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	<title>O Homem Vertical - política e economia de forma clara &#187; mind the gap</title>
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		<title>Alemanha mergulha na recessão.</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 14:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os dados divulgados na manhã de hoje sobre o produto Alemão (ainda preliminares) não deixam dúvidas; o gigante europeu está passando no meio da maior tormenta em décadas. O PIB cai, na comparação anual e dessazonalizada, nada mais, nada menos, que 6,9%. O tombo trimestral foi de nada modestos 3,8%, configurando assim o quarto trimestre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados divulgados na manhã de hoje sobre o produto Alemão (ainda preliminares) não deixam dúvidas; o gigante europeu está passando no meio da maior tormenta em décadas. O PIB cai, na comparação anual e dessazonalizada, nada mais, nada menos, que 6,9%. O tombo trimestral foi de nada modestos 3,8%, configurando assim o quarto trimestre consecutivo da economia alemã. </p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/pib_ale_01_09.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/pib_ale_01_09-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5324" /></a></p>
<p>Dos componentes da demanda, apenas o Consumo das Famílias apresentou algum alento e subiu irrisórios 0,5% na variação trimestral (1° tri de 2009 versus o 4° tri de 2008). O Consumo do Governo nem de perto compensou o efeito, com um crescimento na mesma comparação de apenas 0,3%.</p>
<p>Sob a ótica da demanda salta aos olhos o recuo expressivo do Investimento (Formação Bruta de Capital Fixo). Este componente despencou 7,9% e reafirma de forma clara que o produto da Alemanha deve continuar se arrastando por algum tempo até superar seus patamares anteriores.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/comp_demanda_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/comp_demanda_ale-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5325" /></a></p>
<p>Porém, o baque mesmo veio do setor externo da economia alemã. Uma vez que sua pauta de exportação é de alto valor agregado, a economia da Alemanha vem sofrendo sobremaneira – tal qual outros países industrializados – por conta da depressão econômica dos seus principais compradores. O recuo nas exportações tem sido fonte comum de estresse do produto interno das nações desenvolvidas, e ponto de intenso debate em círculos acadêmicos e empresariais. Muitos economistas vêm, por exemplo, como objetivo implícito do FED a desvalorização do dólar (através de uma política monetária francamente expansionista) frente outras moedas, numa tentativa de reverter o fluxo comercial e aliviar a recessão em casa. </p>
<p>A queda nas exportações chegou a colossais 9,7%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/setor_ext_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/setor_ext_ale-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5326" /></a></p>
<p>Observando o setor externo alemão vê-se um incômodo cenário que aflige o Brasil de forma indireta. As importações do gigante europeu caíram de forma robusta (4,1% no 4° tri de 2008 e, agora, mais 5,4% de queda), denunciando assim a desaceleração do comércio mundial.</p>
<p>Cabe apontar também que não estamos falando apenas de volume, mas também de preço. Foi divulgado hoje também a inflação de importados naquele país e, em abril, recuou 8,6% ao ano. No último trimestre o tombo nos preços foi de 7,1%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/infla_imp_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/infla_imp_ale-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5327" /></a></p>
<p>Vemos no gráfico acima o comportamento típico desta crise quando se trata de preços. Ao longo de 2008 o preço de importados explode na esteira da alta expressiva do petróleo e outras commodities, que se tornaram esporadicamente fonte de especulação no pós-derretimento do mercado imobiliário. Após um movimento de alta exarcebada, os preços das commodities recua frente a realidade econômica de desaceleração.</p>
<p>Os efeitos na nossa balança comercial é o recuo da Torrente do Comércio. No entanto, os superávit recente é resultado de quedas expressivas nas importações do Brasil; de um lado depreciadas pela queda no nível de atividade, e, por outro, da desvalorização do Real frente ao Dólar (cito especificamente o choque no câmbio verificado pós agosto de 2008 por conta da quebra da Lehman Brothers; de lá até hoje o Real caiu 30%).</p>
<p>Dá certo alívio, o que pode conduzir a erros de julgamento, a situação do emprego na Alemanha. Apesar de estar em franca expansão, ainda não apresenta os patamares históricos mais elevados. No entanto esta atual crise é histórica (tal qual foi o período de unificação daquele país), e a possibilidade de vermos uma deterioração no emprego é enorme.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/desemprego_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/desemprego_ale-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5328" /></a></p>
<p>Na Europa como um todo a situação não é diferente. Os Pedidos de Bens Duráveis recuaram em 12 meses 26,9%, jogando sombra sobre o futuro econômico europeu.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/novos_pedidos_europa.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/novos_pedidos_europa-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5329" /></a></p>
<p>No Brasil o IPC-FIPE veio em linha com as nossas expectativas. Esperávamos que viesse em 0,33% na medição desta semana. Veio um pouco acima, em 0,34%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/ipc_fipe.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/ipc_fipe-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5330" /></a></p>
<p>O momento é muito grave no Velho Continente. Infelizmente não há sinal no nevoeiro, pelo menos um sinal convincente, de que o pior já passou por lá.</p>
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		<title>Confiança versus expectativa.</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 13:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<category><![CDATA[expectativas]]></category>
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		<description><![CDATA[A Confiança do Consumidor no país avançou de forma significativa no mês de maio, e consegue romper de forma convincente a marca dos 100 pontos (a base 100 foi estabelecida em setembro de 2000).

Não precisamos tecer comentários adicionais, o gráfico acima já é bastante claro em apontar que, apesar da melhora na margem, falta – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Confiança do Consumidor no país avançou de forma significativa no mês de maio, e consegue romper de forma convincente a marca dos 100 pontos (a base 100 foi estabelecida em setembro de 2000).</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/conf_brasil.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/conf_brasil-300x183.jpg" alt="" width="300" height="183" class="alignnone size-medium wp-image-5317" /></a></p>
<p>Não precisamos tecer comentários adicionais, o gráfico acima já é bastante claro em apontar que, apesar da melhora na margem, falta – e muito – para chegarmos aos patamares antes verificados. O que, via de regra, não seria de esperar outra coisa neste momento de crise.</p>
<p>Na Alemanha verificou-se coisa parecida na manhã de hoje. O Clima dos Negócios é uma pesquisa conduzida junto a 7000 empresas daquele país que são convidadas a responder duas perguntas, uma sobre a situação atual contra o mês passado, e a outra sobre as expectativas para os próximos 6 meses. O resultado surpreendeu as expectativas, mas, tal qual o gráfico anterior, fica claro o relativismo desta melhora.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/clima_neg_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/clima_neg_ale-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5318" /></a></p>
<p>Os movimentos de melhora na margem, alardeados por muitos como o “princípio do fim da crise” devem ser pesados de forma criteriosa, e entregar-se a um otimismo exagerado pode ser fatal. A situação inspira cuidados demais.</p>
<p>Podemos observar este quadro pessimista na evolução das expectativas de Inflação (IPCA) e PIB coletados pelo Relatório Focus, elaborado pelo Banco Central. Pegamos as medianas das expectativas para podermos comprar de forma mais adequada.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/exp_ipca.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/exp_ipca-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5319" /></a></p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/exp_pib.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/exp_pib-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5320" /></a></p>
<p>A inflação esperada para os próximos 12 meses já está significativamente abaixo da meta (linha tracejada) de 4,5% e hoje a expectativa é de 4,1%. Para o fim de 2009 a inflação é ainda menor: 4,02%.</p>
<p>Já no caso do PIB o quadro é mais severo. A expectativa vem derretendo na esteira da crise global e hoje aponta que o PIB de 2009 deve recuar 0,53%.</p>
<p>Em conjunto, inflação baixa e PIB em queda, corroboram para um cenário de queda continuada na SELIC. A Reunião do COPOM será nos dias 9 e 10 de junho. O PIB do 1° trimestre de 2009 sai dia 9. O IPCA dia 10. Entre a confiança e a expectativa fica com a palavra o BC. </p>
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		<title>IPCA-15 sobe pontualmente, Inglaterra confirma desaceleração.</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 13:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cigarros]]></category>
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		<description><![CDATA[O IPCA-15 divulgado na manhã de hoje pelo IBGE surpreendeu parte dos analistas e veio mais alto que a mediana das expectativas de mercado. O índice anterior,  de abril, havia registrado alta de 0,36%, e as projeções apontavam aumento para 0,46% em maio. Nossa projeção era de 0,55%, no entanto o índice subiu para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O IPCA-15 divulgado na manhã de hoje pelo IBGE surpreendeu parte dos analistas e veio mais alto que a mediana das expectativas de mercado. O índice anterior,  de abril, havia registrado alta de 0,36%, e as projeções apontavam aumento para 0,46% em maio. Nossa projeção era de 0,55%, no entanto o índice subiu para 0,59%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/ipca_15_maio_09.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/ipca_15_maio_09-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5308" /></a></p>
<p>O aumento se deu pontualmente por conta da alta do Cigarro via reajuste do IPI (uma medida compensatória por conta dos recentes descontos do IPI à outras categorias de produtos). Só o Cigarro subiu no período 18,42%, seguido pelo grupo Remédios com alta 3,21%. Juntos estes dois aumentos representaram 44% da alta de abril no IPCA-15.</p>
<p>Outros grupos que pressionaram o índice foram Energia Elétrica (1,85%), Empregado Doméstico (1,35%), e Produtos não Alimentícios (0,68%).</p>
<p>Esta puxada na prévia da inflação oficial não deve influenciar o IPCA do mês, uma vez que o impacto da alta dos cigarros já foi, em grande medida, absorvida no índice de abril. Na oportunidade o IPCA subiu de 0,20% em março para 0,48% em abril. Só o grupo Cigarros subiu 14,7% naquele período. A inflação no país deve continuar comportada e não há – no horizonte de curto e médio prazo pelo menos – perigos sérios aos preços domésticos.</p>
<p>Na Inglaterra foi divulgado o PIB do 1° trimestre de 2009 e o resultado confirmou a prévia anterior. Na variação trimestre contra trimestre (1° contra o 4°) a queda chegou a 1,9%. Na comparação anual o tombo é de 4,1% e atinge o piso histórico de períodos de crise aguda, como na década de 80.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/pib_ingla.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/pib_ingla-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5309" /></a></p>
<p>Abrindo as Contas Nacionais da ilha vemos deterioração em todos os elementos chave da demanda doméstica. A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,8% (dados sazonalizados), as exportações caíram 5,9%  na mesma comparação.</p>
<p>Chama atenção a queda do Consumo das Famílias que aponta queda de 1,2%, resultado da deterioração continuada no crédito e no mercado de trabalho.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/cons_fami_ingla.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/cons_fami_ingla-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5310" /></a></p>
<p>Ainda persistem os sinais de desaceleração econômica no mundo industrializado. Ainda é cedo par ver melhora na margem nos dados das Contas Nacionais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desemprego surpreende e vem estável.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 13:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acaba de ser divulgado na manhã de hoje a Taxa de Desemprego no Brasil, e o resultado surpreende positivamente. Nossa expectativa era de aumento no desemprego no país, uma vez que os sinais são de deterioração no mercado de trabalho. A taxa caiu de 9% em março para 8,9% em abril, uma queda estatisticamente irrelevante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser divulgado na manhã de hoje a Taxa de Desemprego no Brasil, e o resultado surpreende positivamente. Nossa expectativa era de aumento no desemprego no país, uma vez que os sinais são de deterioração no mercado de trabalho. A taxa caiu de 9% em março para 8,9% em abril, uma queda estatisticamente irrelevante segundo as palavras do próprio IBGE.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/desemprego_bras.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/desemprego_bras-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5303" /></a></p>
<p>Infelizmente é impossível fazer uma comparação mais longa da taxa de desemprego no Brasil, uma vez que houve mudança na metodologia do índice. No entanto, é uma boa notícia ver que, a despeito das pressões em contrário, o emprego medido pelo IBGE manteve-se estável.</p>
<p> Na Europa as boas notícias vêm do mundo dos negócios. Foi divulgado o PMI (Purchasing Managers Index) que visa capturar a oscilação nas condições gerais dos negócios. Os administradores de grandes empresas são convidados a responder um questionário simples, com perguntas do tipo: sua empresa vendeu mais que o mês passado? Os estoques estão maiores do que no mês passado? sua empresa exportou mais que o mês passado? E por aí vai. Caso tenha sido igual ao período anterior o PMI registra 50, se for pior vem abaixo de 50, melhor vem acima.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/pmi_europa1.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/pmi_europa1-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5304" /></a></p>
<p>Como vemos no gráfico acima, aparentemente , atingimos um fundo e, a partir de agora, deve registrar alta. O PMI é extremamente útil para antecipar tendências do nível de atividade e fornece informações preciosas sobre o tecido econômico. Porém cabe ressaltar que, apesar de estar numa trajetória ascendente, ainda estamos no campo abaixo de 50. Ou seja: em abril a situação ainda foi pior que março.</p>
<p>Nos EUA os dados do mercado de trabalho continuam deteriorando. Os pedidos de Auxílio Desemprego vieram acima das expectativas e jogaram uma nuvem de mau humor no início dos negócios de hoje.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/auxilio_eua.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/auxilio_eua-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5305" /></a></p>
<p>Estamos em patamares históricos quando se trata desta variável econômica. Até o dia 15 de maio (no acumulado em 4 semanas) a quantidade de norte-americanos que pegaram a fila da Previdência Social chegou a 631 mil.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Housing Starts recorde de baixa; CAGED confirma desaceleração.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 14:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mind the gap]]></category>
		<category><![CDATA[seis por uma dúzia]]></category>
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		<description><![CDATA[As notícias ruins continuam a se avolumar no front econômico e fica cada vez mais evidente que a deterioração econômica está atingindo o mercado de trabalho no país. Isto é o que aponta os dados do CAGED (Cadastro geral de Desempregados e Empregados) divulgado ontem. Em abril, segundo a estatística, foram criados cerca de 106 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As notícias ruins continuam a se avolumar no front econômico e fica cada vez mais evidente que a deterioração econômica está atingindo o mercado de trabalho no país. Isto é o que aponta os dados do CAGED (Cadastro geral de Desempregados e Empregados) divulgado ontem. Em abril, segundo a estatística, foram criados cerca de 106 mil novas vagas no país.</p>
<p>No entanto, a leitura rasa deste dado pode levar a equívocos desnecessários. O comportamento do CAGED é extremamente sazonal, e para termos a real dimensão da evolução do emprego no país devemos dessazonalizar a série. O gráfico abaixo mostra a série do CAGED e a série dessazonalizada através do método X-12 Census (Aditivo).</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/caged.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/caged-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5269" /></a></p>
<p>Desde o início da série, em janeiro de 2003, o país vinha aumentando o efetivo de trabalhadores empregados a despeito da sazonalidade existente no mercado de trabalho. Foi justamente este acréscimo de trabalhadores/consumidores que proporcionou o resultado positivo da economia brasileira nos últimos anos. Porém, dede dezembro de 2008, esta evolução se reverteu acendendo a luz amarela do crescimento econômico. </p>
<p>A série dessazonalizada contraria a retórica oficial. Não foram criadas 106 mil novas vagas, mas sim 38 mil a menos do que seria de se esperar para um mês de abril típico. È verdade que enfrentamos tempos excepcionais, onde a crise financeira, e agora econômica, estabeleceu uma nova realidade. No entanto não deixa de ser menos verdadeiro, e por isso mesmo, que o desemprego está aumentando.</p>
<p>Quinta-feira será divulgado o desemprego no país, que atualmente é de 9,00% da mão de obra. Talvez o índice aponte a desaceleração no mercado de trabalho, denunciando assim a piora no quadro macro.</p>
<p>Outro dado oficial que aponta na mesma direção é a coleta de impostos. Em abril o governo arrecadou cerca de R$ 57 bilhões, no mesmo período do ano passado a arrecadação foi de quase R$ 60 bilhões.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/coleta_impostos_brasil_abril.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/coleta_impostos_brasil_abril-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5270" /></a></p>
<p>Menos impostos coletados servem de aproximação do nível de atividade no país, e os resultados apontam para a queda na produção. É a primeira vez desde 2001 que o mês não supera seu igual período do ano passado</p>
<p>O interessante destes dois dados é que ambos são de abril, ou seja, após o primeiro trimestre de 2009, e ambos continuam deteriorados, jogando areia na leitura de “que o pior já passou”. Nossa expectativa é que o Brasil já apresente resultado positivo no PIB do segundo trimestre (variação trimestral dessazonalizada), mas isso não sanciona de forma alguma uma leitura excessivamente otimista sobre o atual momento.</p>
<p>Nos EUA péssimas notícias no mercado imobiliário. O Housing Starts (Início de Construção de Novas Casas) atingiu o piso histórico desde 1973, ao registrar apenas 458 mil novas moradias em construção. A evolução do gráfico é desconcertante e dá a real dimensão do tombo da economia norte-americana.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/housing_starts.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/housing_starts-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" class="alignnone size-medium wp-image-5277" /></a></p>
<p>Desde o início desta crise os analistas e economistas olham com atenção redobrada o mercado imobiliário. Afinal, este setor concentra a etapa final de uma série de processos e ativa um tantos outros. O sinal não é bom.</p>
<p>No Brasil a inflação continua comportada. O IPC-FIPE, divulgado hoje de manhã, veio em linha com nossa expectativa. Esperávamos que o índice viesse em 0,36% e veio em 0,34%. O destaque de baixa ficou por conta do grupo Alimentação que registro deflação de 0,47%.</p>
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		<title>Arrefecimento na crise de confiança?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 14:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[acabou?]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[mind the gap]]></category>

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		<description><![CDATA[Na oportunidade da divulgação do Plano Geithner, que visava estancar a crise de confiança e os distúrbios financeiros mais severos, sugerimos neste Comentário Diário que uma boa media da eficácia do plano seria acompanhar a evolução do risco do Citi através do seu CDS de 5 anos. A razão era simples, este tipo contrato “precificava” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na oportunidade da divulgação do Plano Geithner, que visava estancar a crise de confiança e os distúrbios financeiros mais severos, sugerimos neste Comentário Diário que uma boa media da eficácia do plano seria acompanhar a evolução do risco do Citi através do seu CDS de 5 anos. A razão era simples, este tipo contrato “precificava” o risco percebido sobre o gigante financeiro norte-americano, e, por tabela, de boa parte do sistema financeiro mundial.</p>
<p>Um dos últimos episódios do Plano Geithner, costurado em conjunto com o FED e o FDIC, foi a divulgação do Teste de Estresse semana passada. Por mais que pesem críticas a metodologia aplicada e aos cenários avaliados, melhor com este teste do que sem nenhum. O objetivo central do teste era resolver “de uma vez por todas” as necessidades de caixa das principais instituições financeiras dos EUA e eliminar assim as dúvidas que pairavam sobre os balanços dos bancos e seus ativos podres e remediados.</p>
<p>Como esperado pela boataria pré-divulgação o resultado foi, de fato, positivo. Como podemos ver na evolução recente do CDS do Citi, o custo de captação pela aquela instituição norte-americana caiu sensivelmente, apontando assim o “novo preço” deste risco menor.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/cds_citi1.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/cds_citi1-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5242" /></a></p>
<p>Não foi só o risco do Citi que caiu nestes últimos dias. Na verdade os riscos estão em queda de forma mais generalizada, denunciando que parte da crise de confiança foi debelada e que o congelamento do crédito começa a derreter. É o que aponta a evolução do CDS dos países emergentes. Após distúrbios fortes na percepção de risco dessas economias (em especial a Rússia que passou por um teste de fogo com sua moeda uma vez que aquele país é exportador massivo de petróleo), os patamares voltam a cair e já estão em equilíbrio uns com os outros.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/cds_emergentes.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/cds_emergentes-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5243" /></a></p>
<p>Parece que os momentos mais dramáticos da crise financeira ficaram para trás, onde toda semana o mundo ficava no fio da navalha da bancarrota generalizada; é o que sugere a diminuição da volatilidade do S&amp;P medido pelo CBOE. Após o estouro da manada com a quebra do mitológico Lehman Brothers a volatilidade subiu às alturas. Nas últimas semanas, no entanto, o nervosismo está caindo.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/volatilidade.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/volatilidade-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5244" /></a></p>
<p>A crise acabou? É claro que não, e a situação econômica ainda inspira cuidados atentos por parte das autoridades econômicas. Existe a possibilidade – não desprezível – que o mercado tenha se antecipado cedo demais à melhora econômica. Isto aponta para uma realização de parte da alta registrada nestes últimos meses. Toda atenção é pouca.</p>
<p>No país a inflação segue como esperado e continua comportada, denunciando assim uma situação econômica deprimida e, mais recentemente, a valorização do Real frente ao Dólar.</p>
<p>O IPC-FIPE divulgado hoje de manhã veio acima da nossa expectativa, mas em linha com o mercado. Esperávamos que o índice caísse de 0,38% para 0,27%. Porém fechou em 0,34%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/igp_m_1.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/igp_m_1-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5245" /></a></p>
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		<title>IPCA sobe pontualmente.</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 15:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[mind the gap]]></category>

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		<description><![CDATA[O IPCA de abril subiu mais que nossa expectativa, mas em linha com a do mercado. Projetávamos o IPCA à 0,37%, alta em relação ao índice anterior de 0,20%. A mediana do mercado esperava uma elevação de 0,46%, porém o mês de abril fechou acima disso: em 0,48%.

Apesar de ter furado as projeções iniciais, este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O IPCA de abril subiu mais que nossa expectativa, mas em linha com a do mercado. Projetávamos o IPCA à 0,37%, alta em relação ao índice anterior de 0,20%. A mediana do mercado esperava uma elevação de 0,46%, porém o mês de abril fechou acima disso: em 0,48%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/ipca.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/ipca-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5237" /></a></p>
<p>Apesar de ter furado as projeções iniciais, este resultado não representa uma reversão de tendência. Antes de tudo a alta mais forte neste mês foi resultado da alta pontual dos cigarros, via aumento tanto do IPI quanto do PIS/CONFINS. A alta do cigarro puxou o grupo Despesas Pessoais que atingiu 2,14%, </p>
<p>A agenda econômica continua dando muito trabalho para interpretação, fazendo muitos investidores ficar na dúvida se estamos afundando, ou saindo do buraco. Nós últimos dias estamos alertando que os dados propriamente econômicos não estão ainda bons, e dizer que melhorou na margem é um tanto quanto exagerado.</p>
<p>Prova disso é o dado da Produção Industrial na Alemanha que veio acima das expectativas. Só esta notícia fez que parte do Velho Continente acordasse de bom humor e as bolsas subissem (claro, houve também a boa notícia do Teste de Estresse). Olhando a variação mensal pode se ter até certo alívio, mas vendo a série anual vê-se o quanto falta.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/prod_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/prod_ale-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5238" /></a></p>
<p>Dizer que aquele último ponto na curva é sinal de recuperação é verdadeiro, mas apostar suas fichas nisso pode ser temerário.</p>
<p>Outro dado que animou agora de manhã o mundo financeiro foi o Payroll. Este dado contabiliza a criação, ou destruição, de vagas de trabalho. Veio melhor que a expectativa e fechou o mês com 540 mil vagas de trabalho a menos por lá. Como a expectativa era de 600 mil a menos, os agentes se animaram e saíram às compras. De novo vale a pena ajustar a luneta e ver o quadro geral.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/payroll.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/payroll-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5239" /></a></p>
<p>Desde janeiro de 2008 foram destruídas 5.738.000 vagas de trabalho por lá. Como conseqüência o desemprego sobe e fecha para 8,9%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/desemprego_eua.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/desemprego_eua-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5240" /></a></p>
<p>Em resumo: muita cautela nesta hora de euforia. Ainda falta, e muito, para melhorar. Nem que seja na margem.</p>
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		<title>Produção Industrial decepciona.</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 14:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[balança comercial]]></category>
		<category><![CDATA[ipc-fipe]]></category>
		<category><![CDATA[mind the gap]]></category>
		<category><![CDATA[produção industrial]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem imaginava que a recuperação econômica no Brasil seria questão de tempo terá que refazer as contas e, infelizmente, adicionar um pouco mais de calma no andar da carruagem. Os dados da Produção Industrial reafirmam o desaquecimento econômico no país e reiteram nosso cenário base de PIB com desaceleração em 2009.
Além do fraco resultado na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem imaginava que a recuperação econômica no Brasil seria questão de tempo terá que refazer as contas e, infelizmente, adicionar um pouco mais de calma no andar da carruagem. Os dados da Produção Industrial reafirmam o desaquecimento econômico no país e reiteram nosso cenário base de PIB com desaceleração em 2009.</p>
<p>Além do fraco resultado na variação mensal dessazonalizada, com crescimento de apenas 0,7% (o mercado esperava o dobro disso, em 1,5%), chama atenção o resultado pífio da produção de Bens de Capital, que na mesma comparação, tombou 6,3%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/prod_ind_bra_tri.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/prod_ind_bra_tri-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5221" /></a></p>
<p>O retrocesso na produção de bens de capital foi tão sério que voltamos aos patamares de março de 2006, recuando três anos de avanço neste setor central das contas nacionais.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/bens_de_capital.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/bens_de_capital-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5222" /></a></p>
<p>Este resultado, de Bens de Capital, deixa claro o tamanho da desaceleração existente num dos componentes chave da demanda doméstica: o investimento. Se de um lado o investimento foi frustrado, num primeiro momento, pelo congelamento de crédito via desconfiança generalizada; agora ele desacelera, em grande medida, por conta dos prognósticos negativos em relação à demanda futura por bens e serviços.</p>
<p>O resultado só não foi pior por conta dos incentivos ao setor automobilístico. Só esta rúbrica registrou alta de 7% em março contra fevereiro (dados dessazonalizados), e desde dezembro a alta é de estonteantes 56,5%. Não fosse por este estímulo anti-cíclico por parte do governo estaríamos amargando uma desaceleração de magnitude muito maior.</p>
<p>Este primeiro trimestre tem sido palco de dados truncados sobre os rumos da economia, tanto doméstica quanto internacional. A dúvida é: na margem estamos melhor? Ou colocado de uma forma mais noticiosa: o pior já passou? Ilustra bem este tipo de situação os dados da Balança Comercial de abril.</p>
<p>O saldo bateu recordes em diversas medidas de comparação e fechamos o mês com superávit de US$ 3,712 bilhões, acima de qualquer expectativa, por mais otimista que fosse.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/saldo_com_bras.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/saldo_com_bras-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5223" /></a></p>
<p>No entanto cabe notar que a Torrente do Comércio está em queda acentuada. Isto fica óbvio ao observamos a evolução das exportações e importações.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/evolucao_comer.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/05/evolucao_comer-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5224" /></a></p>
<p>A variação mensal as exportações subiram 4,34%, porém as importações afundaram 14,23%, o que explica este ótimo resultado do saldo. Se observarmos as variações anuais tem-se a real dimensão da contração do setor externo. As exportações caíram 12,35% e as importações estonteantes 30,12%.</p>
<p>Se de um lado temos a sensação de segurança no front externo, afinal saldos recorrentemente altos somados à valorização do Real frente ao Dólar (movimento que deve ser visto com atenção), do outro vemos que a queda abrupta das importações irá impor ao país um produto menor em 2009 uma vez que boa parte dos insumos e bens de capital são de origem externa.</p>
<p>Esta é armadilha contida nos dados econômicos neste primeiro semestre. Muitas vezes um bom sinal é por motivos adversos, o que pode concorrer para um entusiasmo equivocado. Vale ter em mente que teremos uma desaceleração econômica sim em 2009 e que alguns outros dados macroeconômicos devem apresentar piora nos próximos meses, entre eles o desemprego.</p>
<p>A inflação continua na sua trajetória comportada. O IPC-FIPE de abril veio em 0,31%, nossa projeção era de 0,35% contra 0,40% do mês anterior. Os destaques de queda foram o grupo Alimentação (com deflação de 0,26% contra uma alta de 0,18% no mês anterior) e Habitação (com deflação de 0,02% contra uma alta de 0,04% no mês anterior). O destaque de alta foi despesas pessoais com alta de 1,92%.</p>
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