04/02/2009 - 03:00

Obamão começou fechando Guantanamo. Bom garoto.
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Porradaria brava em São Paulo, na favela Paraisópolis. Até Kombi usada na barricada, o que, convenhamos, é genial. Kombi foi feita pra ser usada em barricada, adouro. Vamos rir, porque se a gente parar pra pensar, é de sair correndo dessa cidade.
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E eu achando que era um russo e foi outro, leitor gentil, infoma de um jeito muito educado, que foi Tolstoi o russo que disse que quem fala sobre sua aldeia, fala sobre o mundo todo. Só tem gênio, só tem gênio.
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Aí você vai e fala alguma coisa.
Aí a pessoa vira pra você e diz “Mas essa é a sua opinião”.
Mas, ué. Fico pasma quando isso acontece comigo. Claro que é minha opinião, vivente, e tu querias que eu andasse pelo mundo dando a opinião de quem, a tua? Tudo o que eu digo é a minha opinião, oras.
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Caxambu, Minas Gerais. Região linda, céu azul, calor de fazer recuar mesmo os mais bravos. Cães lindos, vaquinhas, riachinho, sorrisos, piadas. Você não vê os dias passarem, mas os dias sabem exatamente quem você é e não perdoam.
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O mercado imobiliário sinaliza que aumenta a procura por apartamentos de um quarto. Às vezes, até mesmo um quarto é demais, caras.
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Esther no computador.
- O que-que teve na Idade Média?
- Ah??
- Aquele treco lá da Idade Média .
Todo mundo com cara de paisagem sem entender onde a Esther quer chegar. A Ana Laura faz cara de ‘saquei’:
- Inquisição.
- Ah, é isso.
Gente. Só o amor constrói.
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- Eu só vim aqui pra te dizer, depois de 20 anos, que eu ainda me lembro. Você não estendeu a mão e eu me lembro, N.
- Mas E., faz vinte anos, eram tempos difíceis para todos nós.
- Não, querida. Foram tempos difíceis para mim, para você foram muito, muito fáceis.
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Em Caxambu, chuva. Vacas. Leite. Queijo com e sem ervas. Silêncio e recolhimento e eu adoro aquilo. Nem risadas histérias, nem agitação, nem a obrigatoriedade de passar o tempo todo falando. Tevê ligada, tevê desligada. Alguma conexão, mas não muita. Muito trabalho, inescapável. Mas mesmo assim, vagar. E silêncio. Meu Deus, pode haver silêncio em Caxambu e nenhuma pagação de visita “Você tem que ver isso e aquilo e visitar Fulana e fazer sala e…”. Nada. Ter Caxambu é ter um lugar para voltar. É poder ser sozinho. Em Caxambu eu não tenho que carregar ninguém. Nem levar, nem trazer, nem verificar o esquema de carona. Se tem arroz, come-se arroz. Se não tem, comprei biscoitos e trouxe leite condensado. A parte de cima do pijama não tem que combinar com a de baixo. E o cabelo não precisa ser escovado. E a conversa é boa, é pura, é aquilo mesmo, se há risada, ela se justifica por si mesma, se há choro, ninguém enche o saco perguntando por que. É o único lugar do planeta onde eu posso chorar na sala, vendo enlatado americano, sem maiores explicações e sem alterar a vida de ningém. Choro na sala enquanto o FBI dá uma dura no serial killer, enquanto o Mainardi esculhamba com não sei quem, enquanto a Julia Roberts não se casa com o melhor amigo e a rotina de ninguém para um minuto por causa do meu choro. Eu choro, mas os cães tem que ser alimentados, as vacas tem que fazer coisas vacais, a Selma tem que passar pano, a Ana tem que dar aula e a Esther tem que fazer livro. É como se Caxambu me dissesse “Chora aqui, onde a vida continua, mas ao mesmo tempo, guarda você, cuida de você”. Pode-se chorar em Caxambu, eu estou segura lá. Eu, que não tenho mais pronde voltar, volto pra Caxambu.
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Na volta, Fernão Dias parada. Mesmo, dos motorisas de caminhão rancarem as camisas e treparem nas muretas que separam as pistas. Um desvio, uma rezinha, pimba, escapamos do paradeiro, rumo ao insondável. O atalho consiste em uma hora de ladeira de barro acima, vários pontos de lama mole, o carro desliza, mas não ameça atolar em lugar nenhum, é só lama, medo do desconhecio, vontade de chegar em casa, além do reconhecimento que aquela trilha erma talvez leve direto ao esconderijo do lobisomen. Às vezes todo mundo para porque ou o medrosão lá da frente tá com medo de continuar, ou a mineirada encosta o carro pra dois dedos de prosa. E daí os homens descem todos do carro e um tiozinho gaucho que vive saroteando pelo mato perde o celular sabe Deus onde e fica reclamando com estranhos, todo mundo participando da vida dele. Tente subir estrada barrenta tendo crise de riso, leitor. Impossível.
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Uma nota pessoal: depois de dois anos de luta contra um câncer feroz, o primo Victor Roberto não resistiu e morreu, sexta-feira última. Salve Vitão.
Até sexta, meus bens.
PS: Reconhecer que a vida, como já disse o sábio Abujamra, é uma causa perdida, não significa que a doçura vai deixar de existir, minha adorada Sherazade dos olhinhos caídos. Eu não soube dizer isso a você naquela hora, mas só significa que fizemos uma opção pela visão além do alcance, que tivemos (e uma vez tomada essa verada, nenhuma outra jamais será possível) coragem de olhar o caos de frente e reconhecê-lo. Aceitar o que dói, o inexorável, o que é brutal, não nos torna, necessariamente, mais brutos. Só mais lúdicos. A brutalidade, como você bem sabe, pode vir ou não, acompanhada de boa dose de realismo. Eu amo você.
“… e quem
tiver nada pra perder
vai formar comigo imenso cordão”
C. Buarque
Autor: fal - Categoria(s): No olho do furacão
Tags: caxambu, kombi, lobisomem, vaquinha
19/12/2008 - 15:07

Era uma infância encantada. E não, não são meus olhos, os olhos da meninazinha de tranças, que morava numa casa às margens da represa Billings, com cães enormes, cavalos lindos e lobisomem de verdade no quintal. Mesmo os adultos que nos freqüentavam na época, achavam que era um conto de fadas, pelo menos no Natal.
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No resto do ano tínhamos lá nossos cantos escuros, nossas dores, nossas incertezas.
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Durante a época do Natal, porém, morávamos não na oficina, mas na casa de campo do Pai Natal (nossos livros de tecido eram escritos em português de Portugal, Papai Noel era Pai Natal para as crianças Vitiello). O comunismo da minha mãe só durava de janeiro a novembro, e em dezembro ela se transformava na mais burguesa das mãezinhas de classe média, e fazia biscoitos em formato de estrelinha, e acendia as quatro velas do advento, e decorava a casa toda numa fúria verde-e-vermelha que se mantém até hoje, ainda que o Natal não seja mais o que era, ainda que a meninazinha de tranças dela tenha virado uma velha senhora cínica, que revira os olhos e geme “Tá, mãe, pra mim qualquer coisa tá boa”.
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Em dezembro, as caixas com enfeites, guirlandas e bolinhas, desciam, tomavam a sala toda e a arrumação começava. Minha mãe arrumava tudo sozinha. Passávamos várias tardes úmidas (com a delícia adicional de não termos nos anos 70, época abençoada, essa aberração aos olhos do Senhor chamada horário de verão. Então, a tarde virava noite e o escuro chegava na hora em que deveria mesmo chegar); ela, revirando caixas, arrumando e contando histórias; eu, sentada na enorme poltrona de camurça cinza do meu velho, tomando gemada (com uma beiradinha de conhaque, de quando em vez, não duvide), vendo minha mãe arrumar as coisas que brilhavam, cochilando (pô, conhaque!) e vendo televisão.
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Ah, sim, fim de ano, com o comunismo diluído na corrente sanguínea, minha mãe dava uma liberadinha na tevê.
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E o que eu via? Todos os anos, senhoras e senhores, e quem foi criança na década de 70 não me deixará mentir sozinha, Um dia de sol, de Joseph Sargeant, feito em 1973. Sim, sim, sim, com direito ao John Denver cantando que o sunshine on my shoulders make me happy. A história era uma desgraceira: amores não correspondidos, mãe com câncer, menininha órfã e tal; mas, no final, o amor verdadeiro triunfava, a árvore da minha mamãe ficava linda, o conhaquinho me deixava balão (leitorzins, minha mãe não me embebedava – bem, não muito – não fiquem com uma idéia errada), mas o fato é que ver a reprise desse filme vagabundo e meloso, todo santo ano, era o que me colocava no clima de Natal. Tantos prazeres juntos, tantas coisas gostosas e felizes, embaladas pela voz da minha mãe, relembravam-me que vinha por aí um mês de delícias, de promessas cumpridas, de laços de fita vermelhos, de sabonetes dentro das meias (minha mãe enchia nossas meias penduradas de sabonetes, não é fofo?). Eu amava o Natal, amava aquela família, amava aqueles cães e cavalos, e barco a remo (mesmo tendo medo dele) e o lobisomem que morava no quintal (mesmo tendo pavor dele). Eu amava aquela vida. Eu amava o Natal.
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O mundo gira, a Lusitana roda, o Natal não é mais o que costumava ser (mas, e o que é?) e nem meu filmim vagabundo é reprisado, embora eu ainda navegue no conhaque. Mas é dezembro, eu faço pacotes coloridos para meus quatro sobrinhos que moram longe com as belas coisas compradas na loja da Sandra e, enquanto isso, pergunto aos que amo, que filme faz ou fazia por eles, o que o filme das desgracinhas fazia por mim: que filme traz o Natal até você, ainda que não fale especificamente dessa festa? Que filme embala seus sonhos natalinos, que filme bota você no clima?
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Recebi mais de cem e-mails e recados falando sobre filmes. Somos todos encantados pela mágica que faz a fotografia – ela mesma, mágica absoluta – ganhar vida e se mexer, mudando para sempre nosso mundo. Todos amamos filmes, todos temos nossas existências marcadas e demarcadas por eles. Vou mencionar apenas algumas das pessoas recebidas, agradecendo de coração a todo mundo que me ajudou a lembrar que o mundo, o nosso mundo, é tão maior, tão maior.
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“A Felicidade não se compra” do Frank Capra é o clássico dos clássicos, lembrado com carinho pela Pati Linden, o Ig, pela Susana e pelo Freitas.
Para a Valentina, 8 anos, filha da Káthia, “O Expresso Polar” é o campeão, ano após ano. E pra filha da Katiane também.
“A Noviça Rebelde” leva o coração da Deh e da Carol.
Gi Jardim lembrou de um que eu amo, porque eu amo tudo que o Bill Murray faz (a Anunciação, gosto impecável, também ama): “Os Fantasmas contra-atacam”. A música do final é sensacional, né meninas?
A Pati Azevedo gosta de “A rena do nariz vermelho”, a Carolina gosta de Sobrevivendo ao Natal”.
O Francisco, que costuma passar o Natal vendo filmes, muitos filmes, lembrou de uma das melhores comédias que a W. Goldberg já fez na vida: O Sócio, de 1996. Filmão, comédia rasgada, cheia de virada e com a Whoopi impecável. Bela lembrança.
A Gi gosta do Tio Patinhas no papel de Scrooge em “Contos de Natal do Mickey”.
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A Iolene gosta dum monte, de Outono em Nova Iorque a Milagre na Rua 34 (que a Laura Andréia também ama muito); passando pelo “O Estranho Mundo de Jack”, lembrado por várias pessoas. Ah, e ela foi a única que se lembrou de Mensagem para você”, filme totalmente cara de Natal, né?
A Alix, que é muito chique, gosta do “Le Pere Noel est une ordure”, de 1982. “… é o máximo de filme de Natal, originalmente uma peça de teatro que podia durar de 2 a 6h conforme o entusiasmo dos atores e o delírio da platéia!”. Hum. Eu preciso ver esse.
A Tina Lopes e a Maira Tomazzi, do mesmo: “Uma História de Natal”, porque é engraçado e leve, e faz rir ao invés de chorar.
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O Carlão lembrou de vários, todos eles muito bons, mas de um que me é particularmente caro: “Contos de Nova Iorque”… é lindo, lindo. O Neutron e o Fabinho gostam de “Esqueceram de Mim”, sãos uns lindos, esses meninos.
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Teve um campeão de cartas e eu vou citar apenas alguns dos que elegeram esse filme como a delícia de Natal (ao todo, ele foi citado por 73 pessoinhas na minha pesquisa): Inessa, Rosinha, Sônia, Bela, Magá, Pablo, Bia, três Denises diferentes, Silvana, Ângela, Kika, Carmem, Patrícia, Susana, Isabela, Sílvia, Carla, Simone e mais, muito mais gente, escolhe “Simplesmente Amor” como seu filme favorito de Natal, pela magia, pela beleza, pela capacidade de nos fazer sonhar, pelos encontros, pela graça, pelo humor e pelo Rodrigo Santoro de cueca.
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E eu fico aqui, pensando que a cereja do bolo, quem tem mesmo razão, é meu amado, amado amigo Cláudio Luiz, que declara que “filme bom de Natal, Fal, é aquele que tem final feliz”.
Um beijo, queridos. Até segunda.
PS: Os comentários de vocês na coluna passada, sobre o que fica de 2008 estão de partir do coração
Autor: fal - Categoria(s): Há um tesouro na casa ao lado
Tags: a voz da mamãe, Adicionar nova tag, Bill Murray, claudio luiz, conhaque, gemada, lobisomem, mamãe, meias, natal, tranças
17/12/2008 - 15:07
Eu costumava implicar com a palavra ‘cidadania’. Palavra mal empregada sempre, sempre; e usada dum jeito moralista e tonto, por pessoas idem. Agora, a palavra favorita dos ignóbeis é ‘sustentável’, como bem observou minha amiga Ângela. A criatura não sabe usar, não entende, não dimensiona, mas tá que repete feito um papagaio.
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Frio, leitores e (ah, o politicamente correto um dia teria que me arrancar uma pelinha) leitoras. Frio no Rio de Janeiro, tempinho mais fresquinho e um pouco menos abafado aqui em São Paulo… e aí? Como está?
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Pululam receitas de simpatias, em sites e revistas, para garantir que o ano novo chegue cheio de felicidade, amor e doçura e… sei lá. Eu tenho cada vez mais certeza de que a Idade Média é aqui, agora e hoje.
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Sapatada no presidente, né? Achei uma delícia, tomara que a moda pegue, imagina eu com este pezão, aderindo? Ia ser uma redenção. Melhor que cuspida a distância.
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Essa gente que me cerca, um povo sarado, atlético, todo mundo entusiasmado com o final do ano e a incrível possibilidade de ir pro meio do mato acampar. Sem banheiros, água corrente, 48765 canais de tevê a cabo, internet, salgadinho sabor frutas do mar (sic) e refrigerante sabor cola… Todas essas miudezas que tornam a civilização ocidental tão atraente. Essas criaturas nunca ouviram falar de Lobisomem e do Tarado da Machadinha, não?
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Enquanto isso, a ONU classifica a tragédia em Santa Catarina como uma das piores do ano, no mundo todo. Daí a gente vê os caras saqueando os donativos e tem certeza, certeza disso.
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Rola um estudo científico (se bem que nos confusos dias que correm, ‘científico’ é um termo nebuloso) que afirma que comédias românticas fazem mal para a vida afetiva. Diz que o vivente assiste, idealiza e não se acerta na vida real. Com tanto câncer pra pesquisar, jura que vale a pena gastar dinheiro nisso? Deixa a gente em paz vendo o Colin beijar a mocinha, pode ser?
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Minha amiga Ro anda doida da vida com a tramitação da emenda constitucional que aumenta o número de vereadores: “Fal, o número mínimo passaria de 7 para 9…. tou surpresa com a quantidade de gente que só comenta sobre o marido morto da atriz viva”.
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Final de ano também é tempo de listas. Listas. A maioria bem inútil. Lista de presentes e de compras para a ceia, listas de resoluções que jamais cumpriremos, listas dos mais destacados cidadãos desta ou daquela cidade, das melhores festas do ano, das maiores tragédias, das maiores conquistas. Mas, para você, conta pra mim, fica o que, no final das contas? O que é que você leva, de bom ou ruim, de 2008? Faça uma lista de um só item e me conte.
Autor: fal - Categoria(s): No olho do furacão
Tags: acampamento, cidadania, civilização ocidental, fim de ano, lobisomem, papagaio, politicamente correto, sapatada, sustentável, tarado da machadinha