Começando pelo começo

“When they begin the beguine
It brings back the sound of music so tender,
It brings back a night of tropical splendor,
It brings back a memory ever green”*
Todas as professoras de jardim de infância do mundo (ou seja lá como se chama o jardim de infância nestes dias turbulentos que correm), todos os advogados, todos os biólogos e, ahá, minha adorada mamãe, vão repetir à exaustão, sempre que possível, que tudo nessa vida acaba. Casamentos, sorvetes de limão, as crônicas do Eduardo Almeida Reis, o coelhinho mascote da turma, o verão, as férias, a paciência, nosso blog preferido, as estrelas, o universo: tudo, tudo, tudo, um dia, vai encontrar seu fim. E nós sabemos disso todo o tempo, mesmo quando fingimos que não. Somos finitos nós, nossos gostos, nossos filhos e bichos de estimação, nossa História, a música que fazemos, nossos sins e nossos nãos, nossos amados, nosso planetinha e, com ele, lamento dizer, o sorvete de limão.
Mas güenta aê (güenta com trema mesmo, hahaha).
Para acabar, há que se começar.
É óbvio e não é, já que perdemos tanto tempo pensando sobre o final.
O final pode ser um alívio ou uma enorme dor, mas o começo traz uma promessa, um desafio, um cheiro novo, um brilho no olho, ah, vá lá, uma esperança. A gente passa a vida toda começando, não acabando.
Começar implica, sempre, uma renúncia. Você escolhe começar uma coisa, em detrimento de todas as outras – todo o tempo.
Nós começamos porque nos encantamos, porque nos assustamos, porque cremos, porque não podemos acreditar, porque entendemos, porque precisamos entender.
Nós começamos para provocar, para apaziguar, para dizer as verdades universais e para mentir descaradamente, para desmentir, para perdoar, para encontrar culpados, para prender, para livrar, para aliviar, para iluminar, para mostrar, para mistificar, para acalmar e para agitar, para consolar, para cair de amor, para impedir, para permitir, para fundar, para destruir, para nos defender e, ahá, para atacar, para chorar e para parar de chorar, para encontrar, para ouvir, para esconder, para desligar, para voar, para despir, para rir.
Nós começamos por raiva, por medo, por necessidade, por pudor.
Nós começamos para que tudo mude, para que a vida continue como está, porque queremos algo, porque sentimos tanto, porque queremos tudo, porque não temos nada.
Hoje nós começamos, todos nós, no IG.
Como num namoro (os de antigamente, os de antigamente), começamos lentamente, mão na mão, olho no olho, conhecendo nossos gostos, aprendendo as graças uns dos outros, descobrindo como é o beijo, o suspiro e a entrega nesta, que remédio, noite de esplendor tropical.
Sogras chatas, defeitos abissais e aquela onipresente toalha molhada em cima da cama?
Vamos deixar para depois.
Ainda estamos no começo.
Temos todo o tempo do mundo.**
* When they begin the beguine – Cole Porter
** Tempo Perdido – Renato Russo

E eu estou começando a te ler, aqui.
Um feliz começo!
Sucesso, Fal.
Beijos.
E feliz começo, Fal!
Eu gosto mais de começos (e recomeços) que de fins…
Beijos, sucesso!
Bom dia, Fábia!
Que bom poder contar com mais este espaço de interação com você. E que belo pontapé inicial você deu, afinal a vida já é um começar diário, viver é a possibilidade de se recomeçar sempre.
Que este novo cantinho seja profícuo, que possamos aqui continuar nossa caminhada rica em troca de experiências e sonhos.
Mais uma vez, parabéns! Muito sucesso neste novo momento.
Beijos e abraços,
seu companheiro de sempre.
Comece, recomece, termine e comece de novo…”por onde for quero ser ser seu par!”
Todo o sucesso, a sorte e a felicidade nesse novo lugar!
Beijos em bando
ai q bommmmmmmmm
mais 1 cantinho pra te ler!
quero sempre começar, nem sempre
recomeçar kkkkkkk
E que seja mais um, de muitos começos maravilhosos!
))
Todo sucesso do mundo pra ti.
Love,
Parabéns, Fal! Gostei, bola pra frente!
Beijo grande, do
Alvaro
Fal, querida, que este teu começo aqui seja infinito enquanto dure, como diria o poeta, e que enquanto infinito seja duradouro como a vontade que temos de te ler: interminável.
Bom começo!
O começo é sempre aquilo que a gente lembra antes, o primeiro professor, o primeiro beijo, e assim por diante.
Lembraremos sempre desse seu começo aqui.
Beijos
Ai, delícia! E viva os recomeços!
E a vantagem que você tem sobre o sorvete de limão Fal, é que você sobrevive a muito mais lambidas.
bejjjooooo
Ui! Tô comentando no primeiro artigo da nova coluna!!! Isso ficará para a história [minha, of course]!
Comece, comece, fia. E eu tô colada!
Um começo no IG?! Sim! Mas é um continuum et semper no amor que sinto por ti, beijos….
E nesse início de namoro, posso mandar minha carta de intenções pra Marli? Minhas intenções são as melhores possíveis, e sou (quais) limpinha.
Que bom vê-la começando e re-comecando sempre.
Muito sucesso!
beijos,
Mablinha
Um brinde aos inícios! Felicidades para você aqui nesta nova coluna, minha autora preferida. Beijos grandes!
Fal, me assusta cada vez que leio nas suas palavras aquelas palavras que eu precisava ouvir naquele exato momento. Estremece uma coisa por dentro.
Parabéns!
Cé
Parabéns ao IG pela escolha da colunista.
Que este espaço possa alcançar o maior número de pessoas e que estas comecem a gostar de você pelas suas palavras, pela excelente pessoa que você é, e pelo talento que alguns de nós já conhecem há tempos.
Parabéns.
Beijo
E depois que a gente começa a gostar de você, não tem volta.
Sucesso.
Lida e assinada!