iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

13/04/2009 - 09:55

Agenda corporativa marca semana.

Numa crise que nem essa que só se tem parâmetro a de 30, as reviravoltas são de igual magnitude. O S&P 500 realizou o maior rali de alta desde 1933 ao se manter durante 23 semanas subindo ladeira acima. Hoje, no período da manhã (07:30 de NY), os futuros resolveram realizar e dar conta de parte deste movimento.

Mas não só por isso que os futuros amanheceram em baixa. Essa semana é a semana no que toca a divulgação de resultados por lá. Nada mais, nada menos, que 30 das 500 empresas listadas no S&P vão mostrar seus números. Entre elas gigantes como Citigroup (dia 17), Goldman Sachs (dia 14), JP Morgan (dia 16) e GE (dia 17). O comportamento dos balanços destas companhias deve dar o tom dos próximos dias, e talvez até mesmo meses, uma vez que já são resultados posteriores aos pacotes e medidas anunciados mundo a fora.

É interessante notar que a volatilidade tem diminuído aos poucos no S&P. Após um choque de proporções catastróficas em setembro de 2008, o vai-e-vem das grandes companhias norte-americanas parece ter se acalmado. Ainda é cedo para dizer que a temperatura voltou ao lugar, mas nos parece que o mercado já se acostumou com o calor, fazendo que a variância seja menor nas opiniões dos agentes. Isso por si já é um ótimo sinal.

Por essas bandas do mundo os humores parecem estar voltando ao eixo também. Após o risco explodir na esteira do derretimento global, o risco percebido do país parece estar voltando ao lugar de direito. A baixo a evolução do CDS (Credit Deposit Swap) de 5 anos do Brasil.

Vemos que na margem o risco tem começado a apontar para baixo de forma mais constante. Claro, ainda estamos longe de chegar no patamar pré-crise.

O Relatório Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, dá conta numa piora mais significativa na expectativa dos economista quanto ao PIB de 2009. Hoje a mediana dos economistas consultados prevê uma retração de 0,30% no PIB brasileiro. Nosso cenário base, divulgado há duas semanas, prevê uma desaceleração no PIB brasileiro na ordem de 0,75%. O mercado está aos poucos refazendo as contas e “precificando” de forma mais correta – a nosso ver – o choque de crédito e a deterioração da economia brasileira. Esta semana temos o resultado na Vendas no Varejo segundo o IBGE e é uma importante proxy do nível de atividade do primeiro trimestre no Brasil. Após este resultado divulgaremos nossa revisão das figuras gerais da economia brasileira.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
14/11/2008 - 15:30

Volatilidade, as usual…

Os analistas e economistas parecem ter sempre uma carta na manga quando explicam o atual comportamento errático do mercado. É a volatilidade, dizem lacônicos. Parece um tanto quanto vazia a explicação; afinal de contas falar que algo que oscila muito é volátil é o mesmo que dizer que uma bola é redonda. Soa falsa essa explicação pela definição. Um tanto quanto tautológico.

No entanto não é tão frugal essa explicação. O que podemos observar no mercado é justamente a volatilidade em patamares muito altos, e mais, inéditos em muito tempo. O gráfico abaixo é uma boa medida do que queremos dizer quando apontamos a volatilidade como uma explicação definitiva do momento.

A volatilidade medida pelo índice VIX (elaborado pela Boomberg) é a média ponderada da oscilação dos contratos futuros de ações em alguns mercados importantes nos EUA. Observamos que, a partir de outubro, o índice explodiu, denunciando assim o que os economistas têm dito todos os dias: volatilidade, e mais volatilidade. Não por acaso Nova York registrou alta de quase 7% ontem, após quedas consecutivas no índice.

Esse movimento volátil aponta para algo mais interessante, pelo menos do ponto de vista econômico. O mercado está procurando acertar os preços relativos dos ativos (bolsa, commodities, moedas, etc…), e esse movimento entrou em um momento de extrema instabilidade. Além do viés de deflação de ativos (quedas generalizadas), veremos associado a esse movimento repiques para baixo e para cima sem maiores explicações, a não ser essa: volatilidade.

O acerto de contas no mercado ainda está longe de chegar ao fim, e até lá viveremos em águas revoltas.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
Voltar ao topo