E o Nadal ganhou mais uma. Pelo adiantado da hora, tive que viajar cinco horas após a final, já sei que vou ficar devendo um texto maior sobre esse momento do espanhol.
Lendo os comentários pesquei algumas boas pautas. Seria interessante que vocês entendessem que seus comentários e sugestões podem colocar ótimas oportunidades, ou pautas, para o blog. Nem tão raro colocam algo e os próprios leitores já saem comentando ou respondendo. Enfim, sugestões são bem vindas.
Uma delas é sobre o fato do Sampras ter sido um tenista que soube fechar o circulo e que isso pode pesar na hora em que se falar sobre “o melhor da história”. De fato, Sampras estava em fim de carreira, lutando com contusões e motivações, levando uns trancos inesperados – a derrota para o Federer em Wimbledon 2001 foi um deles – e ainda conseguiu fechar sua carreira com chave-de-ouro. Para quem não lembra, em 2002 ele perdeu na segunda rodada de Wimbledon para o suíço George Bastl??? e tudo parecia estar chegando ao fim de uma maneira triste. Sampras virou o jogo ao vencer o US Open, batendo na final o seu maior rival, Andre Agassi, em partida memorável. Imediatamente após a final abandonou as quadras aos 31 anos. Se isso não é sair por cima…
Menciono isso em função de alguns estarem descartando Federer, aos 27 anos, pela crise atual, e o contraponto Nadal, pela conjuntura e conquistas conseguidas aos 22 anos. Dois momentos distintos, dois tenistas diferentes, duas personalidades diversas.
No entanto, o que vejo são dos tenistas majestosos no processo de reescrever a história do tênis. Por sorte do esporte e, conseqüentemente nossa, seus momentos estão se sobrepondo. É um momento mágico que todo fã do esporte deve ansiar e agradecer. Dois grandes rivais se enfrentando em suas plenitudes. Discutir que é o melhor me parece o menos importante no assunto, enquanto que seja interessante e divertido fazê-lo. Como já disse antes, eu gosto é de tênis.
Antes que alguém se inflame e afirme que Federer já passou o Cabo da Boa Esperança, lembro o caso de Sampras, enquanto relembro o de Agassi, que tentou reproduzir a magia do rival e falhou – o careca perdeu na 3ª rodada do US Open 2006 e nunca mais voltou às quadras. Não descartem um grande campeão, como Sampras e Federer, por pior que seja o momento.
Quanto a Federer, com certeza o suíço fez alguns erros de avaliação esta temporada, o maior deles não apreciando corretamente a força da ascensão de seu maior adversário. Está pagando um preço pelo deslize. Mas o suíço tem personalidade, tênis, físico, postura, garra para reverter a situação. Duvido que o bastante para ser dominante como um dia foi. Com certeza para nos brindar com o melhor do esporte – grandes rivalidades, com Nadal ou quem for – e, como um grande campeão, dar a volta por cima.