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Arquivo de junho, 2008

domingo, 1 de junho de 2008 Sem uma categoria | 22:46

o fascínio dos cinco sets

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Volta e meia ouço pessoas defendendo o uso das partidas em três sets, e o conseqüente abandono dos cinco sets, nos Grand Slams e na Copa Davis. Com uma pitada de impaciência, credito isso à uma extrema falta de gosto e conhecimentos tenisticos. As partidas masculinas nos GS e na Davis são o ponto alto do tênis masculino e quem não consegue ver isso precisa aprofundar seus horizontes no mundo das bolinhas amarelas.
Essas partidas oferecem a oportunidade dos homens mostrarem o glorioso casamento de força física com virtuosidade emocional, permitindo assim o apogeu da técnica exigida pelo esporte. Não há nada mais emocionante no tênis, o que faz, sem querer causar maiores conflitos com as minhas leitoras, com que os jogos femininos sejam coadjuvantes aos masculinos nesses eventos. Sei que podem me ofercer inúmeros argumentos reforçando a igualdade dos sexos, mas não é isso o caso em questão. E sim os cinco sets. Se as moças também jogassem os cinco sets, os meus argumentos englobariam também o tênis feminino.
Duas partidas que acontecerem na ultima rodada deixam isso mais claro e evidente. A derrota de Davydenko para Ljubicic e a vitória de Gonzales para cima de Wawrinca. Ambos vencedores perdiam por dois sets a zero e conseguiram virar as partidas. Em rodada anterior, Nabaldian também havia permitido a virada do francês Chardy. Lógico, em todos os casos, o público e os envolvidos foram ao paraíso e ao delírio. Menos os perdedores, que foram do limbo para o inferno da derrota consumada e inesperada.
Seja porque os cinco sets oferecem o tempo e o espaço para um tenista reorganizar suas táticas e o emocional, como fez Gonzalez, ou porque os mesmos cinco sets permitem que um tenista mais fraco emocionalmente “saia” do jogo, como Davydenko. Mas talvez seja só uma questão do físico começar a fazer uma diferença a partir do terceiro set, normalmente um limite para os tenistas.
Quem sabe o próprio fato de oferecer mais nuances de ritmo, permita que certas características emocionais falem mais alto. O tênis é um esporte que não admite o empate e sempre haverá um vencedor e um perdedor no fim de uma partida. E, como dizia Boris Becker, um tenista que conhecia tudo e mais um pouco sobre grandes confrontos em uma quadra de tênis, o quinto set é um cenário único e ideal para o confronto emocional dentro de uma quadra de tênis.

Autor: paulocleto Tags:

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Volta e meia ouço pessoas defendendo o uso das partidas em três sets, e o conseqüente abandono dos cinco sets, nos Grand Slams e na Copa Davis. Com uma pitada de impaciência, credito isso à uma extrema falta de gosto e conhecimentos tenisticos. As partidas masculinas nos GS e na Davis são o ponto alto do tênis masculino e quem não consegue ver isso precisa aprofundar seus horizontes no mundo das bolinhas amarelas.

Essas partidas oferecem a oportunidade dos homens mostrarem o glorioso casamento de força física com virtuosidade emocional, permitindo assim o apogeu da técnica exigida pelo esporte. Não há nada mais emocionante no tênis, o que faz, sem querer causar maiores conflitos com as minhas leitoras, com que os jogos femininos sejam coadjuvantes aos masculinos nesses eventos. Sei que podem me ofercer inúmeros argumentos reforçando a igualdade dos sexos, mas não é isso o caso em questão. E sim os cinco sets. Se as moças também jogassem os cinco sets, os meus argumentos englobariam também o tênis feminino.

Duas partidas que acontecerem na ultima rodada deixam isso mais claro e evidente. A derrota de Davydenko para Ljubicic e a vitória de Gonzales para cima de Wawrinca. Ambos vencedores perdiam por dois sets a zero e conseguiram virar as partidas. Em rodada anterior, Nabaldian também havia permitido a virada do francês Chardy. Lógico, em todos os casos, o público e os envolvidos foram ao paraíso e ao delírio. Menos os perdedores, que foram do limbo para o inferno da derrota consumada e inesperada.

Seja porque os cinco sets oferecem o tempo e o espaço para um tenista reorganizar suas táticas e o emocional, como fez Gonzalez, ou porque os mesmos cinco sets permitem que um tenista mais fraco emocionalmente “saia” do jogo, como Davydenko. Mas talvez seja só uma questão do físico começar a fazer uma diferença a partir do terceiro set, normalmente um limite para os tenistas.

Quem sabe o próprio fato de oferecer mais nuances de ritmo, permita que certas características emocionais falem mais alto. O tênis é um esporte que não admite o empate e sempre haverá um vencedor e um perdedor no fim de uma partida. E, como dizia Boris Becker, um tenista que conhecia tudo e mais um pouco sobre grandes confrontos em uma quadra de tênis, o quinto set é um cenário único e ideal para o confronto emocional dentro de uma quadra de tênis.

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