Lixo Cultural

Oi, leitor. Hoje é quarta-feira. Acho bom informar, caso você seja parecido comigo e ainda não saiba. Todos os dias eu pergunto para nossa assessora logística, Joleana – os acertos são dela, os erros são meus – que dia é hoje. E ela sempre acerta, para meu eterno espanto.
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Essa semana, além de toda essa história dolorosa em Santa Catarina, acompanhada por autoridades estaduais e federais (confortavelmente instaladas lááááá no helicóptero), por narradores de voz melosa e equipes gigantescas de jornalismo que ficam fazendo videoclipe com a desgraça alheia; os noticiários dão conta de que, desde o dia primeiro de dezembro, começaram a valer novas regras nos tais call centers (as centrais telefônicas que deveriam nos atender e que, ao fim e ao cabo, acabam nos levando à loucura). Parece que a partir de agora, cliente que ficar na espera, ouvindo uma daquelas musiquinhas irritantes, mais de um minuto ou for mal tratado, pode reclamar, processar e o escambau. O atendimento também terá que ser feito 24 horas por dia. Essa eu quero ver. A empresa de telefonia celular que, teoricamente, dá acesso à internet para vossa colunista vai rebolar nessa regra. Quando eu ligo lá desesperada, sem poder trabalhar direito e já passa das seis da tarde, eu espumo e choro sozinha. Ninguém me atende e quando atende, a linha “cai”, todas as vezes. Existem outras regras, todas muito boas, para empresas de nove categorias: planos de saúde, companhias aéreas, energia elétrica, bancos, financeiras, empresas de cartão de crédito, telefonia fixa e móvel e tv por assinatura. Eu adorei isso, mas me permitam comemorar só depois que a coisa realmente começar a funcionar, sim?
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No espaço de uma semana, três das pessoas que mais adoro perderam, cada uma delas, um amigo querido. É só aí que você se dá conta de que uma semana é muito tempo. Muito tempo.
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Leitor igueano, sabe o que eu adoro? Eu adoro essas cantoras pop (quase sempre estrangeiras) e essas atrizes de novela (quase sempre nacionais) fazendo cara de nojinho e declarando que os filhos delas não chegam nem perto de televisão, de música com duplo sentido, de produções duvidosas, de filmes apelativos. Acho bacana. Quer dizer, todo aquele lixo nos quais elas estão ativamente envolvidas, serve para os nossos filhos. Os delas têm preceptoras, jantam vegetais orgânicos ouvindo Bach ao fundo e dormem às sete e meia da noite. Certíssimas as moçoilas, errados estamos nós.
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E o Daniel Dantas, hum, leitor? Condenado a dez anos de prisão. Mas ele vai poder recorrer, leitor. Ele vai poder recorrer, não tema.
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Nossa correspondente carioca, Ângela Fatorelli, informa que é grande a probabilidade do brioso e combativo time do Vasco cair. Sobre mim, leitor igueano, você vai aprender: não dou a mínima para futebol. No mundo do futebol só me interessa o Juca Kfouri, que eu acho um gatão, e aquele Trajano, que além de ser outro gatão, parece ter um temperamento meio belicoso… e Deus sabe que eu adoro homem resmungão. De resto, não dou a mínima, detesto copa do mundo, decisão de campeonato, narradores que urram imbecilidades e torcedores em geral. Mas olha, senti dó do Vasco, porque certa maldade brilhava nos olhos azuis de nossa correspondente fluminense quando ela nos deu a informação.
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Leio, enlevada (onde foi, meu Deus? Não sei mais em qual site), que um corregedor proibiu a Justiça baiana de comprar tapetes persas. Só até aí a notícia já vale ouro em pó, mas há de se informar o preço das belezocas: 48 mil réis. Deve ser maravilhoso trabalhar num órgão público que não tem outra preocupação na vida a não ser decorar salões do cerimonial com tapetes que custam o mesmo que meu apartamento. Eu tenho inveja.
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Corre aqui em São Paulo a deliciosa notícia que diz que os advogados vão ficar livres do rodízio de carros. Se confirmada, essa notícia por si só, vale a semana inteira.
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Nos veremos na sexta-feira, leitor, neste mesmo bat-canal.

De tudo isso eu acho é muito bom que os advogados possam circular no dia do rodizio em SP. Eu tenho montes de amigos advogados e vou pedir a eles que me transportem? Que tal? E tb o meu advogado vai poder ir e voltar várias vezes ao dia ao fórum para verificar que o juiz aina não despachou o meu processo.
Acho que vou ali encomendar uns tapetes persas. De preferencia voadores pra cair fora daqui.
Beijos
Ah Fal, mais uma oportunidade pra ler o que você escreve e saber o que você pensa. Curto seu humor e, desculpe a falta de modéstia, me identifico com ele.
Já favoritei. O site agora e você há muito tempo.
Beijos
eu acho que os leitores da Fal, todinhos, deveriam ficar livres do rodízio. São todos gente do bem!!
oi, Fal!
Adorei o poutpourri de assunto! E fiquei muito muito satisfeita com a notícia do Vasco, sabe? Angela sabe das coisas, Fal. A maldade nos zói azul dela tem razão de ser.
E quem tem Vuvu tem tudo, combinemos.
Parabéns pelo novo espaço, amoreca. Tá tudo lindo aqui.
beijos beijos
Fal, você se supera a cada texto. Tá, eu sei que foram só dois até agora, mas foram dois AQUI, né, porque quem te acompanha sabe que seus textos são assim, inteligentes, de um humor ácido e sagaz e uma autenticidade afiadíssima. Eu adoro. Adoro sua ironia fina, sua maneira gentil mas ao mesmo tempo aguda de nos beliscar, nos mostrar o que tá aí na nossa cara, mas pouquíssima gente tem coragem de cutucar como você.
E concordo com a Elaine, o formato tá ágil e delicioso. Continuamos por aqui, viu?
bjs
cara a elaine disse tudo, é isso aê, falzuca.
bjs
oi, querida fal, adoro segundas, quartas e sextas agora.
beijos
Oi Fal!!
Estou adorando sua coluna aqui, do mesmo modo que adoro o Drops (só que sou uma anta, leio tudo e acabo não comentando, esta é a primeira vez – mas não a última)
Como o pessoal aí em cima falou, o formato está ótimo, bem ágil, e seu estilo é único! Adorei! O comentário sobre as ‘mães pop’ já valeu o dia e a semana, santa hipocrisia, não?
Ah, queria te dizer, comecei a ler os ‘Minúsculos’ ontem e estou encantada…
Um beijo,
Cristine
Fal, call center é coisa de louco, eu tenho fobia, tenho que me preparar psicologicamente por semanas pra ligar. Amei demais você aqui. Mesmo. Beijos…
Rá!
E não é que eu fui ver e tinha mais um texto?
Adorei…
Beijos, Fal.
Trabalho numa dessas empresas de telefonia e vi o que a galera que cuida do call center pastou por causa do Decreto Lei 6523. Juro que tem gente de bem lá, de coração bom, que tentam fazer tudo direitinho. E tenho pena deles.
Mas tenho fé de que um dia eles serão a maioria e conseguirão fazer com que o atendimento ao cliente via call center seja decente. Eu fico pra morrer qnd preciso ligar pra lá (não tenho opção, sou cliente da minha empresa, rsrs) e preciso ensinar a criatura do outro lado o que eu preciso que ela faça. ¬¬ Mas eu sou chata e anoto tudo e dou o “feedback” pras pessoas de bem que tentam consertar essa budega.
Um dia elas conseguem. Tenhamos fé.
Ah, eu não lido com o call center.
=)
E sim, o decreto vai melhorar a vida do cliente. Qnd as multas por não cumprimento começarem… Essa é a grande novidade da história.
=**
Querida, não sou vingativa, quer dizer as vezes renho vontade de ser… mas o que se sofre nas mão desses funcionários mal supervisionados de call center não tá no gibi.
Foi com eles que eu agrendi que na classificação dos caracteres (caráteres???) eu sou… COLÉRICA!
Deix’star:-)
beijos, maninha
Eu sabia que casar com um advogado um dia ia compensar! Ha! Me aguardem… chegou minha vez de ter mordomias! Ha! Morra, plebe! Fal, se quiser, eu te dou carona, viu?
Irônico que você não dê a mínima, deteste e odeie futebol, hein, muchacha? Vai ser engraçado ver esse post daqui há um tempo.. rs
No mais, uma delicia de blog, muchacha. Não é à toa que te quero no meu time.
Ha-ha.. entendeu? “Meu time”.. ha-ha..
Muito bom te ler aqui também:)
Fal, tb gostei do formato do texto assim…
Eu adorei a história do tapete persa, ahahaha. Amei isso! Acho que deveriam implementar uma bolsa-persa. A familia ia lá, se cadastrava e de acordo do parecer da assistente social ela receberia um tapete persa (fundamental para quem mora nos trópicos) de um determinado tamanho.
Bjos
Hum, não entendi a dos advogados… Pra falar a verdade, eu não entendo bem nem o rodízio de carros! Taxi também faz rodízio, Fal?
Quanto ao Vasco, eu quero é mais. Mhá-há-há-há… *risada maligna*
Sabem quem vai se beneficiar desse negócio dos advogados ficarem liberados do rodízio? As faculdades de Direito picaretas. Monte de gente vai fazer curso de Direito nos fins de semana, ou por correspondência, pra tentar se livrar do rodízio.
Ah, Fal… eu gosto de futebórrr. Ontem mesmo, vi o Inter ganhar a sulamericana de um time argentino que tinha um técnico leeeendooooo – benza Deus! – que parecia mais um ator de novela mexicana. Fala sério, que o homem era maravilhoso! Eu até suspirava quando o moço aparecia na telinha, viu!