Premonição.

Federer x Sampras, Wimbledon 2001.
Existem momentos mágicos em nossa história que, não raro, só realizamos sua importância e magia mais tarde. Durante onze anos seguidos fui a Wimbledon, escrevendo para o Jornal da Tarde e O Estadão onde contava minhas aventuras e desventuras no torneio e na cidade de Londres.
Com o tempo consegui algo que, infelizmente, com o tempo decidi abrir mão; uma cadeira cativa na Quadra Central, o palco mais restrito e famoso do mundo esportivo. Posso garantir que essa cadeira, que tem um número limitado, é imensamente difícil de merecer e conseguir e que todo mês de Julho tenho saudades dela.
Em 2001, Pete Sampras, então com 30 anos incompletos, defendia seu título do ano anterior, assim como os sete conquistados anteriormente no All England. Nas oitavas de final, quis o destino que ele enfrentasse Roger Federer, 20 anos incompletos, dono de um único título no ATP Tour, em Milão, em Fevereiro daquele ano.
Eu já tivera a oportunidade de ver o suíço jogar, como juvenil e como profissional, em algumas oportunidades anteriores. Conhecia seu talento natural, suas habilidades e tinha curiosidade em ver aonde suas qualidades poderiam levá-lo. Achei que assisti-lo enfrentar o hepta-campeão na Quadra Central seria um bom programa.
Fiz um lanche rápido, escrevi minha coluna do dia e fui ao templo sagrado do tênis completar o programão do dia – acompanhar o jogo que começou no meio da tarde. O que presenciei naquele dia foi História.
A partida, vencida por Federer por 7/6 5/7 6/4 6/7 7/5, foi a única entre esses dois tenistas que marcaram a história do tênis. Até ontem, com a vitória de Federer em Paris, havia a dúvida sobre o “Melhor da História”. Talvez ainda exista. Mas se o leitor quiser um tira-teima, um divisor de águas, um símbolo, esse é o confronto.
De um lado da quadra, onde conquistara o mais reconhecido sucesso de sua magistral carreira, o experiente Sampras começava a contemplar o crepúsculo de sua carreira – só venceria mais um Grand Slam, em Nova York no ano seguinte. Do outro lado da rede, um jovem talentoso, habilidoso e desinibido como poucos em palco tão exigente, no qual pisava pela primeira vez, só conquistaria seu 1º GS naquela mesma quadra dois anos depois.
Sampras era, claramente, o favorito – do jogo e do público. Federer a auspiciosa promessa. O confronto foi inesquecível, pela qualidade, pela surpresa, pela circunstância. Como uma premonição do por vir, Federer saiu vitorioso, na que foi a melhor partida do torneio, derrotando um campeão que estava a 31 partidas consecutivas invicto no torneio. Naquele dia, Roger mostrou todas as qualidades, técnicas, emocionais e mentais, que o levaram a bater o então campeão e o levariam a um dia desbancar o então melhor da história.
O jogo foi um dos últimos e inesquecíveis confrontos do mais purista e clássico saque-voleio do tênis. Uma exibição para fazer sonhar todos aqueles que cresceram admirando o tênis original praticado sobre a grama e que hoje, por N razões, começa a pertencer a um passado tão distante quanto o das cartas de amor e viagens de trem. E, com certeza, são as essas imagens, das quais apresento breve amostra no vídeo abaixo, mais uma das razões pela qual o mundo se curva e cede, com tranqüilo desprendimento, aos encantos do tênis praticado por esse terrivelmente “cool” tenista dos Alpes.
Como curiosidade, coloco abaixo trechos pinçados da minha coluna do Jornal da Tarde da época, onde menciono o garoto Roger Federer. Eles estão exatamente como foram escritos, pouco mais do que oito anos atrás.
“ Na segunda semana de Wimbledon as partidas concentra-se nas quadras principais. As secundárias passam a ser usadas pelos juvenis e os veteranos. O evento juvenil, que é disputado desde 1947, é oficial e tem suas inscrições por mérito. O dos veteranos é um evento por convites. Entre as garotas tivemos uma semi-finalista na figura de Vera Lúcia Cleto em 1968. Entre os garotos já tivemos dois finalistas. O paranaense Ivo Ribeiro em 1957 e o carioca Ronald Barnes – brasileiro com o tênis mais bonito e vistoso que já pegou numa raquete – em 1959. Quem me lembra o seu estilo é o suíço Roger Federer, tenista que é um prazer assistir.”
“O suiço Roger Federer, de 19 anos, é, junto com o russo Marat Safin, o maior talento da nova geração. O seu, além de ser um tênis de resultados, é também o mais vistoso das quadras. Elegante, do instante em que entra na quadra, ao momento que cumprimenta o adversário, é um “gentleman” também fora delas. Durante as partidas mantém uma postura raramente vista em tenistas da sua idade. Às vezes parece carecer uma pitada de garra. Talvez o tênis lhe seja tão fácil que nos parece sem esforço. Sua vitória sobre Pete Sampras veio como uma surpresa somente para aqueles que não tem tido a oportunidade de acompanhar a sua breve carreira.”
“ Somente as agruras de Sampras não seriam o suficiente para causar sua derrota em Wimbledon. Ele precisaria encontrar um adversário a altura. E foi isso que aconteceu ao enfrentar o maravilhoso tenista Roger Federer. O amigo leitor pode ficar sossegado. Ainda vai ver muito esse “young gentleman” suíço. Isso porque, insisto, o rapaz tem o tênis mais bonito que freqüenta as quadras do tênis profissional.”
Confesso, sem maiores inibições, uma pitada de orgulho em ter escrito essas linhas, assim como uma alegria interior em ter presenciado essa premonição da história oito anos atrás.
Notas relacionadas:
203 comentários | Comentar
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63 Eduardo J 09/06/2009 12:46
Phillip: Esse adjetivo que vc perguntou quem é, não costumo usar porque não gosto disso. Nem vou falar o nome, mas está uns comentários acima, é um cara que me desdenha toda vez que falo dos problemas do Nadal. Só aparece para isso. Por isso o “me erra”. Não sei que diferença faz para ele o problema do Nadal ser no joelho ou no pé, ser congênito ou adquirido. Eu falo porque nem todo mundo leu meus comentários anteriores e todo mundo vê a cara do espanhol e pensa que é excesso de esforço nos jogos. Até eu saber que não é bem assim. E identificar o problema físico dele com o meu, por semelhança. Ele age como se com isso eu quisesse endeusar o Rafa e rebaixar o Federer, mas se vc leu meus outros comentários sabe que não sou desses.
Quanto à informação das quartas do Murray e dos 1000 pontos de diferença, muito agradecido. Há chances matemáticas até razoáveis – o Murray ganha mais de 1000 pontos se for campeão. Difícil, mas possível. Nem vou dizer que torço para isso, só digo que vi o Murray em quadra e ele é muito bom. Algum dia penso que terá a vez dele
Abraços
62 Diego 09/06/2009 12:51
Concordo com Eduardo J quanto ao comentário sobre o tema abordado pelo Cleto. Não tem porque ficar criticando Rafa Nadal por aqui. O cara é o atual n° 1 do mundo e merece respeito dos torcedores do suíço, como eu.
A vitória do mestre Federer sobre o nosso grande Guga foi em Hamburgo/2002, por 6×0, 1×6, 6×2. Nos outros 2 jogos, deu Guga.
Abs!
61 Eduardo J 09/06/2009 13:00
Diego, beleza. Dois mestres em quadra. Eu pensei que fossem dois jogos na quadra dura. Mas se a derrota foi nessa data eu acho “ainda melhor” para o brasileiro, pois no começo de 2002, depois do AO, o Guga foi para a mesa de operação e voltava da primeira cirurgia (a segunda foi em 2004 depois de Atenas). As parciais desse jogo sugerem uma gangorra típica de quem está sem ritmo contra um craque a dispensar adjetivos.
Enfim, o jogo do Federer com o do Guga não encaixava mesmo. Mas de qualquer forma a amostragem de apenas 3 partidas é insuficiente para comparações e não quero bradar aqui uma inexistente “inferioridade” do suíço, mas um grande potencial do brasileiro.
Abraços
60 Phillip 09/06/2009 13:02
Eduardo J,
Leio sempre seus comentários em relação ao Nadal. É obvio que ele realmente tem algum problema, até pela forma de jogar que ele imprime, levando o corpo dele ao extremo.
Obvio é que o suiço não tem nada com isso, se o Nadal estava na final ou não. Mas também não da para falarem que o Nadal está inventando.
O pessoal esquece que a mesma “suposta mentirinha” do Nadal, tirou ele da Masters Cup e da COPA DAVIS, e quem conheçe um pouquinho sobre o Nadal deve imaginar o tanto que o espanhol sofreu com isso.
Não só pelo fato do espanhol gostar da inglaterra, mas até pelo fato de ser uma preparação essêncial para a transição clay-grass, deve ter sido dificil para o Nadal ficar fora de Queen’s, o problema não deve ser simples.
Para ser sincero são esses problemas do espanhol que me deixam duvidoso em relação a ele ganhar muitos grand slams futuramente, não consigo visualizar o espanhol jogando com 28, 29 anos. O tênis dele parece ser extremamente desgastante, alias não parece é!
Abçs
59 Sergio Gonçalves 09/06/2009 13:05
Wanderlei, concordo 100%. Já vi esse filme antes. Ah, coitado do Boizinho, o joelho dói. Está armada a pantomima para Wimbledon: se ele for bem, é um herói por jogar baleado, se for mal, os joelhos o prejudicaram. Afinal, quem eles acham que enganam?
58 Wanderlei 09/06/2009 13:09
É isso aí Sergio. Pegou o espírito. Sempre armando o palco para a ovação ou para a desculpa.
E eles repetem, repetem, repetem…..
Abs
57 Matteoni 09/06/2009 13:15
E-Cletico
Sem puxa-saquismo nenhum, mas que coisa mais chique, pelo menos para nós pobres mortais, ter uma cadeira cativa na quadra central do All England Club por 11 anos!!!
Ô inveja gostosa!
Aliás, não ser se é mais chique ter a cadeira cativa, ou abrir mão dela!!! Quase infartei quando li isso!
Parabéns!!!
Jefferson Guimarães
Exceleeeeeeeeeeeeeeeente idéia esta do programa sore tênis na ESPN. Se os caras fazem aquela bobagem do The Book is on The Table, poderia chamar Paulo E-Cletico e subir o nível num programa de tênis.
José Estelita
Acho que realmente Nadal se chateou bastante em RG. Talvez a grama agora seja sua menina dos olhos.
Nildo Lima
“ipsi literi” eu usei na frase para dizer que foi exatamente a mesma coisa que um fez com o outro.
Já estava preocupado em ter que colocar o luto de novo, mas ainda bem que Rafa Nadal jogará Wimbledon, mesmo aos trancos e barrancos.
Abçs
56 Eduardo J 09/06/2009 13:19
Corretíssimo, Phillip. Eu via o Nadal na TV e tb achava que faltava alguma coisa no jogo dele em 2005/2006, coincidentemente os melhores do Federer. Ele melhorou muito, hoje acelera mais, embora dentro da mesma tática de meter um spin maluco, dançar o adversário até matar no contrapé ou no canto oposto, obrigando o adversário ao risco suicida. Por isso, segundo meu professor de tênis, tornou-se nº 1. E a opinião do meu professor vem da opinião de outros técnicos. Com o que concordo inteiramente, ou senão ele jamais ganharia Wim2008.
O site da ITF tem uma seção “coach”, de acesso pago e com senha, explicando com vídeo e biomecanicamente as jogadas dos grandes Nadal, Federer e outros. Explica inclusive a dificuldade do federer de receber um forehand angulado e cruzado do Nadal. É demais.
Agora:
1. Se ele fosse saque e rede também ia sofrer. É o corpo dele que lhe impõe isso.
2. A força que ele usa para jogar está em botar todo aquele giro, aquela escovada na bola, e ele não está nem perto de ter lesões em quaisquer membros superiores.
3. A forma de jogar dele o fez pagar um preço: jogar pontos, games, sets e jogos mais longos (por não ter um grande saque, tem que construir, mesmo no serviço, a casa “tijolo por tijolo). Durante muito tempo, mesmo antes de ser nº 2. O que significa: mais tempo com o peso dele sobre a área comprometida do corpo dele. Aí, meu caro, o joelho apita mesmo.
Enfim, também não sou otimista com o Rafa batendo os números que dependem de constância e é melhor o fã do espanhol se acostumar com a idéia de que o que ele conseguiu já está bom e o que vier adiante é lucro. Talvez seria interessante ele “focar” mais em alguns torneios e esquecer ranking. Olha o que o ATPzinho de Roterdã fez… Ele não pode se submeter a isso.
Abraços
55 Eduardo J 09/06/2009 13:21
Era para uma “federetezinha” e errar e agora veio a “maria vai com as outras”. Outro para me errar hehehehe
54 Rafaela 09/06/2009 13:24
Cleto, a ESPN Brasil vai mesmo transmitir Halle????
Vai.
53 Antoniel 09/06/2009 13:31
João Luis,
Eu não sou atleta de alto rendimento. Não sei que tipo de remédios eles usam pra aguentar dor. Só que não consigo imaginar uma pessoa jogar em tão alto nível durante meses com “movimentos limitados” pelas dores.
Pra mim, das duas uma. Ou as dores de Nadal são as mesmas de *todos* os esportistas de alto rendimento, ou seja, atrapalham mas não impedem, ou ele é o ser humano mais perfeito da história.
Pra mim, quando um jogador sente dor, essa dor reflete nos resultados. Você lembra de Wimbledon 2007, como Federer tava sacando bem? Para algumas pessoas, ele se salvou naquele jogo por causa do saque. E não deixa de ser verdade, todo break point ele sacava um ace. E o Federer do final do ano passado/início desse ano. O saque dele tava consideravelmente pior, menos efetivo, ganhando menos pontos de graça. Disse ele que nem tava conseguindo fazer o kick serve direito. Isso provavelmente por conta da contusão nas costas.
Nalbandian estava jogando com dores nos quadris e os resultados dele foram para as cucuias. O próprio Nadal, no segundo semestre de 2007, teve resultados abaixo do esperado porque estava com dores no joelho.
Como é, então, que ele ta com incríveis dores no joelho e consegue ganhar 5 dos torneios mais importantes que tiveram no ano?
52 Phillip 09/06/2009 13:31
ATP – GERRY WEBER OPEN, HALLE
Dear fans
I am sorry to announce that I have decided to withdraw from this week’s Gerry Weber Open in Halle, Germany.
I sincerely apologize to the tournament organizers, my competitors, and my fans in Germany. I only hope they will understand that I still feel emotionally overwhelmed and exhausted by the incredible events of the past few days. It is hard for me to admit, but I simply cannot imagine giving my best effort in another tournament right away and I don’t want to risk injury if I am not 100% prepared. I need to rest and recuperate.
I look forward to returning to Halle in 2010 to go for my sixth title. It is one of my favorite events on the ATP World Tour.
I also want to thank all of you for your unbelievable support these past two weeks. You are the best, and you helped me make a dream come true.
Roger
Federer fora de Halle. Já era previsto, não está cometendo os mesmos erros que Nadal fez no saibro, fazendo séries DOENTIAS jogando até duplas.
Abçs
51 André M. 09/06/2009 13:32
Não é a toa que voce é quem é … O melhor comentarista , na minha opinião.
50 Phillip 09/06/2009 13:33
Eduardo J,
100% de acordo, Federer sabe se poupar melhor, é claro o tênis dele também é menos nocivo ao corpo.
Mas o Nadal erra no calendário dele todo ano, o Federer na minha opinião organiza melhor.
Quando foi fazer graça e jogar um torneio sem se preparar (Monte Carlo, logo após o casamento) foi o pior resultado do ano =/
Abçs
49 Antoniel 09/06/2009 13:37
Ps. Retiro o que disse sobre a contusão ser balela.
48 Mauro Márcio 09/06/2009 13:41
Pessoal, parem com brigas infantis e não deixem de acesar o Link que o Martin A. passou em seu comentário do post , mais acima … muito engraçado!
Parabens , Martin A.
———————————————
Viva(!) a pluralidade de pensamento.
Viva Rafa !! Viva Roger
(Mas, viva (!) muito mais, ROGER ! KKKKKKKKK)
47 Phillip 09/06/2009 13:42
Não é a toa que voce é quem é … O melhor comentarista , na minha opinião.[2]
46 Eduardo J 09/06/2009 13:57
Phillip, meu professor disse (disso eu não sabia) que nos intervalos de torneio na quadra dura o Federer já se preparava para o saibro. Que tal essa? Ele queria mesmo ganhar e o sucesso então não veio por acaso. Com toda essa vontade, tinha que ganhar mesmo.
O casamento do Federer, na prática, foi só uma festa que o desconcentrou, não comprometeu nada no físico. Não tirou a seqüência da preparação e não comprometeu o resultado.
Quanto ao Nadal no saibro, parece que a graça dele é jogar Barcelona mesmo. Eu assisti lá esse torneio em 2007 e ele jogou duplas com o (quem?) Bartolomé Salva-Vidal, então adolescente. Será que vamos ouvir falar desse aí?
O Nadal peca pelo “conjunto da obra”, no “microcosmo” dos poucos pontos ganhos de graça e no “macrocosmo dos jogos mais longos e torneios mais cansativos, não só agora, mas durante todo o profissionalismo dele. Além disso, um cara com as dores que ele tem deveria pensar 15 ou 50 vezes para jogar os ATPzinhos. O que são 500 (depois de ganhar 5 jogos) para quem tem, ou tinha 15000?
Antoniel, as dores do Nadal refletem nos resultados. posso lhe dar vários exemplos de jogos que ele perdeu percebendo que não tinha como dar o gás para ganhar, como Davydenko em Miami 2008 (título que o espanhol ainda não tem) e o nalbandian num jogo que parece que foi 6/1 6/1. Vou falar de Roterdã esse ano, das desistências na Masters Cup e em Dubai e mesmo do jogo que ele ganhou, com o Djokovic em Madri. Sorte dele que o Djoker também tinha dores e pediu fisioterapeuta no 3º set. os torneios que ele ganhou foram aqueles em que o tratamento fisioterápico constante que ele faz reduziram as dores a algo “convivível”.
O Federer, enquanto isso, levou toda a carreira para sentir a dor nas costas, mostrando muito preparo esses anos todos.
Abraços
45 Matteoni 09/06/2009 13:58
Martin AAA
Sensacional seu link!!!
Dei risadas até ficar com falta de ar!!!!
Vou repeti-lo aqui:
http://www.fuebuena.com.ar/?p=4771#more-4771
“FueBuena siguió la carrera de Federer durante el último año y nos dimos cuenta de una curiosidad notoria, que quizá no saltó a la vista del espectador común.
En su intento por alcanzar Roland Garros, Roger estudió los movimientos del rey de la tierra batida, Rafael Nadal, hasta llegar a niveles preocupantes… Creo que Nadal todavía no está enterado; es posible que lo sepa leyendo este post…”
Abçs
44 João Luís T. Prada e Silva 09/06/2009 13:58
Antoniel,
É exatamente isso uma das coisas que me faz admirar esse cara. Essa capacidade de ganhar títulos grandes mesmo contra certas adversidades.
Evidentemente, no início da temporada, Rafael Nadal estava mais “fresco”. E ele entrou avassalador na temporada 2009. Ganhou Aus Open e Indian Wells numa tacada. Jogar Rotterdam foi uma besteira e tanto, mas o cachê era de 1 milhão de euros. Isso só para participar. Para uma pessoa que não sabe por quanto tempo haverá de aguentar mais, não é uma grana que se despreze. Desconfio que ele nunca mais porá os pés em Rotterdam. O outro erro – ainda maior – foi Madrid, e ele mesmo cogitaram nem ir ao torneio, mas o apelo nacional espanhol foi grande. Público e organizadores fizeram questão. Foi difícil não ir.
Em 2008, Rafa só ganhou Hamburgo porque perdeu Roma. Com aquela semana de Roma de descanso conseguiu um ar a mais para RG.
Em 2007, ganhou Roma e nem foi a Hamburgo. A mesma coisa. Chegou a RG mais ou menos descansado.
Em 2009, ganhou Monte Carlo, Roma e foi à final de Madrid, depois daquele jogo maluco de mais de 4 horas contra Nole nas semis.
Conclusão: chegou a Paris a meia boca.
Rafa e equipe devem estar mais do que arrependidos de não terem descartado Madrid.
O joelho certamente deve ter dado sinais no meio de RG, mas ele e a equipe devem ter se recusado a tocar então no assunto para não parecer desculpinha.
Nós, fãs de Nadal, estamos preocupados menos com defesa de pontos e ranking do que com a possibilidade desse problema crônico nos joelhos se agravar e prejudicar a sua atuação futura de forma mais decisiva.
Repito e enfatizo: Roger Federer não tem nada a ver com isso, não tem a menor culpa e fez exatamente o que tinha que ter feito.