aí tive quase as mesmas impressões que você Cleto. Não reparei nos cachorros e tive impressão diferente das mulheres. Talvez fosse o frio, que deixava os cachorros em casa e as mulheres mais “cobertas”… Mas BA é demais, sou fãzasso.
Quanto as conversas com os argentinos… eu que o diga. Trabalhei durante 10 anos com um portenho. Ele era da área comercial, voltada a AL e tinha que passar por mim antes de chegar seus planos no Big Boss. Cara, nem te conto como eram as conversas, mas o resumo que você fez ilustra com perfeição. As vezes eu pesava comigo: Esse cara não deve estar prestando atenção no que ele prõprio está falando ou não está prestando atenção no que eu estou falando… No final, e no meio também, tava sempre cheio de claaaaro, claaaaaro Rodriguin…
Adoro essa turma daí. São simpáticos mesmo e, por incrível que pareça… ja faz tempo que adoram quase a ponto da idolatria os brasileiros…
Só não entendo o que vêem no Maradona, apesar de que tem uma juventude que ja repudia o tal…
Muito sol aí?
Abraços
Aproveite
Recomendação:
Cleto, a ultima vez que estive aí, fiz o que a muito não fazia aqui no Brasil… fui em uma Boate. Chama-se ASIA DE CUBA, em Porto Madero. Não jante lá, muito escuro… mas é um dos lugares onde o povo argentino mais bonitAA está…
Não sei se você é tão preguiçoso quanto eu pra ir nesses lugares… eu tem que colocar um revolver na cabeça pra ir… mas nesse fui e gostei.
q isso pensei q era o Pedro Bial na foto …….vcs são irmãos gemeos?????
Daniel – Ele é meu irmão mais velho.
Da última vez que estive em Buenos Aires, tive que comprar uma paraagua, achei muito interessante o nome, mas pensando bem é o mais correto. Adoro a argentina e torço para os times argentinos, não gostaria de ver uma copa do mundo sem a SELEÇÃO ARGENTINA. Bom proveito com os vinhos e os bifes de chouriço.
Felipe, está rolando palpites ainda?
Deixo aqui o meu para Paris:
Oitavas
Federer x Monfils
Cilic x Verdasco
Murray x Stepanek
Gonzalez x Del Potro
Davydenko x Soderling
Lopez x Djokovic
Hanescu x Ljubicic
Robredo x Nadal
Quartas
Federer x Verdasco
Murray x Del Potro
Soderling x Djokovic
Ljubicic x Nadal
Semi
Federer x Murray
Djokovic x Nadal
Final
Federer x Nadal
Campeão
Federer
Abraços
Master de Paris
.
Oitavas
Federer x Wawrinka
Cilic x Verdasco
Murray x Stepanek
Gonzalez x Del Potro
Davydenko x Soderling
Haas x Djokovic
Tsonga x Ljubicic
Berdych x Nadal
.
Quartas
Federer x Verdasco
Murray x Del Potro
Davydenko x Djokovic
Tsonga x Nadal
.
Semi
Federer x Murray
Davydenko x Nadal
.
Final
Federer x Nadal
Campeão
Nadal
Federer x Monfils
Cilic x Verdasco
Murray x Stepanek
Gonzalez x Del Potro
Davydenko x Soderling
Lopez x Djokovic
Tsonga x Ljubicic
Robredo x Nadal
Quartas
Federer x Cilic
Murray x Del Potro
Soderling x Djokovic
Ljubicic x Nadal
Semi
Federer x Del Potro
Djokovic x Nadal
Final
Federer x Djokovic
Campeão
Federer
Era para postar aqui e postei lá em baixo…
Abs.
Rafaela
Já descobri como fazer para entrar em contato com você, moça: é só esperar um master 1000 chegar … rsss
Menina, seguinte: se você ainda não viu, nós temos um encontro do pessoal do blog para o dia 14/11, aqui em Sampa.
Se quiser e puder ir, por favor me mande um email para mondayblog@hotmail.com, para eu te passar os dados e enviar os seus para a Maysa, que tá cuidando das entradas lá no Yatch Clube.
Abraço, moça.
Oi Flávio! Bem bacana a ideia. Enviei o e-mail já.
Abraços
A resposta para todas estas mudanças dos argentinos é bem simples: caminhe pela Calle Florida e escute a língua lá falada. E não é o espanhol.
.
Abçs
Muito legal!
Eu ia ate comentar que talvez não seja tanto os argentinos que mudaram, mas sim vc.
E ia ate citar Mario Quintana:
“A verdadeira arte de viajar…
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa. Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!”
Mas aconteceu tanta coisa ai em baixo que devem mesmo ter abaixado um pouco a crista…
Boas viagens!
Aproveitando a deixa, a minha pergunta é: por que tendo uma população tão menor que a nossa, a Argentina tem tantos tenistas entre os top do circuito mundial? Bons professores? Muitas quadras? Talento natural?
Adolpho – essa é a grande pergunta…
Eu ia ate citar Mario Quintana, pra ilustrar que talvez nem tenha sido os hermanos que mudaram, mas vc que provavelmente seja outro nesta viagem.
Mas pensando bem, tanta coisa aconteceu ai em baixo que pode ser mesmo que tenham baixado a crista um pouco…
“A verdadeira arte de viajar…
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coraçãocantando!”
Mario Quintana
Vixi…Foi mal da primeira vez deu uma mensagem de erro, postei de novo achando que não tinha ido…foi duas vezes…
“Para mim só na lenda começou Buenos Aires:
entendo-a tão eterna como a água e como o ar”
Jorge Luis Borges
Buena Martin!
Tentei lembrar de alguma coisa de Jorge Luis Borges para citar, mas não consegui…
Vou ate abrir um chardonnay argentino que comprei pra experimentar, bem friozinho, que o calor aqui no Rio ta de fazer um paulistano como eu suar…assim durmo tranquilo…
Federer x Monfils
Cilic x Verdasco
Murray x Stepanek
Gonzalez x Del Potro
Davydenko x Soderling
Lopez x Djokovic
Tsonga x Ljubicic
Robredo x Nadal
Quartas
Federer x Cilic
Murray x Del Potro
Soderling x Djokovic
Ljubicic x Nadal
Semi
Federer x Del Potro
Djokovic x Nadal
Final
Federer x Djokovic
Campeão
Federer
O problema da Argentina eh que o futebol não presta, muito ruim!
Se o Maradona fosse brasileiro não passava de um Djalminha…
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eita, Giuliano, agora você que tá parecendo um argentino comentando … rssss
São estilos diferentes do nosso, mas eles tiveram grandes jogadores e hoje ainda tem o Messi, que é um baita jogador.
Meu pai, que assistiu muitos jogos nas décadas de 40 e 50, fala até hoje que Di Stefano e não Maradona foi o “Pelé” da Argentina. E ele viu ambos em campo. Embora não esteja mais conosco pra ratificar, vou ficar com a opinião dele nesse caso, ainda mais que nenhum de nós dois pegou a fase áurea de ambos os craques.
Flaviao,
Brincadeiras a parte, sei que Di Stefano era craque, assim como Maradona, mas eu sou convicto de que o futebol argentino eh super valorizado.
Pra mim tem Brasil, Italia e Alemanha num patamar, abaixo vem Franca, Inglaterra, Espanha, Holanda, Argentina…
Ao longo dos anos, concordo contigo, principalmente em termos de efetivade e força de camisa.
E é incrível como pesa a camisa desses três, não?
A tão decantada arrogância argentina é herança imediata da sua ascendência espanhola. E por que há outros povos hispano-americanos que não se tornaram assim arrogantes? Porque a Argentina sempre vestiu a camisa da Europa, em especial, a sua sempre magnífica capital. Não existe povo no mundo mais sem humildade do que o espanhol. Fazem piada em toda a Europa sobre isso. Um espanhol, ainda mais se vier das regiões centrais das Castelas, não sabe pedir perdão e raramente reconhece os próprios erros. Isto é um estereótipo nacional? Sim, mas não imaginam como muitos desses estereótipos funcionam… Há muito de verdades neles; muitos podem ser constatados in loco.
O portenho é uma mescla de espanhóis (galegos, em sua maior parte) com italianos, e que gosta parecer inglês, apesar das rusgas com a Inglaterra. E o portenho gosta de ser assim ou de parecer assim. Esse gostar de ser uma coisa, ou de parecê-la, faz às vezes com que tal orgulho passe por arrogância, ou senso de superioridade. Isso não é tão incomum. Os brasileiros acham estranho porque nunca experimentaram o senso de superioridade que, assim como os argentinos, U.S.A., Inglaterra, França e Grécia, por exemplo, experimentam.
Provas da vocação europeia dos portenhos não faltam. Quem olha assim de soslaio a Avenida de Mayo pode bem pensar que seja Madrid. Aquela arquitetura castelhana encanta… A arquitetura da Recoleta lembra muito o estilo dos prédios menos antigos de Paris. E os hábitos? O estilo de comer do portenho é europeíssimo. Com calma, com reverência pela comida e pela bebida. Veneram o vinho e a cerveja. Argentinos de boas classes não comem e nem bebem. Degustam… A quantidade de cafés nas melhores áreas de Bs. As. é comparável à das grandes cidades europeias.
O grande ponto de contato com o Brasil é a paixão pelo futebol, e talvez seja lá maior do que aqui… Só que, lá, eles reservam um grande espaço na afeição pelo Tênis também…
Buenos Aires, a mais européia das capitais sulamericanas!
João, boas colocações. Gostei
E eu pensava que o idiota de um espanhol que era meu sócio era único, quer dizer que são assim ? Incrível, acrescento mais “qualidades”; conhece de tudo, todo mundo está errado e só ele é o bambambam, gosta de humilhar aos funcionários, muito “dinâmico”, enfim se enumerar mais posso entrar por campos meramente pessoais e tem mais, não tem jeito, o cara não muda nunca. graças a Deus me livrei desse traste, só que pensava ser ele único neste planeta.
Tácito,
Muitos espanhóis são realmente assim mesmo.
Eu sugiro que se tente compreender esse modo de ser deles, sem levar para o lado pessoal. Eles, por incrível que pareça, não fazem por mal.
Quando possível, o ideal é se divertir com as características de cada povo. Se o status de igualdade entre os povos é celebrado e conclamado mundo afora, não é menos verdade que o que torna este mundo verdadeiramente encantador são as diferenças entre eles.
Abraço.
Cleto
Com certeza alguma coisa vai melhor contigo.
Percebo saindo da sua alma uma cidade tão bela quanto a outra!
Abraços
Bom dia, povo.
Belo post do Patrão, agradável de se ler e com boas dicas de atualização sobre o que se passa na terra dos hermanos.
Embora não tenha ido ainda para BA, já faz tempo que dá pra perceber que ficamos mais próximos, brasileiros e argentinos, rivalidades à parte.
Já fiz boas amizades com o pessoal de lá durante viagens e jogos, como se faz com qualquer povo. E as pauladas que os hermanos levaram em sua economia, nos últimos anos, contribuiram bastante para colocarem mais os pés na Sudamerica do que na suposta Europa em que viviam.
Sobre as mulheres, jamais vou esquecer a que conheci numa viagem à Itaparica. Mariana, bem parecida com a que o Cleto descreve: linda, morena, alta, cabelos negros muito bem tratados. E charmosérrima ….
Imagino que uma viagem dessas só possa fazer bem a quem quer que nela esteja. E, imagino mais ainda como não será encontrar o Patrão na semana que vem, lá na Guarapiranga. Vai ter estória de sobra para ouvir.
Agora, contagem regressiva final, é só torcer para São Pedro tirar folga no sábado que vem e que nenhum imprevisto force o adiamento do encontro.
Glads, descanse bem, que até a meia-noite dá um bocado de jogo. Eu vou pegar uma estrada com a fraulein, para curtir um pouco a montanha.
Matts
Acho que a sugestão do Cleto para pensamentos Borginianos foi para o Giuliano, não para o Glads.
Pessoal do encontro
Por favor, quem ainda não mandou o email com os nomes dos acompanhantes, fico no aguardo, pois tenho que passar para a Maysa.
Até agora já tenho os do Giuliano e trupe, Marcos Pereira, Edu Jotinha, Adriana A., fora eu e a Maysa.
Abraços a todos, nos vemos amanhã, a qualquer hora.
Ops, quase tirei um da lista: Alexandre Rodrigues já tá com os nomes confirmados também.
Se eu não esqueci de mais ninguém, estou no aguardo dos acompanhantes de:
André Becker
Leo Rocha
Antoniel
Renato Z.
Se alguém mais ainda quiser se juntos conosco, favor mandar email para mondayblog@hotmail.com
Glads – Eu sou mesmo esta metamorfose ambulante.
Belissimo post Cleto….
A verdadeira viagem começa de dentro pra fora , só de observar tudo com olhos diferentes, bondosos já muda de figura até uma viagem pra Itu, dessas de final de semana.
Deus me livre e guarde de uma coisa que eu temo muito:
Que a globalizaçao nos deixe pasteurizados em hábitos e costumes, musica… não deixando nada de diferente pra nos encantar a até mesmo desagradar.
Mas eu quero contar pra vces uma coisa :” HUBRIS”
Excesso de confiança ….um je ne sais quai de blasé…
Assim foi meu jogo de terceira interclubes no Paineiras…
Ganhei tão bem e joguei com tanta destreza a simples que me deu essa hubris aí de cima e fui pra dupla com a minha parceira ( que joga muito bem..) pensando que tava no papo!
BIG MISTAKE… faltou frieza de raciocinio para mudar meu estilo de jogo, matar as bolas balão…, paciencia para preparar o ponto…. Perdemos…
Replay noturno ( como diz o Cleto..) com direito a rever todo meu estilo de ser…
Fiquei muito tristinha mas já tah passando.
Abraços e many thanks por ouvirem uma tenista P da vida desabafar…
Maysa
Maysa – Esses baques de realidade nos acompanharão para toda nossa maravilhosa carreira. Amanhã já terás digerido.
É horrível perder com a sensação de que se comandou a esmagadora maiora dos pontos. Ainda mais com um cara melhor que você, mas contra quem você consegue abrir ótimas portas que você mesmo fecha em seguida.
Eu estive em BAires ano passado para a CreamFields (que neste ano foi bem neste fim de semana, esqueci de avisar o patrao… se bem que duvido que ele quisesse ir ao autodromo ouvir 8 horas de musica eletronica da boa).
E vi algo que na hora achei profundamente emblematico: uma dessas muitas argentinas de cair o queixo que aparecem com boa frequencia pela rua. (eu achei boa a frequencia deste acontecimento ainda, nao senti que rareou muito da primeira vez que fui a 10 anos atras).
Ela andava com a garbosidade tipica das hermanas confiantes e seguras, eu apenas admirava a bela cena… quando a moca pisou num excremento canino, patinou, tentou se equilibrar, mas aqueles saltos altos impediram e la foi o monumento de joelhos ao chao.
Fiquei na duvida se corria para ajudar a moca a levantar e ver se tudo estava bem, se era melhor fingir que ninguem tinha visto para ela se sentir menos constrangida, e no que acelerei em direcao ao acidente, ela jah estava de peh, limpando o sapato no canteiro gramado, se recompondo para seguir o caminho.
Me pareceu uma boa metafora para o passado, presente e futuro do pais…
Eu tambm achei que o tratamento dado a nos melhorou muito, quase se inverteu nestes 10 anos, e eu tambem sempre gostei dos vizinhos, espero que recuperem a escala que tinham em diversas areas.
Gostei muito do seu post… mas sabendo que vc esta lá e as suas afirmações sõa de quem “experimenta” o ambiente e “sente” a rua.
Com relação à indignação dos argentinos por qualquer coisa, acho até um determinado limite bom e importante para mudar as coisas, só que quando passa esse limite já se torna uma coisa insoportável e como os argentinos tem opinião formada sobre todo e cada coisa que acontece nesse planeta fica uma situação insustentável. O ideal é um meio termo, nem tanto nem tão pouco.
Sobre “os negros” o “cabecitas negras” na verdade existe uma realidade demográfica clara: dos 300.000 argentinos que emigraram de 2001 a 2003, 70% tinham estudos universitários completos e foram embora do país com passaporte europeu, isto é, em termos “raciais” são europeus. E esse espaço em geral é prenchido por argentinos do interior, de províncias mais pobres que no seu DNA em geral é mixtura de indio com europeu (55% da população é assim) e vão morar na periferia da cidade. Além disso existem na cidade de Bs As mais de 1 milhão de imigrantes de países vizinhos, principalmente bolivianos, peruanos e paraguaios que ocupam um grande parte dos trabalhos mais pesados. Também a cidade tem mais de 200.000 uruguaios, porém são dificeis de distinguir entre os portenhos, já que além do sotaque quase igual o estilo de vida é na prática o mesmo.
Sobre as mulheres…. hummm, que posso dizer sobre as mulheres, elas estão, mas não são tão visíveis como anteriormente, e dependendo da época do ano, vc as “acha”, mas é verdade que no centro são cada dia mais “escasas”.
Com relação à rivalidade com os brasileiros, posso lhe garantir que no que se refere aos argentinos, em geral, obviamente nem todos, está restringida ao futebol. O povo posso garantir que “adora” e sente inveja do estilo do brasileiro… eles sentem que o brasileiro é divertido, gente boa, hospitaleiro, otimistas, com um país maravilhoso, e que não entende porque no dia de hoje os brasileiros tem raiva deles. É verdade que a fama está bem definida (e bem ganha também), mas hoje, como o Cleto falou, a realidade fez o argentino se olhar diferente e olhar o mundo de outra forma.
Com relação à educação e a arquitetura é só pegar dados de começos de século XX e vai ver o porque. Existia um modelod e país, discutível, mas modelo, e a Argentina evoluiu em 60 anos, de 1870 a 1930 o que não tinha evoluido durante os 300 anteriores. E eu espero que os meus filhos ou netos paulistanos possam se orgulhar da sua cidade como eu gosto tanto da minha Buenos Aires. Acredito que será assim.
Gustavo L. – Aproveitei bastante a hospitalidade portenha e pretendo voltar a aproveitá-la.
lendo o seu texto Paulo sobre BA me deu saudades do Bixiga aqui em Sampa…k delícia !!!
Comigo é igual. Quem sabe me animo amanhã.
Se inspire e deixe algo, falando de lembranças, memórias, espelhos, absurdos, alephes, algo bem Borgeniano.
Essa foi pro P.
E a de baixo de ve ser pro Glads. E aí Stone, vai deixar passar a dica?
Acho que vou encarar essa dica mais tarde mano!
Se der errado, junta-se os cacos e se prepara um guizado pra seresta.
Bom dia Matte-Bom-de-Leão
Ontem jogamos até meia noite, foi bom!
Glads,
Andas jogando muito hein? Deve estar afiado!
Pelo que entendi vc tem um lugar maneiro com quadras, fica pelos lados de Sta. Cruz? Qualquer hora apareco por ai…
Fui convidado pelo auxiliar de Silvio Bastos pra jogar um torneio em algum lugar no Recreio, de duplas, parece que o nivel eh bom, vamos ver…
Giuliano
.
Eu morei a vida toda aí pela zona sul e as poucos fui me transferindo para cá, o que agora é definitivo. Tenho um lugar ótimo ao pé da serra da Costa Verde, próximo de Itaguaí e Itacuruçá, e também do Rio (av. Brasil, Sta Cruz) em 10 km. É um Paraíso isso aqui. Só pequenos sítios de veraneio no bairro e cantar de galo, embora não falte o básico como pavimentação de vias, velox e pequeno comercio.
Quanto as quadras, tenho coberta e descoberta e outra em reforma. Tem tudo que preciso, inclusive casa para mim e amigos.
Em fevereiro já terei suítes independentes para dar mais privacidade a quem recebo, embora os amigos de fora sejam uma constante por aqui, o que torna o lugar maravilhoso. Como você vive em Niterói podemos marcar para todo meio ou fim de semana caso queira e será pra lá de bom, tenho certeza. Meu mail é glads-ita@uol.com.br.
A casa é sua mano, eu e Diadorim ficaremos muitíssimo felizes em recebê-lo.
Abraços
Em tempo:
As coisas que escrevo sobre cismar com a vida, detestar o mundo de fora ou viver de mãos dadas com as mágoas, não conhecer gente, nunca ter viajado, e outras coisas mais são só escritas, adoro escrever sobre as possibilidades humanas e só! Você não irá encontrar nada disso por aqui, só alegria plena!
Glads, valeu mano!
Iremos combinar.
Nem precisava explicar, que isto esta claro, justamente pelos teus escritos.