A idade da razão?
Um ponto de vista interessante sobre o momento de Roger Federer é colocado por leitores como Rodrigo P, no post “Raro e triste” e Rafael Coelho e outros.
A mencionada curva descendente deveria acontecer só mais à frente, já que os tenistas atingem seu auge emocional/mental em torno dos 27 anos, idade atual do rapaz. Dos 26 aos 28 parece existir, com pequenas variações individuais, uma conjunção de qualidades técnicas, físicas e emocionais nos esportistas em geral, no tênis em especial. É quando o tenista melhor usa o que já aprendeu do jogo e o utiliza aliado com uma exuberância física que muito em breve já não existirá.
Infelizmente transparece que Federer não soube lidar com certas variáveis – Nadal, derrotas inesperadas, expectativas, pressão e as sombras de seu próprio emocional- e, ao invés de dar aquele pulo qualitativo à frente, consequência da “idade da razão”, que era o esperado por todos, deixou-se escorregar.
Enquanto seu instinto em quadra falou mais alto viveu seu ápice, na hora de acrescentar aquele algo a mais proveniente da idade e da experiência, deixou-se escorregar. Ao invés de admitir falhas, normal na carreira de qualquer um, do mais banal a um Laver ou Sampras, repensando o jogo, a carreira, o momento, as circuntâncias e as contigências, buscando ajuda onde necessária, trancou-se na auto suficiência tendo como parceira a soberba e como adversário a aceitação de qualquer necessidade.
Na sua última entrevista em Miami, quando perguntado se buscaria essa ajuda, respondeu, com certa rispidez, que “tive, tipo, cinco técnicos nos últimos dois anos”. Talvez não seja tão estranho que ninguém na sala teve a coragem de pedir a ele para listá-los ou esclarecer a declaração.
Enquanto isso, o tenista mais dominante da última década sobre pisos duros, termina sua entrevista dizendo que “graças a Deus terminou a temporada de duras e começa a de saibro”, onde afirma que jogará somente três torneios, incluindo Roland Garros, nos próximos 65 dias. Pouco para quem alega querer um novo piso, um novo caminho. Tempo que se não usado para voltar a vencer em quadra como antes, talvez o melhor investimento para o suíço seria um olhar sincero e crítico de seus recente caminhos e das mudanças de atitudes a serem encaradas para atingir seus propagados, esperados e hoje já um tanto distantes objetivos.
Uma Soberba que vale ser revista; a de Orson Wells
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Autor: paulocleto Tags: Roger Federer







