Sorte e azar? | Paulo Cleto

Publicidade

domingo, 23 de novembro de 2008 Copa Davis | 19:17

Sorte e azar?

Compartilhe: Twitter

Para quem não sabia, tinha certeza ou acreditava, esta final, em especial a última partida, evidencia o quanto a Copa Davis é um confronto diferenciado e emocional.

Percebo pelos comentários a indignação dos leitores com a péssima qualidade apresentada por ambos tenistas, em especial pelo Acasuso. Na minha teoria, em Copa Davis, os tenistas medíocres e borrões são jogadores mornos, que só buscam não se comprometer, e completam o serviço fazendo macaquices para as arquibancadas para desviar a atenção da ausência de qualidades e cojones. São a escória.

Os tenistas com coração já se dividem em dois grupos. Aqueles que não querem, no fundo de sua alma, entregar a rapadura, mas não conseguem controlar seus nervos, e aqueles que mais do que não querer perder, querem ganhar, algo bem distinto. Para tal devem encontrar dentro de si das duas uma:

Uma força interior que os leve à frente, vencendo na marra e na porrada, e me refiro a porradas interiores e emocionais, ou então, são abençoados com uma luz inspiradora que os agiganta, o propulsionam com uma energia avassaladora incontrolável e enfreável.

Infelizmente não vi nenhum abençoado neste embate final, o que deixou a qualidade longe da quadra. Vi tenistas na penúltima categoria, como Nalbandian, Lopez e Verdasco. Mas, para a tristeza dos hermanos, e minha também, Acasuso, Calleri e também Del Potro, foram tenistas que se encaixaram, neste confronto, na situação daqueles que não queriam perder e por isso congelaram. Não conseguiram subir o próximo degrau.

Também infelizmente para os argentinos, o capitão do time não soube se colocar na posição esperada e devida para um capitão vencedor. Mancini ficou com aquele cara quase catatônica, mostrando mais temer pelo pior do que procurar passar boas vibrações para seus jogadores durante todo o confronto. Me fez, a 5 mil quilômetros de distância, quase entrar em depressão, imaginem o Acasuso.

O ápice foi – ou pelo menos o mais aparente já que isso a câmera mostrou, imagino o resto – quando Acasuso sacava para fechar o segundo set, após deixar a quadra marrom durante um set e meio e finalmente conseguir se soltar um mínimo, o Mancini pedir para ele “não errar”. Isso, na linguagem emocional que o tenista “entende” durante uma partida tensa como essa, é entendido como “segura o braço e joga com medo”. O certo, naquela situação e momento, seria pedir para o tenista se soltar e ir para as bolas, já que confiança e bem estar emocional é o que faria a diferença nesse confronto. 

Para sorte dos espanhóis, Emilio Sanchez soube sorrir, ficar bravo, orientar, exigir, pedir, brigar e o que mais fosse preciso para liderar. Deu no que deu. 

Emilio Sanchez homenageado pelos companheiros.

De zebras a campeões

Do paraíso do favoritismo ao infermo da derrota.

 

Os comandantes do time argentino.

Notas relacionadas:

  1. O sorte io
  2. A sorte argentina começa mudar
  3. Vão de Vedasco?
Autor: paulocleto Tags: , ,

20 comentários | Comentar

  1. 20 Daniel 23/11/2008 19:27

    Cleto, não acho que a derrota do Acasuso foi por causa da atitude do Mancini. Acho que os méritos são todos da dupla Sanchez/Verdasco.

    Deu pra perceber claramente que após o 3o set, o Verdasco mudou a forma de jogar: Arriscou menos, colocou mais o saque em quadra (pra não depender do segundo) e tentou mandar quase todas as bolas na esquerda do Acasuso, que estava frágil desde o começo do jogo. Fora isso, o Verdasco passou a devolver melhor os saques e cometer menos erros não forçados, e por outro lado, o Acasuso não estava mais encaixando o 1ro saque.

    Acho que o Sanchez tem muito mais méritos, pq após o Acasuso vencer o 3o set, o capitão espanhol levou o Verdasco pro vestiário e deve ter passado as instruções. Também vi o Sacnhez fazendo uns sinais de como quem estava dizendo: “controla a bola na esquerda do cara”

    Responder
  2. 19 Edu 23/11/2008 19:47

    DEL PORTO É O CULPADO!!!!
    AMARELOU!!!!
    TIROU 02 PONTOS CERTOS DA ARGENTINA!!!!
    ENCOLHEU O BRAÇO NA SEXTA E SE ESCOROU NA CONTUSÃO PARA NAO JOGAR MAIS!!!
    QUERIA VER SE A LESÃO FOSSE EM CARAS DA RAÇA DE, SAFIN, NADAL OU MESMO NALBANDIAN!!!

    É PARAR E PENSAR…

    Responder
  3. 18 Sueli 23/11/2008 19:59

    Cleto,
    Achei o jogo de hoje de baixissimo nivel, digo dos dois jogadores. Acho que foi o pior jogo que ja assisti.
    E os espanhois ganharam, mesmo sem Nadal… Eles lutaram contra a torcida e o heroi espanhol para mim foi o Feliciano. Por ele a Espanha mereceu e muito.
    Quanto a Argentina sinto muito pelo Nalbandian que para mim e’ o melhor jogador de todos, mas nao se ganha sozinho.
    Que venha 2009, com bons jogos pela frente.
    Abracos,

    Responder
  4. 17 Sidney 23/11/2008 20:02

    Cleto

    Desculpa discordar, mas para mim quem não jogou nada foi o Nalbandian, porque o jogo do Calleri é aquele mesmo, abaixo de mediano (não consegue nem passar da 2a rodada na Costa do Suípe), enquanto isso o Nalbandian ganhou um jogo morno, de um tenista fora de forma e em péssiva fase e entregou o jogo de duplas (as quebras espanholas foram em cima de seu saque), vide os dois pontos do tibreaker no 3o set, principalmente um horrivel voleio para fora.Afinal ele era a unica fera ali, uma vez que o Nadal estava fora e o Del Potro machucado.

    Responder
  5. 16 José Estelita 23/11/2008 20:06

    Mantenho aqui o meu comentário na véspera de final da Davis. Pra mim a Argentina começou a perder esta final quando aprontou toda aquela celeuma a respeito de local e piso para a final, e terminou de perder quando o Nadal, contundido, não veio mais.
    Sei que esta minha afirmação parece totalmente delirante, mas é o que eu acho, muito antes do desenrolar final, basta ver os comentários pregressos.
    A Argentina jogou todos os seus jogos no saibro, no seu magnífico estádio de Buenos Aires, onde todos conheciam a quadra, o piso, quase a segunda casa deles. Vejam inclusive que no H2H o Acasuso leva vantagem tanto contra Verdasco, como contra Ferrer, devido aos jogos no saibro.
    Com a troca de piso, a Argentina deixou claro sua primeira fraqueza, isto é, que em seu piso favorito não seria capaz de ganhar o título – o outro time era melhor.
    Ah, mas do outro lado tinha (ainda tinha) o Rafa Nadal, o maior jogador de saibro de todos os tempos, que só perdeu 2 partidas neste piso, e ainda assim por cansaço, nos 2 últimos anos. No saibro ninguém ganharia dele – mais uma demonstração de fraqueza.
    Pouco antes da final o Nadal se contundiu, o número 1 do mundo, líder da Espanha estava fora da final. A cabeça dos Argentinos piraram. E agora, toda aquela confusão da quadra, onde acionaram até a “ONU”, pra nada. Não fazia mais nenhum sentido jogar na “carpeta indoor” mas não dava para voltar atrás, a besteira (agora clara) estava feita.
    Mais uma novela para acertar o quanto “rápida” devia ser a quadra. Pinta daqui, re-pinta dali, pinta de novo, apaga acolá, e a quadra ficou quase “pronta” na véspera. Digo quase porque fizeram um teste lá e constataram uma diferença no quique (é assim que se escreve isso?!) da bola, mas como o erro seria para os dois lados deixaram por isso mesmo.
    No primeiro jogo foi moleza, dando uma falsa impressão de que tudo iria bem.
    Mas aí, na segunda partida “apareceu” o tal do Lopez. Também coloco a palavra apareceu entre aspas, pois desde o Master Series de Madrid e Paris que questionei o Cleto sobre quão ia bem neste piso o rapaz, e se esta não seria a melhor escolha para as simples (até então junto com o Nadal) no lugar do Ferrer. Dito e feito, o Ferrer não viu a cor da bola contra o Nalba e o Lopez destruiu “mentalmente” o Delpo. Sinceramente não acredito que ele estivesse contundido antes do jogo, pois se assim o fosse, como arriscar tanto assim 1 ponto?
    Nas duplas, me espantei novamente com o Mancini. A estratégia de Nalbandian e Acasuso não deu certo na final contra a Rússia ano passado, nem na semi-final deste ano, e o cara insistiu na mesma. Erro de convocação ou de escalação? Ou os dois? De qualquer maneira deixar Cãnas de fora me pareceu bastante inoportuno.
    E para fechar o caixão, o Delpo ficou de fora hoje, e o Sanchez inteligentemente fez o simples, o óbvio ululante: trocou o decadente Ferrer pelo ascendente Verdasco. O jogo não foi brilhante, mas foi o que foi. O Mancini com medo do Acasuso errar, e como todos ali falam espanhol, bastou o Verdasco apenas colocar a bola em jogo que o Acasuso se encarregava de errar. Se não tivesse feito tanto dupla falta tinha ganho de 3 x 0.
    Enfim, digo o mesmo que disse antes: a Argentina tinha tudo a favor, fez a quadra como quiz (ou pelo menos tentou), Nadal ficou de fora, a festa pronta, mas a pressão foi demais.
    Espanha campeã e eu muito feliz, não por implicância infantil contra os hermanos, mas porque detesto a catimba argentina e sua a mania de ser melhor que todo mundo, seja no futebol, seja no tênis. Dá-lhe fúria.

    Responder
  6. 15 Cida Gonçalves 23/11/2008 20:15

    A Argentina tinha tudo a seu favor, se “faltou talento”, sobrou vontade do lado espanhol. A melhor partida foi sem dúvida o jogaço de duplas de ontem a tarde, muita emoção.

    Responder
  7. 14 Adriana 23/11/2008 20:31

    Excelente resumo do jogo.

    Responder
  8. 13 Paulo Dutra 23/11/2008 21:14

    Muito bem escrito, Estelita! Agora, O Acasuso é a aquilo ali mesmo. Uma promessa que não se concretizou. O cara tem uma excelente direita, ótimo saque, uma esquerda que lembra a do Guga…. É a primeira vez que acompanho uma Davis, com a atenção devida, e tiro para reflexão que, nesse tipo de competição, acima da parte técnica, estão o coração, a raça, e a vontade de vencer! Mas, a Argentina jogou com o que tinha…Por outro lado, o Verdasco tbém deixou claro que não tem a fibra de um grande campeão. Revendo o que escrevi anteriormente, o Ferrer é muito mais jogador. Sds.

    Responder
  9. 12 João Vitor Perilo Bahia 23/11/2008 21:38

    O Acasuso foi podre, deveriam colocar o Caleri e falar que o adversário dele era o Hewitt que ele correria até o fim do mundo para ganhar dele como o fez em um jogo no Us open de 2007, neste jogo ele estava vibrante e jogando com muita gana, diferente do apatico e sonolento Acasuso, uma pena, pois torcia muito para a argentina. Fica para outra geração.

    Responder
  10. 11 osvjor 23/11/2008 21:59

    acho que tem muito exagero. o jogo teve momentos ruins e momentos bons. e foi uma partida extremamente emocional, portanto naquela gangorra mental que explica os altos e baixos. não concordo com as críticas excessivas ao Acasuso. o cara não é nenhum Zé Mané e claramente estava fora de jogo. vinha treinando pra jogar duplas e entrou na partida de simples decisiva. como chegou a estar na frente, se a sua condição física fosse melhor, não me parece irreal imaginar que o resultado da partida poderia ser diferente. e o fato de ele não vibrar de forma espalhafatosa não quer dizer que não tenha coração, vontade de vencer etc. agora, o que o Cleto falou sobre o capitão argentino não sei, mas achei esquisito foi numa hora em que o Acasuso estava sacando pra fechar um set e, pela leitura labial feita pelo comentarista do Sportv, o Mancini disse pro seu pupilo “não forçar”. Como não forçar? Se o sujeito tá cansado, saca bem, estava na frente, na hora de fechar o set… Não vai forçar? Não tem que ser justamente o contrário… abs

    Responder
  11. 10 Rafaela 23/11/2008 22:29

    Além de tudo exposto aqui (com algumas ponderações concordo, com outras não), acho que o fato é que a Espanha, além de mais reserva (pq numa Davis um “banco” é mto importante), tem técnico. Um capitão de verdade, estrategista de primeira qualidade e um cara de quem virei fã. A Argentina não tem. Pq, afinal, o capitão é o Mancini, não é? Não sei! Para mim, na maioria das vezes parece ser o Nalbandian, que eu considero o cara como tenista, mas que manda e desmanda no time da Davis. Aí deu no que deu, com ou sem Nadal. Absurdo não convocarem o experiente Cañas, que como reserva poderia valer muito mais que Acasuso e Calleri e, nas duplas, poderia ter feito toda a diferença, ao lado do Nalba. Não dá para esquecer quem o Cañas já venceu: Roger Federer. Duas vezes. Está fora de forma? Bem, não vou duvidar, não o treinei. Mas dá para dizer que o Calleri está em forma? Não dá. Pena para a Argentina, que perdeu a maior oportunidade de sua história. Bom para a Espanha. Parabéns ao Sanchez e ao Lopez, o único espanhol que fez valer o título.
    Abraços

    Responder
  12. 9 antonio 23/11/2008 22:32

    Muito bem escrito José Estelita, concordo plenamente com você.

    Responder
  13. 8 Montoya 23/11/2008 22:34

    Olha, um comentário de quem entende o básico. Em síntese, o que todos se surpreenderam foi o nível do jogo saque e voleio do Feliciano Lopes. Todos esperravam menos dele. Mas. ele fez mais! O Verdasco só ganhou pelo que o Lopez (seu amigo íntimo) fez antes. Cleto, vc como ex-capitão, acha que a Espanha teria ganho sem a postura do Lopes nos dois primeiros dias? Nada mais a dizer…o Lopes resolveu jogar embora não fosser o melhor jogador do confronto. As vezes isso acontesse…embora eu só entenda pouco de tênis….

    Responder
  14. 7 Marcos Krabbe 23/11/2008 22:42

    Acho que foi a Argentina quem perdeu mais do que foi a Espanha que venceu. Fizeram tanta confusão por causa da cidade, quadra, time, tudo eles complicaram. Uma pena para um país que gosta tanto do tênis.

    Responder
  15. 6 Rodrigo Ribeiro 24/11/2008 0:10

    Cleto,

    Achei injusto o comentário do Sidney a respeito do Nalbandian. Ele foi o único tenista argentino que mostrou gana e talento para vencer. Não só pelo massacre contra o Ferrer, mas pelas sua atuação nas duplas: devoluções mortais, voleios de classe e muita vibração. Agora, que ele cometa erros, é algo completamente normal. Quanto às quebras em seu serviço, foram muito mais fruto da fraca presença de rede do Calleri do que de saques mal colocados. Além disso, todo o time da Espanha estava desesperado para vencer no jogo 4, porque se o Lopes tem de decidir contra o Nalbandian, muito provavelmente seriam os Argentinos a comemorar uma virada histórica hoje.

    Um outro “senão” aqui: este ano foi a primeira participação de Del Potro na Masters Cup. Legal para ganhar experiência, etc. e tal, mas como ele já vinha de uma temporada longa, ir lá para só serviu para desgastastá-lo física (viagem longa, jogos, etc.) e emocionalmente (pois perder alguns jogos na antevéspera da final da Davis não teve ter aumentado sua confiança). Enfim, que inventasse alguma desculpa, uma contusão qualquer (e como ele já tinha uma, nem era o caso…) e se concentrasse nos jogos mais importantes de sua carreira. Ano que vem com o talento dele, com o gostinho da conquista da Davis e da confiança adquirida por sua excelente temporada em 2008, ele tinha tudo para acumular os pontos necessários para ir à Master Cup, quem sabe para ser protagonista, ao contrário do que lhe ocorreu este ano em Xangai. Mas como diz o dito popular, “agora a Inês é morta”… Bom, sinceramente espero que os hermanos levantem a cabeça e sigam em frente, pois eles mereciam levantar a taça.

    Abraços

    Responder
  16. 5 Matteoni 24/11/2008 0:19

    Ô Martin,

    Já não está na hora do Nalbandian acabar este aquecimento?

    Responder
  17. 4 Antoniel 24/11/2008 9:01

    Eu acho que decisão da argentina em jogar em quadras rápidas e cobertas foi a mais correta possível. Como eles iam adivinhar que Nadal ia se contundir?

    Se Nadal jogasse no saibro, a possibilidade de ganhar dele era de 0,5%. Quantas pessoas tem nível pra ganhar de Nadal no saibro? Se ele jogar o seu melhor, nenhuma.

    É evidente que Nadal é muito mais “humano” na quadra rápida, e por isso a decisão da Argentina foi a mais acertada. Não é questão de demonstrar fraqueza, é questão de ser realista e ir no ponto fraco do adversário, que é a quadra rápida.

    A Argentina acreditou que teria a disposição Nalbandian e Del Potro, dois bons jogadores de quadra-rápida. Nalbandian é um dos melhores jogadores do mundo nas quadras rápidas indoors, melhor inclusive que Nadal. Por isso a escolha deles foi a mais certa.

    Daí a dizer, porque algumas coisas deram errado pra Argentina, que a decisão de mexer na quadra foi errada, é um grande absurdo.

    Responder
  18. 3 Diogo 24/11/2008 9:12

    Paulo, boa leitura do confronto.

    Achei muito acertada o Lopez jogar na sexta, já esparava por ele, principalmente pelo saque e voleio. O Ferrer é que ficou devendo, assim como o Del Potro. Tanto que, sequer foi escalado para jogar no domingo.

    Paulo, o que não entendo é o Canas não ter ido para o confronto… certamente levaria o Verdasco ao limite. O Acasuso parecia derrotado, desde o quarto set.

    Outra que não entendo é a Russia não ter levado o Safin para a decisão do ano passado… apesar de longe nos rankings, ele teria tido toda condição de ganhar do Roddick e do Blake.

    Jogos da Davis são especiais… não carecem da consistencia do calendario e sim do espirito brigador e mata-mata dos jogadores. Haja visto jogadores como o Escude e o Phillippousis terem sido tão importantes, sem jamais terem sido consistentemente top 10.

    Abs

    Diogo

    Responder
  19. 2 Felipe R. 24/11/2008 10:37

    Comecei a torcer contra a argentina a partir do momento que o nalbadian falou que o safin nao fazia diferença no confronto… fiquei feliz que o namoradinho do nadal(lopez) venceu seu confronto contra o delpo,
    bom, na argentina devem ter muitos motoboys, pq o que os jogadores de lá entregam, meu amigo…
    outra… quem lembra o jogo do safin com o acasuso… que o chucho deu uma bela duma entregada?!
    logico nao tiro meritos do safin que por sinal é o meu idolo…
    adoro os meus amigos da argentina, mas depois da porquice do nalbadian… mereceram perder…
    no mais, estou rindo até hoje dos hermanos, e por sinal vou rir muito ainda :D
    pq se nao foi dessa vez…. vai ser dificiil, daki quanto tempo sera eles vao ter essa chance de jogar 4 partidas em casa?!?!

    Responder
  20. 1 Giuliano 24/11/2008 11:33

    Perfeita análise Paulo Cleto!
    De quem conhece e já teve lá!
    Na hora da derrota fica fácil achar ou apontar culpados, entretanto os hermanos realmente deram uma aula de incompetência. E digo isto até certo ponto meio aborrecido, pois no tênis sempre torço pelos tenistas latinos…
    Mas desde o início parece que eles nunca se entenderam muito bem, sobre o local da partida, sobre o piso da quadra, enfim, na hora que deveriam todos se unir para buscar o título…
    Na quadra foi só um reflexo, um capitão bunda-mole que passou muita insegurança aos comandados, como você bem destacou, como pode o cara, numa hora daquelas, pedir para o seu tenista, que já é um tenista muito do meia-boca, não errar?!
    E sem mencionar a parte emocional, que ele foi um zero a esquerda, ele escalou mal o time também, porque não colocar o Canas, por exemplo, que teoricamente tem muito mais cojones para uma final da Davis? Botar pra jogar Acasuso e Calleri é definitivamente pedir para perder! O Del Potro, que eu nunca achei um tenista de primeira linha, medrou no primeiro jogo e de grande esperança de vitória, acabou assumindo o papel de um verdadeiro pangaré, mas aí tem a desculpa da unha encravada, vai saber…E foi aí que a Argentina perdeu mesmo o título, com a derrota do Potro eles se entregaram totalmente.
    Enquanto do outro lado o Emilio Sanchez deu uma aula de como se deve ser um capitão da Davis, ele é muito competente, fez seus tenistas elevarem o nível, ou seria melhor dizer minimizou as amareladas? Mas fato é que o Lopez jogou direitinho suas duas partidas e o Verdasco, que também jogou as duplas, ainda conseguiu ser mais forte fisicamente, e menos fraco emocionalmente que o Acasuso e deu o título para os espanhois. Aliás nesta partida ficou evidente também o dedo do capitão, pois o Verdasco jogou taticamente certinho, manteve a bola em jogo balançando o Acasuso de um lado pra outro da quadra e assim foi minando o argentino que desmoronou fisica e emocionalmente, pois ele tinha a pressão toda nas suas costas, alguém duvida que o Sanchez instruiu o Verdasco direitinho?
    Bom, azar dos hermanos que nunca mais terão uma oportunidade como esta.

    Responder
  1. ver todos os comentários
 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios