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sexta-feira, 3 de julho de 2009 Grand Slam, Tênis Masculino | 15:15

Andys

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Andy, o Roddick, jogou acima do que vem jogando, utilizando a maior extensão de suas capacidades. Andy, o Murray, sentiu a pressão, como esperado, e jogou um tanto abaixo de suas capacidades. O resultado colocou o americano na final, para alegria de seus fãs e do outro finalista, que vem abrindo um champagne atrás da outra há mais de um mês.

Apesar do número de aces, Murray sacou abaixo do que devia, oscilando demais. Uma hora ace, outra empurradinho. Aliás, a oscilação é que o impediu de estar na final de Wimbledon. Nas horas importantes o escocês não sacou, a não ser um determinado momento do segundo set. Pior ainda é sua insistência em dar slices em pontos importantes e não usar aquela esquerdona top spin, que faz estragos tanto na paralela como na cruzada. Da mesma maneira, a insistência em devolver saques slices de direita, deixando a bola no meio da quadra, mesmo quando não há necessidade. O escocês ainda tem que aprender como usar todo seu arsenal em todos os momentos da partida.

Roddick é exatamente o outro lado da moeda. Um tenista com um ótimo técnico, que lhe vem ensinando utilizar seu arsenal da melhor maneira em todas as horas. Com ele Roddick aprendeu pouco tecnicamente e muito taticamente. Saca bem, e todo mundo sabe, mas não tem mais a ansiedade de fugir da direita como o diabo da cruz, e sabe o que fazer, mesmo que não seja demais, com sua esquerda quando forçado a batê-la. Tem também mais confiança em ir à rede e não inventar quando chega lá. Na grama, junto à rede, tudo que se precisa é um ângulo e uma caricia. Acima de tudo aprendeu, até pela idade, que um tenista com seu saque não precisa se desesperar tão facilmente.

A presença de Murray garantiria a emoção da final, pela carência de 74 anos dos britânicos e pelo seu retrospecto positivo com Federer. Como o inverso é a verdade no confronto Roddick x Federer – pode-se até chamar de freguesia – a emoção pode ficar restrita a Federer e seus recordes. Mas ninguém morre na véspera, e precisamos ver tanto como vai estar o suíço no dia que pode vir a ser o mais importante de sua carreira, como Roddick no melhor momento emocional de sua carreira.

Andy, o Roddick, final merecida.

Notas relacionadas:

  1. Favoritos?
  2. Como é que é?
  3. São Jorge
Autor: paulocleto Tags: ,

227 comentários | Comentar

  1. 7 Anderson 03/07/2009 15:22

    A única coisa que morre de véspera é peru.

    Responder
  2. 6 Felipe A. 03/07/2009 15:30

    Cleto,vc acha que Roddick tem alguma chance??Sou fã de Federer mas gostaria que a final fosse pelo menos disputada.

    Chaces tem, talvez menores do que o suíço.

    Responder
  3. 5 Felipe Melo 03/07/2009 15:32

    Paulo, até agora a minha aposta está correta.
    Vamos ver se Roddick servirá a cereja do bolo no grand finale!
    Arrisco-me a dizer que esta será a grande chance do tenista estadunidense. Grama, recordes à vista que mexem com o emocional de seu oponente, substancial melhora tática, com você bem colocou e, também, o velho saque. Fora que Andy está voleando um pouco melhor e sem medo da esquerda.
    Torcerei por Roger, por tudo que ele representa, mas aposto em Roddick.

    Responder
  4. 4 Phillip 03/07/2009 15:33

    Olha honestamente, com a confiança que o Federer está e a maneira como o jogo dele encaixa com o do Roddick, DIFICILMENTE o suiço não ganhará novamente wimbledon.

    O mais curioso é que muito se disse sobre Nadal fechar o Grand Slam esse ano, mas ao que me parece, se não fosse a vitória épica na austrália por parte do espanhol, o Grand Slam estaria em muito boas mãos suiças.

    Aos torcedores do Federer, falta mais um degrau, que ficou um pouco mais curto com o tropeço do Murray.

    Vamos dizer que o britânico sabe como incomodar o Federer, habilidade está que o Americano não tem de forma nenhuma. Eu diria que o jogo contra o Karlovic ou mesmo contra o Haas era muito mais perigoso.

    O saque do Roddick apesar de excepcional, não faz o estrago no Federer que o saque do Karlovic faz por exemplo. Acho que até pelo número excessivo de confrontos entre os dois, o Suiço lê muito bem o saque do norte americano, o que leva este ao desespero.

    De qualquer forma acho que esse Wimbledon teve um papel muito importante na carreira de alguns tenistas veteranos que não vinham obtendo os resultados que mereciam. Foi o caso de:

    Ruan Carlos Ferrero – Quartas de Final (Wild Card)
    Lleyton Hewitt – Quartas de Final
    Tommy Haas – Semifinal
    Andy Roddick ( Por enquanto está na final)

    O Roddick, é um caso diferente porque é um cara que vem se mantendo no top.10 há uns bons 8 anos que eu me lembre.

    Abçs

    Responder
  5. 3 LFJr 03/07/2009 15:40

    E o escocês nadou, nadou, nadou e se afogou na grama.

    Responder
  6. 2 Felipe Melo 03/07/2009 15:41

    Paulo, sei que você é um apreciador de relatos interessantes, então, segue um publicado por Fabrizio Gallas, da TenisNews:

    Thomaz Bellucci, principal esperança do tênis brasileiro, dispensou na semana passada seu preparador físico, Rodrigo Gomes, que vinha trabalhando com ele nos últimos quatro anos.

    Tentei conversar com Bellucci, que esteve icomunicável Mas consegui falar com Gomes e ele contou detalhes de um problema que nossa esperança vive e os motivos que levaram ambos à separação.

    Após as cãimbras da Copa Davis contra a Colômbia em abril do ano passado e o mesmo problema em um challenger contra Thiago Alves, a equipe de Bellucci resolveu fazer testes com o tenista em um duelo de cinco sets contra Alves na USP após Wimbledon.

    Verificou-se que Bellucci tinha o mesmo problema do chileno Fernando Gonzalez, uma transpiração maior que um tenista normal. Nesse teste Bellucci perdeu 3% de líquidos do corpo. Segundo Gomes, uma perda de 2% já faz com que o tenista caía no rendimento.

    Então a equipe de Bellucci procurou um médico que montou uma estratégia de ingestão de glicerol algumas horas antes de cada treino para amenizar o problema.

    “Bellucci tem um défict nutricional que o faz transpirar fora do normal para um jogador e isso faz com que se perca rendimento. A estratégia que foi montada foi a mesma usada com sucesso pelo chileno Fernando Gonzalez que tem problema igual ao do brasileiro. Ela deu certo pois Bellucci não teve mais esse problema que só voltou agora em Roland Garros”.

    Depois de Paris, o tenista não concordou em manter a estratégia e optou por consultar outro médico que lhe montou outro programa diferente para amenizar o problema: “Bellucci não quis seguir com nosso esquema anterior, houve uma divergência de opinião, método de trabalho então resolvemos nos separar”, adicionou.

    Bellucci ainda não acertou a contratação de outro preparador, mas já iniciou as negociações com Eduardo Faria, experiente no mercado do tênis já que trabalhou no time brasileiro da Copa Davis, com Fernando Meligeni e outros tenistas. Enquanto o jovem de 21 anos não acertar com ninguém, ficará sob a tutela de Rodrigo até o US Open.

    Hocevar sem técnico

    Entrevistei também hoje Ricardo Hocevar, número 4 do Brasil e 152 do ranking. Ele me disse que não está mais trabalhando com Carlos Albano, seu técnico nas últimas duas temporadas, desde o início desta semana.

    “Não tive nenhum problema com ele, foi apenas uma opção diferente tanto minha como dele”, afirmou o paulista.

    Hocevar está a procura de um treinador e fazendo trabalhos com outros jogadores na Mesq Tenis, na capital paulista.Ele falou sobre a primeira parte da temporada e seus objetivos até o fim do ano.

    “Não comecei bem o ano, achei que poderia ir bem nos primeiros torneios, me coloquei muita pressão e os resultados não vieram. Mas depois consegui passar quali no Sauípe, joguei bem em Buenos Aires, fiz bons e maus jogos na europa mas aprendi muito lá com jogadores que hoje estão em challengers, mas que já foram um dia top 20, 30 ou 40″

    “Aprendi muito na parte mental e técnica, a ter um jogo mais agressivo principalmente com a direita e evolui na esquerda”.

    Hocevar almeja terminar a temporada entre os 100 melhores, mas sabe “que ainda tem muitos pontos a defender” e não ficará chateado se cair. Seu sonho para a carreira é entrar no top 50.

    Fonte: http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/fgallas/comentarios.asp?idpost=23623

    Responder
  7. 1 Phillip 03/07/2009 15:42

    Não sei se todos repararam uma coisa interessante e gostaria que eu fosse corrigido se estiver errado.

    Nós que acompanhamos o tênis sabemos que o esporte é dividido em torneios, e estes classificados pelo seu gráu de importância (Muitas vezes relacionado a sua premiação geral).

    Feita esta consideração, é de consentimento geral que os torneios mais importantes do ano são os chamados: Grand Slams. Estes são divididos em 4 torneios, quais sejam:

    Austrálian Open – (Melbourne, Austrália)
    Roland Garros – (Paris, França)
    Wimbledon – (Londres – Inglaterra)
    US. OPEN – (New York, Estados Unidos)

    Depois do jogo de hoje andei pensando: “Quais os jogadores até o momento com melhores resultados nos Grand Slams?”

    Eis que me deparei com um fato curioso: Primeiramente, sem sombras de dúvidas o atleta com melhor desempenho nos Slams até agora é o suiço Roger Federer, pelos seguintes resultados:

    Austrálian Open – Finalista
    Roland Garros – Campeão
    Wimbledon – (Está na final)

    Eis que pensei: E o segundo melhor quem seria? Em outros anos seria uma facil resposta com a colocação de Rafael Nadal ou Novak Djokovic e mais recentemente Andy Murray. Mas para a minha surpresa o que veio minha cabeça foi um velho conheçido nosso, Andy Roddick. Observem os resultados do norte americano:

    Australian Open – Semifinal
    Roland Garros – Oitavas de Final
    Wimbledon – (Está na final)

    Claro que ainda falta US OPEN e que Nadal sofreu com a contusão em Wimbledon, mas é interessante ver que o panorama do top.5 da temporada pode mudar em um futuro próximo.

    Vale lembrar os resultados “Fracos” de Novak Djokovic:

    Austrálian Open – Quartas de Final
    Roland Garros – Terceira Rodada
    Wimbledon – Quartas de Final

    Até mesmo Murray:

    Austrálian Open – Oitavas de Final
    Roland Garros – Quartas de Final
    Wimbledon – Semifinal

    Abçs

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