Caça e caçador
Após muitas chuvas e trovoadas, Tommy Haas conseguiu administrar seu emocional e Novak Djokovic não foi tão forte mentalmente quanto pode ser. O resultado foi a vitória de Haas em um belo espetáculo tenistico.
O confronto foi na linha do esperado, com Haas tomando a iniciativa e Djoko tentando responder à altura. O alemão é um tenista perigoso nas quadras mais rápidas e Djoko tem algumas dificuldades na grama inerentes de seu estilo. E a briga em quadra resumiu-se a isso; Haas usando de seu arsenal mais amplo e levando vantagem quando administrando o emocional e Djoko tentando alongar os pontos e contra atacar com acuidade quando importunado.
O jogo foi ótimo de ver, pelo confronto de estilos e pelas alternâncias de momentos, o que sempre eleva a temperatura emocional das partidas. Durante a partida analisei bastante o aspecto tático e técnico e não preciso a detalhar aqui. Basta dizer que o momento divisor de águas foi o segundo saque de Haas no terceiro set, quando Novak teve quatro break-points e não conseguiu cacifar. No game seguinte, deixou transparecer sua frustração, perdeu o serviço e escancarou uma avenida emocional para o alemão, que usou o combustível da confiança para jogar o seu melhor tênis da partida.
Completando o post anterior, uma vitória do maior arsenal técnico sobre a maior força mental. Um dia é da caça, o outro é do caçador.
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13 comentários | Comentar
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13 Matteoni 14/06/2009 21:28
Por falar em caça e caçador, isso é o que eu chamo de tiro certeiro da organização de Halle: o Wild Card pra pessoa certa, o campeão!
Abçs
12 Luciene Machado 14/06/2009 21:35
Pois é…Se não foi o Haas que já foi número 2 do mundo, pelo menos deu gosto de ver.
E o Murray hein…? Campeão no Queen’s… vai se encher de moral para jogar em Wimbledon…
Abs,
Luciene
11 Fonseca 14/06/2009 21:49
Concordo com o Matteoni: WC para o campeão, que ainda por cima é alemão e fez a alegria do povo.
10 Felipe 14/06/2009 21:56
Eu tb fiquei pensando sobre o wc hj. Acho q o convite é geralmente mais perigoso para a organização do q para os tenistas da chave, pq diversas vezes os wc dão um vexame danado. Porém em Halle eles foram super bem em simples 2 quartas e o campeão, em duplas um semifinalista e um vice. Fora os outros alemães que tb foram super bem…
9 Eduardo 14/06/2009 22:01
Cleto,
Gostaria, e imagino que muitos também, que, quando possível, você escrevesse um post sobre a confiança e o quão essencial ela é num jogo de tênis. Sobre o catalisador que ela é para alguns, ao passo que, para outros, é um ingrediente que pode fulminar uma carreia. Um post sobre a administração dessas emoções…
Abraços.
8 Caio Schiefer 14/06/2009 22:47
E viva o backhand de uma mão! Haas é mais um dos tenistas a usar esse golpe com perfeição.
No top 100, o backhand de uma mão pode ser minoria atualmente, mas ninguém pode negar que quem o usa, tem nele um ponto forte no seu jogo!
Wawrinka, Haas, Gasquet, Federer e até o Gonzales hoje em dia tem na esquerda pontos fortes do seu jogo. Além do Gaudio, hoje fora de qualquer top importante.
7 Henrique 14/06/2009 23:07
Caio:
Perfeito seu comentário. Apenas um senão. Na minha lista não sei se o Gonzales entraria como dono de uma esquerda poderosa, apesar de dispor de um dos (talvez o mais) forehand do circuito.
Cleto: Uma tema que talvez mereça um post, eventualmente: a tensão nas cordas. Antigamente como era isso, nas raquetes de madeira? Outro assunto relacionado. Outro dia li numa revista um artigo de um encordoador com inúmeros cursos etc. Na matéria ele dizia que o Calleri usa apenas 46 libras, enquanto que a Jankovic 60. Achei os números tão díspares. É plausível isso?
Abraço
6 Diogo 14/06/2009 23:53
Felicidades para o Haas, que já estava jogando bem em Garros… Cleto, vc acha que se o Tommy não tivesse se machucado quando virou numero 2, ele teria domado seus demonios internos? Sinto que até virar top o jogador digladeia com si próprio até o tempo nutrir essa confiança recém adquirida. No caso do Haas, assim que ele chegou na festa, teve uma sucessão de problemas.
Sinto o mesmo com o Safin, voltar ao topo ele voltou algumas vezes, mas se não ficasse se machucando, quem sabe tivesse ficado por lá.
Abs
Diogo
5 André Becker 15/06/2009 0:01
Bons pontos do Diogo.
E, neste momento, num outro esporte tivemos um dia interessantíssimo criado por, assim como no tênis, uma rica safra de talentos no momento e na história: LA lakers campeão, Kobe Bryant campeão. O rapaz é uma mistura de Federer com Nadal com Djoko, não só das qualidades mas com defeitos potencializados, hehe. Algumas vezes parece um jogador de tenis num esporte coletivo: quer resolver sozinho e atropela tudo. Em outros momentos, dá pra ter uma idéia do que o Federer faria num esporte coletivo, são dois dos mais apolíneos jogadores da atualidade. E também está sempre envolto numa discussão com o passado, mas para o azar dele o passado é pesadíssimo, um tal de camisa 23…
Kobe Briant x Shaquille O’Neal
E, assim como com o Nadal, passei de detrator a admirador do seu jogo com o tempo.
Martin A, o grande basquete, outra área onde os vizinhos têm dado um baile em nosostros…
abs
4 André Becker 15/06/2009 0:26
O Shaquille é 32, e pesadíssimo de verdade… mas é uma novela interessantíssima com o Kobe mesmo.
Sei de uma história engraçada com uma amiga que foi estudar nos EUA e jogava tenis pela faculdade em Miami: O Shaq a viu treinando, arranjou o telefone e ligou pra ela:
“Hey babe, do you know who is talking?”
“…no?”
“Shaaaaaaaaq….”
Confiança não é imprescindivel só no tênis, hehe.
Mas ela foi ameaçada de deserdagem pelo pai caso aceitasse convites do Shaq…
O 23 citado é um outro jogador, esse sim apolíneo ao extremo…
3 Matteoni 15/06/2009 0:35
No Lakers o Shaquille O’Neal era 34, pois o 32 foi o Magic Johnson.
O 23 era Michael Jordan, mas nos Bulls.
Abçs
2 Caio Schiefer 15/06/2009 10:56
Henrique,
Certamente a esquerda do Gonzales não é o ponto forte do seu jogo; sua direita o é. Isso eu concordo com você.
De qualquer forma, desde seu período de treinamento com o Larry Stefanky sua esquerda melhorou demais e hoje, pelo menos como arma de ataque, creio que ela tem funcionado bastante bem. O slice dele melhorou bastante também.
1 Valcir Santos 16/06/2009 8:56
Caro Paulo Cleto, a partida final de Halle, entre Tommy Haas e Djoko, foi uma ótima desmonstração de tênis do mais alto nível. Legal ver Haas em forma de novo, mas grande parte dessa performance ele deve debitar à sua persistente e bela namorada, que deu mais força e moral ao alemão do que qualquer técnico poderia dar. Mas qual é o nome da beldade? Se não me engano, vc mencionou que era uma atriz norte-americana; é vero? Como gostaria de encontrar uma bela como aquela, seja em uma quadra de tenis ou fora dela…
Sara Foster.