Bonne Table – uma coisinha que faltou ao falarmos da França no século XVIII
A Revolução Francesa, além de gerar mudanças políticas e sociais, afetou nossas mesas, muito mais do que você possa imaginar.
Mesmo antes da Revolução Francesa, os restaurantes já existiam em Paris. Durante a Revolução Francesa, porém, os deputados das províncias, em sua maioria, não tinham casa em Paris. Não tinham onde fazer suas refeições, tinham que comer na rua, em lugares próximos ao Palais Royal, onde faziam suas reuniões. Formavam uma clientela assídua, porém heterogênea – esses deputados vinham de pontos muito diferentes da França, com hábitos alimentares variados. Isso obrigava a cidade, não só a aumentar o número de estabelecimentos que possuía, como também seu repertório culinário. Ao mesmo tempo, vários chefes, antes empregados por famílias aristocráticas, caídas em desgraça, migram para estabelecimentos comerciais, o que leva a comida servida à população a um nível de excelência nunca dantes navegado.
Restaurantes de monte e alta culinária – os franceses devem muito à Revolução. E nós também, beibe, nós também.
Uma das histórias nos diz que o termo restaurant foi criado em 1765, pelo proprietário de um estabelecimento que servia sopas quentes anunciadas como restaurantes, ou seja, restaurativas, que restauravam a saúde e o bem-estar.
O Alexandre conhecia outra história: a versão de que o termo viria do fato de se restaurar comida velha para ser reaproveitada. Enfim.
Os restaurantes eram diferentes das tavernas, albergues e cabarets. Eram mais limpos, mais tranquilos e tinham decoração aprimorada. Punham a comida bem feita ao alcance de quem pudesse pagar por ela.
Napoleão não era um gourmet, mas considerava a boa mesa um importante instrumento da diplomacia. Quando seu capelão, Dominique de Pradt, partiu para o exterior, para negociar a paz numa questão do Estado, Napoleão, como última recomendação, lhe disse “Surtout, Monsieur, tenez bonne table” (E, principalmente, meu caro, tenha uma boa mesa).
O grande chef da época, que só trabalhava em casas particulares e serviu, dentre outros o Czar Alexandre I, o Barão Rothschild, Jorge IV da Inglaterra e Luís XVIII, era Marc-Antoine Careme. Abandonado pelos seus pais, paupérrimos, esse francês, nascido em 1754, começou sua carreira com um famoso patissier da época e propôs, ao longo de sua carreira, simplificação, só. Substituiu os complicados coulis do século XVIII por molhos básicos, como maionese, hollandaise, bechamel, bearnaise. Muitos gourmets do fim do século XVIII haviam se arruinado com a Revolução. Não podendo mais manter boas mesas, fundam sociedades de estudo da gastronomia. Seus trabalhos escritos satisfazem a demanda criada pela nova classe alta, gerada pela Revolução. O século XIX abriga muitos escritores de gastronomia e muitas inovações no preparo e na apresentação das refeições.
Uia, deu fome em vocês? Em mim deu. Té segunda, môs fios.
Fontes:
De Caçador a Gourmet, de Ariovaldo Franco, Ed. SENAC
A Saga da Comida, receitas e história, de Gabriel Bolaffi, Ed. Record

uia, deu fome aqui tb
) bjos querida
fal, toda a História, contada por voce, vira história, a única maneira de eu entender. obrigada, querida. beijos
Como ja disse, cai de paraquedas em uma familia franco-paulistana e aqui nao somos gourmet e sim Bouche gourmande …..meu sogro é magro e diz que só engorda quem coloca quantidade em cima da qualidade : P
Como se vê pela historia, a culinária está presente e faz parte das transformações da sociedade humana tambem, até porque comida além de ser necessária é um dos grandes prazeres da vida.
Ni mim deu fome … de aprender!
Eita Fal tbem é cultura rssrsr
bjs kerida!!!!!!!!!!!!!
Uma boa mesa,sobretudo.Gostei.E deu fome,de novo.
Fal, estou triste porque soube que essa coluna vai acabar.Adoro ler você , você sabe.Às vezes é só o que me resta.
Kathia, amor, a coluna acaba, mas o drops é pra sempre. http://www.dropsdafal.blogbrasil.com