O duro é jogar quase quatro horas de partida, jogar mais de 300 pontos e perder em duas ou três bolas. Mas é a realidade.
Olhando os comentários dos meus leitores, pelo menos aqueles que acrescentam algo, vejo que o pessoal estava atento aos momentos importante, aqueles que definiram a partida entre Thomas Bellucci e Anderson.
O melhor momento técnico da partida foi o primeiro set. Os dois foram quase impecáveis e Bellucci levou no tie-break, jogando de forma excelente. Mas, esse um dos absurdos do tênis, foi logo depois, no inicio do 2º set, que o brasileiro definiu sua derrota, ao cair na velha armadilha de se acomodar emocionalmente, mesmo que por alguns instantes, permitindo o adversário, que vem babando após perder um set no TB, quebrar o seu serviço e determinar o percurso do set.
Como o grande diferencial dos eventos Grand Slam são as partidas em cinco sets, pelo menos entre os homens, os mesmos permitem umas quase intermináveis nuanças emocionais e mudanças de ritmo, que causam renováveis, boas e más, emoções. O melhor momento do brasileiro, pelo menos sob minha ótica, foi no fim do terceiro set, no game em que quebrou o adversário e definiu o set. Ali Thomas “brigou” e determinou que iria vencer o game. Fiquei com aquele sentimento de orgulho alheio.
Se há uma lição que eu, e quiçá ele, tiraria dessa derrota, é exatamente essa. Bellucci é um tenista talentoso, com inumeras habilidades e com pelo menos dois golpes contundentes que o credenciam a ser um “cachorrão”. No entanto, para sobreviver nessa selva é necessário trazer para a quadra um pouco mais, aquele diferencial que separa os homens dos garotos, os jogadores profissionais dos cachorrões – uma determinação em vencer que faz com que o tenista chegue um pouco melhor na bola, faça um pouco mais como golpe, intimide um tanto a mais o oponente.
Por característica pessoal, Thomas é uma pessoa reservada e introvertida, o que também lhe proporciona uma reserva emocional que o permitiu entrar na galeria dos melhores do mundo, o que não é pouco por nenhum ponto de vista, desde de que equilibrado. Mas são muuuuitos poucos os atletas que vem com o “pacote” completo. Thomas pode, talvez deva, investir nesse aspecto de “jogar com a faca entre os dentes”, que ficou evidente naquele santo game no fim do 3º set.
No entanto, o que ainda impera em sua quadra é essa placidez que ele carrega com elegância, que lhe permite surfar entre as ondas turbulentas do tênis profissional com uma evidente categoria, e, ó céus, as vezes lhe rouba vitórias que, tenho a certeza, apareceriam se fosse um pouco mais encardido.
Isso ficou evidente em outras deslizes, nada anormais, mas que definiram o vencedor de uma apertadíssima contenda.
Quando perdeu o game de seu serviço no 4º set, após tê-lo sob controle em 40×15, quando seu adversário estava em seu pior momento emocional e pronto para entregar a rapadura, quando deixou escapar duas oportunidades de quebra no quinto, uma delas com uma bola implorando uma definição.
Com essas poucas oportunidades perdidas – infelizmente um jogo de tal qualidade e duração acaba sendo decidido em poucas oportunidades, aproveitadas ou não – Thomas permitiu que a sorte, sempre uma aliada de competência, tivesse um peso maior na decisão da partida.
O TB do quinto e decisivo set foi decidido, pelo menos no quesito emocional, logo no primeiro ponto, quando o sul-africano mandou uma bola de devolução de saque na fita que chorou para o outro lado e caiu em cima da linha para uma bola vencedora. Talvez o Woody Allen entenda alguma coisa de tênis.
A organização do torneio avisa que devemos ter várias pancadas de chuva durante o dia, atrapalhando a programação. Já estão eliminando entrevistas em quadra e partidas “not before”. O que resolveria mesmo é um acerto com O Cara, o que parece não ter acordo. Já vi que vou tomar um belo “aluguel” por conta das transmissões na ESPN. Chuva e tênis nunca se entenderam.
A programação começou, às 12h, bonita, sem chuva e com Eleninha Dementieva e Dani Hantuchoca na Quadra Central. Começou bem. Para ficar melhor, uma fotinho da musa.
Se você já tentou imaginar o que o Roger Federer faz no resto do tempo quando não está tentando vencer torneios – ele joga compete cerca de 20 eventos no ano – e chegou a conclusão que o suíço fica se matando em intermináveis treinamentos, tente outra vez.
O melhor tenista da história se diverte, fora a grana que ganha com isso, em usar o seu humor sutil e diferenciado para atuar em vídeos e comerciais mundo afora. A produção do cara está maior do que a indústria chinesa e das estrelas da Globo. E, graças a Deus, sempre fugindo do estilo careta e raso que permeia a normalidade dos comerciais com atletas.
O que me faz lembrar a raridade com que isso acontece por aqui, e quando acontece muitas vezes é com o atleta como coadjuvante de uma cerveja e um bundão, o que é no mínimo conflitante, pelo menos no primeiro caso, ou então puramente idiótico e sem imaginação, o que não chega a ser uma surpresa, não pelo atleta e sim pelos “campeões” dos Ursos.
O último video de Federer a cair na net é do “tenista suíço” que cai na malha de duas “peversas” agentes da lei, um tanto quando louquinhas para comerem o chocolate do gostosão.
Abaixo as versões média, curta e o “making of”, o que dá uma idéia da importância do editor do filme.
A vitória na estréia de Rafael Nadal evidenciou duas ou três coisas para o analista nem tão atento.
São poucos os tenistas que trazem uma agenda tática para a quadra – a maioria segue jogando no instinto - e menos ainda são aqueles que são disciplinados o bastante para se ater a essa agenda, em todas as circunstâncias da partida e sob seus subsequentes estresses.
Aqueles que por ventura fazem essa preparação pré-jogo, como foi o surpreendente caso do russo georgiano Teymuraz Gabashvili, conseguem incomodar bem mais o adversário do que os que não o fazem. Apesar de não ser um tenista de ponta, Gabashvili jogou de igual com o atual #1 do planeta, deixando a vitória escapar nos detalhes de dois tie-breaks.
Não vou discutir quais foram as táticas do russo – elas ficaram claras e as evidenciei durante a transmissão pela ESPN – até porque o assunto é a lição de casa do rapaz, antes e durante a partida, e o quanto isso incomodou e bloqueou o melhor tênis do espanhol. Um detalhe interessante é que Gabashvili está no torneio sem um técnico.
Outra coisa evidente é que o campeão sempre encontra maneiras de vencer independente das circunstâncias. Nos dois TB, Nadal soube ser mais agressivo, se movimentando com rapidez e assim surpreendendo o adversário em duas ou três bolas que determinaram o resultado.
Nadal mostrou que está aprendendo a jogar “para o gasto”, o que lhe poupa o físico, e se ele aceitou que o adversário lhe “alugasse” o revés durante quase toda a partida, na hora da onça beber água mostrou que tem cacife emocional, e um físico que sobra, como nenhum outro tenista no circuito para impor o seu arsenal quando a situação exige.
Thomaz Bellucci e Ricardo Mello conseguiram boas vitórias na 1ª rodada do US Open. Vitórias esperadas, já que ambos enfrentaram tenistas com ranking piores. Mas uma coisa é a expectativa e outra é o fato.
Mello tinha mais dificuldades porque seu adversário é mais forte e experiente, apesar de não ser nenhum cachorrão. O campineiro chegou a hesitar, no 3º set e na hora de fechar a partida, o que é normal. O bom mesmo é conseguir lidar com as adversidades de uma maneira positiva e passar para a próxima rodada. Venceu por 6/4 7/5 4/6 7/6, uma vitória sofrida, lutada e satisfatória.
Na 2ª rodada um cachorrão entra em cena. Juan Carlos Ferreiro já foi #1 do mundo e venceu Roland Garros. Mas não apresenta o mesmo perigo em uma quadra dura – essa é a esperança de Mello, que perdeu duas vezes para o espanhol esta temporada, ambas no saibro. Acompanhei uma delas no Sauípe. Ricardo tem mais chances em NY porque fica mais fácil achar a esquerda do Ferrero na dura do que no saibro (o espanhol terá mais dificuldades para fugir da esquerda e fazer o ataque de direita), mas é um jogo acima do nível do nosso tenista. Para vencer, Ricardo terá que jogar acima de seu padrão e o espanhol abaixo.
Thomaz Bellucci venceu porque é mais tenista do que Tim Smiczek, um americano que foi um bom juvenil, mas não tem armas para enfrentar tenistas top 100. A partida só não foi um passeio no parque porque Thomaz gosta de viver perigosamente. Ou pelo menos assim demonstra. Era jogo para 2,2 e 3, não mais do que isso, se considerarmos o tênis de ambos tenistas. Mas acabou sendo 3,5 e 6, mais do que o americano merece.
Bellucci ainda se permite tanto a erros mentais que deveriam estar sendo cada vez mais raros para não escrever inexistentes, como erros técnicos que ele tem toda a capacidade de evitar. Tipo, duplas faltas em demasia, sem necessidade e intenção de machucar; voleios, que conforme sua própria admissão faz parte de sua evolução como jogador; e certas bolas necessárias para incomodar, consistentemente, tenistas mais perigosos do que o adversário de ontem.
Como analista e seu torcedor, ficaria mais confortável e contente com uma vitória mais contundente contra tenistas mais frágeis – algo que infla a sempre necessária confiança. Até porque seu próximo adversário, o sul-africano Kevin Anderson, é um cachorrão da pior estirpe; sacador, agressivo, corta-físico e sem nada a perder. Uma vitória na próxima rodada, colocaria Thomaz Bellucci em outra dimensão no seu tênis e sua carreira. Não tanto pelo nome do adversário, mas pelo tênis que este pratica, em um cenário onde está mais confortável do que o brasileiro. Uma tarefa difícil, possível e almejável para um tenista que tem vontade de atingir novos patamares.
Às vezes sobreponho os significados das palavras caráter e personalidade. Heráclito esclarecia que o primeiro é um conjunto de traços comportamentais e afetivos de um indivíduo (ou lugar), persistentes o bastante para determinar seu destino, enquanto Houaiss define personalidade como o conjunto de características que distinguem uma pessoa ou um lugar. Tal hesitação conceitual não passa de um desvio dos meus pensamentos sobre o Aberto dos EUA que começa nesta segunda-feira. Como?
O caráter, ou será personalidade, de cada um dos grandes torneios reflete o local onde é realizado. Essas cidades refletem o caráter do povo que a habita e que dá a ela sua personalidade. Por aí eu vou. Sempre que alguém me pergunta qual o melhor dos Grand Slams, tento analisar meu interlocutor para então lhe oferecer o meu parecer.
Encarando o monitor do meu computador, vejo que minha análise, na maioria das vezes, não vale um tostão furado. O que ofereço é a minha opinião pessoal sobre o assunto – por vezes lógica, sempre emocional. Mas não esperem vê-la aqui, pois estou tentando, pelo menos até o fim do parágrafo, ser o mais lógico possível. Especialmente considerando o horário, adianto não ser cedo, e o cálice de vinho do Porto à minha esquerda. O fato é que a personalidade do fã do tênis faz uma diferença para a boa sintonia com um evento repleto de caráter.
Enquanto os franceses fazem um Roland Garros charmoso, light e um tanto sofisticado, sinônimos da cidade que o abriga, os ingleses oferecem um Wimbledon repleto de tradição, uma sisudez que já foi maior e elitizado além do meu gosto, o que também espelha os anfitriões. Os australianos investem numa festa esportiva, bem humorada e, nas ultimas décadas, na busca de um alto patamar de qualidade, o que vem a confirmar o raciocínio anterior.
Quanto ao U.S Open, se o torneio fosse em qualquer outra cidade do país teria outra personalidade. O campeonato procura ser o mais democrático e politicamente correto possível. Pelo menos aos olhos deles, pelo menos para “inglês ver”.
Não foi o pioneiro em distribuir premiação idêntica para homens e mulheres, mas age, através da insistência no “politicamente correto” como se fosse. É razoavelmente fácil encontrar, diariamente, ingressos nas bilheterias, o que é prático, acessível e não acontece em Paris e muito menos em Londres. Como em quase toda a América o “dress code” é extremamente casual, especialmente durante o dia – à noite a invasão dos executivos, homens e mulheres – mudam o cenário e as vestimentas, mas não o espírito.
Como bons marqueteiros e fazedores de grana que são oferecem e cobram duas seções distintas: diurna e noturna. A primeira é frequentada por um público, na esmagadora maioria praticante, de todas as partes do país e do planeta. São os fãs do tênis que trazem a saudável expectativa de acompanhar boas partidas apresentadas pela elite do esporte. Quando se ouve à distância uma torcida mais barulhenta e fanática é a de um tenista de um país com marcante cultura futebolística, com um interesse maior no tenista do que no tênis, algo bem evidente também aqui no Blog.
A noturna, que começa às 19h, restrita a menos quadras, é povoada por uma percentagem maior de noavaiorquinos – os turistas deixam o complexo e invadem Manhattam em busca das alternativas de entretenimento da cidade. É aí que o bicho pega.
Novaiorquinos são agressivos, impacientes e com uma altíssima expectativa de competição e qualidade, o que o evento oferece em sobra. São acostumados com o que há de melhor no mundo em esportes, arte, música, tecnologia e cultura em geral. Como diz a música – “if you make it there you’ll make it anywhere”. O caráter da cidade é bem visível no Estádio Arthur Ashe, com lotação para 20 mil pessoas que, em uma boa parte, não hesita em se comportar mais como o novaiorquino casca grossa do que o sofisticado fã do esporte dos reis.
Esse o público que vai tentar empurrar Andy Roddick, ou qualquer outro americano/a, a mostrar sinais de uma grandeza tenistica que atualmente está mais presente na infra estrutura do que nas quadras, o que deve ser uma enorme frustração, assim como um alvará de incapacidade, para os dirigentes da federação americana das ultimas décadas, responsáveis pela a aridez de talentos do presente.
Lembro que em uma época tentei convencer o então presidente da CBT Nelson Nastás a se enfronhar, conhecer e copiar parte da infra-estrutura da federação americana – cheguei a até convencer o presidente da USTA, só não consegui mesmo foi convencer o presidente da CBT. Imagino que hoje eles estejam se sentindo um pouco como nós, apesar de nós ainda não termos razões para nos sentir como eles.
No entanto, as notícias que chegam de lá é que a prioridade atual de investimento da USTA é a formação de tenistas – o que sempre fez parte da personalidade dos americanos na sua maneira de encarar o esporte e a sociedade em geral. Por aqui, seguimos cedendo ao nosso caráter; por um lado com a contínua falta de investimento na formação de talentos, a eterna falta de transparência e sempre presente cobrança por melhores resultados.
O Post acima foi inspirado em um artigo meu de 2007 e atualizado para os dias de hoje.
Faço minha estréia nos comentários do Aberto dos EUA amanhã, segunda-feira, às 20h, no canal ESPN, com as partidas entre Vênus Williams x Roberta Vinci e em seguida Roger Federer x o argentino Brian Dabul.
A princípio, as partidas servem mais para voltar apreciar o espetáculo e matar as saudades de campeões como Vênus e Roger, já que nenhum dos adversários deve oferecer grande resistência e criar grandes emoções. Mas nunca se sabe.
Quem quiser um pouco mais de emoção pode checar para ver se vamos ter imagens das partidas entre o campineiro Ricardo Mello e Bjorn Phau – um alemão-indonésio que não assusta ninguém, mas também não é nenhum bobo, às 12h, na Quadra 14 – o que duvido, e lá pelas 18h (pode ser antes), na Quadra 11, a partida entre Thomas Bellucci x Tim Smiczek, um convidado da USTA, que é 27 dias mais velho do que Bellucci, mas não tem nem parte de seu sucesso em quadra, partida que eu acredito que mostraremos.
A programação dos canais ESPN começa às 12h na Brasil e vai até terminar a rodada noturna, que estarei fazendo com Airton Cunha. Fora o show.
Saiu a chave do U. S. Open. É sempre uma comoção, tanto na mídia como entre os tenistas, o sorteio e a divulgação da chave. Os jornalistas presentes procuram colocar divulgar o mais rápido, para depois virem os comentários. No local, assim que termina o sorteio, colocam chaves nos vestiários e nos lounges do tenistas.
Assim como os jornalistas, os jogadores fazem seus comentários entre eles e técnicos, tanto de seus próprios jogos como de amigos e “clássicos” em geral. Ao contrário dos jornalistas, os tenistas evitam especular sobre futuras rodadas e quem vai cair contra quem. Para eles, pouco importa quem vai estar na semifinal ou na final, se não forem eles mesmos.
Um pouco de sorte é o que todos querem, desde os qualys e convidados até os favoritos. Os primeiros querem ficar longe dos segundos e os segundos querem ficar longe de um “fantasmão”.
A esta altura, após descobrir com quem joga, o pessoal está mais preocupado em descobrir em qual dia estréiam, pois dependem disso para montar seus treinos. Enquanto não descobrem, vão tentando driblar a chuva que vem caindo em N. York, forçando-os a treinar “indoors”, o que eles odeiam, mas é melhor do que nada.
As estrelas geralmente conseguem um aceno prematuro da direção do torneio – esse papo de democracia e direitos iguais é para marciano ver – de quando devem estrear. Se o Nadal, por exemplo, estréia na quarta e não na segunda, sabe que ainda pode “puxar” nos treinos até Domingo, diminuir na segunda e maneirar na terça. Se for na segunda ou na terça é obrigado a antecipar. Se não souber, tem que adivinhar, o que nunca é tão bom.
A maioria jura, quando perguntada, que não olha a chave para a frente. A maioria olha, mas não fala que olha. Alguns não olham mesmo, o técnico que olhe e decida se vai mencionar ou não. Alguém é bom saber para não passar o constrangimento de pedir para treinar com adversário.
Todos adoram quando acontece um “clássico” ou um “daqueles” jogos nas primeiras duas rodadas. Fica aquela tensão no vestiário. Tem “clássicos” mundiais, mas os melhores os regionais são, de longe, os melhores. Causam maiores tensões.
Algumas partidas para prestar atenção na 1ª rodada:
Safina x Hantuchova, a grande 1ª rodada do torneio, exatamente a situação que ninguém quer para si e nós adoramos ver. Em um ano a russa, que virou um meteoro perdido na chave, viu seu ranking #1 despencar para #59 e caiu contra a cabeça #24. Kuznetsova x Kimiko Date ( japonesa quer acabar a cerreira com um Bang). Chakvetadze x Radwanska (duas jovens tentando deslanchar). Petrova x Petkovic (bom duelo). Kvitova x Hradecka (duas checas).
Entre os homens:
Kolchschreiber x Kamke e Becker x Brands (todos alemães). Ferrer x Dolgolopov (interessante tenista). Chardy x Gulbis (dois locs). Fognini x Verdasco (vão jogar umas 5 hs). Murray x Lacko (o Thomaz que o diga). Stepanek x Benneteau o checo é o cabeça mas deve tomar um castigo). Berdich x Llodra (este é sempre um fantasma). Troicki x Djoko (sérvios).
Teorias: Federer x Soderling nas quartas e x Djoko, que tem que passar pelo Roddick nas semis.
Nadal x Nalba nas quartas. Murray x Berdich nas quartas. Os vencedores na semi.
Final: sei lá, mas será interessante ver Federer x Murray ou alguém mais inesperado aparecendo por fora.
Os canais ESPN; ESPN, ESPN-BRASIL e ESPN-HD, vão mostrar os jogos diariamente, ininterruptamente, a partir das 12h até o término da rodada noturna. Eu estarei narrando/comentando na ESPN, no horário das 20h, a partir de segunda-feira 30/08 e a partir do dia 08/09 desde o início das transmissões.
Os rapazes comentando a chave após o treino da tarde.
Grandes expectativas podem se tornar grandes dramas. Havia uma enorme expectação sobre a presença de Serena Williams no Aberto dos EUA 2010, em virtude dos acontecimentos no ano passado, quando a tenista ameaçou uma juíza de linha, que terminou com sua desclassificação na partida contra Kim Cljisters, incidente que lhe gerou muitas críticas, assim como à federação americana, que preferiu se fazer de boba a punir a sua melhor tenista da década.
Bem, o drama seguirá, por enquanto, sem um final feliz, já que Serena não jogará em N. York, alegando uma contusão. Como sempre, a moça não dá maiores explicações sobre suas contusões, o que sempre foi uma de suas atitudes perante o circuito.
O que se sabe, através de pessoas a ela chegadas, é que logo após Wimbledon ela cortou a parte de cima de um pé em um incidente em um restaurante em Munique, do qual ninguém dá maiores detalhes. Ela não joga desde então, passou por uma cirurgia e só deve voltar a jogar no Aberto de Tóquio, no fim de Setembro.
Serena enviou um texto, através de seu agente, dizendo que a ausência este ano é um dos “momentos mais devastadores de sua carreira”. Imagino se mais devastador do que o do ano passado.
O torneio respondeu que “sua ausência será sentida, mas o torneio é sobre a competição e os jogadores em quadra e o evento será memorável como sempre”, o que não me pareceu exatamente uma declaração de amor.
O que ela enviou pessoalmente, que também gerou o maior bafafá, foi uma mensagem pelo Twitter durante o recente torneio de Los Angeles. Parece que ela pediu ingressos para amigos e o torneio não deu. Ela tuitou que isso era uma ofensa a ela e tudo que fez pelo tênis americano e completou dizendo que as pessoas deveriam boicotar o torneio.
Por essas e por outras que o relacionamento de amor e ódio entre as irmãs Williams e o tênis americano segue, mesmo que por vezes o drama seja público e por muitas não o seja.
Ahh, Jo W. Tsonga e Tommy Haas tambem avisaram que não jogam.
Mais uma vez um leitor comenta algo que pode ser usado no Blog. Abaixo um equlibrado comentário do nosso leitor Flávio B. “Barão”, oferenco seu ponto de vista sobre o ”momento Bellucci”, do qual não necessáriamente compartilho de A a Z, mas respeito e aprecio pelo equlíbrio.
Sabe quando você consegue fazer alguma coisa acima das suas expectativas? Depois, você para e pensa no que ocorreu, buscando explicações de como conseguiu se superar, chegando a uma ou outra conclusão.A questão é que, ainda que você consiga fazer aquilo somente uma vez, no tal “momento de superação”, fica comprovado que você pode, que tem capacidade para tal.
A grande dúvida é quantas vezes você é capaz de conseguir repetir aquele feito “extraordinário”.
É nessa linha que eu encaro a carreira do Bello até hoje. Como ele já conseguiu alguns resultados expressivos, fica demonstrado que ele tem capacidade para tal.
O problema está quando se transforma essa constatação do “poder” com o “conseguir sempre” e acho que é aí que as opiniões sobre o brazuka têm gerado tanta polêmica.
Tanto os que jogam como os que não jogam, mas são assíduos observadores do tênis, sabem que o número de ingredientes para se formar um grande jogador é vasto e de muita variedade.
São inúmeras combinações, que se alternam juntando de várias formas alguns itens como talento, treino, técnica, preparo físico, preparo mental, um bom treinador, garra, perserverança, estilo, algum golpe diferenciado, consistência, disciplina, ou seja, é muita coisa para por no caldeirão.
Em relação ao Bello, é notório que algumas dessas estão lá, como também é notório que outras não só não estão como dificilmente virão a estar. Com o que já possui, ele consegue bons vôos temporariamente, mas você nunca consegue saber o que vem no próximo.
Em resumo, eu opinaria que ele tem potencial, mas também tem vacilado na hora de demonstrar que pode transformar esse mesmo potencial, de expectativa em realidade.
Talvez nós tenhamos nos antecipado em determinar um estágio para ele, em função de bons resultados obtidos, mas que, na realidade, não condiz ainda com a fase em que ele está, de verdade.
Hoje, ele certamente não é o que muitos pensavam que fosse, até pelo número seguido de “fracassos” não esperados. Então, deixemos rolar mais um pouco, consideremos a sua juventude e vamos dar a ele mais um tempo para que se forme uma gama mais considerável de resultados, a fim de se possibilitar uma análise mais consistente sobre o jogo do guri.
Foi técnico de jogadores como Luiz Mattar, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr e Cássio Motta. Dirigiu a equipe brasileira na Taça Davis durante 17 anos e a equipe olímpica em Seul, Barcelona e Atlanta. Foi chefe da equipe no Panamericano de Winnipeg e técnico de equipes juvenis brasileiras campeãs Sul-Americanos e Mundiais.