Feliz Ano Novo
Amanhã é 6 de janeiro, dia de desarrumar a árvore, guardar enfeites, colocar os cartões recebidos em pastas ( você ainda recebe cartão de Natal, leitor? Este ano eu enviei três e recebi três, também).
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Amanhã é dia de decidir, com ou sem literatura, o que você vai querer carregar do ano passado com você.
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Amanhã é dia de você se dar conta, também sem literatura, que você não escolhe coisa nenhuma, ou quase nada, e que tudo, tudo, tudo, inclusive você, simplesmente… continua.
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Amanhã, mais do que hoje, na minha modesta opinião, é dia de cair na real: acabou o Natal, acabaram as festas.
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As festas que, sei lá, foram tão boas assim? Ou o que a gente gosta mesmo é de não ter que ir trabalhar? Pergunto porque este ano, como nunca, eu ouvi “detesto isso tudo, só faço por causa das crianças”. Ah, as crianças… a gente joga tanta responsabilidade em cima delas.
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Eu, neste Natal, caí na real, de forma inequívoca e absoluta. E bem antes do dia 6, diga-se.
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Neste Natal, minha solidão ficou patente; minha falta de rumo, também. O fato d’eu não ter uma casa e nem energia para arrumar uma gritou comigo, e nem duas garrafas de vodca foram suficientes pra lavar os cadáveres de todas as coisas que eu não fiz.
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Amanhã é dia 6, tudo volta pro sótão, dentro e fora, enfeites e perguntas, papais-noéis de feltro e dores, penduricalhos em forma de estrela e as respostas que não queremos ouvir.
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Começa um novo ano (ou algo parecido, já que o Carnaval inda vem por aí), fiscal inclusive, e gente que pergunta demais, resmunga demais e chora demais incomoda, enche o saco (“Não sofra”, costumamos dizer, o sofrimento do outro tirando casquinha do nosso próprio lamento e mexendo em coisas que não queremos nem tirar o pó) atravanca o caminho, não produz (Deus nos livre de não sermos produtivos) e escangalha o oba-oba nosso de cada dia.
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Amanhã é dia 6 de janeiro. E, sem querer saber se você quer ou não, uma vida nova começa para todos. E sem querer saber se você gosta ou não disso, sua velha vida continua exatamente a mesma, os mesmo hábitos irritantes, o mesmo emprego, a mesma geladeira, o mesmo cachorro mijão, as mesmas unhas que crescem meio tortas, o mesmo passado.
Feliz ano-novo.

mesmo assim, eu te amo e não há ng que escreva como tu, que fale mais às pessoas do que tu, que seja assim, acutilante, com graça e com tudo quanto tu.
Um beijo
Já dizia Quintana: “Toda a tristeza dos rios é não poderem parar.” Não temos escolha, só um lugar pra ir, mesmo não querendo. Beijos.
Se o dia for bom eu já fico feliz.
Bom dia pra você, meu amor.
Mil beijos.
É, Fal, voltemos ao jogo. Bjs
Falzinha, eu incluo nessa lista o meu amor por você. Esse nunca acaba.
bj
Esse ano deixei de responsabilizar as crianças. Simplesmente ignorei geral tudo, Natal e seus desmembramentos.
Cadê Baco? Nunca mais notícias dele.
Bj.
eu não botei decoração de natal esse ano. nenhuma. minha decoração foi a barriga, e eu achei de bom tamanho.
te amo, e guardei o bonequinho de neve que você deu pro neném, pro quarto dele, que merece decoração de natal…
Eu me antecipei e enquanto as crianças dormiam, desfiz a árvore, guardei
os enfeites.Mas não consegui mandar minha belle-mère de volta prara o país dela. Feliz 2009 para nós !
“todo dia ela faz tudo sempre igual
me sacode às 6 horas da manhã…”
e amanhã vai ser igualzim, di novo, novamente…
)
Fal, para mim, o ano começa no dia 09, e nunca existiu 1991 no meu calendário. Eu amo não ter que ir trabalhar, porque eu amargo ônibus + trem + metrô pra chegar aqui no meu Centro Cultural São Paulo, que é lindo, é um tesão, mas é doutro lado de Paris(tuba). Eu tenho um ritual meio neurolinguista (agora sem trema) de desprogramar as coisas chatas e reprogramar as legais. E ainda tem que sobrar espaço para programar coisas novas. É só assim que eu me sinto realmente viva. Nem que seja nessa vida besta. Beijus. Loves e um PUTA 2009 procê.
é…. vamaí né? parado vendo sessão da tarde, robert goren ou qq outro seriado pela milionésima vez, infelizmente não dá pra ficar né?
mas quando a nave-mãe chegar……
é, sim, querida, começou o ano, e nem nos perguntaram se podia.
beijos
Que surpresa ver seu comentário, que eu não costumo e cair como uma luva sobre a minha vida. Estou também nestes mesmos dilemas, mas sabendo que independente do ano novo(?) nossa vida sempre recomeça. Obrigada
É,tem razão.Não adianta estrebuchar.O destino é cruel e só faz o que lhe dá na telha.Beijo.
eu não recebi cartão de Natal. só marido recebeu.
ah, ano novo… será?! vamos ter que ver pra crer!
bj Fal
Ih, e começou quente.
Joguei um monte de coisas do sótão virtual no lixo.
Bjs
Meu ano só começa dia 07… e eu já estou com o corpo todo dolorido, de tanto ficar na cama, à toa, largada… ai… deixa pra lá…
E eu já desmontei a arvore hoje. O ano de 2009 vem, e zás, passo logo uma rasteira nele e dou-lhe uma voadora. Que é pra esse ano aprender com quem está lidando!!! beijos.
putaquipariu, fal…
como vc sabe q as minhas unhas crescem meio tortas????????
Esse seu último parágrafo, que fala do “não sofra” e do “sejamos produtivos” é um dos diamantes mais brilhantes que eu já li na vida. Assim mesmo, compacto, agudo, a síntese exata. Valeu a coluna toda, que, como de hábito, está perfeita.
E eu ainda não desmontei a árvore. Tá punk a coisa pro meu lado e não deu tempo até agora. Se demorar muito, talvez eu deixe direto até o fim do ano, já que vai ter tudo de novo, que tal?