Day after
A principal qualidade do espanhol Rafael Nadal tem que ser a sua determinação a cada ponto da partida. São raros, raríssimos, os tenistas que conseguem manter o foco, a pressão e a qualidade com a constância e a força do Animal. Esse diferencial estaria comprometido, muito naturalmente, após o píncaro do árduo caminho percorrido, por aquele que foi numero dois do ranking por tanto tempo e que ontem sacramentou sua ascensão ao topo do tênis mundial.
De alguma maneira o rapaz deve ter celebrado. Não lhe faltavam razões. Talvez uma massagem mais prolongada após a partida. Talvez um jantar mais barulhento com família e amigos. Talvez um cálice de um bom vinho espanhol. Talvez um esforço maior em contentar a namorada, que teve um sorriso nos lábio nos piores momentos da partida de hoje. Talvez um pouquinho daquela deliciosa preguiça matinal que tenta todos os mortais. Talvez até tenha esquecido algumas de suas manias pré-jogo. Sei lá.
O certo é que Rafa conseguiu chegar lá e agora o jogo é outro. Agora ele é o “cara”. Agora ele é a vidraça. Agora ele é o homem a se bater. E sua primeira partida como um futuro número 1 deixou isso evidente.
Djoko deve ter desligado a TV e pensado, antes de puxar a coberta, sem muito para festejar desde Janeiro; amanhã ele vai estar um passo mais lento, vai querer um pouquinho menos, vai estar um pouco mais manso. “Amanhã é meu dia!”

