iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

03/12/2008 - 12:33

Lixo Cultural

Oi, leitor. Hoje é quarta-feira. Acho bom informar, caso você seja parecido comigo e ainda não saiba. Todos os dias eu pergunto para nossa assessora logística, Joleana – os acertos são dela, os erros são meus – que dia é hoje. E ela sempre acerta, para meu eterno espanto.
*
Essa semana, além de toda essa história dolorosa em Santa Catarina, acompanhada por autoridades estaduais e federais (confortavelmente instaladas lááááá no helicóptero), por narradores de voz melosa e equipes gigantescas de jornalismo que ficam fazendo videoclipe com a desgraça alheia; os noticiários dão conta de que, desde o dia primeiro de dezembro, começaram a valer novas regras nos tais call centers (as centrais telefônicas que deveriam nos atender e que, ao fim e ao cabo,  acabam nos levando à loucura). Parece que a partir de agora, cliente que ficar na espera, ouvindo uma daquelas musiquinhas irritantes, mais de um minuto ou for mal tratado, pode reclamar, processar e o escambau. O atendimento também terá que ser feito 24 horas por dia. Essa eu quero ver. A empresa de telefonia celular que, teoricamente, dá acesso à internet para vossa colunista vai rebolar nessa regra. Quando eu ligo lá desesperada, sem poder trabalhar direito e já passa das seis da tarde, eu espumo e choro sozinha. Ninguém me atende e quando atende, a linha “cai”, todas as vezes. Existem outras regras,  todas muito boas, para empresas de nove categorias: planos de saúde, companhias aéreas, energia elétrica, bancos, financeiras, empresas de cartão de crédito, telefonia fixa e móvel e tv por assinatura. Eu adorei isso, mas me permitam comemorar só depois que a coisa realmente começar a funcionar, sim?
*
No espaço de uma semana, três das pessoas que mais adoro perderam, cada uma delas, um amigo querido. É só aí que você se dá conta de que uma semana é muito tempo. Muito tempo.
*
Leitor igueano, sabe o que eu adoro? Eu adoro essas cantoras pop (quase sempre estrangeiras) e essas atrizes de novela (quase sempre nacionais) fazendo cara de nojinho e declarando que os filhos delas não chegam nem perto de televisão, de música com duplo sentido, de produções duvidosas, de filmes apelativos. Acho bacana. Quer dizer, todo aquele lixo nos quais elas estão ativamente envolvidas, serve para os nossos filhos. Os delas têm preceptoras, jantam vegetais orgânicos ouvindo Bach ao fundo e dormem às sete e meia da noite. Certíssimas as moçoilas, errados estamos nós.
*
E o Daniel Dantas, hum, leitor? Condenado a dez anos de prisão. Mas ele vai poder recorrer, leitor. Ele vai poder recorrer, não tema.
*
Nossa correspondente carioca, Ângela Fatorelli, informa que é grande a probabilidade do brioso e combativo time do Vasco cair. Sobre mim, leitor igueano, você vai aprender: não dou a mínima para futebol. No mundo do futebol só me interessa o Juca Kfouri, que eu acho um gatão, e aquele Trajano, que além de ser outro gatão, parece ter um temperamento meio belicoso… e Deus sabe que eu adoro homem resmungão. De resto, não dou a mínima, detesto copa do mundo, decisão de campeonato, narradores que urram imbecilidades e torcedores em geral. Mas olha, senti dó do Vasco, porque certa maldade brilhava nos olhos azuis de nossa correspondente fluminense quando ela nos deu a informação.
*
Leio, enlevada (onde foi, meu Deus? Não sei mais em qual site), que um corregedor proibiu a Justiça baiana de comprar tapetes persas. Só até aí a notícia já vale ouro em pó, mas há de se informar o preço das belezocas: 48 mil réis. Deve ser maravilhoso trabalhar num órgão público que não tem outra preocupação na vida a não ser decorar salões do cerimonial com tapetes que custam o mesmo que meu apartamento. Eu tenho inveja.
*
Corre aqui em São Paulo a deliciosa notícia que diz que os advogados vão ficar livres do rodízio de carros. Se confirmada, essa notícia por si só, vale a semana inteira.
*
Nos veremos na sexta-feira, leitor, neste mesmo bat-canal.

Autor: fal - Categoria(s): No olho do furacão Tags: , , , ,
Voltar ao topo