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sexta-feira, 18 de maio de 2012 Grand Slam, Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:48

A identidade Berdych

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Algumas dúvidas e curiosidades devem ficar na mente dos fãs do tênis mais do que outras. Uma delas pode ser o do por que Thomas Berdych não tem ainda mais sucesso no circuito. Atentem para o “ainda mais”.

Frequenta o seleto clube dos Top10 há anos e seu melhor ranking é o atual #6. Sua melhor performance em Grand Slam foi a final de Wimbledon 2010, mesmo ano que foi à semis de Paris. Pouco, para o seu tênis.

O checo é dono de um estilo vistoso, agressivo, potente. Não é um paparra que fica rezando pelo erro alheio. Berdych vai para o pau. Se ganhar é obra dele, quando perde também. Neste detalhe reside seu valor e seu pecado.

A maior parte do tempo Thomas é um tenista perigoso, com golpes penetrantes, apurando e acuando oponentes, não os deixando respirar, graças ao seu amplo arsenal. Ótimos serviços, 1º e 2º, forehand e backhand flats que andam barbaridade.

Se conseguisse jogar razoavelmente no mesmo padrão TODOS os pontos, seria praticamente invencível. Não consegue.

E o que acontece, então?

É simples, mas deve ser complicadíssimo em sua cabeça. A maior parte do tempo Berdych é capaz de jogar em um determinado padrão com uma pequena oscilação, o que é totalmente compreensível. Esse padrão que o leva a grandes performances e vitórias.

Porém, contra tenistas perigosos, não necessariamente melhores que ele, mas estes inclusos, em determinados momentos da partida, aqueles momentos “da onça beber água”, Thomas joga em um ou mais degrau abaixo. Nesses momentos, o tenista mais inspirado, garrudo, atento, casca de ferida, pode entrar chutando a porta e roubar a partida do checo, que passou 97% da partida jogando muito bem e o resto não tão bem e às vezes pior.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na final de Madrid – seu game de três aces seguidos e duas duplas faltas consecutivas se tornou um clássico inigualável – e hoje na derrota para Nadal. No 2º set, com 4×2 acima e serviço, jogou muito mal dois pontos. No 4×4 repetiu a dose. Poderia ter levado a partida para o 3º set e até ganhar. Mas foi embora mais cedo.

No entanto, para quem é fã do tênis e gosta de assistir boas partidas é um tenista imperdível. Nos faz sonhar com as possibilidades do improvável ao jogar tão reto e tão forte. Joga no constante limite dorisco, alguém que deveria empolgar um público que cresceu assistindo os clips da MTV e filmes como os da série Bourne. Uma ótima e interessante alternativa ao estilo “poupança”, conservador e com o mínimo de risco.

No entanto o tênis, na verdade o esporte, mais verdade ainda a atual sociedade como um todo, adora mesmo o super-vencedor, o que é compreensível mas limitante, sem mencionar a idolatria ao pseudo vencedor, aquele que “vende” uma imagem de sucesso e os idiotas compram sem pensar duas vezes, o que não é o forte deles, anyway.

Thomas Berdych não é nem um nem outro. Não passa de um excelente tenista, com golpes impares, resultados excelentes (para quem discorda pense em um Berdych brasileiro), sem um quilo de carisma, um humor e personalidade um tanto suspeitas, mas com uma namoradinha bonitinha que as câmeras de TV adoram. Ahh, tá de ótimo tamanho.

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Berdych – golpes retos e no limite.

Notas relacionadas:

  1. Ceia
  2. Final de Cincinnati
  3. Contra pé na contra mão
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quarta-feira, 16 de maio de 2012 História, Light, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:36

Cidade Eterna

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O Torneio de Roma sempre teve um bônus para seus participantes – a Cidade Eterna. Aqueles que já tiveram a oportunidade de passar uns dias passeando pela cidade tem uma dimensão do que escrevo. Os que não tiveram deveriam realizar um esforço em fazê-lo.

No fim da semana passada, um conhecido me ligou perguntando sobre ingressos para o torneio, já que iria a Roma a trabalho e não queria perder a oportunidade de ver um bom tênis. Muito tarde para comprar pelo site, eu disse que a melhor aposta seria, por conforto, pedir ao concierge de seu hotel. Poderia tentar algo no local, tanto na bilheteria, mais barato e mais difícil de encontrar, e nas mãos dos inevitáveis cambistas. A velha estória de sempre.

Além dos passeios, infindáveis, e a ótima comida, Roma oferece a história, algo que encanta, ou deveria encantar, os brasileiros, tanto pela falta de antiguidade do nosso país, como da ausência de manutenção de história do país. Especialmente no que diz respeito à arquitetura. Aqui se destrói com voracidade construções de menos de um século, lá se luta, e se consegue, para preservar construções milenares que caracterizam a cidade.

Além disso, Maio é uma época linda na Europa como um todo, muito semelhante ao nosso Maio de céu azul, sol e um frio gostoso que aparece no fim do dia, aumentando o apetite por uma boa comida regada a um bem escolhido Chianti.

Os jogadores reconhecem essas qualidades e tiram vantagem delas, dentro de suas possibilidades. Hoje em dia até mais do que antes, já que agora bem menos singlistas jogam duplas e vice versa. As duplas obrigam o singlista passar mais tempo no clube. Agora, mesmo ainda competindo, o atleta consegue escapar para umas compras e, especialmente, para uma bela refeição. Aqueles que perdem prematuramente não tem aquela ansiedade em abandonar uma cidade como Roma.

O turismo per si é mais raro – nem todos têm a curiosidade. Além disso, em Roma, o trajeto do hotel-clube-restaurante já leva o tenista, sempre levado por motoristas, por tantas belezas que ele já sente que fez seu turismo. O evento também realiza, quase que diariamente, suas festas e assim o tenista é também “arrastado” para conhecer um pouco da vida noturna da cidade. É bom lembrar que a maioria deles frequenta a cidade desde os tempos de juvenis e já fizeram suas incursões pelas escadarias da Piazza de Spagna e vizinhança.

As compras italianas geralmente se resumem a roupas e sapatos lá pelos lados da Via Condotti. Duvido que muitos se aventurem às maravilhas da Via dei Coronari, vizinha à esplendida Piazza Navona, para conhecer as lojas de antiguidade, a não ser que arrastados por mulheres com um pouco mais de informação do que a de as melhores bolsas a serem compradas – o que também é raro.

A comida é a massa – muita pasta. Quando tenista senta à mesa pra comer, podem estar certos que a refeição será longa e com muito carboidrato. Para isso não faltam opções para todos os bolsos, providos pelos prêmios de diferentes rodadas, das trattorias em Trastevere aos restaurantes de Testaccio.

O turismo primário e inevitável é o Colosseo, até porque deve mexer com as emoções de alguém habituado a se apresentar à frente de milhares de torcedores. Fica para cada um dos leitores o que deve passar pela mente dos atletas ao adentrar um lugar onde a derrota era penalizada com a morte – isso é o que se pode chamar de pressão. Tudo isso sem falar do Foro Itálico, o diferenciado local do torneio – mas isso é outra história.

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Federer passeando em Roma, em um double decker, com o Colosseum atrás.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 16:59

Duas boas partidas

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Duas grandes partidas em Roma para quem ligou a TV. A vitória de Del Potro sobre Llodra – 7/5 3/6 6/4 – com o francês indo à rede no seu saque e no do outro tambem. Alguns pontos maravilhosos para nos lembrar de como é legal pelo menos um dos tenistas indo à rede. Até o fim não dava para saber quem levaria. O argentino teve até que se estrebuchar no chão para vencer – e não era a quadra escorregadia!

O confronto entre Murray e Nalbandian parecia que seria rapidinho após o escocês vencer o primeiro set sem esforço, graças aos mutos erros do hermando, por 6/1.

Mas Nalbandian encontrou uma forma de jogar, sem errar e assim mesmo forçando, e levou a partida para a negra. E esta também não dava para saber que levaria. No 5×5 Nalbandian ficou em 0×40 no seu saque, salvou dois BP, mas Murray mandou uma paralela na fita da rede que choramingou para o outro lado. O ultima game também foi uma correria, mas o escocês não deixou escapar – 6/1 4/6 7/5.

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Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Final de Cincinnati
  3. Cego não
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Curtinhas, Light, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:21

Weenies

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Já disse mais de uma vez que a Serena Williams é uma falastrona. Os exemplos são inúmeros. A moça fala o que vem à cabeça – que pode ser fato ou simplesmente o que ela acha. Geralmente suas afirmações que denigrem alguém são acompanhadas por algum auto-elogio. Mete o pau para fazer o contraponto a seu favor.

Desta vez, falou bem da atitude das mulheres perante a quadra azul de Madrid, no que concordo em gênero e grau, e aproveitou para dar uma cutucada nos homens, mais especificamente em Nadal e Djokovic, que reclamaram horrores sobre a quadra e nada fizeram no torneio.

Serena, que não gostou da quadra e assim falou antes do evento, foi lá e ganhou o campeonato. Logo depois de vencer disse: “Mulheres são mais fortes do que os homens. Por isso temos bebes. Nós, ladies, não reclamamos, nós simplesmente fazemos o nosso melhor. Nós da WTA somos as estrelas. Nós não ficamos por aí sendo uns “weenies”. Essa ultima palavra, deixei a expressão original em inglês, que pode ser traduzida por alguém que choramingue, um fracote. Como está falando sobre o #1 e #2 do mundo, alguma repercussão deve ter.

Ainda não vi alguma resposta por parte dos homens, nem sei se alguém vai responder, pelo menos oficialmente – a aguardar. Não é oficial, mas parece que Rafa e Novak já conversaram a respeito.

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Rafa e Novak discutindo sobre serem weenies??

Notas relacionadas:

  1. Dúvidas
  2. Rei da Sérvia
  3. Final do AO – Nadal x Djokovic
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segunda-feira, 14 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 00:37

Contra pé na contra mão

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Não foi só alguns leitores que foram traídos pela ansiedade de ler algum comentário sobre a vitória de Roger Federer em Madrid. Até minha mãe, a mãe de todos os fanáticos pelo Federer, me chamou a atenção pela falta, com a elegância e educação de sempre, ao contrário de alguns raros idiotas, ou teria sido somente um?, que acham que ao escreverem aqui estão falando com a mãe deles.

Eu sempre digo que o tenista é, quando bom e acima de tudo, um administrado de crises. Tanto na visão micro como na macro. A conquista de Federer em Madrid deixa isso, mais uma vez, claro.

O suíço deixou de lado as distrações e focou nas soluções. Além disso, utilizou o vasto repertório para poder jogar de maneira variada, buscando alternativas para sua zona de conforto incomodada, como a de todos. Tentou aqui, tentou ali e foi levando até ficar com o título.

Teve sorte? A sorte acompanha os mais bem preparados. Administrou também as situações críticas, como contra Raonic e, especialmente, contra Berdich, na final.

Escorregou como todos, só que buscou o equilíbrio ou mesmo usou e abusou do talento maior para consertar golpes prejudicados pelo desequilíbrio.

Na verdade, essa foi um das benesses que trouxe essa quadra que deu errado pelo fator “escorregar demais”. Ela obrigou o pessoal sair da “caixa do conforto” e entrar na “caixa mágica”. Mostrou quem tem mais e quem tem menos capacidade de adaptação. Quem pratica um tênis agressivo e quem vive de contra ataques, sugando a energia do golpe alheio. Que nos fez ver também que tênis maravilhoso e agressivo tem o Berdich.

Como eu escrevi outro dia, e tão poucos sofasista repercutiram, o circuito europeu seria muuuuito distinto se houvesse mais quadras rápidas de saibro – como um dia Roland Garros foi – e menos “uniformidade”. Pela altitude ou pela maneira de preparar o piso. Não estou defendendo nem um nem outro, pelo contrário. Mas, como muitas coisas na vida, quando se há mais alternativas e contrastes, os que vão se sobressair são aqueles mais dotados – Darwin já explicou bem o assunto.

Madrid foi o torneio que chacoalhou o circuito que estava acomodado com a padronização que trouxe uma série de benefícios ao circuito. No entanto, como quase toda zona de conforto, por vezes é bom balançar o barco para ver quem sobra remando. Esta semana, ele, mais uma vez, mostrou porque é o tenista mais completo das ultimas décadas e quiça de sempre. Esta é para os não sofasistas – viva o contra pé!!

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Federer – um artista sempre criando.

Notas relacionadas:

  1. Subestimado
  2. Federer x Nadal
  3. Encore
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domingo, 13 de maio de 2012 Tênis Masculino | 23:30

Campões Sul Americanos 14 anos

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Completando o fim de semana de boas notícias do tênis brasileiro, a equipe masculina até 14 anos conquistou o título no sul-americano disputado em Santiago do Chile, batendo a equipe argentina na final.

A primeira partida foi uma maratona entre Antonioni Fasano e Santiago Solari, vencida pelo ultimo por 6/3 2/6 12/10 em 3h de jogo. Em seguida o #1 do Brasil, Orlando Luz, mandou o adversário argentino, Nicolas Bacela, para o vestiário de bicicleta com um duplo 6/0. Isso parece ter sido uma tática para cansar Antonioni e preservar Genaro Olivieri, já que o brasileiro voltaria para a quadra para as duplas enquanto Genaro entrou descansado.

Mas os brasileiros venceram as duplas por 7/5 6/0 e confirmaram o Brasil no mundial que acontece na Rep. Tcheca em Setembro. O paulistano Fasano foi formado e treina no Clube Pinheiros enquanto o gaúcho Luz treina em St. Catarina na academia de Larri Passos. Ambos estarão na equipe sul americana que disputará a gira europeia.

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Flávio Tonon, Orlando Luz, Tom Fasano e o técnico José L. Alves.

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Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:57

Transição

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Tremendo fim de semana para o tênis brasileiro, se o leitor esquecer por instantes que existe vida além do mundo dos cachorrões, já que Thomaz Bellucci enfrentou o casca de ferida Youzhny na 1ª rodada de Roma e já está fora do torneio mesmo antes da semana começar.

Mas vamos às boas notícias. A paranaense Teliana Pereira, que há tempos vem batendo na trave em sua aventura profissional, venceu o Challenger de Rosário, Argentina. Bateu na final a hermana, o que é ainda mais gostoso, Malien Auroux por 7/5 7/6, uma vitória de oração. Teliana, que deve agoraficar entre as 200 melhores do ranking, é a nossa tenista mais bem classificada.

Talvez mais marcante foi a conquista do gaúcho Guilherme Clezar em Goiás, batendo o experiente chileno Paul Capdeville na final. Clezar é um talento, com ótimos resultados entre os juvenis, que vem lutando para fazer a transição para o profissionalismo com sucesso. O gaúcho, de ainda 19 anos e treinado pelo capitão da Copa Davis João Zwetsch, abriu o evento batendo Ricardo Melo, o que lhe deu confiança para ir até o fim.

Para se ter uma dimensão do tênis apresentado pelo Guilherme, após a derrota, o chileno, ao contrário de muito cachorrão, não só não deu desculpas, como afirmou ter jogado o seu melhor tênis e assim mesmo ter sido superado. Uma boa conquista que, espero lhe traga confiança e motivação para continuar trabalhando duro e atingir novas metas.

Clezar e o troféu conquistado em Águas Quentes.

Teliana, quase 24 anos, melhorando seu tênis e seu ranking.

Notas relacionadas:

  1. Final brasileira
  2. Adeus tabu?
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Tênis Masculino | 21:14

Constrangimento

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A cerimônia de entrega de prêmios do Torneio de Madrid foi um tanto quanto constrangedora. Apesar de contar com a Infanta, repesentante da realeza espanhola, e do sorridente Will Smith, entre outros, a cerimônia foi marcada pelo malabarismo dos tenistas entre a cruz e a espada, entre seus colegas tenistas e os organizadores do evento, entre as declarações de Nadal e Djokovic, afirmando que se a quadra azul permanece eles não voltam e as declarações do dono do toneio dizendo que o azul permanece.

No fim das contas, duas mensagens falaram alto. A de Berdich, o primeiro a falar, sendo ecoado por Federer – ambos deixaram claro que estarão de volta no próximo ano, o que fala bem alto dentro das circunstâncias. Porém, não menos altas foram as vaias das arquibancadas para Ion Tiriac, tanto no início da cerimônia como no final dela. Imagino que elas falavam por Rafa. Como isso tudo ficará será uma das coisas interessantes a ser decididas pela nova gestão da ATP.

Ion Tiriac – mesmo não querendo chamar a atenção foi vaiado. O mesmo público, e Federer, adoraram o presente de Smith para campeão – o terno usado no filme Men in Black.

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Tênis Masculino | 14:01

Baile

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Imagino como fica a cabeça das loiras com essa história da Serena Williams. A moça decide se afastar das quadras, investir nas noites de N. York e Los Angeles, achar que vai ser atriz ou desenhista de moda, curtir um namoradinho, ve seu ranking despencar por pura falta de competir e assim as loiras deitam e rolam pelas quadras do mundo.

Até aí tudo certo, até porque esses períodos sabáticos da americana demonstram uma falta de compromisso da moça com o esporte e a profissão – e eu não sou exatamente um fã dessa atitude.

Mas quando ela volta, mesmo que aos poucos, e aos trancos e barrancos, ele uma hora encontra uma maneira de pegar o chicote e aplicar umas doloridas chibatadas nas adversárias, mostrando que mesmo como balzaqueana é uma favorita em qualquer piso e qualquer torneio. Maria levou um baile, 6/1 6/3 nas quartas de final, Azareanka, para não ficar atrás, apanhou pelo mesmo placar na final. Como é que fica a cabecinha delas?

Notas relacionadas:

  1. A final feminina
  2. Saco de gatas
  3. Domingo de oportunidades
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sexta-feira, 11 de maio de 2012 Bolão Não Autorizado, Tênis Masculino | 23:20

Torneio de Roma

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Caros leitores. Aqui está o espaço para o Bolão Não Autorizado e Não Oficial do Blog. Como o torneio é tradicional, importante único, abaixo a lista de campeões, que inicia com o genial Bill Tilden em 1930.

Year Champion Runner-up Score in Final
2011 Novak Djokovic Rafael Nadal 6–4, 6–4
2010 Rafael Nadal David Ferrer 7–5, 6–2
2009 Rafael Nadal Novak Djokovic 7–6(7-2), 6–2
2008 Novak Djokovic Stanislas Wawrinka 4–6, 6–3, 6–3
2007 Rafael Nadal Fernando González 6–2, 6–2
2006 Rafael Nadal Roger Federer 6–7(0-7), 7–6(7-5), 6–4, 2–6, 7–6(7-5)
2005 Rafael Nadal Guillermo Coria 6–4, 3–6, 6–3, 4–6, 7–6(8-6)
2004 Carlos Moyà David Nalbandian 6–3, 6–3, 6–1
2003 Félix Mantilla Roger Federer 7–5, 6–2, 7–6(10-8)
2002 Andre Agassi Tommy Haas 6–3, 6–3, 6–0
2001 Juan Carlos Ferrero Gustavo Kuerten 3–6, 6–1, 2–6, 6–4, 6–2
2000 Magnus Norman Gustavo Kuerten 6–3, 4–6, 6–4, 6–4
1999 Gustavo Kuerten Patrick Rafter 6–4, 7–5, 7–6(8-6)
1998 Marcelo Ríos Albert Costa walkover (injury)
1997 Àlex Corretja Marcelo Ríos 7–5, 7–5, 6–3
1996 Thomas Muster Richard Krajicek 6–2, 6–4, 3–6, 6–3
1995 Thomas Muster Sergi Bruguera 3–6, 7–6(7-5), 6–2, 6–3
1994 Pete Sampras Boris Becker 6–1, 6–2, 6–2
1993 Jim Courier Goran Ivanišević 6–1, 6–2, 6–2
1992 Jim Courier Carlos Costa 7–6, 6–0, 6–4
1991 Emilio Sánchez Alberto Mancini 6–3, 6–1, 3–0 (retired)
1990 Thomas Muster Andrei Chesnokov 6–1, 6–3, 6–1
1989 Alberto Mancini Andre Agassi 6–3, 4–6, 2–6, 7–6, 6–1
1988 Ivan Lendl Guillermo Pérez-Roldán 2–6, 6–4, 6–2, 4–6, 6–4
1987 Mats Wilander Martín Jaite 6–3, 6–4, 6–4
1986 Ivan Lendl Emilio Sánchez 7–5, 4–6, 6–1, 6–1
1985 Yannick Noah Miloslav Mečíř 6–3, 3–6, 6–2, 7–6
1984 Andrés Gómez Aaron Krickstein 2–6, 6–1, 6–2, 6–2
1983 Jimmy Arias José Higueras 6–2, 6–7, 6–1, 6–4
1982 Andrés Gómez Eliot Teltscher 6–2, 6–3, 6–2
1981 José-Luis Clerc Víctor Pecci 6–3, 6–4, 6–0
1980 Guillermo Vilas Yannick Noah 6–0, 6–4, 6–4
1979 Vitas Gerulaitis Guillermo Vilas 6–7, 7–6, 6–7, 6–4, 6–2
1978 Björn Borg Adriano Panatta 1–6, 6–3, 6–1, 4–6, 6–3
1977 Vitas Gerulaitis Antonio Zugarelli 6–2, 7–6, 3–6, 7–6
1976 Adriano Panatta Guillermo Vilas 2–6, 7–6, 6–2, 7–6
1975 Raúl Ramírez Manuel Orantes 7–6, 7–5, 7–5
1974 Björn Borg Ilie Năstase 6–3, 6–4, 6–2
1973 Ilie Năstase Manuel Orantes 6–1, 6–1, 6–1
1972 Manuel Orantes Jan Kodeš 4–6, 6–1, 7–5, 6–2
1971 Rod Laver Jan Kodeš 7–5, 6–3, 6–3
1970 Ilie Năstase Jan Kodeš 6–3, 1–6, 6–3, 8–6
1969 John Newcombe Tony Roche 6–3, 4–6, 6–2, 5–7, 6–3
1968 Tom Okker Bob Hewitt 10–8, 6–8, 6–1, 1–6, 6–0
1967 Marty Mulligan Tony Roche 6–3, 0–6, 6–4, 6–1
1966 Tony Roche Nicola Pietrangeli 11–9, 6–1, 6–3
1965 Marty Mulligan Manuel Santana 1–6, 6–4, 6–3, 6–1
1964 Jan-Erik Lundquist Fred Stolle 1–6, 7–5, 6–3, 6–1
1963 Marty Mulligan Boro Jovanović 6–2, 4–6, 6–3, 8–6
1962 Rod Laver Roy Emerson 6–2, 1–6, 3–6, 6–3, 6–1
1961 Nicola Pietrangeli Rod Laver 6–8, 6–1, 6–1, 6–2
1960 Barry MacKay Luis Ayala 7–5, 7–5, 0–6, 0–6, 6–1
1959 Luis Ayala Neale Fraser 6–3, 3–6, 6–3, 6–3
1958 Mervyn Rose Nicola Pietrangeli 5–7, 8–6, 6–4, 1–6, 6–2
1957 Nicola Pietrangeli Giuseppe Merlo 8–6, 6–2, 6–4
1956 Lew Hoad Sven Davidson 7–5, 6–2, 6–0
1955 Fausto Gardini Giuseppe Merlo 1–6, 6–1, 3–6, 6–6 (retired)
1954 Budge Patty Enrique Morea 11–9, 6–4, 6–4
1953 Jaroslav Drobný Lew Hoad 6–2, 6–1, 6–2
1952 Frank Sedgman Jaroslav Drobný 7–5, 6–3, 1–6, 6–4
1951 Jaroslav Drobný Gianni Cucelli 6–1, 10–8, 6–0
1950 Jaroslav Drobný William Talbert 6–4, 6–3, 7–9, 6–2
1936–1949 Not Held
1935 Wilmer Hines Giovanni Palmieri 6–3, 10–8, 9–7
1934 Giovanni Palmieri Giorgio de’ Stefani 6–3, 6–0, 7–5
1933 Emanuele Sartorio Martin Legeay 6–3, 6–1, 6–3
1932 André Merlin George Patrick Hughes 6–1, 5–7, 6–0, 8–6
1931 George Patrick Hughes Henri Cochet 6–4, 6–3, 6–2
1930 Bill Tilden Uberto de Morpurgo 6–1, 6–1, 6–2

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