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25/11/2009 - 18:16

Caminha pra um…

Confiatrix nele. E caminha para o outro. A confiança é determinante para um tenista em qualquer nível. Do aprendiz, ao panga, o 2ª classe e o profissional. O Soderling que o diga. O cara está na dose dupla da Confiatrix.

Djokovic é aquilo que eu levantei após ele vencer Basel e antes de vencer Paris. Será que ele teria pernas para o Masters? Ele disse que ficou bravo de ter que jogar hoje e que não estava 100%. Bem, azar dele.

O sueco deitou e rolou. O jogo foi decidido no 1º set. Após perdê-lo, o sérvio só queria saber qual o restaurante da noite – massa ou sushi? Ele não estava nem um pouco a fim de correr mais dois sets. E Djoko sem vontade não vale muito. O cara ficou dando slicezinhos o 2º set todo!?

Com isso, Robin, que estava de fora e só entrou graças a ausência do Roddick, tornou-se o 1º semifinalista sem perder um set. Não há nada como jogar no lucro total, sem nada a perder. O cara fica perigoso. Mas, chegando a uma semifinal, a expectativa muda e a pressão também. Mas que seria interessante ver o “mala” crescer e se tornar mais um dos cachorros grandes, isso seria.

TENNIS-MEN/FINALS Robin – Confiatrix para o outro..

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
25/11/2009 - 10:29

A diferença

Com a vitória sobre Andy Murray, Roger Federer confirmou a posição de #1 para a temporada de 2009. É a quinta temporada que encerra como o melhor do mundo e o 2º tenista a conseguir voltar a fazê-lo, após perder essa posição no fim da temporada. Como o homem está jogando por grandes feitos, fica a pergunta se ele conseguirá manter a motivação para o resto do torneio. Porque fechar a temporada como #1 falará mais alto em seu currículo do que um eventual título em Londres.

Por outro lado, a partir do momento que o Masters saiu de onde o Judas perdeu a bota – Xangai – e passou a ser jogado em Londres, talvez seja o bastante para um ultimo esforço mental por parte do suíço na temporada.

À parte dessa incógnita, a partida contra Murray foi interessante taticamente. Pelo 1º set, parecia que o escocês pudesse enrolar o suíço mais uma vez. Mas Federer foi humilde o bastante para jogar, quando necessário, no esquema do adversário e não sucumbir aos erros não forçados. Foi paciente a partir do segundo e não hesitou em ficar trocando slices de esquerda.

No final das contas, Federer levou a melhor porque tem também a agressividade e o ataque – tanto do fundo como na rede. Sem falar naquela direitaça. Murray continua contando só com a habilidade, a enrolação e a força das pernas. E fica bravo quando sugerem que ele deve ser mais agressivo. Disse que vai ganhar um GS é dessa maneira. Bem, por enquanto vai esperar.

TENNIS-MEN/FINALSFederer – cinco vezes número 1

E para quem não entendeu, olhem o dedinho…

Britain Tennis ATP Finals


Autor: paulocleto - Categoria(s): Masters, Tênis Masculino Tags: ,
24/11/2009 - 12:50

Savile Row?

Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.

Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.

Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

TENNIS-ATP-MASTERS

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Masters, Tênis Masculino Tags: , , , , ,
23/11/2009 - 16:20

Nem o pão-com-manteiga?

Até o fim do primeiro set eu ainda acreditava na vitória do Rafael Nadal. Até o fim do segundo ainda acreditava que o espanhol encontraria um jeito. Nada feito.

Nadal entrou em quadra com um “game plan” diferente do utilizado no ultimo confronto – mais slices, agressividade na devolução de 2º serviços, bolas mais anguladas e não tão altas etc.

O plano era bom, funcionava, mas a diferença foi mental. E aí a grande surpresa. Os dois sets – 6/4 6/4 – foram decididos na hora da onça beber água, um momento da partida onde o espanhol normalmente faz e desfaz à vontade. Não hoje.

O final do 1º set já foi estranho, com aquele 30×40 que Nadal vibrou achando que era um ace, é cantado fora e ele não desafia?! E ainda erra uma direita pão-com-manteiga para perder o set!?

No segundo, o sueco novamente sacou na frente, sempre mais confortável emocionalmente. E na hora H Nadal miou. Erros de revés acabaram com suas chances de, pelo menos, vencer um set, enquanto o revés do Soderling aguentou o tranco.

Mudou Soderling ou mudou Nadal? Talvez um pouco dos dois. O sueco, tenista perigosíssimo, mais do que ele mesmo acredita, vem melhorando tecnicamente e mentalmente; ele que se derretia psicologicamente com frequencia.

Por outro lado, Nadal, apesar dos esforços, não consegue fazer as mesmas barbaridades com a mesma frequência. Ainda as faz, mais do que qualquer outro, mas, desde Maio, nas mãos do mesmo algoz de hoje, alguma coisa carece no tênis do espanhol.

pao

Pão com manteiga, o mais fácil, o mais gostoso.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Masters, Tênis Masculino Tags: ,
23/11/2009 - 12:01

Pinóquio

O primeiro dia do Masters não trouxe maiores surpresas a não ser pelas atuações abaixo do padrão dos envolvidos. Federer errou mais do que se espera, especialmente na direita de ataque. Talvez o fato de ter perdido duas partidas seguidas teve alguma influencia na sua confiança. Mas lembrando o velho Federer, encontrou uma maneira de perder a terceira seguida. Ficou no ar a pergunta se o diferencial foi a sua mágica ou o Verdasco deixando escapar, mais uma vez, uma grande vitória.

O confronto entre Delpo e Murray prometia pela rivalidade entre os dois. Os dois não se bicam há tempos. Como deixaram de ser garotos brigando por uma rodada e se tornaram campeões lutando por grandes títulos e pelo topo do ranking, deixaram as picuinhas de lado e passaram a se respeitar, o que é bom e todo mundo gosta. Um lá outro cá.

O jogo não foi lá grande coisas. Como Murray lembrou, ambos não jogaram muito desde o U.S. Open. Um porque estava contundido, outro porque deu uma bobeada em sua carreira, após seu primeiro grande título, que ainda vai se arrepender.

No final Murray foi menos ruim. O que achei interessante foi a declaração do argentino sobre a interrupção causada por um sangramento em seu nariz. “Não foi nada demais. “É que tenho um nariz bem grande – esse é o problema”. Falou, Pinóquio.

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Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , , , ,
21/11/2009 - 16:45

Barbeando a cara de pau.

Roger Federer saiu em defesa do francês Henri no caso da “mão de deus” versão francesa. Vale lembrar que Henri é companheiro de Roger nos comerciais da Gilette, junto com Tiger Woods e Kaka. Não li nenhuma declaração do Kaka.

Eu assisti o segundo tempo da partida entre França e Irlanda logo após sair da quadra e bater minha bolinha no clube. Era um fim de tarde glorioso e não me pareceu haver programa melhor do que sentar debaixo da jaqueira com amigos, tomar sucos de melancia e acompanhar uma partida decisiva pela Copa do Mundo, especialmente com chances de dar zebra.

Acompanhei quando o francês meteu a mão na bola, o gol, os irlandeses reclamando, o juizão, com a soberba natural dos juizes, ignorando as reclamações e o Henri fazendo cara de paisagem. Fiquei imaginando, quando a TV mostrava carinha do francês, se algum irlandês lhe iria lhe mandar poucas e boas, assim como para o juizão.

Os irlandeses, logo eles, levaram numa boa, no quesito ir à loucura, pelo menos os que estavam em campo. No final um deles até ficou sentado batendo papo com Henri, o que é surreal para mim. Agora, o mundo deve estar caindo para o juizão. Imagino se será crucificado ou, como muitas vezes acontece, será prestigiado. Já o Henri está sendo acusado de trapaceiro para baixo – na Europa a coisa está feia para o lado dele – e a FIFA, assim como a ATP, olha para o outro lado e finge que o problema não é com ela.

Pressionado, Henri diz que deveriam jogar uma outra partida, até porque sabe que a FIFA nunca concordará, como já avisou. Aí é fácil fazer o mea cupla – pergunta para o Agassi. Quero ver é bancar o macho honrado na hora certa.

Na Inglaterra os jornais britânicos foram perguntar para Federer o que ele achava da atitude do amiguinho dele.

Roger acha que quem tem que apitar é o juiz e que o Henri não tinha a obrigação de confessar, em campo, a sua falta. Confessar depois já está de bom tamanho. Amigo é para essas coisas. Se não marcaram nada, o erro é do juiz e do sistema e não de coitado do Henrizinho, pensa Federer. O suíço aproveita para cutucar a FIFA e afirmar que chegou a hora do futebol utilizar a tecnologia disponível. Ele, que nunca gostou do hawk eye, mas o utiliza a torto e a direito, diz que o futebol precisa da tecnologia mais do que o tênis.

Federer diz que não dá para usar replays em futebol para qualquer coisa, mas que algo deveria ser feito para que casos como esses não aconteçam. É genérico demais, já que 10 cabeças teriam 10 idéias diferentes. Agora, diz o tenista, o assunto tomou proporções políticas, o que não deveria acontecer, diz ele.

Eu nunca gostei da personalidade do Henri, mas não consigo imaginar nenhum outro jogador levantando o dedo e confessando o ato impróprio ao juizão, que no tira teima da TV Globo estava encoberto na hora H. Antes eu estivesse errado. Foi um daqueles infortúnios, próprio do futebol, onde a tragédia falou mais alto do que a ética e o fair play. No fundo, acho que a FIFA adora que essas coisas aconteçam. Mantém o estigma do futebol.

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bighands1_141635s henrythief_141655stub_141637sAlgumas pérolas que os jorna britânicos, que estão possessos, publicaram na internet.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino Tags:
20/11/2009 - 19:37

Os grupos do Masters

O formato de dois grupos de quatro vem sendo usado no tênis profissional desde os tempos de WCT do arrojado Lamar Hunt. Fico imaginando quantos dos leitores sabem, sem ir correndo para a wikipedia, o que foi o WCT e quem foi Lamar Hunt. Ou quantos tenham ido ao Ibirapuera assistir quando o evento aconteceu por aqui.

O Masters era da FIT desde 1970 até 1990, quando a ATP dos tenistas o surrupiou dos cartolas, que tentaram, por um tempo, fazer outro, paralelo, e com uma montanha de dólares que Boris Becker chamou de obsceno, algo sobre o qual o alemão fala de cátedra. Em 1999 a FIT entrou em um acordo com a ATP, desistiu de seu evento e ambas passaram a administrar o atual Masters. Mas chega de história e vamos dar uma olhada nos grupos.

Grupo A: É o mais forte, inclusive pela presença de Federer. O suíço talvez se motive a jogar bem o último evento do ano que o consagrou como o melhor da história. Seria de se esperar. Como não tem feito nada demais nas últimas semanas, está com o físico intacto. Resta ver a confiança, a qualidade que faz o diferencial no seu estilo.

Andy Murray, que volta de uma contusão no pulso, só pode estar cansado de não fazer nada nas ultimas semanas. Jogar bem em Londres será sempre uma faca de dois legumes para o britânico. Tem a motivação de jogar para seu público e com ela vem o lado escuro do tênis – a pressão. Pelo menos não é Wimbledon. Pode aproveitar para tirar o peso das costas, o que seria bom para seu futuro no All England. Atrofia qualquer um, inclusive o Federer. Mas é uma incógnita.

Alguém precisa avisar o Delpo que a carreira não acabou com a sua conquista no Aberto dos EUA. Pelo contrário – agora é que o bicho pega. De lá para cá o argentino está com a cara de quem passou a noite da gandaia. Acorda!! É perigoso, mas parece estar se guardando para 2010.

Fernando Verdasco está no Masters pelo o que fez no primeiro semestre. É outro que não vem se apresentando no seu padrão. Ou será que esse é seu padrão? Corre por fora e sem pressão.

Se for para adivinhar, o que odeio, passam para as semis o suíço e o escocês.

Grupo B- O mais embalado e o que está jogando melhor, de todos, é o sérvio Djokovic. Venceu dois torneios seguidos e levará essa confiança para Londres e para 2010. Mostra, a cada dia, que, mesmo não sendo o mais técnico, é um grande competidor. Adora vê-lo jogar os pontos importantes.

Rafa Nadal é a incógnita. É o melhor competidor do tênis atual e um dos melhores da história, mas não está em sua melhor fase. O pior, para ele, é que a Espanha está na final da Davis mais uma vez e vai vencer mais uma vez. (Será que a CBT vai contratar o Albert Costa para 2010?) Vem patinando em semis e finais e não vence um torneio desde Roma, o que é muito pouco para seu padrão. Mas quem é macho de apostar contra?

É uma dureza escrever sobre Davydenko. O cara é ótimo tecnicamente, mas não tem coração. Parece um cantor de blues branco nascido em Boston ou sambista de olhos azuis criado nos Jardins. É horrível de torcer, a favor ou contra. Fora que treme na hora da onça beber água.

Soderling. Esse é tão maluco que se eu fosse produtor de Hollywood chamava o Jack Nicholson, quando jovem, para fazer seu papel – “here´robin!”. Até o Norman chegar à sua vida não tinha um único amigo no circuito. Agora tem o Norman. Se a Hingis estivesse por aí casavam e teriam um filho. Já imaginou o que viria? Mas gosto de vê-lo jogar, especialmente quando está motivado, o que não é assim tão comum. Tem que se tirar o chapéu para alguém que bate a direita como ele bate, com aquele bração, e aquela esquerda que eu roubava e não devolvia.

Nas semis devem ir Djoko e Nadal. Mas não perco por nada o jogo entre o sueco e o espanhol.

oitono o 2Os oito galáxicos no O2

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
19/11/2009 - 13:06

Culpa

A Federação Americana reflete a culpa do resto da sociedade americana e segue se eximindo de punir a baixaria de Serena Williams no Aberto dos EUA. Logo após o incidente eles prometeram agir imediatamente; averiguando e punindo. Averiguar o que? Todo o mundo assistiu a agressão verbal e as ameaças. Quanto ao que a mocinha falou é só perguntar àquela juizinha que, na verdade, não deveria nunca mais entrar em uma quadra de tênis. Só que o que ela fez não justifica a que a Serena fez.

Se a Serena fosse branquinha, ou pior ainda, russa ou imaginem argentina, teria tomado um gancho que estaria considerando virar dona de casa. Mas a culpa, e o fato da moça ser a primeira do ranking mundial, não deixa os dirigentes agir.

Agora veio à cena Patrick McEnroe, capitão do time da Copa Davis e chefe do programa de desenvolvimento da federação, declarando que não faz sentido punir a moça a essa altura do campeonato. Ele argumenta que já passou muito tempo e os punidos seriam os australianos, que ficariam sem a tenista em seu Grand Slam.

Patrick não deixa de ter razão, mas, ao que parece, essa era a estratégia dos americanos, que usaram seu contratado para lançar a idéia pela mídia. Patrick critica a falta de atitude da federação, mas lança a desculpa perfeita para não agirem.

Agora os australianos também pressionarão o FIT para que tudo fique como está e que o incidente seja varrido para debaixo do carpete. Vamos ver como fica. Lembram quando a gente falava que nos EUA essas coisas não acontecem??

serena_585x350_628439a Serena delicadamente explicando que não foi foot-fault.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Feminino Tags:
18/11/2009 - 13:01

State of the art.

Fui algumas vezes ao Masters quando era realizado em Nova York e Hannover. Na primeira, o evento era ótimo, na segunda uma droga. Na primeira, era realizado no Madison Square Guarden, em Midtown New York, uma cidade que ferve. Na segunda, em um complexo mastodôntico, feito para uma feira mundial, nos arredores de uma cidadezinha fria que era o fim da picada. Não fui a Xangai, onde presumo adoraria a cidade e odiaria o evento.

Nova York era campeã pela cidade, pelo local e pelo público, componentes chave de um evento, além dos os atletas, of course. Enriquece demais o calor do público que sabe como e quando aplaudir e quando silenciar. O tenista intui quando o pessoal das arquibancadas é tenista ou pára-quedista e seu desempenho espelha o fato. Para o público visitante, a cidade onde é realizado o evento é uma enorme diferença, para o bem ou para o mal.

Hannover tinha um bom público, os alemães viviam a febre de Graf e Becker, além de entenderem o tênis, o local era estranho, mas passável – algo como um gigantesco Anhembi – mas a cidade era de chorar. Um frio cão, ninguém nas ruas, nenhum lugar para ir, uma tristeza de cortar os pulsos.

Xangai, eu imagino, seja uma cidade interessante, o local devia ser bom, mas o público era de chorar. O pessoal e o tênis estavam em galáxias distintas. E para nós, que acompanhamos pela TV, evento do outro lado do mundo é de ir à loucura pelo fuso horário. Minha mulher deve pensar seriamente em me largar durante o Aberto da Austrália e as transmissões da madrugada. Eu, se pudesse, me largava.

Por conta disso, a minha expectativa com o Masters em Londres é bem positiva. A cidade é ótima, quanto a isso não há duvidas, apesar de que o local do evento, a Arena O2, ser fora do centro da cidade, lá onde Judas perdeu as botas no lado oeste e do outro lado do rio. Nada que um “tube” ou um taxi não resolva.

A Arena é “state of the art”, um local que nos faz sentir terceiro mundo apesar de sermos a sede da próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Imagino se um dia teremos um lugar daqueles por aqui e com os eventos para acompanhar.

O público inglês é também um dos melhores, tem por quem torcer, e tenho a suspeita será mais participativo do que o que comparece ao All England Club, local que inibe e constrange. Já foram vendidos 250 mil ingressos para os oito dias. Além disso, a imprensa é a melhor do mundo, de longe, e bota longe nisso. Isso ajuda a elevar o padrão do evento, dentro e fora da quadra, de maneiras objetivas e subjetivas.

Grupo A
Roger Federer
Andy Murray
Juan Martin del Potro
Fernando Verdasco

Grupo B
Rafael Nadal
Novak Djokovic
Nikolay Davydenko
Robin Soderling

DUPLAS

Grupo A
Daniel Nestor-Nenad Zimonjic
Mahesh Bhupathi-Mark Knowles
Frantisek Cermak-Michal Mertinak
Mariusz Fyrstenberg-Marcin Matkowski

Grupo B
Bob Bryan-Mike Bryan
Lukas Dlouhy-Leander Paes
Lukasz Kubot-Oliver Marach
Max Mirnyi-Andy Ram

Considerações a respeito dos grupos em post futuro.

o2ink101uploadedimage Bons ingredientes: Londres, Masters, O2 Arena, público, tênis.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
17/11/2009 - 17:30

Pão de queijo

Era uma morte anunciada que se concretizou. Marcelo “Girafa” Melo encerrou sua parceria com Andre Sá e assumiu o casamento com o amigo Bruno Soares, cujo parceiro, Kevin Ullyet, abandonou o circuito. Os três são mineiros, amigos de longa data e, com certeza, devem ter conversado sobre o assunto mais de uma vez.

Até hoje a experiência de André ditou o ritmo da dupla mineira que, como toda dupla, deve ter mais de um componente em comum e mais ainda qualidades que se completam. Na dupla Sá/Melo, apesar da idade e pelo atleticismo natural, o primeiro é o ágil e o segundo, pela envergadura, o ancora. Seguindo essas características a dupla foi formada e teve sucesso.

É óbvio que não são só essas características que devem casar para a formação de uma dupla de sucesso. Diferentes tenistas trazem diferentes características para a parceria e é sempre uma incógnita se a parceria funcionará.
Na dupla Melo/Bruno, o segundo terá que forçar um pouco mais a característica de movimentar pela quadra, intimidando e atrapalhando adversários. Marcelo é mais parado – intimida pelo tamanho, mas não vai ficar varrendo a quadra.

Outra característica, que com certeza foi conversada e determinada, é sobre quem jogará no “deuce” e quem jogará na “vantagem”, já que, atualmente, ambos jogam na vantagem. É mais difícil jogar no “deuce”, pois é preciso bater a devolução de dentro para fora. Por isso, eu diria que Marcelo deve ir para lá, já ele bate a esquerda com as duas mãos. Ao mesmo tempo, a melhor bola de Bruno é exatamente a direita na diagonal, onde ele faz misérias, enquanto sua esquerda é mais fraca. No “deuce” ele ficaria mais vulnerável. De qualquer maneira, essa caracteristica e escolha será fundamental no sucesso da dupla.

O fator determinante para a parceria mineira é o fato de ambos serem bem amigos e terem praticamente a mesma idade (26 anos). Eles viajam juntos há tempos e se conhecem desde os tempos de juvenil. Esse carinho mútuo faz uma diferença enorme no emocional de quem tem que viajar e trabalhar junto e de quem tem que constantemente estar se motivando e perdoando.

Resta ver se funcionará tecnicamente, que é o que determinará a permanência da parceria. Ambos gostam do que fazem e ainda têm muito gás. Duplistas podem jogar bem mais tempo do que singlistas e, se tudo correr bem, a dupla pão de queijo pode ficar junta por uma década.

DSC02649 Bruno – simpatia e categoria.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , ,
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