iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
09/03/2010 - 15:47

Adeus tabu?

Suspeito que um dos mais antigos, e por isso triste, recordes dos quais tenho algum envolvimento cai esta semana. Em 1981 Eduardo Oncins, irmão do Jaime, e na época o 1º do país e por mim treinado, tornou-se último brasileiro campeão do Banana Bowl.

O evento foi realizado no Clube Pinheiros, em São Paulo, e contou com a participação dos melhores juvenis do planeta então. Oncins assumiu a responsabilidade, foi ao ataque e ficou com o título. Parece praga, mas nunca mais outro brasileiro, incluindo aí Gustavo Kueten, conseguiu vencer o Banana Bowl.

Desde então o evento, este ano realizado em Blumenau, perdeu em importância, fora e dentro do país, não conseguindo arregimentar a mesma qualidade técnica de tempos atrás. Uma pena, já que era um dos sete maiores do mundo, incluindo os Grand Slams.

Pelo o que entendo, a CBT começa a fazer um esforço para levar o torneio ao patamar de então. Algo a se checar. Mais sobre isso no futuro próximo.

Dos 12 primeiros do ranking, só Thiago Fernandes está presente. Até por isso, ele e Guilherme Clezar, cabeças de chave 1 e 2, respectivamente, devem chegar à final e decidir quem quebrará o tabu nas mãos de Oncins.

Entre as meninas, a melhor rankeada é a eslovaca Jana Cepelova, 12º do ranking da FIT. O Brasil não tem nenhuma cabeça-de-chave. Enquanto que entre os rapazes eu duvido muito que ficamos sem o campeão nesta edição, entre as meninas não há sucesso à vista.

17:40h – Brincadeira, zebra, praga onciana! Facundo Mena (ARG) D. Tiago Fernandes (BRA) 6/3  4/6  6/3 ?!??!

Thiago, ERA o favorito ao título.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino Tags: , ,
08/03/2010 - 12:06

Remédio

O EUA continua sendo o maior vencedor de Copa Davis da história, com 32 vitórias, muito mais pelas conquistas de outrora do que pelo seu recente passado.

A decadência americana na Copa Davis começou com o crescimento da competição, e do tênis em si, em outros países, ao mesmo tempo em que foi contaminada pela atitude de tenistas como Jimmy Connors, Pete Sampras, Andre Agassi, marcantes e influentes nomes do tênis norte-americano, que, mais de uma vez, colocaram suas carreiras individuais acima da competição.

Não sei o quanto dá para recriminar esses tenistas, já que nunca sentiram a reverberação que acreditavam ser a correta por parte da imprensa e do público de casa. A Copa Davis para os americanos foi importante enquanto eles foram, quase que com exclusividade, donos da bola, junto com os australianos. Além disso, os americanos não são muito de torcer em arrojos nacionalistas e sim mais em termos individualistas, especialmente quando se trata de tênis. É só conferir nos torneios jogados por lá, em que não raro torcem por tenistas de outros países em detrimentos de seus conterrâneos.

À parte disso, esquecendo as irmãs Williams, que às vezes parecem ser de outro planeta e não americanas, o tênis norte-americano se encontra em uma fase terrível, se não a pior de sua história.

Tirando Andy Roddick, o tênis masculino é uma vaga sombra do que foi durante um século de competições. Tirando as irmãs, o tênis feminino é a mesma magreza.

No fim desta temporada os gringos deverão jogar a repescagem para se manter no Grupo Mundial. Isso em si já é um descrédito, porém uma derrota em Setembro seria um vexame para o país que mais hospeda grandes torneios no circuito.

Atualmente a federação americana arregimenta uma série de técnicos para o programa mais encorpado de sua história, para reverter essa tendência que já vem se apresentando há alguns anos.

O remédio pode ter um certo gosto de fel, especialmente para um país que beira a arrogância em quase tudo que se mete, incluindo, para quem o frequenta, o tênis internacional. Mas a história do recorrente sucesso do país, em quase todas as áreas, passa pela capacidade de avaliar suas carências e então partir para a melhor ação positiva.

E uma dose de humildade, aliada a um forte investimento na base, ainda tende a ser o melhor remédio para o crescimento com qualidade, mesmo que para isso seja necessário um tratamento vigoroso e paciente.

Dwight Davis e a Copa que inventou.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: ,
07/03/2010 - 16:21

Seguro viejo

E os suecos caíram na milonga Argentina. Em uma vitória anunciada, assim que Nalbandian iniciou a encenação de chegar em cima da hora para o confronto, os suecos pagaram o preço de ser um time de um homem só. Pelo seu lado, a Argentina mantêm a tradição de grandes times de Copa Davis, mantendo a mais injusta escrita da competição ao continuar sem um título.

Nalbandian mais uma vez prova que a competição continua muito viva, pelo menos no coração daqueles tenistas que tem como prioridade jogar por seu país.

O jovem Leonardo Mayer expos a fragilidade do segundo tenista sueco ao vencer o kamikaze Johansson sem maiores dramas, o que deixou o time argentino bem vivo para o segundo dia.

Zeballos aguentou o tranco ao lidar com a pressão nas duplas, ponto que ficara claro então decidiria o confronto. Mais uma vez a Suécia sentiu falta de um tenista a altura do confronto, o que não tira o brilho da vitória da dupla Argentina, já que Nalbandian tem mais cojones do que o Soderling qualquer dia da semana.

No sábado, após a dupla, eu mencionei à minha mulher que Tito Vasquez chamaria Mayer e Nalbandian e teria o seguinte dialogo: Leonardo, pode ir lá, jogar a vontade, enfia a mão na bola e dá uma canseira no boludo Robin,  porque, de qualquer maneira, depois El Pança entra em quadra e ganha de quem tiver do outro lado da rede; o pizzaiolo ou o kamikaze. Certo, Pança? Ao que o cordobes retrucaria: seguro viejo, tranquillo.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , ,
06/03/2010 - 23:20

Peggy Sue

Acabei de assistir Peggy Sue got married do Francis Copolla, onde, para variar, a Sofia faz uma ponta no filme do pai. Com um professor desses tinha que aprender. O tema do filme sempre me emocionou. Quem ficar curioso descubra. Até por isso, às vezes fico pensando a idade de algum dos meus leitores. Até algum tempo atrás a Folha de São Paulo tinha o hábito de colocar a idade das pessoas – poderia ser assim para quem comentasse no blog.

Alguns – e suspeito que devam ser da mais tenra idade – comentam que odeiam acompanhar as partidas pela internet. Se irritam porque a imagem não é das melhores. Considerando que não há transmissão pela TV e que alguns anos atrás era impossível acompanhar os confrontos da Copa Davis, a não ser que se estivesse de corpo presente, acho que ter as imagens de uma partida realizada em Belgrado, na tela do meu computador, simplesmente inacreditável bom para ser verdade.

Foi a segunda vez que acompanhei partidas pela internet. Não se preocupem os reclamentos, eu também preferia assistir em HD no telão. Mas como não tem, achei maravilhoso acompanhar as emoções das duplas entre americanos e sérvios, com a vitória dos primeiros. Infelizmente para eles o sonho deve acabar na próxima partida, entre Djoko e Isner.

Entre os vários detalhes que me interessaram e chamaram a atenção, um deles sobressaiu e, sem duvida, decidiu a partida.

Terceiro set, um set a um, tie-break, set point para os sérvios e Bryan sacando. Naquele momento os sérvios já haviam tido cerca de 5 set points e não conseguiam fechar. Brian saca forte, Tipsarevic responde forte na paralela, Isner faz golpe de vista, a bola cai em cima da linha, os sérvios comemoram e o estádio vem abaixo. Ops, um minuto!!

Pascal Maria, árbitro francês e um dos mais experientes do circuito desce da cadeira, olha a marca, confirma a bola como boa e dá o ponto para os americanos. Espere um instante, leia novamente e veja se isso faz sentido!?

Se foi boa e o Isner fez golpe de vista e a bola caiu na linha, por que ponto dos americanos?

O que aconteceu foi que no instante em que Tipsarevic rebateu, seu parceiro, Zimonijc, levantou o dedo assinalando a bola como fora. Com isso, o ábitro fez, das duas uma; considerou que o movimento de Zimonijc atrapalhou a dupla americana ou que com o movimento de levantar o dedo o sérvio interrompeu o ponto, alegando que a bola havia sido fora, e com isso assumiu a responsabilidade da chamada.

A confusão foi grande e a coragem do árbitro maior ainda. Após as reclamações e as vaias, os sérvios perderam a concentração, o set, o set seguinte, sendo que até aquele momento não haviam quebrado o saque dos adversários nenhuma vez, e a partida. Um ponto, no meio do confronto, e a decisão do árbitro tira a dupla da casa do jogo e muda o panorama da partida e do confronto. Sem a internet eu nunca teria acompanhado e sequer imaginado. Às vezes agradeço por ter vivido uma realidade distinta para usufruir a que hoje desfruto. Peggy Sue descobriu isso ao desmaiar.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: , ,
04/03/2010 - 16:57

Fim de semana com Davis

Esta é uma das mais divertidas semanas da temporada. A não ser que você não goste de Copa Davis. E se não gosta azar seu. Jogos não vão faltar. O que talvez falte, além de um confronto envolvendo o Brasil, seja um televisionamento por aqui. No site da SporTV e da Bandsport não diz nada sobre Davis. A ESPN eu sei que não mostra. Alguém pode me ajudar?

Abaixo, um breve olhar sobre os confrontos do Grupo Mundial que têm um pouco de tudo.

EUA x Sérvia – O Tipsarevic ficou de fora das simples e entrou o Troicki, que enfrenta o Isner. É a chance dos americanos não caírem para a 2ª divisão, o que será um escadalo por lá. Mas se o sérvio vencer, bye bye gringos. Em seguida Djoko encara Querrey, que vai jogar como quem não tem nada a perder, o que é sempre perigoso em um cara com a mão pesada. O confronto está nas mãos do Djoko, que tem que vencer toda a vez que entrar em quadra. Pressão.

A Espanha recebe a Suíça sem Federer. Aliás, o Chiudinelli falou o que ninguém quer falar; que o Federer devia ajudar o país na Copa Davis. Por enquanto não vi réplica do número 1. O confronto abre com Wawrinka x Almagro, o que pode ser uma chance dos suíços saírem na frente. Mas depois, com o Chiudinelli e o Ferrer em quadra, o bicho pega. Se o bonitão estivesse jogando a vitória seria dos suíços, já que o outro bonitão não joga. A Espanha só perde se o Wawrinka desembestar total, algo tão improvável de acontecer como os suíços devolverem o dinheiro roubado lá depositado.

A Rússia recebe a Índia para mais um massacre. Talvez, para salvar a pátria, os hindus vençam as duplas, com Paes e Bhupathi. O resto é tão fácil que o Davydenko arrumou uma contusão. Os russos vão de Andreev, Youzhny e depois muita balalaika, vodkas e loiras.

A Argentina vai a Suécia. Vão jogar na quadra dura e rápida, sem o Nalbandian, pelo menos no 1º dia. Vão de Leonardo Mayer e Eduardo Schwank e descobrir com quantos paus se faz um drakkar. Os suecos têm o bem humorado Soderling e ressuscitaram o viking Joachiam Johanson e o pizzaiolo Vincinguerra. Por enquanto joga o primeiro. Vamos ver se o Nalbandian entra nas duplas ou mesmo no 3º dia. Jogo durissimo para os hermanos.

A Croácia recebe o Equador. O Equador? É, ganhou do Brasil, em Porto Alegre. Mas o ex-capitão jura que foi uma vitória moral. Infelizmente a FIT não reconhece. Os croatas têm o Karlovic, o Cilic, o piso e o público. Os equatorianos têm os irmãos Lapentti. Lá vem o Equador para baixo de novo.

Os checos vão a Bree, na Bélgica. Chegam com Stepanek e Berdich, finalistas no ano passado. Confrontam os irmãos Rochus e talentoso e inconstante Xavier Malisse. Os checos são favoritos, mas este é típico confronto de Davis que pode ir para qualquer lugar. Vai saber o que se passa pela cabeça e o coração dos belgas.

Os alemães atravessam a Linha Maginot, invadem a França e desta vez devem se dar mal. Os galos têm Tsonga e Monfils nas simples e Llodra e Benneteau para qualquer dúvida. Os alemães vão de Kohlschreiber e Becker, o Benjamin, não o Boris. Monfils e Kohlschreiber abrem o confronto. Uma vitória do mano francês sacramenta a vitória.

O ultimo confronto é entre o Chile e Israel. Já escrevi sobre a partida e a nossa torcida fica, por mais de uma razão, pelo hermanos del norte.

Com quantos paus se faz um drakkar? Resposta este fim de semana em Estocolmo.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags:
03/03/2010 - 19:57

Bem vindos.

Se o confronto de Chile x Israel chama a atenção por conta da tragédia e das emoções, o confronto entre Sérvia x EUA chama a atenção por outras razões.

Os americanos, os maiores vencedores da centenária competição, vivem um dos piores momentos de sua história tenistica e terá que enfrentar um país que tem o atual numero 2 do mundo, um dos melhores duplistas do circuito, um tenista encardido como o segundo singlista e uma tremenda vontade de chutar o traseiro americano. Esse negócio de malhar americano em casa na Copa Davis é uma das coisas mais divertidas que há – e os caras querem acabar com essa possibilidade.

Cheirando a coisa de longe, Andy Roddick pediu para supervisionar uma nova seção de fotos de sua amada de bikini e se recusou a brincar desta vez. O Blake, outro que vinha jogando, quando soube que o confronto seria na terra entrou em coma.

Sobrou para os gigantes Isner e Querrey e o arroz de festa irmãos Bryan, que não renegam uma Copa Davis. A imprensa americana finge que não é com eles e não publicam uma linha sobre o confronto. Para eles só vale se for para vencer. Mas, os tempos da superioridade americana já eram.

O piso será o saibro, o que deve estar causando pesadelos vermelhos nos corações de Isner e Querrey. Que sina. Ter que enviar dois tenistas que dependem de seus serviços para vencerem. Um pretzel durinho para quem adivinhar qual será a velocidade da quadra.

Não acredito que a SporTV vá mostrar esse confronto. Então só vamos poder acompanhar o placar, a não ser que alguém descole um daqueles sites para assistirmos direto de Belgrado.

Tão interessante quanto acompanhar os martírios americanos, será ver como Djokovic lidará com a pressão de vencer em casa. Pois dele o povão não esperará uma boa participação – só vitórias contam.

Além disso, Tipasarevic, que vem jogando bem, gosta mesmo é de jogar nas quadras duras. No saibro também sofre. Há a chance do Troicki jogar, mas aí saberemos que um dos dois acima tremeu. A dupla terá Zimonjic em quadra com alguém.

O que não deve falhar será a torcida sérvia. Vamos ouvir cantorias, aplausos e muita vibração. Boas e ruins. Até porque muita gente que estará nas arquibancadas foi gente que esteve nas ruas desviando de bombas que os aviões americanos jogaram dez anos atrás.

belgrade-bombingbaelgrado2

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: , , ,
02/03/2010 - 21:01

Hay jogo

Ao que tudo indica o Chile vai hospedar o confronto de Copa Davis contra Israel neste fim de semana, apesar dos problemas inerentes da catástrofe que abala o nosso país vizinho.

A decisão final foi da FIT, já que a federação chilena preferia adiar. Como pimenta na boca alheia é refresco, os gringos não querem saber de negociação. Suspeito que se fosse em Londres a decisão seria outra.

A única mudança negociada, até agora, é que não haverá o jantar de confraternização e haverá um minuto de silencio antes das partidas. Além disso, qualquer outra atividades paralelas estão suspensas.

O confronto acontece em Coquimbo, cidade de 350 mil habitantes no norte do país, onde o impacto do terremoto foi menor. A organização já havia vendido cerca de 40% dos ingressos antes da tragédia, o que evidencia que as expectativas eram ótimas. De lá para cá as vendas pararam, mas pode haver mais nos dias das partidas. Gonzales já pediu para sair de Indian Wells, pois quer ficar no Chile.

Os israelenses não se manifestaram oficialmente nem de um jeito nem de outro. Dizem que a FIT teria negociado um jato particular para levar os israelenses até o Chile, junto com os árbitros, já que os vôos comerciais estão suspensos. Os tenistas chilenos têm chegados por rotas alternativas, já que Santiago segue sem aeroporto.

Há também a possibilidade de os jogos começarem somente no sábado e se estenderem até segunda-feira, por conta do atraso da chegada e da ambientação dos tenistas.

O confronto deve acontecer cercado de controvérsias. Muitos são a favor da realização, mas muitos são contra. No site do El Mercurio, 43% votam a favor da suspensão e 57% contra. Os chilenos, por jogar em casa, são os favoritos. Resta saber como estarão corações e mentes de integrantes de ambos os times, sem esquecer do público. Com certeza deve ser um confronto emocionante, por mais de um aspecto.

coquimbo

Coquimbo, sede da partida Chile x Israel.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: , ,
01/03/2010 - 13:00

Ernestão

Uma conquista bem vinda este fim de semana foi a do “Ernestão” Gulbis, um letão de apenas 21 anos, uma promessa que, quiça e aos poucos, torna-se realidade. O rapaz venceu o Torneio de Delray Beach, batendo o gigantão Ivo Karlovic na final.

Digo bem vinda porque Ernestão é um tenista talentoso e dono de um tênis extremamente perigoso. Mais perigoso do que seu tênis só mesmo sua cabeça, uma daquelas capazes de destruir qualquer carreira.

Gulbis é de família rica; seu pai é produtor de cinema, acredito que entre outras coisas, porque, também acredito, só produzir cinema na Letônia não vai deixar ninguém tão rico. Na verdade, o pai trabalha com finanças, não me pergunte o que é isso, e a mãe sim é atriz. O casal é separado desde de que Ernestão era Ernestinho, que viveu com a mãe. O seu avô e seu pai foram grandes jogadores de basquete, uma cultura bem forte no país, o que explica as habilidades atléticas do filhinho/netinho. O temperamento artistico, e instável, herdou da mãe, uma mulher bonita e interessante - vejam este interessante link, de um filme em que ele, aos 6 anos, estrelou com ela: http://www.youtube.com/watch?v=p6aB2V4eG20

O filho, ciente do talento e da conta bancária, é um daqueles tenistas que parece querer não querendo. Algo que ajuda um tenista talentoso e habilidoso até certo ponto, mas também inviabiliza a carreira a partir desse ponto crucial. Esse é o estigma que o Ernestão está querendo quebrar, o que é raro, mas acontece.

Para fazê-lo contratou o argentino Hernan Gumy, um argentino com perfil carioca, o que de certa maneira traduz a orientação do comprometimento do rapaz. Gumy é um tremendo boa praça que foi contratado pelo Safin, que não iria contratar ninguém que fosse enquadrá-lo, e pelo Gustavo Kuerten, numa época de rejeição a Larry Passos e seu estilo sargentão.

De qualquer maneira a dupla está se entendendo e, melhor, fazendo o Ernestão se entender com a equação talento/responsabilidade, duas forças tão repelente quando o positivo/negativo.

De qualquer forma, como já deixei claro em outras ocasiões, a minha torcida é pelo tênis – e quanto mais talento dentro das linhas da quadra melhor.

Gulbis_Toronto_Masters_2008Ernestão Gulbis – talento e temperamento em quadra.milena_ernests-diena

                                      Ernestinho e a mãe, Milena

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , ,
28/02/2010 - 13:48

Tremeu

Apesar das finais de alguns torneios – Acapulco, Dubai, Delray Beach e Kuala Lampur – me sinto propenso a falar sobre o drama chileno.

Se é para fazer um link com o tênis da tragédia que aturde os hermanos, e que me deixa triste e passado, lembro do confronto da Copa Davis entre a Suécia e o Chile que era para acontecer a partir do dia 8 de Março de 1985, no Estádio Nacional de Santiago. Os suecos, liderados por Mats Wilander, e os então campeões, chegaram no sábado anterior e no Domingo a terra tremeu feio no Chile.

Os vikings subiram no 1º avião indo para algum lugar e abandonaram a competição. Lembro que a fugida deles causou o maior furor, já que os chilenos queriam jogo, que aconteceria no fim de semana seguinte.

Depois de muita, muita mesmo, confusão e negociações, uma nova partida foi marcada, cerca de um mês depois, lá mesmo em Santiago.

Desta vez, Wilander ficou de fora e os suecos foram de Edberg, um dos tenistas mais elegantes da história, que foi volear na altitude de Santiago, e Henrik Sundstrom, um maluco que foi campeão mundial juvenil, chegou a #6 do mundo e foi um dos heróis do título da Davis em 1984, ao bater Lendl na semis e McEnroe na final. Do dia para noite começou a perder partidas incríveis, pirou e desapareceu do circuito aos 25 anos. O encontrei pelas ruas de Paris 15 anos mais tarde em Paris, tomamos um drink e conversamos brevemente. Morava na Suíça e trabalhava como corretor de imóveis.

Os suecos venceram aquele confronto por 4×1, após Hans Guildmeister bater Edberg na 1ª partida. Mas Sundstrom bateu Pedro Rebolledo e Guildmeister e acabou com as esperanças andinas. Foi um dos poucos a bater Hans em Santiago.

No próximo fim de semana os chilenos devem receber os israelenses em Coquimbo, no norte do país. Por enquanto confirmam a competição. Não acredito que os israelenses vão criar muitas dificuldades, até porque em devem estar acostumados com a terra tremer, mesmo que por razões distintas.

Davis_Cup_1984s

Henrik Sundstrom, o primeiro a direita.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, História, Tênis Masculino Tags: , , , ,
26/02/2010 - 19:01

Sobrevivente

O cara é um sobrevivente. Atual número 2 do mundo, o que não é pouco, Novak Djokovic tremeu a semana inteira por conta de defender o melhor ranking de sua carreira, mas não perdeu aquilo que o levou a ser um dos melhores do mundo; uma vontade enorme de sobreviver, de vencer.

Seu tênis não é dos maiores e mais bonitos, mas é sólido o bastante para jogar de igual com qualquer um em qualquer piso. Mais ainda, tem uma capacidade enorme, verdadeira marca dos campeões, de jogar bem contra a parede. O seu maior problema continua sendo que ele ainda é inseguro de suas capacidade em tempo integral, especialmente nos grandes palcos contra os cachorrões. Mas não cutuquem a onça.

Foi isso que fizeram o Troicki, o Ljubicic e o Baghdatis. Todos venceram o 1º set, todos tiveram oportunidades no 2º set e todos entraram pelo cano no 3º.

Hoje Baghdatis teve 8 break points no 2º set e não teve a coragem de arriscar em nenhum deles. Jogou no erro do adversário. Dançou. Devia ter aprendido essa lição ainda nos tempos de juvenis. Enquanto estiver no avião de volta para casa Djoko, o sobrevivente, estará em quadra jogando a final contra o soldado Youzhny. Quando entrar em quadra que coloquem a Glorinha para cantar.

Não acredito: vejam abaixo da Glorinha o video que me encaminharam….

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
Voltar ao topo