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	<title>O Homem Vertical - política e economia de forma clara &#187; economia</title>
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		<title>Produção Industrial e inflação ladeira abaixo.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 13:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje de manhã foram divulgados importantes dados sobre a economia brasileira que lançam luz definitiva sobre o atual estado econômico do país. A inflação é um problema? Vamos continuar crescendo à taxas crescentes? Agora temos mais pistas sobre os próximos meses.
Primeiro a inflação. Ontem, nesse mesmo Comentário Diário, havíamos chamado atenção ao comportamento mais “fundamental” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje de manhã foram divulgados importantes dados sobre a economia brasileira que lançam luz definitiva sobre o atual estado econômico do país. A inflação é um problema? Vamos continuar crescendo à taxas crescentes? Agora temos mais pistas sobre os próximos meses.</p>
<p>Primeiro a inflação. Ontem, nesse mesmo Comentário Diário, havíamos chamado atenção ao comportamento mais “fundamental” dos juros futuros com vencimento curto (principalmente em janeiro de 2010). Argumentamos que cada vez mais esses contratos estarão sujeitos aos movimentos domésticos, e menos ligados aos temores da expectativa sinistra do futuro econômico mundial. Agora parece claro que a deflação mundial chegou ao Brasil com mais força. De um lado a deflação das commodities em plano mundial cumpre parte da queda; do outro a retração da demanda doméstica pressiona as margens. Soma-se a isso as liquidações desse Natal “em crise”, onde os comerciantes foram extremamente agressivos para manter seus volumes de venda. Nem a disparada do dólar apresenta hoje uma ameaça séria aos preços domésticos. Fosse noutro tempo, a desvalorização do Real seria motivo de pânico nos corredores do BC.</p>
<p>Resultado: o IPC-FIPE de novembro derreteu e atingiu 0,39%. Nossa projeção apontava para uma alta de 0,54%. Os analistas ouvidos pela Bloomberg variavam entre 0,47% e 0,60%, ou seja, nem o mais baixista projetava tão baixo. Por conta desse novo dado revisamos nossa projeção para o IPCA de novembro, que será divulgado na sexta-feira. Saímos de 0,49% e apontamos para 0,40%. O IPCA de outubro foi de 0,45%. Se confirmada nossa projeção isso representará uma queda na inflação oficial que levará cada vez mais para dentro da meta a inflação de 2008.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/12/ipc_fipe_nov.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/12/ipc_fipe_nov.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4602" /></a></p>
<p>Já a Produção Industrial apresentou forte queda de 1,7% no mês de outubro. Em 12 meses apresenta leve alta, de 0,8%. Este dado reafirma o atual momento de desaceleração econômica. Porém, vale lembrar, que a Produção Industrial veio tão baixa, pois a base de comparação é muito alta. Tanto os meses anteriores, quanto o igual período do ano passado, foram excepcionais, logo, para vir um resultado nulo, ou mesmo negativos, é muito fácil. Fatalmente o PIB do 2º semestre de 2008 irá cair muito mais que os analistas estavam inicialmente prevendo.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/12/prod_ind.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/12/prod_ind.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4612" /></a></p>
<p>Os juros futuros já reagiram a essa nova realidade e os contratos com vencimento em janeiro de 2010 já caem mais de 1,70% no início dessa manhã, sendo cotados a 13,80.</p>
<p>Pelo visto não há realmente mais clima algum para o BC aumentar a taxa básica na próxima reunião.</p>
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		<title>Mundo industrializado desacelera.</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 16:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi divulgado na manhã de hoje o PIB do Reino Unido, e como não poderia deixar de ser, ele desacelerou no terceiro trimestre. Os dados ainda são preliminares, mas já apontam com clareza para o movimento na queda dos produtos nacionais.
Tal qual aconteceu com a Alemanha, que divulgou ontem seus números, o Reino Unido manteve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi divulgado na manhã de hoje o PIB do Reino Unido, e como não poderia deixar de ser, ele desacelerou no terceiro trimestre. Os dados ainda são preliminares, mas já apontam com clareza para o movimento na queda dos produtos nacionais.</p>
<p>Tal qual aconteceu com a Alemanha, que divulgou ontem seus números, o Reino Unido manteve no terreno positivo todos os componentes da demanda interna (consumo das famílias, consumo do governo, etc&#8230;), no entanto o setor que contribuiu de forma negativa de forma mais expressiva foram as exportações. Não por acaso a Chanceler alemã, Ângela Merkel, disse aos jornais há um mês que não interessa à Europa que os países em desenvolvimento tenham um câmbio tão fragilizado. Ela sabe muito bem que o calcanhar de Aquiles das economias centrais será a exportação, uma vez que é apenas questão de tempo que o consumo doméstico desacelere.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/pnb_uk.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/pnb_uk.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4521" /></a></p>
<p>A importação nos países centrais continua em alta e o motivo é a queda abrupta dos preços de importados. A evolução dos preços de importados da Alemanha ilustra bem dois momentos distintos que o mundo viveu nesse histórico ano de 2008. Num primeiro momento os preços de importados subiram na esteira das commodities em alta vertiginosa. Logo depois os mesmo preços despencam das alturas e apresentaram forte desaceleração na última medição, denunciando assim a deflação generalizada das commodities. Preços mais convidativos evitaram uma queda mais acentuada no consumo.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/infla_ale.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/infla_ale.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4531" /></a></p>
<p>Já no Brasil a inflação ao consumidor, medida pelo IBGE, apresentou aceleração menor que nossa projeção de 0,53%. O IPCA-15, prévia do IPCA, registrou em novembro alta de 0,49%. Amanhã será a vez da divulgação do IGP-M, pela FGV, e este deve cair bastante, saindo dos atuais 0,98% para algo em toro de 0,44%.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/ipca_15.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/ipca_15.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4541" /></a></p>
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		<title>A crise sem demagogias</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 19:53:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise sem demagogias
Kátya Desessards, editora
A crise financeira não é um bicho de sete cabeças&#8230; o bichano sempre teve e continuará a ter uma cabeça só&#8230; enorme &#8211; por certo -&#8230; mas uma só. 
A crise financeira tem criado um cenário de pessimismo &#8211; de efeito dominó &#8211; na grande maioria dos setores produtivos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise sem demagogias<br />
Kátya Desessards, editora<br />
A crise financeira não é um bicho de sete cabeças&#8230; o bichano sempre teve e continuará a ter uma cabeça só&#8230; enorme &#8211; por certo -&#8230; mas uma só. </p>
<p>A crise financeira tem criado um cenário de pessimismo &#8211; de efeito dominó &#8211; na grande maioria dos setores produtivos e de serviços no mundo interior. É fato que há uma profunda desordem nas economias de diversos países – principalmente – dos desenvolvidos, que deixaram atrelar parte de suas bases de investimentos, tanto estatal como privados, a uma pretensão de reserva de crédito com uma enorme falta de segurança de retorno. A pretensão não é apenas semântica, é de fato uma postura diante da impensada fragilidade do sistema financeiro norte-americano. Isto vinha funcionando como um tipo de especulação (mesmo não admitido pelo governo americano), onde os bancos liberavam crédito sem qualquer respaldo de retorno, pois tinham como ‘garantia’ o investimento tanto em papéis do governo como em ações das empresas do setor da construção e de outros setores afins. O problema é que bancos e grandes empresas de outros países – como Inglaterra, França, Alemanha e Japão – acreditaram também na seguridade desse ciclo do crédito imobiliário norte-americano.</p>
<p>Quando o personagem principal (mutuário) não pagou o crédito cedido, o mercado financeiro entrou em crise e &#8211; a partir daí – todos os setores da economia começaram a se retrair e a perceber o quanto a cedência de crédito nos EUA é frágil, sem regras definidas e atrelada a uma posição de consumo predatório. A falência do Lenhonn Brothers ainda será sentida por – pelo menos – três anos e não por ele ter sido durante quase 150 anos uma instituição histórica nos EUA, mas pelas escolhas de investimentos especulativos que fez – assim como todos os bancos de crédito norte-americanos.<br />
E foi esta postura de descrédito na lógica da volatilidade inerente ao mercado, que a crise não pôde ser freada. Desde 2004, o sistema de crédito dos EUA vinha apresentando sinais claros de que havia problemas de retorno.<br />
Mas apesar da fragilidade do sistema financeiro o dólar não acompanhou a mesma lógica da crise e não perdeu valor. Ao contrário, ampliou sua força de indexador de câmbio do comércio internacional.<br />
O nível de crescimento do PIB mundial para 2009 deve apresentar – sim -desaceleração acentuada, mas há sinais de que o mundo não entrará em colapso como apregoam alguns economistas mais céticos quanto à capacidade de reação do mercado.<br />
Partindo-se da lógica de que os países desenvolvidos continuaram a produzir e a possuir riquezas, este dinheiro terá que ir para algum lugar. E a América Latina desponta como uma possibilidade de escoamento viável e lucrativo para este dinheiro. “O Brasil será visto como um bom destino para estes investimentos”, pondera André Perfeito, economista da Gradual Corretora.<br />
O economista avalia que o País mesmo tendo uma previsão de crescimento menor do projetado para 2009 – ficando entre 2,5% e 3% &#8211; mesmo assim, a economia interna não se encaixa na visão alarmista de desaceleração em massa. “Como no Brasil o crescimento ainda está muito galgado no consumo das famílias e nos últimos cinco anos houve duas situações que ampliaram a capacidade de compra: como aumento do salário real; e o aumento do crédito; conseqüências do aumento do emprego formal, o mercado interno brasileiro sentirá sim os reflexos da crise, mas, não perderá a sua capacidade de crescimento”, explica André Perfeito.<br />
É fato que o crédito deve ‘minguar’ um pouco em 2009, mas é fato também que o governo brasileiro não irá permitir que haja a deflagração do efeito reverso dessa crise na economia nacional. As medidas tomadas pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, de garantir crédito – principalmente – ao setor automotivo já é um indicativo de que o Brasil está preparado para se lançar como destino para os investimentos estrangeiros, além da estabilidade nas políticas macro-econômicas. “Pode até parecer um paradoxo já que os juros ainda são altos e – ao mesmo – tempo o governo incentiva o consumo quando oferta dinheiro e crédito. Mas este cenário – mesmo antagônico – tem refletido ao mercado interno a segurança necessária de que haverá continuidade do crescimento, em escala menor, mas real ”, explica o economista da Gradual Corretora. André Perfeito pondera ainda, que se o dólar mantiver uma postura entre R$ 2,00 e R$ 2,10 (que é a previsão para 2009) “não haverá grandes oscilações na economia em geral, a desaceleração deverá ser mais homogenia sem grandes vítimas. O consumo de automóveis e de calçados – por exemplo – estará mais sensível, mas não é previsto retração em escala”.<br />
No mercado de ações o cenário tem que ser analisado por outro viés. A realidade na Bovespa, porém, não acompanha a mesma lógica dos outros setores da economia – menos alarmistas, pois o ‘ânimo’ dos investidores ainda é muito influenciado pelo cenário internacional. É fato, contudo, que a base da primeira carteira de ações da Bovespa é formada de empresas com posições sólidas – nos mercados nacionais e internacionais &#8211; e com liquidez. O que gera dúvida sobre a real necessidade dos investidores nacionais flutuarem na mesma escala de desconfiança dos investidores das outras bolsas no mundo.<br />
O mês de outubro foi o grande exemplo deste descompasso de cenários. As bolsas européias – por exemplo – que possuem nas suas primeiras carteiras, empresas que estão de alguma maneira sendo vitimadas diretamente pela crise – ou por possuírem ações dos bancos credores americanos ou por terem investido nas empresas do setor da construção nos Estados Unidos. A Bovespa, diferentemente, mantém em seus demais grupos de carteiras de ações, empresas de bom desempenho. “O preço do petróleo tem agido como um dos efeitos à causa do desequilíbrio e das oscilações aqui no Brasil”, salienta André Perfeito, economista da Gradual Corretora.<br />
O ‘ânimo’ e a desconfiança do investidor é o outro efeito, esse intangível, que a Bolsa está afeta. Há uma nítida sensação, dentre vários analistas de mercado, de que a bolsa brasileira poderia se fortalecer impondo uma postura de ‘se vender’ mais caro – ou seja – definir maior peso aos cenários internos, valorizando assim com maior ênfase a sua carteira principal. Isto, porém, implica na quebra de alguns paradigmas como impetrar uma ação menos volátil à análise dos cenários interno e definir ação mais moderada dos efeitos externos. As bolsas de Nova Iorque e da Europa, mesmo em ‘queda livre’, continuam a manter sua influência internacional. O fato é que a bolsa brasileira possui – hoje – maior consistência de valor e de liquidez de suas carteiras de ações.<br />
O ano de 2009 poderá ser o ‘divisor de águas’, se a lógica de que os países desenvolvidos terão que repensar o destino de seus investimentos, já que internamente não possuem mais tantas alternativas de expansão por possuírem níveis de infra-estrutura e capacidade produtiva chegando ao limite. Nessa lógica, o cenário para o Brasil poderá ser melhor do que se espera. Mesmo com alguns setores vitimados com a crise, a possibilidade de retorno que o Brasil possui hoje é seu maior ativo e diferencial no cenário internacional. Inclusive diante da gigante China, que não possui o nível de estrutura econômica e de organização interna que o Brasil. A questão é se o setor privado brasileiro está preparado ‘psicologicamente’ para deixar a postura de vítima ou alarmista&#8230; Pois a concorrência estrangeira no mercado doméstico será ainda mais acirrada a partir de 2009.</p>
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		<title>Been there, done that</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 19:50:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Been there, done that
Steeled by past economic woes, Brazilians are both upbeat and prepared for global calamity
Paul Vieira,  Financial Post
Published: Friday, November 14, 2008
Like nearly every country, Brazil is sustaining its share of collateral damage from the credit crunch. Lending terms are less favourable; the currency has been sideswiped; and public and private projects, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Been there, done that<br />
Steeled by past economic woes, Brazilians are both upbeat and prepared for global calamity</p>
<p>Paul Vieira,  Financial Post<br />
Published: Friday, November 14, 2008</p>
<p>Like nearly every country, Brazil is sustaining its share of collateral damage from the credit crunch. Lending terms are less favourable; the currency has been sideswiped; and public and private projects, involving infrastructure refurbishments or new factories, have either been delayed or, worse, halted.</p>
<p>Even as this transpires, it is tough to sense panic among the men and women who work and play in the country&#8217;s financial hub. If anything, there&#8217;s a spring in the step of most Paulistas, as the residents of Sao Paulo are called.</p>
<p>Restaurants near the financial district, in particular the quintessential churascarias, or steak-houses, are bustling at lunchtime as blue-and grey-suited businessmen discuss cash flows while waiters with skewers of picanha walk around offering patrons a slice of the premium cut of meat, cooked to a perfect medium-rare.</p>
<p>The Iguatemi shopping centre, among the oldest and most famous in the city, is teeming with shoppers on this late Tuesday morning. An employee at high-end jewellery maker H. Stern shrugs off talk of a credit crisis and reduced business. Gucci, the Italian fashion and leather-goods label, plans to open another Sao Paulo outlet in coming weeks on Iguatemi&#8217;s second level, next to the Burberry and Louis Vuitton shops.</p>
<p>Luciano Araujo, a Sao Paulobased financier, says Brazilians &#8212; including himself &#8212; find it odd that the economic troubles this time are the United States&#8217; doing and not self-inflicted. That, he says, represents a turning point on the global economic stage. &#8220;I think all the conditions are there for Brazil to take off,&#8221; says Mr. Araujo, a partner at Hampton Solfise, a financing firm that helps raise cash for corporate clients through structured products and securitizations.</p>
<p>&#8220;Our consumer market is still growing, and we have a long way to go before we see problems with leverage among households and corporations. What&#8217;s spoiling this beautiful picture are the liquidity problems we are facing.&#8221;</p>
<p>Eduardo Klurfan, chairman of the Brazil-Canada Chamber of Commerce, says he&#8217;s not at all surprised by the quiet confidence of the Brazilian business community.</p>
<p>&#8220;Brazil has the resiliency to withstand this crisis that we have seen,&#8221; says Mr. Klurfan, who is also Bank of Nova Scotia&#8217;s vice-president of global transaction banking. &#8220;Brazil&#8217;s businesses have been tested through the previous years, with hyperinflation, to the point that they are more prepared than businesses in many other countries for changes.&#8221;</p>
<p>Brazil is among a group of large developing economies ready to use their economic might to bring about changes to the global financial system as a result of the credit crisis. Brazil&#8217;s president, Luiz Inacio Lula da Silva, called for an overhaul of the system last weekend when the finance and central bank officials from the Group of 20 nations met in Sao Paulo, and he is expected to repeat his demand at this weekend&#8217;s meeting of G20 world leaders in Washington.</p>
<p>Despite the upbeat mood, stresses on financial markets have economists looking for weaker growth in Brazil in 2009, as feeble global demand drives down the price of Brazilian export. Economists at Merrill Lynch &amp; Co. suggest Brazil would grow 5% this year but tail off to 3.1% next year.</p>
<p>To date, the Brazilian government has made up to US$102-billion available to get the country&#8217;s financial system through this crunch, through measures such as easing banks&#8217; capital requirements, extending the lending capacity of its state-owned financiers and suspending, for now, certain corporate taxes.</p>
<p>The government has also paved the way for consolidation in the banking sector so strong players can pick up struggling lenders, and has given authorization to state-owned chartered banks to buy equity stakes in private-sector banks. The biggest deal so far was announced last week when Banco Itau and smaller rival Unibanco Holdings agreed to create a US$265-billion financial services company.</p>
<p>Perhaps the credit crunch has had its most significant impact on Brazil&#8217;s currency, the real. Capital has flowed out of Brazil, either to meet fund redemptions, cover investors&#8217; short positions or in search of other havens, namely the U. S. dollar. All three, plus falling commodity prices, have led to a nearly 30% drop in the Brazilian currency over the past three months.</p>
<p>The rapid depreciation badly burned some big-name Brazilian export-oriented companies that locked into foreign-exchange hedges in the belief that currency would climb further. They now sit with billions of losses on their balance sheets at just the wrong time. &#8220;Everyone is panicking with this flight to safety via the U. S. dollar. It is, frankly, a flight to insanity,&#8221; says Andre Perfeito, an economist with Sao Paulo-based brokerage house Gradual Corretora.</p>
<p>Brazil&#8217;s central bank has sold U. S. dollars on the spot foreign-exchange market and held currency swap auctions to defend its currency. Zeina Latif, chief Brazilian economist for ING Bank NV, adds that the real&#8217;s plunge also keeps Brazil&#8217;s central banker, Henrique Meirelles, from lowering the bench-mark interest rate of 13.75% for fear of devaluing the currency more.</p>
<p>Interest rates remain high because of the country&#8217;s sensitivity to inflation: Brazilians have had to cope with triple-digit inflation rates. Plus, inflation could hit the growing middle class &#8212; the key driver of Brazil&#8217;s growth &#8212; hardest as it tries to preserve its newfound wealth. Mr. Meirelles has signalled he has no plans to veer off the central bank&#8217;s current inflation target of 4.5%, midway point between a 2.5%-to-6.5% band the bank targets. As of Sept. 30, year-over-year inflation stood at 6.3%.</p>
<p>Ms. Latif says the fallout of the credit crisis could have the &#8220;favourable&#8221; effect of decreasing inflation, which would give the central bank room to cut rates, perhaps starting next year. Then businesses and households may see some relief on lending terms.</p>
<p>Until recently, consumers could get a loan to cover the full value of a car, with the condition it be repaid over six years. Now, lenders will provide no more than 80% of a car&#8217;s value on a maximum three-year term. As for corporate financings, big-name firms can still tap capital markets but must make due with short-term corporate paper, as opposed to long-term debentures, on which spreads have widened.</p>
<p>&#8220;What is happening right now in Brazil is not that people are afraid of lending money. It is just that people have no reference point as to what to charge,&#8221; Mr. Araujo says.</p>
<p>Some blame, however, is being assigned to Brazil&#8217;s banks. When the government loosened banks&#8217; capital requirements, freeing up US$43-billion in the process, some banks used that money to purchase high-yielding government-backed bonds as opposed to pushing it into the marketplace through loans. The government stepped in and said it would stop paying interest on the banks&#8217; reserve requirements &#8212; in essence, forcing them to lend.</p>
<p>Mr. Perfeito, for one, is not too worried about the impact the global crisis is having, for the moment, on Brazil. Over lunch at a churascaria preferred by Sao Paulo&#8217;s financial crowd, he explains investors will return with their cash because growth in Brazil will outpace the developed world as more people join the middle class and more cash is needed to refurbish ageing, or non-existent, infrastructure.</p>
<p>&#8220;Pension fund managers need somewhere to [send] money where you can get a good yield. That won&#8217;t be in the developed countries. Why? Interest rates are very low, for one. Another? The developed world has built all the factories, roads, schools and railways. In Brazil, we haven&#8217;t come too close to doing that. Even though we are a country of football [soccer], we don&#8217;t have good stadiums yet.&#8221;</p>
<p>Mr. Araujo has a similar take, and suggests Washington may be forced eventually to &#8220;swallow some medicine&#8221; from the International Monetary Fund &#8212; something Brazil and other developing economies have had to do. &#8220;The United States must become an export-oriented economy because it needs a positive balance of payments. The reason it has one now is because everyone still invests in the United States &#8212; and that&#8217;s to no avail because all it will do is make credit available to people who already owe a lot.</p>
<p>&#8220;The U. S. will have to find new buyers for their production &#8212; which must be abroad, in places like China and Brazil,&#8221; the financier says. &#8220;We will see the U. S. dollar devaluating strongly against the yen and real because otherwise the Americans won&#8217;t be able to export to Brazil or China. They have to export to who has the money.&#8221;</p>
<p>pvieira@nationalpost.com</p>
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		<title>Volatilidade, as usual&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 17:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os analistas e economistas parecem ter sempre uma carta na manga quando explicam o atual comportamento errático do mercado. É a volatilidade, dizem lacônicos. Parece um tanto quanto vazia a explicação; afinal de contas falar que algo que oscila muito é volátil é o mesmo que dizer que uma bola é redonda. Soa falsa essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os analistas e economistas parecem ter sempre uma carta na manga quando explicam o atual comportamento errático do mercado. É a volatilidade, dizem lacônicos. Parece um tanto quanto vazia a explicação; afinal de contas falar que algo que oscila muito é volátil é o mesmo que dizer que uma bola é redonda. Soa falsa essa explicação pela definição. Um tanto quanto tautológico.</p>
<p>No entanto não é tão frugal essa explicação. O que podemos observar no mercado é justamente a volatilidade em patamares muito altos, e mais, inéditos em muito tempo. O gráfico abaixo é uma boa medida do que queremos dizer quando apontamos a volatilidade como uma explicação definitiva do momento.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/volatilidade.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/volatilidade.jpg" alt="" width="300" height="215" class="alignnone size-medium wp-image-4391" /></a></p>
<p>A volatilidade medida pelo índice VIX (elaborado pela Boomberg) é a média ponderada da oscilação dos contratos futuros de ações em alguns mercados importantes nos EUA. Observamos que, a partir de outubro, o índice explodiu, denunciando assim o que os economistas têm dito todos os dias: volatilidade, e mais volatilidade. Não por acaso Nova York registrou alta de quase 7% ontem, após quedas consecutivas no índice. </p>
<p>Esse movimento volátil aponta para algo mais interessante, pelo menos do ponto de vista econômico. O mercado está procurando acertar os preços relativos dos ativos (bolsa, commodities, moedas, etc&#8230;), e esse movimento entrou em um momento de extrema instabilidade. Além do viés de deflação de ativos (quedas generalizadas), veremos associado a esse movimento repiques para baixo e para cima sem maiores explicações, a não ser essa: volatilidade.</p>
<p>O acerto de contas no mercado ainda está longe de chegar ao fim, e até lá viveremos em águas revoltas.</p>
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		<title>Porque o Brasil não é a Rússia.</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 14:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A economia russa vem enfrentando um momento difícil esses últimos dias. O principal ponto de estresse é a queda abrupta da balança comercial devido ao derretimento do preço do petróleo no mundo. Hoje o barril tipo Brent pode ser comprado por menos de US$ 60,00 nos mercados futuros, um valor bem abaixo dos US$ 200,00 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A economia russa vem enfrentando um momento difícil esses últimos dias. O principal ponto de estresse é a queda abrupta da balança comercial devido ao derretimento do preço do petróleo no mundo. Hoje o barril tipo Brent pode ser comprado por menos de US$ 60,00 nos mercados futuros, um valor bem abaixo dos US$ 200,00 que alguns gurus de mercado previam no início desse ano quando o ouro negro deu um rali fantástico rumo aos US$ 146,00.</p>
<p>A queda na balança comercial tornou ainda mais aguda a fragilidade do Rublo frente as moedas fortes, Dólar e Euro, que compõe a cesta de moeda de referência à moeda russa. O BC de lá já estava agindo mercado de câmbio na tentativa de estabilizar a moeda num patamar mais adequado, basicamente pelo mesmo motivo que ocorre no Brasil: evitar que o poder de compra da moeda se deteriore e se perca poder de compra de importados, elevando assim a pressão nos preços domésticos.</p>
<p>Porém as autoridades monetárias russas jogaram a toalha quando gastaram US$ 100 bilhões de suas reservas nessa luta contra a desvalorização, aproximadamente um sexto das suas reservas em moeda forte. Quando o mercado percebeu o vacilo do BC atacaram a moeda. A turbulência na moeda russa criou forte estresse entre algumas moedas.</p>
<p>Porém, a situação brasileira é bem diferente dos nossos camaradas russos. Em primeiro lugar não somos exportadores de petróleo, apesar da commodity ter forte correlação com o resultado da nossa Bolsa de Valores, que é vista aos olhos estrangeiros, e mesmo por brasileiros, como uma Bolsa de Mercadorias, uma vez que as duas principais empresas do índice são ligadas à exploração de matérias primas.</p>
<p>Em segundo lugar o Brasil goza de maior credibilidade junto ao mundo industrializado, e prova disso foi a recente ajuda dada pelo FED, via uma linha de SWAP no valor de US$ 30 bilhões, e mais US$ 20 bilhões pelo FMI. Ambas as linhas sem nenhuma contrapartida adicional, dando extrema liberdade ao nosso BC para agir da forma mais adequada. O governo russo não possui a mesma credibilidade.</p>
<p>Logo, apesar de semelhanças, nossa situação difere radicalmente do estado que a Rússia se encontra. No entanto o mercado tende a homogeneizar essas informações e tratar o Brasil e Rússia no mesmo saco de emergentes. A volatilidade em alta contribui para essa miopia e os efeitos são severos por aqui também, com dólar em alta e bolsa em queda.</p>
<p>Soma-se a isso o resultado industrial no velho continente vindo extremamente baixo, apontando para uma recessão por lá nos próximos trimestres. A volatilidade continuará em alta e com viés de baixa nas bolsas, no mundo inteiro.</p>
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		<title>O ornitorrinco</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 13:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A reunião do G-20, realizada nesse fim de semana em São Paulo com os presidentes dos Bancos Centrais e os ministros da Fazenda das 20 maiores economias do mundo, descartou a inflação como o maior problema atual e elegeu a desaceleração econômica como inimigo público número 1. O argumento básico é que a atual crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A reunião do G-20, realizada nesse fim de semana em São Paulo com os presidentes dos Bancos Centrais e os ministros da Fazenda das 20 maiores economias do mundo, descartou a inflação como o maior problema atual e elegeu a desaceleração econômica como inimigo público número 1. O argumento básico é que a atual crise econômica (que começou imobiliária, transformou-se em financeira e é, por fim, “real”) fez o trabalho sujo do choque de juros e jogou o mundo numa espiral deflacionista, onde ativos e commodities não tem como subir. </p>
<p>Seria a vez de ir contra a tendência e abrir os cofres públicos para acelerar o barco que ameaça parar e anda hoje apenas da inércia dos anos passados, com parte do crescimento já contratado. </p>
<p>A cúpula estava amplamente favorável a essa tese e isolou as vozes dissidentes ao discurso desenvolvimentista. As exceções ao coro foram os presidentes Henrique Meirelles, do BC Brasileiro, e Jean Claude-Trichet, do BC Europeu. Ambos se mostram extremamente resistente a idéia de afrouxar a política monetária em suas economias, e acabaram criando uma política sensivelmente contraditória onde elementos expansionistas e contracionistas convivem lado-a-lado. No caso brasileiro essa mistura exótica gerou um curto circuito no interbancário quando as tesourarias dos grandes bancos pegaram os recursos compulsórios e reaplicaram na dívida pública (com os maiores juros reais do mundo civilizado), fugindo assim do objetivo primário da medida: dar liquidez aos bancos pequenos e médios via compra de suas carteiras. O presidente Lula se irritou com esse movimento, mas não há jeito, nesse caso, como em tantos outros, a lógica impera e boas ações não valem muito.</p>
<p>Já no Velho Continente as principais economias fizeram seus pacotes anti-cíclicos e deixaram Jean Claude falando sozinho. A Inglaterra já corrigiu sua cruzada contra-inflação e promoveu semana passada um corte profundo nos juros, surpreendendo a banca e os analistas ao apontar suas armas em outro foco.</p>
<p>Ontem a China socialista aprovou um pacote de peso e vai irrigar, até 2010, seu quintal com pelo menos meio trilhão de dólares. Os beneficiários? Pequenos negócios, agricultura familiar, e exportadores. O Partido Comunista Chinês sabe muito bem que se a máquina de crescimento tropeçar quem tropeça é o próprio Partido, acirrando os conflitos sociais de um país que ambiciona ser potência, mas que namora com um atraso medieval.</p>
<p>No Brasil essa onda pró-crescimento encontra voz no ministro Guido Mantega e em parte do primeiro escalão econômico do gabinete (Luciano Coutinho, do BNDES, Dilma Russef, Casa Civil, Paulo Nogueira Batista, representante brasileiro no FMI, entre outros). A diretoria do BC brasileiro perdeu parte da batalha e já recuou seu ímpeto na última reunião do COPOM ao não elevar mais os juros, apesar da reiterada argumentação que a inflação brasileira ainda está calcada no descolamento entre demanda e oferta domésticas.</p>
<p>Na ata da última reunião o COPOM externou que sua preocupação são duas: a inflação e os desequilíbrios na balança comercial. Caso a demanda continue acelerada pode pressionar os preços e reverter os saldos comerciais via importação estável e exportação em queda. Caso isso aconteça o BC se verá obrigado a queimar suas reservas apenas para fechar as contas internacionais; e isso é tudo que a diretoria da instituição não quer. Eles sabem muito bem que o Grau de Investimento concedido ao país é derivada primeira dessas reservas em moeda forte, e que essas mesmas reservas reforçam o arsenal da política monetária do BC.</p>
<p>Porém, na mesma ata, o BC deixa claro que o efeito da política monetária é intertemporal e que o aperto dos juros se fará sentir apenas em 2009. Em outras palavras: o BC sugere que a manutenção dos juros não é apenas tática, mas sim o fim do ciclo de aperto. Um recuo inteligente frente a maré desenvolvimentista.</p>
<p>O presidente Lula tem um dilema nas mãos. Ele quer que a economia brasileira esteja tinindo em 2010 (com crescimento em alta e inflação sob controle). O problema é que ele autorizou seus dois homens da economia a agirem livremente, e eles não estão falando a mesma língua. O governo corre o risco de reeditar um ornitorrinco econômico heterodoxo, numa colcha de retalhos que pode ser curta e vazada, não esquentando e nem cobrindo. </p>
<p>Seria mais adequado o governo afinar a política econômica. Porém a condução desse projeto é delicado; se for muito claro e forte (com anúncio em cadeia nacional e todo kit de imprensa) irá parecer um pacote, e isso será terrível para o espírito econômico nacional, revivendo os piores anos da década de 80 e 90. Se for obscuro demais ninguém irá ter uma visão clara do projeto. O presidente deveria arranjar um terceiro nome, fora do eixo Meirelles-Mantega, para conduzir isso. Caso contrário seria um desastre. </p>
<p>O tempo está passando e as principais economias já mexeram suas peças no tabuleiro econômico mundial. Ainda há tempo, mas não tanto para evoluir o ornitorrinco. </p>
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		<title>Produção Industrial em alta.</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 14:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Produção Industrial no Brasil seguiu em alta no mês de setembro, registrando a segunda maior alta do ano (a maior foi em abril) e fechando o mês em robustos 9,8% ao ano. Esse dado é positivo e indica que o trimestre pode não ser tão ruim quanto inicialmente estava previsto. Vale lembrar, no entanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Produção Industrial no Brasil seguiu em alta no mês de setembro, registrando a segunda maior alta do ano (a maior foi em abril) e fechando o mês em robustos 9,8% ao ano. Esse dado é positivo e indica que o trimestre pode não ser tão ruim quanto inicialmente estava previsto. Vale lembrar, no entanto, que a atual crise atingiu um novo patamar em outubro e que muito dos efeitos deletérios ainda vão se fazer sentir na economia real, principalmente transmitido pelo canal do crédito e do câmbio.</p>
<p>De qualquer forma seria demasiadamente pessimista não dar relevância à produção industrial como um forte indicativo precedente do PIB deste terceiro trimestre. A média do crescimento industrial esse ano é superior ao igual período de 2007 e 2006, ficando em 6,6%, 5,41% e 2,73% respectivamente.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/produca_industrial_brasil.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/produca_industrial_brasil.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4181" /></a></p>
<p>Outros dados positivos apontam para uma melhora nas condições gerais na crise financeira mundial. A Libor, a taxa inter-bancária calculada em Londres, continua apresentando queda e já opera abaixo do valor apresentado quando houve a quebra da Lehman Brothers. Esse dado corrobora para uma melhoria na fluidez bancária, o que reitera um quadro mais benigno no geral.</p>
<p>No que toca o Brasil a melhor notícia dos últimos dias é justamente a queda continuada do risco-país, medido aqui pelo CDS do Brasil em título de 5 anos de maturação. Após uma disparada iniciada por conta do dólar em franca expansão, o risco arrefeceu e já volta à casa dos 308 pontos bases. Esse indicador é freqüentemente usado para balizar decisões de investimento no país, em especial em bolsa.</p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/cds_brasil.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/cds_brasil.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4191" /></a></p>
<p> <a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/libor.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2008/11/libor.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-4201" /></a></p>
<p>A Balança Comercial continua em queda segundo apontam os dados divulgados ontem. Gostaríamos de ressaltar apenas que o único parceiro de peso que sofreu desaceleração nas exportações foram os EUA, com queda de 0,50% em dólares. Para os outros parceiros, incluindo aí Europa, houve aumento entre outubro desse ano e outubro de 2007, com destaque para Ásia, com estonteantes 45,6% segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.</p>
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		<title>Curto circuito.</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 13:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já foi objeto desse Comentário Diário na última sexta-feira a contradição na condução da atual política econômica pelo governo federal no que toca o sistema financeiro. Ao conduzir ao mesmo tempo uma política monetária expansionista (liberando parte do compulsório) e uma contracionista (com os juros reais mais altos do mundo), o BC encostou os fios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já foi objeto desse Comentário Diário na última sexta-feira a contradição na condução da atual política econômica pelo governo federal no que toca o sistema financeiro. Ao conduzir ao mesmo tempo uma política monetária expansionista (liberando parte do compulsório) e uma contracionista (com os juros reais mais altos do mundo), o BC encostou os fios desencapados da preferência pela liquidez com a liquidez em si. Os tesoureiros dos grandes bancos não têm outra opção a não ser seguir a racionalidade fria dos balanços e repassar ao Banco Central, todo fim de dia, o dinheiro em caixa.</p>
<p>As conseqüências são várias. Entre elas destacamos o encarecimento do crédito à iniciativa privada, principalmente no que toca o capital de giro. Foi reportado no Valor Econômico dessa segunda-feira que grandes empresas, com faturamento acima dos R$ 300 milhões, que antes conseguiam taxas entre 0,5 e 1,0 p.p. acima do CDI, hoje não conseguem por menos de 1,5 p.p.. Já empresas menores pagam 3% acima do CDI, ou seja, 40% ao ano.</p>
<p>Essa situação é grave e não será resolvida com a boa vontade dos bancos. Um grande banqueiro anunciou esse fim de semana que irá comprar as carteiras de crédito de bancos menores, em resposta aos apelos do presidente Lula que se irritou recentemente com a falta de interesse dos grandes bancos comerciais com o pacote anunciado pelo governo. Porém, nós sabemos que isso não será suficiente e o problema não é mais o barateamento do interbancário, mas sim o empréstimo à iniciativa privada que está entrando em inanição.</p>
<p>O mundo parece ter cada vez mais esperanças nos países em desenvolvimento. Prova disso foi o anuncio da chanceler alemã, Angela Merkel, que pediu ao Banco Mundial um linha de crédito aos países em desenvolvimento, de tal sorte que nosso crescimento não seja abortado. Ela não faz isso por bondade ou altruísmo não. Ela sabe muito bem que o setor dinâmico da economia alemã será o exportador, e que se os países periféricos pararem de importar o desastre será ainda maior na Alemanha. Por razão similar o FED fez a linha de swap a Brasil semana passada. Não interessa ao EUA o dólar nesse patamar, o que praticamente inviabiliza suas exportações em grande escala ao Brasil.</p>
<p>No Brasil foi divulgado o boletim Focus, que apresentou alta na expectativa para o fim de 2008, mas mantém a expectativa de curto prazo inalterada. Nossa projeção para o IPCA, que será divulgado sexta-feira, é uma aceleração dos atuais 0,26% para 0,42%. Amanhã será divulgado o IPC-FIPE e vemos aceleração no índice, pulando para 0,45%. Na quinta-feira é a vez do IGP-DI e nossa expectativa é de 1,06%.</p>
<p>Para ler o relatório no original basta clicar no link.<br />
http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20081031.pdf</p>
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		<title>Forçando a barra.</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 12:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o início dessa atual crise o mundo vive uma espécie de “estado de exceção” em matéria econômica. Como já foi bem dito pelos formuladores de política econômica mundo a fora: épocas excepcionais exigem medidas excepcionais. 
 
Até aí tudo bem, seria muita ingenuidade achar que o sistema por si iria sair dessa armadilha sozinho. Sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Desde o início dessa atual crise o mundo vive uma espécie de “estado de exceção” em matéria econômica. Como já foi bem dito pelos formuladores de política econômica mundo a fora: épocas excepcionais exigem medidas excepcionais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Até aí tudo bem, seria muita ingenuidade achar que o sistema por si iria sair dessa armadilha sozinho. Sem contar que foi o próprio sistema que cavou a própria cova sob o olhar leniente do estado. Agora é a vez de o estado limpar a sujeira para debaixo das contas públicas. Talvez daqui há alguns anos será a vez dessa crise surgir nos balanços públicos, mas deixemos isso para o futuro. Não é raro que os problemas econômicos de hoje foram as soluções econômicas de ontem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Só que para cada problema uma solução. Não existe um remédio universal quando se trata de economia. Na verdade não existe um remédio universal para nada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O caso brasileiro, no que toca esse vendaval econômico, é evidentemente diferente do que acontece nos EUA ou na Alemanha. Talvez o caso brasileiro seja mesmo único, não tendo paralelo entre os emergentes nem no mundo desenvolvido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Porém, o governo erra ao receitar o mesmo remédio dos países industrializados ao Brasil. Por uma razão simples: ele está misturando políticas econômicas antigas e novas ao mesmo tempo, criando um coquetel heterodoxo que pode, em conjunto, anular o efeito inicialmente planejado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O governo está colocando no mesmo caldeirão uma política monetária contracionista (antiga), e uma política monetária expansionista (nova). Quando o BC acena com a elevação na taxa básica ele promove aperto na base monetária, criando de forma artificial uma pequena recessão que teria como objetivo adequar a demanda ao nível de produto disponível no país e, evitando assim, a inflação doméstica.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O BC, no entanto, também afrouxa o sinto e libera parte do compulsório para irrigar o sistema financeiro que, em choque, fechou-se em si e nega-se a emprestar para a sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O resultado dessa combinação é um curto-circuito no coração do sistema financeiro, na tesouraria dos bancos. Como é ainda muito arriscado emprestar recursos à sociedade, os tesoureiros dos grandes bancos preferem (com toda a razão) deixar parado os recursos adicionais no caixa das suas instituições. Mas como o BC ainda pratica uma política de juros altos (e os mais altos do mundo em termos reais, vale lembrar), não é de se estranhar que esses mesmos tesoureiros resolvam devolver toda noite seus recursos à remuneração líquida e certa do BC.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O mal estar está gerado. O dinheiro roda em espiral no sistema e não vaza para a sociedade, ficando apenas a conta diária para o BC pagar aos bancos. Agora o BC ameaça punir os bancos que continuarem a praticar esse toma lá dá cá. Os bancos já disseram, “se o dinheiro encarecer para mim vai ficar é caro para a sociedade”. O que faz muito sentido: se um banco vive de intermediação financeira, é óbvio que se seus custos aumentem ele repasse isso para o consumidor final, que nem todas as empresas fazem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Em economia não adianta forçar a barra nem enfiar goela abaixo algo. A racionalidade do sistema sempre encontrará um jeito par se equilibrar num patamar mais confortável do que o formulador gostaria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Esse é o problema de receitar o mesmo remédio para pacientes diferentes. Nos EUA faz sentido inundar o sistema financeiro de dólares, a política monetária é francamente expansionista e isso inclui uma taxa básica realmente baixa (na verdade negativa).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt;color: #003366">Está na hora do BC sentar com o Ministério da Fazenda e organizar, de fato, um plano original para o Brasil. Caso contrário podemos ter um paciente doente nas mãos de um médico cheio de diplomas. Seria melhor algo mais simples e eficiente. Em outras palavras: foco</span></p>
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