Auxílio desemprego dispara nos EUA
Dados divulgados hoje nos EUA não deixam dúvida quanto a desaceleração econômica da maior economia do ano e preparam o terreno para a divulgação – amanhã – do PIB por lá. O Pedido de Bens duráveis sofre uma retração além da esperada. O mercado imaginava uma queda de -2,6%; porém veio o dobro: -5,2%. Esse dado por si já confirma a desaceleração importante na economia, mas não se compara ao aumento no pedido de Auxílio Desemprego. Em fevereiro deram entrada na previdência social mais 667 mil americanos, maior alta desde setembro de 1982 quando 671 mil tomaram a mesma fila.
O IGP-M do mês de fevereiro, divulgado hoje pela FGV, superou todas as expectativas de mercado e fecha o período em 0,26%. Nossa expectativa era de 0,48% contra uma deflação de 0,44% em janeiro.
O destaque que influenciou para baixo foi a evolução dos Preços ao Consumidor que desacelerou de 0,75% para 0,40% na última apuração. Esta evolução benigna da inflação era esperada por nós e por boa parte dos economistas. A discordância principal está no ritmo e intensidade. Acreditamos que o momento atual é de deflação generalizada de ativos, não importa qual seja: ações, salários, imóveis…
Prova disso é a evolução do preço dos imóveis na Inglaterra. Ao ano o tombo acumula queda 17,6% e joga mais mau humor sobre o sistema financeiro. É bom lembrar que a atual crise começou justamente no sistema imobiliário e que reverberou na sua contra-partida financeira e exótica; os títulos sub-prime.
Aproveitamos a oportunidade para relembrar a todos que nossa projeção para a próxima reunião do COPOM é de corte de 150 pontos base, fazendo a taxa sair dos atuas 12,75% e chegar a 11,25%. O motivo é simples e até trivial. A conjunção de crescimento em queda e inflação idem forçam o BC à uma política monetária mais expansionista e nos parece adequado que o esforço nesse sentido seja feito de forma mais abrupta.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: derretimento, imóveis, ressaca



