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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Tênis Masculino | 12:53

Gozação?

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Assim que o assunto se tornou publico eu ignorei. Na verdade, a primeira coisa que me chamou a atenção foi um “tuiter” do Rafael Nadal que começava com “increible noticia la de contador, no hai pruebas definitivas….”. No primeiro momento achei que poderia ser alguma coisa sobre o assunto da investigação de impostos pagos, depois vi que o contador era outro. Como disse, ignorei. Como alguns leitores pedem uma manifestação…

Parece que os dois atletas são bem amigos e Rafa afirma não acreditar nas acusações. No dia seguinte aparece o vídeo da TV francesa que é, acima de tudo, uma gozação. Mas, como toda gozação é baseada em fatos, ou factoides, levanta-se a duvida.

Os franceses definitivamente tem uma questão com o doping que ainda não consegui por o dedo. Não é só pela recente declaração de Yannick Noah, ultimo francês a ganhar Roland Garros e esse vídeo desta semana. Há uns 10 anos foram eles, especialmente através de uma ministra de estado, que conseguiram que o antidoping fosse instituído no tênis – o que tem que ser considerado um tremendo passo à frente para nosso esporte. Antes dela, o tênis fugia dos testes que nem o vampiro do sol. Isso é um assunto que já cobri aqui e quem quiser que pesquise.

De qualquer maneira, os franceses, acho, se veem como algum tipo de guardiões do assunto. Só que tem o seguinte: há uma década que eles, junto com a WADA, vêm realizando testes em todos os tenistas nos torneios que realizam, inclusive Roland Garros, onde Nadal já ganhou já nem sei mais quantas vezes e realizou um sem numero de testes nas barbas dos franceses.

Com isso, das duas uma. Ou eles divulgam e comprovam que algum espanhol jogou dopado ou mudam de assunto, porque do jeito que fazem, com insinuações maldosas, é o pior cenário e fica ruim mesmo é para eles. Alias, a Federação Francesa desautorizou as declarações de Noah e a TV enviou um pedido de desculpas a Nadal pela brincadeira.

Isso tudo me lembra de um ex-tenista brasileiro que, quando Nadal começou a aparecer e impor seu estilo físico, afirmou que aquilo só poderia ser dopado.

Até hoje não sei por que as pessoas medem as outras pelos seus próprios limites e suas deficiências. Mas também não posso dizer que me surpreendo.

Notas relacionadas:

  1. Quadras de treino
  2. Escolha
  3. Encore
Autor: paulocleto Tags:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:46

WC

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Ronda uma certa polêmica em torno das escolhas dos convidados do Aberto do Brasil que começa este fim de semana. Alguns sites levantam a questão – do porque Rogério Silva não foi convidado – assim como alguns dos meus leitores pedem um Post a respeito. Bem, nada como uma pauta sugerida e oportuna.

Os “wild cards” foram “inventados” para “proteger” e “ajudar” os eventos nas contingências do circuito. Uma, que nem todos os tenistas “obedecem” a regra da ATP de se comprometer com o evento 42 dias antes do início. 95% deles o fazem, mas tem sempre uma mala que gosta de maltratar.

Um dos convites do Brasil Open vai para o atual campeão do torneio, Nicolas Almagro, que não se inscreveu na data. Por que? Só perguntando para o rapaz. Pode ter sido porque esqueceu, porque estava em duvida se viria ao Brasil, onde conquistou dois de seus dez títulos, o que explicaria a dúvida, ou, talvez, porque essa é uma maneira de blefar e conseguir uma “garantia” mais polpuda dos organizadores, que não gostam de ficar sem seu campeão.

Outra contingência é trazer tenistas que realmente não estavam decididos jogar o evento e que podem mudar de ideia com um agrado e um WC. Outra ainda é poder convidar um tenista de nome que esteja fora da lista final – o caso do chileno Fernando Gonzalez, que viu seu ranking despencar por conta das contusões que o afastaram da quadra. Ex-top 10 e finalista de Grand Slam, e um dos grandes nomes do tênis sul-americano da década, Fernando e sua direitaça farão uma diferença para o espetáculo.

Não podemos esquecer que a preocupação maior dos organizadores é com o publico que ajuda a pagar o evento. Com a saída do torneio do Sauípe não precisa ser um gênio para entender que a bilheteria passar a ser um fator importante para pagar as contas e satisfazer os patrocinadores, além de agradar os fãs. As vendas dos ingressos provam isso – talvez até para a surpresa dos organizadores que, talvez, se perguntem por que não o fizeram antes. Já imaginaram esse evento em São Paulo com Gustavo Kuerten?

Uma outra preocupação dos eventos é com a nova geração de tenistas, que sempre pode fazer bom uso de convites para tais eventos. Não que sempre o façam quando os recebem e jogam. Tiago Fernandes foi oferecido um convite logo após vencer na Austrália e assim mesmo seu técnico recusou, preferindo que ele fosse para o qualy. Talvez uma oportunidade mais lógica.

Mais um critério dos organizadores é com os seus inúmeros compromissos para com o sucesso do torneio. Para se realizar tal evento, que custa muitos milhões, é necessário muito mais do que a inocência e desinformação da maioria imagina e muitos acordos devem ser feitos pelo caminho.

Não sei quem receberá o terceiro e ultimo convite do Aberto do Brasil. Devem segurar até o ultimo instante para ver se aparece um daqueles casos acima mencionado. Se não, vão para seu próximo critério de escolha.

Quanto a Rogério, um tenista de 28 anos, dificilmente se encaixa no critério de novos valores. Se encaixa como o primeiro brasileiro fora da chave, cuja presença também seria interessante para a torcida, assim como a de outros brasileiros. Mas os organizadores devem ter a sua ordem de prioridades e critérios e, é bom lembrar, o qualy do torneio não é nenhum bicho de 7 cabeças – mas a melhor oportunidade para os tenistas locais medirem suas forças com adversários, por um lugar ao sol, e com a ajuda de sua torcida. E, pelo que sei, Rogério está acostumado a dificuldades e não é de fugir da luta.

Notas relacionadas:

  1. O Aberto do Brasil
  2. Gregos e troianos
  3. Cobras no Ibirapuera
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 15:32

Fibra

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Estava dando uma olhada nos meus posts anteriores e cabe aqui um pequeno mea culpa no Post “Feds e Davis”.
Uma das partidas da equipe brasileira, e que foi televisionada, vale ser ressaltada, por uma razão bem clara. A vitória de Vivian Segnini sobre a colombiana Castano por 6/3 5/7 7/6, em partida longíssima, onde salvou dois match-points.
Uma coisa que sempre respeitei, e ressaltei por aqui, é o fato de um tenista ganhar em casa, especialmente defendendo seu país. É óbvio que cada uma faz o que pode dentro de suas limitações técnicas. Porem, como cada um estende seus limites emocionais e mentais para conquistar uma vitória é algo bem diferente que mostra muito sobre o caráter do atleta.
Vencer uma partida dessas, contra uma adversária mais encorpada e mais experiente, é uma conquista que não pode nem deve passar despercebida. Parabéns à Vivian, que mostrou, mais uma vez, a fibra que outros tenistas mostraram defendendo o Brasil no passado, ou mesmo jogando perante seus torcedores, e que poderia voltar a ser padrão em nosso tênis.
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História, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:24

Laureus

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O prêmio Laureus foi fundado e lançado em 1999 pelas empresas Richemont, empresa suíça de produtos de luxo (Dunhill, Baume et Macier, Carier etc) e a alemã Daimler (carros Mercedes-Benz).

O prêmio vem tentando colocar a marca “Oscar” ao lado de sua premiação como uma forma de marcar e combater a sua curta história. Segundo o site, que não é muito “amigável” e transparente, não dá para saber muito. Pesquisando, descobre-se que uma lista de jornalistas globais, das quais não se conhece os nomes, produz uma lista, que é enviada a um painel de 46 ex-grandes atletas, de lista conhecida e divulgada, que faz a definição final dos vencedores. Entre estes alguns tenistas; McEnroe, Nastase, Becker, Seles, Navratilova e um brasileiro, Fittipaldi.

Este ano, o título de “Melhor Atleta” ficou com Novak Djokovic – e quem é que vai contestar tal escolha?! O cara só não fez chover em Roland Garros e no Masters. O resto foi dele, o que não é pouco.

É interessante como o tênis tem tido extraordinário sucesso na premiação, o que comprova a “Época Dourada” do esporte branco. Nos primeiros anos da premiação, Tiger, Schumaker e Armstrong lideraram. A partir de 2005, Federer venceu quatro vezes, Bolt duas, Nadal uma e agora Djoko. Capriati, Serena (duas vezes) e Henin também ganharam. É o esporte que mais ganhou, seguido do atletismo. Futebol? Nenhum, Messi ficou em terceiro este ano.

Com estes títulos, confirma-se, mais uma vez, o alcance do esporte tênis, ainda tão desprezado pela nossa mídia e, por que não?, pelo nosso público, ainda acostumado com o mais fácil.

Entre as diferentes categorias premiadas, uma não pode ficar sem nossa lembrança e menção e a de “Esporte pelo Bem”, com a vitória de Raí e seus projetos sociais. Não deixa de ser uma bela vitória de nosso esporte.

Notas relacionadas:

  1. A diferença
  2. 1000!! e sem surpresas
  3. Titãs
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:36

Feds e Davis

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A semana passada foi de Fed Cup, o evento feminino criado pela FIT para as mulheres terem sua competição por equipes. O Brasil está em um grupo regional americano e, infelizmente, longe de ter algum sucesso nos últimos anos.

Pelo o que li, a equipe brasileira feminina tem hoje condições extremamente superiores que a maioria das equipes de Copa Davis que participei. Enquanto fui obrigado a correr o mundo e enfrentar com somente a participação dos jogadores na maioria dos eventos, as meninas tiveram uma encorpada equipe para lhes dar o respaldo necessário, exatamente como deve ser.

Vamos deixar claro que nos últimos anos consegui que a CBT permitisse, e pagasse, a montagem de uma estrutura que serviu de modelo para as equipes atuais da Copa Davis e agora da Fed Cup. Ali estavam o técnico e comissão técnica, fisioterapeutas, preparador físico, chefe de equipe e até assessores imprensa e fotógrafos. No entanto, não foi o bastante para passarmos do quinto lugar na competição, que foi jogada nas quadras do Graciosa Clube, em Curitiba, um dos mais charmosos de nosso país.

Esta semana será da Copa Davis mundo afora. O Brasil, também na chave zonal, está adiantado e só joga em Abril, contra o vencedor de Equador e Colômbia, que se enfrentam esta semana.

Quem estará em quadra este fim de semana, defendendo a Suíça, será Federer que, talvez, encare defender seu país nesta temporada. Ele joga em casa e, junto com Wawrinka, recebe os americanos Fish e Isner – Roddick ficou em casa.

Os espanhóis, sem Nadal, recebem os cazaques, os austríacos recebem os russos, os franceses visitam os canadenses, e os italianos vão a Rep. Checa, os sérvios, sem Djokovic, encaram os suecos em casa, os croatas vão a Tóquio, e, no único confronto envolvendo sul-americanos, a Argentina, sem Delpo, invade a Alemanha.

E, a partir do fim de semana, enquanto massacram as bolinhas Copa Davis afora, começará o qualy do Aberto do Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo, programa imperdível para tenistas e sofasistas. Só não vale ficar fora.

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Light | 11:32

Defesas

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Para começar, e finalizar, a vitória de New York sobre New England no Super Bowl. Durante o jogo percebi que estava torcendo para os Patriots, mas dancei.

Comentando o comentário do Barão. O jogo foi bom, até pelas Defesas. Ao contrário da cultura brasileira do futebol, onde o ataque é tudo e a defesa um mero detalhe de atrapalho realizado por cabeças de bagre, no futebol americano, que deveria ter tudo menos esse nome, a defesa fala alto e tem importância tão grande quanto o ataque. Aliás, essa cultura do futebol brasileiro é fato entre os fãs, não entre o técnicos.

Quanto a tão mencionada “falha” do Welker, a real é que a bola foi “overtrown” pelo Brady, que foi apurado pela defesa – ele simplesmente fez um esforço em tentar pegá-la. E, ao contrário do que está acostumado a fazer, e daí as altas expectativas, deixou bola cair. Vai sonhar com ela por muito tempo.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 Light, Minhas aventuras, Sem uma categoria | 17:43

Super Bowl

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Hoje é dia de Super Bowl XLVI, mega espetáculo do esporte americano que, entre outras coisas, serve para me lembrar que o tempo é, ao mesmo tempo, um carrasco e amigo.

Assisti ao primeiro deles, no início de 1967, com vitória dos Packers de Vince Lombardi, pouco depois de chegar aos Estados Unidos para estudar. No ano seguinte já sofria por ver um dos meus times (Oakland Raiders) derrotado na final pelos mesmos Packers.

Ao contrário da maioria, nunca fui fã de um único time, muito pouco pela minha paixão pelo esporte. San Francisco e Minnesota também fazem parte da lista, todos por razões distintas.

Minnesota eu me apaixonei em uma partida disputada debaixo de neve, em 1967, contra os Cowboys (o único que eu não gosto mesmo) e pelo estilo de então de correr com a bola e ganhar, quando ganhavam, na marra. Nunca deixei de torcer por eles, especialmente nos anos 70, quando foram “O Time” perdendo quatro vezes no Super Bowl, por conta de alguma praga rogada pelo pessoal de Chicago.

San Francisco porque morei lá, uma razão tão boa quanto a melhor do mundo – e eles foram os “melhores do mundo” nos anos 80. Liderados por Joe Montana (The Quaterback) e Jerry Rice e Ronnie Lott ( O Xerifão).

Os Raiders, os grandes rivais do outro lado da Bay Bridge, porque era o time mais politicamente incorreto da época – de qualquer época. Uma diversão impagável liderada por John Madden – técnico que virou o melhor comentarista da história, o que prova que o cara tem que conhecer o metier – Jim Biletnokoff ( o melhor receiver da história, junto com Rice, Jim Otto, Dave Casper, Ted Hendricks (e cujo quarto eu dormia na Univ de Miami quando ia por lá), Willie Brown e Howie Long.

Colocaria aí também, por uma razão ainda mais distinta, New Orleans (porque eles nunca ganhavam nada, a cidade é charmosa e diferente das outras americanas e o uniforme o mais bonito).

Desta vez não tenho favoritos. Patriots e Giants. New England e New York. Uma rivalidade da costa leste, que nunca foi a minha. Mas para quem conhece a área, sabe que ali o bicho pega tanto quanto São Paulo e Rio, uma rivalidade já não é mais tão grande.

Jogo por jogo, vou decidir na hora para quem torço, como sempre faço. Vou deixar a emoção me levar. E geralmente ela me leva para quem estiver perdendo, o que sempre causa um certo desconforto, e uma emoção ainda mais forte, no finalzinho. Porque hoje não haverá empate.

Como diz o meu enteado sobre Tom Brady – o cara é o melhor do jogo, milionário, bonitão, dorme com a Gisele e ainda vou torcer pra ele?

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 18:41

Pais e tenistas

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Não é de hoje que o relacionamento entre tenistas, pais e técnicos é para lá de delicado. No masculino, normalmente, os pais acompanham e ajudam até terem segurança de que o filho está em boas mãos, a maior parte das vezes ainda no juvenil. Depois aparecem para bater palmas, até porque a maioria trabalha.

Há alguns, talvez por falta do que fazer, ou porque querem gozar com a raquete alheia, querem se manter como técnicos, mesmo que colocado em perigo o papel de pai e a carreira do filho. Estes, eventualmente levam um chega pra lá do filho. Estou aqui pensando se tivemos algum pai que se manteve como técnico mesmo depois da hora de passar o bastão? Não que me lembre. Por agora temos o Tomic, mas ele ainda é um garotão, apesar do pai ser um entrão – a ver.

Entre as mulheres o assunto muda. Os pais, e às vezes as mães, querem ficar bem mais envolvidos. Às vezes como pai e mãe de jogadora, que são aqueles que viajam para cima e para baixo com a filhota, o que não é um mau negócio, de novo, para quem não tem o que fazer. É até bem compreensível, já que os perigos que rondam o circuito feminino são mais sutis e marcantes. Por exemplo, o pai, e o irmão da Sabatine viajavam para cima e para baixo com a moça, palpitavam na carreira, mas não na parte de quadra. O da Graf tinha o mesmo perfil. O problema é quando o pai inventa de querer ser o técnico também. De repente, do nada, passam a ser “entendidos” no assunto. Algumas mães também se metem a técnicas, mas é mais raro.

Algumas filhas conseguem se libertar das amarras. Outras carregam a mala pelo resto da carreira. A bem da verdade, às vezes o relacionamento é bom para a filhota – eu achava legal a mãe da Dementieva nas arquibancadas, mesmo sem saber dos detalhes, mas nunca soube que ali havia problemas. Mas Eleninha, que teve ótima formação técnica ficou devendo em resultados por conta de sua fragilidade emocional na hora da onça beber água.

Agora, a Cruzadinha Wosniacki, que tem um relacionamento marcante com o pai/técnico, que manda na filha de manhã, de tarde e de noite, acharam por bem contratar um técnico depois de mais de 1 anos liderando o ranking sem vencer um GS. O espanhol Ricardo Sanches, que já deveria ter aprendido sua lição de casa quando foi despedido pela Jankovic, preferiu acreditar em Papai Noel.

Dançou depois de dois meses, o que evidencia como funciona a cabeça do pai, e agora sai se lamuriando que nem criança pela mídia. Oras, achou que tinha se metido aonde? Que o papai Wosniacki iria entregar de mão beijada a sua criança para o primeiro espanhol que aparecesse?

Abaixo, uma listinha de tenistas que tiveram os pais como figuras marcantes na carreira. Você lembra, ou sabe, como eram/são esses relacionamentos?

Graf, Sabatini, Cris Evert, Seles, Sanchez, Sharapova, Dokic, Pierce, Bartoli, as Williams, Jankovic, Lisicki, Andre Agassi, Chang, Connors, Murray só para lembrar alguns poucos.

Pai e filha Wozniacki

Notas relacionadas:

  1. Desleixo
  2. Viking em saia justa
  3. Como você fez?
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Tênis Masculino | 13:40

Hooning

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O australiano Bernard Tomic, o Neymar do tênis australiano, vai conseguir transformar seu talento e habilidades em uma carreira vitoriosa e de sucesso?

Suas vitórias como juvenil e seu sucesso como um novo “kid on the block” insinuam que sim. A questão é se conseguirá baixar sua bola fora das quadras. Ele e seu pai já tiveram inúmeros problemas com as autoridades do tênis, na Austrália e fora. Mais de uma vez teve sua orelha puxada pelas autoridades tenisticas. Boa parte do ônus tem sido colocada sobre seu pai, uma daqueles pais que gostam de tomar conta da carreira e do tênis do filho, batendo de frente com todos e desconsiderando o esporte em si, respaldados somente pelo talento e resultados do filho.

O problema ficou mais amplo agora porque o filho, amparado pelo pai, começaram a bater de frente com as autoridades fora do tênis também. Mais claro, com a polícia.

Tomic, 19 anos, tem carteira de motorista e uma permissão especial; jovens tem placas diferenciadas e, mesmo com carteiras, não podem guiar carros acima de determinada cilindrada, por isso a permissão, especial e condicional. Em Dezembro, em duas ocasiões, Bernard, que dirige uma BMW M3 amarela limitada em velocidade eletronicamente, foi parado, e multado, pela polícia por “hooning”, uma expressão australiana para quem está “aprontando” com o carro. Subjetivo, mas todo mundo sabe o que é; lá ou aqui.

Na semana passada a polícia o parou e multou. Na segunda vez, em menos de 2hs, ele simplesmente fugiu e se refugiou na casa do pai. Este entrou em sério bate-boca com os policiais e a coisa toda vai para a justiça. Dia 14 ele terá que comparecer perante um juiz.

Como tem pouco tempo de profissional, ainda é cedo para avaliar o quanto o garoto é problemático ou só mais um perseguido pelo resto do mundo. Talvez aquele pequeno incidente no AO – onde durante uma partida interrompeu, rapidamente um ponto, algo que seu adversário percebeu, e por isso prejudicado, mas o juiz de cadeira não, e quando questionado pelo adversário se fez de “migué” – seja uma antecipação do que pode vir por aí.

Notas relacionadas:

  1. Acrobacias
  2. Out of the box
  3. Campanha
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:23

De virada

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Recebo a informação de que o João “Feijão” Souza passou a primeira rodada no ATP de Vina del Mar, batendo o italiano Fillipo Volandri, cabeça #8, por 1/6 7/5 7/6.

Mais do que me chamar atenção a vitória, sobre um tenista experiente e que conhece e gosta do saibro, me chamou a atenção a contagem. Uma vitória, de virada, no TB do set decisivo é uma vitória diferenciada. Nessas horas a experiencia e o emocional falam alto. Como a primeira ele não tem mais do que o italiano, resta o emocional.

É ótimo que Feijão comece a ganhar esse tipo de confronto, o que deve lhe dar uma confiança ainda maior no seu taco. Vamos aguardar a próxima rodada, contra o vencedor de Fernando Gozalez, que volta às quadras e o espanhol Pere Riba.

Notas relacionadas:

  1. Feijão e Bogotá
  2. Domingo de oportunidades
  3. Tá pronto o Feijão?
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última