Hoje

A doce Helena manda e-mail para o Pedrão (meu irmão) e para mim, dando conta que, em Boituva, a rua Rafael Vitiello foi, finalmente, asfaltada. E mais, ainda aprendi que a Rua Rafael Vitiello fica na Chácara Vitiello. Sendo Vitiello meu sobrenome de solteira, vem a Helê perguntar se o nobre Rafael é nosso parente. E como saber? Imigrante miserável, o velho Nuncciato Vitiello veio de navio lá da Calábria, na Itália, século XIX, “fazer a América” ou, pelo menos, tentar não morrer de fome. E mesmo assim, quase não vinha o pobre, parece que o fazendeiro em Campinas que lhe daria trabalho não aceitava rapazes solteiros e ele teve que arrumar uma noiva no último momento. Aqui, muitos filhos, todos com pouco estudo, criados no cabo da enxada, só tiraram os documentos (ou “fizeram os papéis” como dizia meu avô, o Velho Affonso) já adultos, cada um num canto. Como saber qual Vitiello nos pertence, querida Helena? Gosto de pensar que somos todos primos, que temos todos um passado em comum, o mesmo nariz, o mesmo gosto para embutidos e som de oboé, mas quem é que sabe? De qualquer forma, um viva para o velho e bom primo Rafael, nome de rua e rua asfaltada, ainda por cima.
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Dona Marina Silva anuncia sua saída do PT e ruma, livre, leve e solta, ao desconhecido. E como se a vida já não fosse o suficiente para me fazer erguer as sobrancelhas, Sr. Gilberto Gil anuncia que não dispensaria uma boquinha como vice numa chapa com Dona Marina. Fasten your seat belts.
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Hoje teve reunião de emergência no Palácio do Planalto com a bancada do PT no Senado. A moçada discutiria o arquivamento das ações contra o Senador Sarney. Ah, então.
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Engraçado como tem homem que grita com total falta de modos com mulher e quando vai falar com outro homem fala beeeem baixinho, né? Cambada de palhaço.
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Opa, saiu, tudo arquivadíssimo. A família Sarney continuará reinando na paz de Nosso Senhor. Agora a outra mão vai lavar o Virgílio e estamos conversados. E, meu amigo eleitor, abaixe a cabeça e trabalhe, você tem que entregar 27% dos seus ganhos para esse pessoalzinho continuar se bancando. Sigamos.
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A pedida, para quem está em São Paulo e precisa dum pouco de beleza nesse vida tão crua, é ir assistir ao Audi Coelum executando a belíssima Messe de Requiem de André Campra. Gui, membro da companhia, me escreveu para dizer que “A peça é incrivelmente bonita e se assemelha, em idéia — embora barroco e muito anterior — ao mais conhecido réquiem de Fauré, “cuja delicadeza” faz pensar muito mais em descanso e salvação do que na na morte propriamente dita”.
Hoje, 19 de agosto, quarta-feira, 20h30, na Igreja do Calvário (Paróquia São Paulo da Cruz), Rua Cardeal Arcoverde 950 – São Paulo / SP.
E domingo, 23 de agosto, domingo, 19h30, Paróquia do Divino Espírito Santo, Rua Frei Caneca 1047 – São Paulo / SP.
Não perca.
