Vale-faniquito
A cobertura que grande parte da imprensa tem feito sobre o desastre aéreo do avião francês é revoltante. Entre chutes homéricos de especialistas e não especialistas, informações pela metade e a novelização das vidas perdidas, estou pulando de um canal para o outro cada vez mais rápido.
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O frio em São Paulo pede um tinto na hora do almoço, mas daí, quem trabalha depois?
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Impasse na instalão da CPI da Petrobrás. Como falta consenso, ela foi adiada, Surpresa, surpresa.
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Cada vez mais me surpreendo com a dificuldade das pessoas com o termo “ficção”. Ninguém brincou de faz-de-conta quando era criança, eu acho. Principalmente quando o assunto é cinema, mas também no campo da literatura, o que mais vejo é gente dizendo “é impossível acontecer o que o autor/cineasta mostrou”. Gente, ficção é ficção. Tomando café no domingo, ouvi moço chatíssimo explicando para a mãe na mesa ao lado da minha, porque a tal ‘anti-matéria’ mostratada no filme “Anjos e Demônios” é uma impossibilidade científica. O moço gesticulava, falava alto, nervoso, muito nervoso com a possibilidade da ficção ser exatamente o que ela é: uma não realidade. Criatura de Deus, relaxa. É um filme. É pra você se divertir, viajar numa vida que não é a sua, numa realidade que não pertence a nenhum de nós. É aí que está a graça, a beleza da coisa. Tenho pensado muito nisso nos últimos dias, estamos endurecendo, desaprendemos a brincar?
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A revista Exame informa que Lula está cotado para ser o próximo presidente do Banco Mundial. Vou ao departamento pessoal pedir um vale-faniquito e volto já.

Val, essa do vale-faniquito foi demais, adotei!