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03/11/2009 - 00:32

Panterinhas

Uma das razões pela qual eu sonhava em terminar minha carreira de técnico eram as viagens de avião. E os aeroportos. Dois infernos que pensei me acompanhariam pelo resto dos meus dias.

Cheguei a voar cerca de 80 vôos anuais, o que eu considero acima de qualquer medida de bom senso. E se eu estava voando isso, os tenistas profissionais não estão muito longe. Podem acreditar, essa é a principal razão, ouvida da boca de inúmeros deles, para abreviarem o dia da aposentadoria.

Com os anos, cheguei a estressar de vez a só poder entrar em avião após tomar uma “panterinha”, apelido dado à pílula mágica, por um amigo tenista, pela sua cor rosa. Sorte que não tive que encarar exames antidoping e não passar pela vergonha que o careca deve estar passando, para aliviar a consciência e aumentar a conta no banco. Mas eu, que não sou bobo, louco ou viciado sempre tive a supervisão de um médico.

Aliás, li algumas outras partes do livro da careca de Las Vegas e adianto que serei um dos que irão morrer com os U$29,99, ou o que seja, a não ser que uma alma generosa me ofereça um de presente. O livro promete, e não estou me referindo às partes que falam se suas aventuras com drogas. Deve ter muita coisa interessante por lá.

No entanto, duvido que a minha pastilhinha estivesse na lista negra, já que jogar tênis naquelas condições não é exatamente adequado. Era como se uma mão invisível invadisse minhas entranhas e tirasse aquela ansiedade torturante, amainando a angustia da percepção da mortalidade eminente, ao mesmo tempo que me deixava com zero espírito competitivo, faceta obrigatórias em um jogador.

Conheci vários tenistas que começaram a carreira indo para o aeroporto cheios de energias, sonhos e boas expectativas. Com as infindáveis horas passadas a 10.000m, os intermináveis momentos de ansiedade causados pela incerteza de se conseguiriam vôo para a próxima cidade, já que o tenista não fica um dia sequer na cidade após perder, filas, check-in, turbulências, noites mal dormidas, refeições horríveis, bagagens extraviadas, vôos lotados e sem lugar e um universo de imponderáveis que inferizam a vida, os tenistas literalmente sonham com o dia em que só viajarão a passeio. Isso para não mencionar quartos de hotéis, clubes, e eternidades longe da família e amigos.

Como técnico, passei quase duas décadas nesse turismo forçado. Por conta disso, atualmente só me comprometo com viagens onde o passeio e a descobertas de novos lugares sejam as prioridades. Podem até ser lugares já conhecidos, só que agora apreciados sob um novo ponto de vista.

Este fim-de-semana subi em um avião em Guarulhos sem sequer saber se ainda tenho alguma “panterinha” na gaveta do banheiro. O vôo longo foi longo o bastante para assistir The taking of Pelham 123 – um filme que adorei ver o original no início dos anos 70 e me deixou então na beirada do assento, algo que o atual, mais fraco, não conseguiu fazer.

O destino, Buenos Aires, onde, como não poderia deixar de ser, tive inúmeras experiências dentro e fora do tênis. Isso fica para outra hora. O foco hoje é outro, apesar de que pretendo bater minhas bolinhas em um clube no Parque de Palermo. Enquanto isso, se os leitores tiverem algumas dicas da hora, o espaço dos comentários está aí para isso.

taking_of_pelham_one_two_three_ver3

O filme melhor então, os vôos melhor agora.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Minhas aventuras Tags: , , ,

140 comentários para “Panterinhas”

  1. Ricardo Dipold disse:

    O Cleto.. da uma olhada na notícia que ta rodando por aí…

    Aberto da França de tênis pode deixar Roland Garros

    http://esporte.uol.com.br/tenis/ultimas/2009/11/03/ult4364u4728.jhtm

    Poxa.. será ue não vou realizar o sonho de ver um jogo lá??!!??! poxa !!! sacanagem …….

  2. Marcelo Calmon disse:

    Tb concordo com vc, o antigo é bem melhor, e como eu não estava num avião quando tentei assistir o novo, desisti lá pelo meio. Não sei até agora se um “ATCHIM” tb estraga os planos do sequestrador.
    abs
    Marcelo

  3. Ferracini disse:

    Recentemente, no mesmo dia, assisti as duas versões do ” Sequestro do Metro”. Tanto gostei das duas que não consigo eleger a melhor.

    Até com relação à atuação dos atores,, onde a simpatia pessoal muitas vezes é determinante, não consegui me decidir. Embora seja fã de carteirinha do Denzel Washington, o “Garber” de Walter Mathau é simplesmente sensacional. Vale, também, para Robert Shaw e Travolta.

    Quanto ao Tarantino continuo adorando todos os seus clichês.

    Óntem fui ver Bastardos inglórios e ele está mais Tarantino do que nunca. Gostei muito.

    Brad Pitt fanfarrão e com queixo a la Marlon Brando está impagável. A atuação do alemão Cristoph Waltz como um coronel nazista é espetacular. Tudo isso sem contar a trilha sonora que vai de Ennio Morricone, a Beethoven , com ” O dólar furado” e “para elisa”, só para citar duas.

    Cleto,

    Post maravilhoso.

    Glads,

    Outro dia perguntei se você gostava mais do Sérgio Leone ou do John Ford nos bang bang e você não respondeu.

    Abraços a todos

    • Flávio B. disse:

      Graaaaaaaaande Ferracini

      Agora você me remeteu ao longínquo passado: O Dólar Furado!

      Esse foi meu filme de faroeste preferido durante toda a infância, com Giuliano Gema. Eu acho até que ainda tenho um vinil com clássicos dos filmes de bang-bang, incluindo, é claro, o tema desse.

      E Tarantino dispensa comentários. Um dos meus preferidos dele é Pulp Fiction, incluindo aí a reza de Samuel L. Jackson antes de mandar seus inimigos para os infernos!

    • Glads disse:

      Ferracine
      .
      Me desculpe mano, ando meio caduco! Inda me lembro de ter ficado feliz por mais alguém ver arte em um gênero que pensei estar sozinho.
      Gosto muito mais do Sergio Leone pela sua capacidade, à época, de catalizar perspectiva de cenário e característica da cena. Ele foi épico nisso. Mas o diferencial era a sensação lenta de tempo e tempo sem importância em todos os seus trabalhos. A trilha sonora, outa loucura! Sempre com Morricone às suas rédeas, era o próprio momento, o próprio personagem. Segundo Cardinale, quando filmavam Era uma Vez no Oeste, Leone colocava os atores no estúdio ensaiando as falas e principalmente as cenas, já que diálogos nos seus filmes eram secundários, ao som da trilha sonora, incidental ou não já prontinha, e, segundo ela, aquilo arrebatava o elenco quase à transe, quase à êxtase. Outra carcterística extraordinária dele era o mergulho de close a field na mesma câmera , com tomada de cena linha reta, vezes e vezes. Lindo!
      Mas é difícil entender gente mano. Outro dia li de um crítico que A Céu Aberto, nada com Leone é claro, é um filme vago e inconclusivo. E o danado do filme aborda exatamente isso se não só isso, o ser humano em perspectiva e o fim da jornada emocional de cada um! Inda bem que Leone se lixou para qualquer idéia que estivesse a um milímetro abaixo da superfície, inda bem, senão teria filas de idiotas dissertando sobre o esterco no deserto de seus filmes.
      .
      Troquemos sempre nossas impressões e nada de cult na veia. O cinema tem de estar pronto aos olhos e ouvidos. Se tivermos que usar de ginásticas intelectuais para entender ou gostar de uma película, escolhamos um livro, um abajur pequeno e um bom pijama!
      .

      Um abraço forte meu mano

    • Flávio B. disse:

      Glads

      Meu irmão, eu tenho lá minhas restrições com alguém que, ao ser perguntado sobre o que faz da vida, responde que é “crítico”.

      É claro que o significado da palavra é muito amplo e tem várias utilidades, mas acho que o problema está em que as pessoas não se tocam dessa amplitudo toda.

      Isenção ao opinar é uma coisa quase que impossível, até por definição de “opinar”. Mas isenção na análise é fundamental, se alguém quiser depois fazer um bom comentário ou crítica a respeito de algo.

      Críticas muitas vezes estão ligadas aos desgostos que se encontra nos alheios em relação àquilo que não se gosta ou aprecia.

      Exemplo simples: eu não gosto do jogo do Nadal, não aprecio o seu estilo. E só. Mas não tenho como negar a história e as conquistas do mancebo, seus méritos e qualidades.

      Entretanto, se eu fosse crítico de tênis (existe isso???), procuraria enxergar as coisas como talvez ele as enxergue, o porque de jogar daquela forma, quais as características que possue para ter optado por aquele tipo de jogo. Daí sim, poderia formular alguma crítica, citando os vários estilos e táticas de se jogar esse jogo, comparando, inferindo, fazendo algumas suposições hipotéticas para não se ater a um quadro excessivamente certinho e matemático.

      Críticos de cinema sempe me passam a sensação de pessoas que pensam que enxergam mais do que os outros, só porque se dedicam profissionalmente àquilo.

      Gosto da maneira pela qual você exala a sua opinião de como uma película deve ser. Creio que, exceção feita aos filmes “cabeça”, os demais devem correr naturalmente diante dos seus olhos e você deve assisti-los sem ter que forçar nada, apenas entendo aquilo que as cenas e a trama e os diálogos lhe passam.

      Tentar entender o que um filme quer dizer é uma coisa, ficar imaginando que por trás dele sempre tem uma mensagem oculta pode cheirar a uma nóia qualquer.

      Melhor costuma ser deixar rolar. E se tiver algo a mais, um dia desses o clic avisa e a gente descobre.

      Boa noite, meu irmão!

  4. Rodrigo P. disse:

    Olá Ferracini!

    Já que gosta do Tarantino, ja viu esse curta sobre a obra dele, seu “código”? Com Selton Melo e Seu Jorge, é curioso e até engraçado.

    http://www.youtube.com/watch?v=op4byt-DtsI

    Abraço

    • Rodrigo P. disse:

      Viche! O Luciano SIlveira colocou o link antes de mim…

      Foi mal rapaziada!

    • Ferracini disse:

      Eu já tinha visto Rodrigão.

      Estive aí na sua terra, de sexta à segunda, com sol maravilhoso, jogando o torneio de tênis “amizade brasil/japão
      no Santa Mônica. Tinha gente do Brasil inteiro. Quase 400 tenistas inscritos nas várias idades.

      Abçs

    • Flávio B. disse:

      Ferracini

      Ainda dá tempo: você não tem chance de vir pra Sampa no final de semana do dia 14/11, participar do encontro do pessoal do blog?

      Eu sei que Londrina não é aqui ao lado, mas se der, venha nos brindar com sua companhia e estórias ao vivo.

  5. Jose Antonio disse:

    Caros colegas,

    Esse papo de avião me suscitou uma curiosidade um tanto mórbida: existe algum caso conhecido de acidente aéreo envolvendo tenistas (mais ou menos) famosos? Afinal, não são poucos os casos de acidentes que vitimaram esportistas e artistas, e pelo relato do patrão (80 vôos em um ano!), a estatística deve pesar.

    • Flávio B. disse:

      Joseph

      Com tenistas, não me lembro. O mais comum é com futebolistas e alguns com automobilistas.

      E o Galo, rapaz? Essas rodadas finais vão pegar fogo, hein?

    • Jose Antonio disse:

      B.,

      Nem me fale! Domingo passado não foi para cardíacos. Por muito pouco não éramos ultrapassados pelo maior rival. O mais engraçado foi que, ao término da partida das Marias, nos bares da cidade os alvinegros comemoravam como se tivéssemos levado o título. Acho que muita gente falou bobagem por aí, e a galera resolveu desabafar.

      Quanto às rodadas finais, as coisas começaram a conspirar pelo tricolor paulista. Mas ainda dá!

      Abraço!

    • paulocleto disse:

      Rafael Osuna, o mais famoso tenista mexicano, na época um dos melhores do mundo, conhecidissimo pela velocidade e ótimo jogo de rede, morreu em acidente de avião. E o suíço Marc Rosset estava com reserva no voo da Swiss Air que caiu logo após decolar de NY – ele desistiu na ultima hora, pois perdera horas antes e quis tomar um porre em NY mesmo.

    • Jose Antonio disse:

      Paulo, o “Nilton Santos” do Tênis.

      Incrível a história do Marc Rosset. Não era a hora dele.

  6. Ferracini disse:

    Flávio B.

    Só não vou ao encontro no dia 14/11 porque a data coincidiu
    com a 23a edição do torneio de duplas centenárias que é realizado no meu clube.

    Como você é do ramo, meu caro, peço alguma sugestão/idéia para a homenagem abaixo:

    Faleceu, aos 77 anos, o maior vencedor do torneio, Sr. Antenor Barnabé. Ganhou 08 vezes. Jogava um belo tênis, um dos melhores do país na sua idade, e sempre vinha com parceiros jovens quase em nível profissional.
    Ex: ganhou com seu filho, Rodrigo Barnabé, que já jogou Wimbledon Juvenil.

    Além de tudo o cara era uma figura, um ser humano maravilhoso.

    O que estamos fazendo para homenagea-lo:

    Fiz uma versão de ” We are the Champions” que modestia à parte ficou muito bonita, pois eu o conhecia há 25 anos, sabia muito bem como ele era.

    Estamos tentando fazer, em estudio, inclusão de vocais na gravação do Queem, e o solo de um cantor local que consegue imitar o F. Mercury. Acho que vai ficar legal.

    Vamos tocar o CD enquanto passamos imagens do grande campeão.

    Imagine a melodia, o ritmo e a métrica da gravação do Queem. O Refrão ficou assim:

    “Partiu o maior campeão
    Saudade das bufadas do boizão
    E o centenário,
    homenageia.
    Amigo, de fé, salve the champion, Barnabé”.

    PS: O apelido dele era boizão, porque bufavajao respirar enquanto jogava.

    Alguma idéia meu caro?

    Abçs

  7. Glads disse:

    Ferracine
    Postei um comente em resposta acima.
    Abraços

  8. Sidney disse:

    Cleto

    Passei 10 anos de minha carreira viajando o mundo todo, tenho até um diploma da Varig que me confere a volta ao mundo em 180 dias.
    Desse período restou duas coisa :
    Primeiro: O amor ao tenis; o primeiro jogador que vi jogar foi o Ivan Lendl, num torneio no Japão, em 1978 ou 79 . Depois disso fiquei fanático pelo esporte,
    Segundo: para poder chegar inteiro no destino, depois da refeição tomava um comprimido de Lexotan e dormia que nem um anjinho até o cafe da manhã (atenção: esse remedio é uma pilula cor de rosa).
    No meu caso eu chegava inteiro e pronto para um dia de trabalho, pronto para enfrentar qualquer jornada estressante (naquela epoca esse nome não existia). Mas com certeza não estava preparado para enfrenrtar uma fera do outro lado da rede.
    Esse habito se mantem até hoje, pois viajo pelo menos uma vez por ano (para ver meus torneios), e o meu comprimidinho vai comigo.
    Não recomendo tomar sempre, porque causa dependencia e eu faço o mesmo que o Cleto faz: com recomendação e orientação médica.

    • Glads disse:

      Sidney

      Gostei da experiência narrada, muito! Mas lembre-se, a função do médico hoje (e que se danem as pedras) é desorientar e eliminar os maiores prazeres da vida da gente.
      Médico para mim seria aquele que me proferisse:
      - Vá lá na esquina da vida e meta bronca, exagere e abuse, seja feliz até de manhã. Depois tome um banho, venha aqui no meu consultório e deixe o resto comigo!
      .
      Esse estudou e é médico. É o cara!
      Agora, dizer não pode isso, não pode aquilo? Leio no verso da caixa de Maizena.

      Abraços

    • Matteoni disse:

      Sidney,
      .
      Poderia matar minha curiosidade insultante: viajavas assim pra que?
      .
      Abçs

    • Glads disse:

      Você só aparece para dar sinuca de bico?

  9. Glads disse:

    Flavio-Beta-Peixe-Luz
    Tô exausto. Metí seis passadas maravilhosas hoje. O figurinha vinha bufando e quando saltava no split, eu já tinha soltado a paralela. E mais, tomei dezoito dessas.
    Deus me livre de mata burro! A minha rotina de esteira está em dia e afiada, pernas em soltas e tudo o mais. O negócio complicou mesmo foi na bola de aproximação em cima de um desgraçado ambidestro, e ainda ainda por cima com leitura de quadra acima, muito acima da média!
    .
    Abraços.

    Lembre-se sempre do convite!!!

    • Flávio B. disse:

      Sempre me lembrarei, mesmo depois de visitá-lo … rssss

      Sugestão do Manual BetaFish for Playing Tennis?

      Faça approaches sem peso, só empurrando a bola, bem aberto. MAs cuidado, na maioria das vezes só dá pra fazer isso com as bolas que pingam mais curtas no seu lado.

      A sacanagem do approach sem peso é que a vítima está correndo na paralela da linha de base e descobre que a tua bola não vai andar o que ele esperava. Daí, tem que desviar a corrida para dentro da quadra e muitas vezes a bola já tá muito baixa para fazer a passada com força. Aí, o voleio pode ser todo seu …

      Só fique de olho na angulação da raquete dele, pois o lob, nessas ocasiões, costuma parecer como a melhor saída, mas a bola baixa e sem peso dificulta que o outro calibre o lob. Aí, o smash pode ser seu …

    • Adolpho disse:

      Caro Glads

      Mas afinal ganhou ou perdeu o jogo? Ao menos no quesito passada pelo jeito vc levou um baile.

      Abraço

    • Glads disse:

      Adolfo

      Perdí de 3×6, 7×5 e 2×6.
      O Flavio tem razão quanto ao approach, mas só havia chance com bola forte e de bem com a linha, já que o garoto é rápido feito o PT na botija. Mas vou inventar um jeito!
      .
      Abraços

    • André Barcellos disse:

      Essa da bola aberta sem peso é sacanagem mesmo. Aliás, tinha um sujeito no meu clube que jogava alternando a força das bolas. Eu terminava o jogo exausto, sendo que na maioria das vezes perdia…
      Outra sacanagem é empunhar a continental com cara de drop shot e meter um slice lá no fundo, com toda a força que der. Ou o cara tem de volear ou a bola passa dele…

    • Flávio B. disse:

      André

      Já que a habilidade física não é das maiores, eu preciso sobreviver da mental … rsss

      Variar força e peso das bolas é uma das minhas diversões preferidas no tênis. Além do efeito surpresa, cansa o adversário física e mentalmente.

      Aí, o jogo fica mais parelho … rssss

  10. Glads disse:

    Peixe-Beta
    .
    Esses críticos desgraçados são exatamente o que você disse e a analogia com o tênis encerra tudo. E tem mais, não me venha passar depressão ou flagelo irreversível que fico louco. Nuca desejei sair do cinema com o espírito pior de que entrei. Então, já que é para puxar a descarga, odeio Woody Allen até latejar as têmporas.
    .
    Mano Peixe e Ferracine, se vocês já viram o filme “A Lenda do Pianista do Mar”, vejam de novo e mais dez vezes. Tim Roth, esse mundo de talento se doa a Giuseppe Tornatore nesse filme único e Morricone despeja a alma, como nunca mais o faria na vida, a ultimo suspiro! A cena desse link é a essência do filme e este piano tal qual Chopin em suas “noturnas” carregadas de solidão e desamparo é de Morricone, como toda a trilha. Inda tem Pruitt Taylor Vince no meio de tudo derramando ternura na cena como se fossemos nós, e acaba sendo.
    Mais um casamento de um diretor italiano com Morricone e com um elenco dos melhores que já vi. A menina que inspira a canção imediata mais parece uma miragem de lua, mar, piano e nossos desejos mais profundos!
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=lgXW6XDnhXA&NR=1
    .
    Valha-me Iansã, estou de paixão desmedida.
    Quer saber? É o filme mais doce que já se viu nesse mundo. Tá dito, vá lá na locadora, vocês dois e confiram.
    .
    Paixão não cola com Cidade de Deus, fazer o quê?

    E o Matte-Leão-Dourado, que anda de bico murcho, meio sem alegria e mais que meio triste.
    Deve ser o filme em questão, vai ver ele assistiu.
    .
    Abraços

  11. Martin H. disse:

    Apesar de ser aqui do “lado”, lá se vão 13 anos de quando eu fui pela primeira e única vez…
    Mas, além das dicas mais óbvias – inclusas nos roteiros dos mais desavisados -, achei San Isidro “da hora”. Só a visita nas cercanias da estação já valeu a pena para mim.
    E lembro, como se fosse hoje, da panqueca de doce de leite que comi no Puerto Madero. Só não lembro do nome, pois acho que eles tem um nome específico para o “prato” (aí Martin A, dá uma força!).

    Quanto à grande decepção, esta ficou por conta da minha busca à famosa Rua Corrientes, nº 348, segundo piso, sem porteiro e com um destino. No alto dos meus quinze anos, estava doido para conhecer o lugar que havia inspirado o famoso tango. Porém, chegando lá, o que vi foi um prédio velho em reforma.

    Abraço,
    Mártin

    • Glads disse:

      Viu?
      Falou tango, dançou!

      Abraços

    • Matteoni disse:

      San Isidro é legal mesmo, muito aconchegante.
      .
      Fui de trem, alías o Trem de la Costa.
      .
      Aliás ainda, quase perdi o danado do trem, pois inventei de subir até uma linda e enorme igreja de pedra que tem lá no alto.
      .
      Mas o passeio de barco pelo delta do Paraná não gostei. Mas nada de preconceito. Também não gostei das gôndolas de Veneza.
      .
      Se eu fosse o E-Cletico não sairia nem de Palermo. Tudo de bom tem lá.
      .
      Abçs

    • Glads disse:

      Também não gostei das canoas daquí de Itacuruçá!

    • Martin H. disse:

      Glads, neste caso… não dançou.

      Matteoni, também fui de trem (a memória apagou o nome do trem, mas acho que era este mesmo). Mas não fui no passeio do barco. Ainda bem, pelo visto.

    • Matteoni disse:

      Não perdeu nada.
      .
      Só a casa museu do ex-presidente Domingo Sarmiento – então, não perdeu nada!
      .
      Abçs

    • paulocleto disse:

      Hoje o meu passeio foi por San Isidro e depois estiquei até Tigre, onde a beira rio está linda.

    • Martin H. disse:

      Olha a sincronicidade jungniana aí…

  12. Matteoni disse:

    Stone,
    .
    Estamos na área mano!
    .
    Não tanto como gostaria, mas a gente dá um jeito. A tristes é passageira.
    .
    “Tristeza, por favor vá embora
    Minha alma que chora está vendo o meu fim
    Tristeza, por favor vá embora
    Minha alma que chora está vendo o meu fim

    Fez do meu coração a sua moradia
    Já é demais o meu penar
    Quero voltar àquela vida de alegria
    Quero de novo cantar”
    .
    Abçs
    .
    P.S.: Ouvi dizer que se o Djokovic ganhar na Basiléia vira # 2 do mundo. E o Kiko!?

    • Glads disse:

      Então voltemos a registrar a nossa absoluta falta de problemas, e já!!

    • Martin H. disse:

      Matteoni, ainda bem que puxaste (embora o Jamelão não goste, este é o termo consagrado…) este samba, e não a bossa do Vinicius com o Tom que diz que a “tristeza não tem fim / felicidade sim”.

    • Glads disse:

      Matte
      Postei pra você na pagina anterior as 23:52. Vá lá e opine cá!

    • Matteoni disse:

      Boa perspectiva Helvético.
      .
      Foi meu (in)subconsciente!
      .
      Até me animei agora!
      .
      Valeu!

    • Matteoni disse:

      Glads,
      .
      Não achei!

    • Glads disse:

      Não achou meu coment? Eu copio e colo aquí. É isso?

    • Glads disse:

      Matte-o-Bicho
      .
      - O tal coment da página anterior -
      .
      Meu palpite sobre o que fazer nesse lugar para onde o Cleto foi e todo mundo deu dica e palpite, inclusive você. Aliás, lá me parece lindo! Portanto:
      .
      Se tem buchada eu vou
      Se tem rasta pé, lá ‘tou
      Se pagode de muié, fechou

      Mais antão,

      Se istrageiro na porta
      Se de boca fala torta
      Se puliça de arma sôrta

      Vô não

      Se muié flor de sereno
      Apoiá o meu dizeno
      Rodá saia em meu baião
      Estrangeiro vá pro inferno
      Limpe a cauda com seu terno
      Fica aqui meu coração!!!
      Vô não!!!

    • Matteoni disse:

      Stone,
      .
      Lá só tem Tango!!!
      .
      E já é bom demais.
      .
      Aliás, não sei se gosto mais de Tango ou Fado, mas o fato é que gosto de ambos! E de samba também. Forró então…

  13. Glads disse:

    Mano Beta e Ferracine

    Falando em “Era uma vez no Oeste”, veja a maldita perspectiva de cenário e característica da cena ajustadinhos e mais o Morricone de mãos dadas com a cena!
    E mais, quando Frank recebe o tiro e está morrendo, o céu é pano de fundo.
    Quer mais o que?
    http://www.youtube.com/watch?v=jQ4bNTU965E&feature=related

    E o Noly hoje heim?

    • paulocleto disse:

      Olhem lá os close-up que inspiram o “Roger” Tarantino…

    • Flávio B. disse:

      Glads

      Agora, só de noite pra ver o Utube, que no trabalho é vedado. Em todo caso, se tiver chance hoje, ao longo do dia, procure lá Tube se tem algo sobre um filme chamado China Girl, estória de romance adolescente.

      Eu, se ainda não disse por aqui, tenho uma queda abissal por algumas orientais (não, a fraulein não faz parte desse time, ela é do grupo dos “sorrisos encantadores”).

      Nesse filme, a menina que faz o papel de China Girl era simplesmente encantadora de linda. Na época, eu tinha uns 18 anos e fui ao cinema com uma amiga (vinte e oito anos depois e ainda somos bons amigos, não é legal isso?).

      Além de quase pular na tela para perguntar se a dona daqueles olhos puxados queria namorar comigo, teve uma cena inesquecível, mas fora do filme, na hora de ir embora.

      Chegamos à saída do prédio e havia um aglomerado de gente no portão, que era bem largo. Motivo: chuva! Paramos ali, aquela chuva com cara de que iria muito longe, todo mundo se encolhendo com medo de se molhar. Olhamos um para o outro, demos um sorriso e saímos na chuva, como se nada estivesse acontecendo, até chegar ao carro, completamente encharcados.

      Talvez as roupas molhadas não fossem a coisa mais confortável que se possa desejar, mas a sensação de liberdade de andar pela chuva foi inigualável.

      Bom dia pra ti!

  14. maysa caruso disse:

    Meninos e meninas do blog…

    To acelerada…ganhamos da AABB 3# classe lá no Pinheiros…joguei a simples ( 6×2 6×2 ) e ganhamos na dupla ( 6×2 6×2 ) . Oba!!!

    Parece simples mas quando jogo no meu clube com platéia e tudo o mais …jogo com uma pressão infinitamente maior…
    mas foi legal…to aprendendo a ficar mais fria…e sem duplas faltas viu Cleto…( só umazinha…).

    Agora que presente eu recebi: ADOREI OS VIDEOS DO PIANISTA DO MAR E DO DUELO FINAL ENTRE O CHARLES BRONSON E O HENRY FORD!!!
    Que música …que tensão no ar… D+…
    vces vão rir mas eu adoro filmes de faroeste….

    O ultimo que assisti foi Apaloosa ( alias mto bom ..com o Jeremy Irons ) que para mim tem uma das melhores inflexoes de voz quando representa.

    Vou dormir feliz..
    bjos a todos
    Maysa

    • Glads disse:

      E eu adoro quem adora o que adoro!

      Boa noite Maysa!

    • Flávio B. disse:

      Maysa

      Eu fui sócio do Monte Líbano e hoje sou sócio da AABB. Mas mesmo quando você fala que vai enfrentar esses clubes, eu acabo sempre torcendo por você. Deve ser porque lá eu só apenas sócio e aqui, nós somos do Cleto’s Team … rsss

      E, depois de tanto 62, só pode receber mesmo os nossos aplausos.

      Quanto ao encontro, o pessoal já recebeu o email e estão começando a enviar as respostas de confirmação. Em breve, te passo todos os nomes.

      E não há porque rir de quem gosta de filmes de faroeste, mesmo porque boa parte deles é muito gostosa de se assistir.

    • José W da Silva disse:

      Aposto que só pegou “mula-manca” … Ah Velha!!!

  15. Matteoni disse:

    E-Cletico,
    .
    Quero ver vc mandar um post em espanhol. Seria maneiríssimo!
    .
    A título de dicas boas e ruins, Evita tirar uma foto do túmulo da Peron no cemitério da Recoleta. Para vc que já foi no Père-Lachaise, aquilo ali é suburbano.
    .
    Abçs

    • Glads disse:

      Manda não Cleto, a patrulha vai cair matando. Você sabe que temos voyeur de periferia por aquí! O Matt tá pensando que sua lona tá velha, dá bola não.
      .
      Mande o post em alemão!
      .
      Tenha um bom dia e também o tenha o Leão-Matte.

  16. Ferracini disse:

    Glads e Flávio B.

    ” A música fala sem palavras. O que temos de fazer é escutar”
    Ennio Morricone

    Em homenagem a vocês, meus caros, hoje vou assistir novamente ” Nunca te vi, sempre te amei” com a maravilhosa Ana Bancroft e o extraordinário Anthony Hopkins.

    É incrível a capacidade do ser humano de se sensibilizar diante da arte. Os seus comentários, para mim, são presentes recebidos de amigos.

    A música e o cinema nos remetem à viagem mais sensível
    da nossa vida que é olhar para dentro.

    Segue Fernando Pessoa:

    “O mistério das cousas? Sei láo que é mistério!!!
    O único mistério é haver quem pense no mistério.
    Quem está ao sol e fecha os olhos,
    Começa a não saber o que é o sol
    E a pensar muitas cousas cheias de calor.
    Mas abre os olhos e vê o sol,
    E já não pode pensar em nada,
    Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
    De todos os filósofos e de todos os poetas.
    A luz do sol não sabe o que faz
    E por isso não erra e é comum e boa.

    • Flávio B. disse:

      Ferracini

      Bom dia.

      Se tiver chance e se tiver ao alcance, mais algumas sugestões de filmes que nos mostram aquele lado do ser humano que normalmente nos encanta:

      - Never Cry Wolf (Os lobos não choram)
      - Muito além do jardim
      - Field of dreams (O campo dos sonhos)
      - Hair
      - O homem que queria ser rei
      - O som do coração

      E se quiser um pouco de aventura com boa trama:

      - Caçada ao outubro vermelho

      Para dar boas risadas:

      - O incrível exército de Branca Leone

      Esses aí eu assisto toda vez que passam, não importa pela qual enésima vez seja.

      Esses todos

    • Matteoni disse:

      Por falar em música, a espanhola Montserrat Caballé soprou nos ouvidos de Roger Federer na homenagem que recebeu na Basiléia.
      .
      Achei uma ótima idéia ele ser homenageado justo por uma espanhola.
      .
      Ademais, o escândalo Hssi pelo menos serviu para tirar o foco Basel/Cigarro/Federer pois niguém mais comenta sobre isso.
      .
      Abçs

    • Glads disse:

      E se ela cantau “Barcelona’ pra ele? Sei não!

  17. Bruno S. disse:

    Cleto, se você estiver buscando dicas mto boas sobre restaurantes em B.A .visite rapidamente o blog da Alessandra Blanco (Comidinhas) que você vai encontrar indicações de primeira.

    Abs

  18. Matteoni disse:

    E-Cletico
    .
    Acho, e não me entendas mal, que tu deverias morar aí, pois os bons ares estão te fazendo tão bem, que tu estás muito mais presente aqui estando aí, do que quando estavas aqui.
    .
    Será que eu consegui dizer o que queria dizer!?
    .
    P & B?
    .
    Abçs

    • Matteoni disse:

      Vais dar uma olhada chefe?
      .
      “Cinco brasileiras disputam nesta semana o torneio de Buenos Aires, que integra o circuito da Federação Internacional. A carioca Ana Clara Duarte é a principal favorita ao título e estréia contra a local Carolina Zeballos. Também participam Nathalia Cheng, Fernanda Faria, Gabriela Barbosa Costa Silva e a campineira Flávia Borges, vindo do qualifying.”
      .
      Abçs

    • Glads disse:

      E você Leão-da-Aldeia, piorou de dar dó! Só fala agora com correspondente estrangeiro, no caso o patrão. Essa banca virou de ponta a cabeça.
      .
      “Gracias a la vida, que me ha dado tanto
      me ha dado el oido que en todo su ancho
      graba noche y dia grillos y canarios
      martillos, turbinas, ladridos, chubascos
      y la voz tan tierna de mi bien amado.”

      Ou lá ou aquí tudo é assim mesmo, sempre!

    • paulocleto disse:

      Acho que vc perdeu uma boa ocasião de não dizer nada.

    • Flávio B. disse:

      Matts

      Ao invés de ganhar um P & B, você acabou colecionando um P & C … rssss

  19. Martin A disse:

    Nessa epoca do ano um programa muito legal em Buenos Aires é assistir Polo.
    Já finalizou o tradicional torneio do Hurlingham Club (onde também se pode jogar tenis na grama) e o Aberto de Palermo começa na segunda quincena de Novembro. Porem esta semana está acontecendo a Copa de Oro da Ellerstina, um torneio de maximo 22 pontos de handicap por equipe (em Palermo normalmente sumam 38 / 40 goles por equipe). O torneio é em Pilar no Club Ellerstina.

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