21/05/2009 - 10:32
Acaba de ser divulgado na manhã de hoje a Taxa de Desemprego no Brasil, e o resultado surpreende positivamente. Nossa expectativa era de aumento no desemprego no país, uma vez que os sinais são de deterioração no mercado de trabalho. A taxa caiu de 9% em março para 8,9% em abril, uma queda estatisticamente irrelevante segundo as palavras do próprio IBGE.

Infelizmente é impossível fazer uma comparação mais longa da taxa de desemprego no Brasil, uma vez que houve mudança na metodologia do índice. No entanto, é uma boa notícia ver que, a despeito das pressões em contrário, o emprego medido pelo IBGE manteve-se estável.
Na Europa as boas notícias vêm do mundo dos negócios. Foi divulgado o PMI (Purchasing Managers Index) que visa capturar a oscilação nas condições gerais dos negócios. Os administradores de grandes empresas são convidados a responder um questionário simples, com perguntas do tipo: sua empresa vendeu mais que o mês passado? Os estoques estão maiores do que no mês passado? sua empresa exportou mais que o mês passado? E por aí vai. Caso tenha sido igual ao período anterior o PMI registra 50, se for pior vem abaixo de 50, melhor vem acima.

Como vemos no gráfico acima, aparentemente , atingimos um fundo e, a partir de agora, deve registrar alta. O PMI é extremamente útil para antecipar tendências do nível de atividade e fornece informações preciosas sobre o tecido econômico. Porém cabe ressaltar que, apesar de estar numa trajetória ascendente, ainda estamos no campo abaixo de 50. Ou seja: em abril a situação ainda foi pior que março.
Nos EUA os dados do mercado de trabalho continuam deteriorando. Os pedidos de Auxílio Desemprego vieram acima das expectativas e jogaram uma nuvem de mau humor no início dos negócios de hoje.

Estamos em patamares históricos quando se trata desta variável econômica. Até o dia 15 de maio (no acumulado em 4 semanas) a quantidade de norte-americanos que pegaram a fila da Previdência Social chegou a 631 mil.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
Tags: always mind the gap, desemprego, mind the gap
24/04/2009 - 10:56
Uma agenda econômica lotada na manhã de hoje lança luz sobre alguns movimentos da economia neste 1° trimestre de 2009. No Brasil o desemprego de março volta a crescer e chega a casa dos 9%, reiterando assim nosso cenário base, onde desaceleração econômica atinge o mercado de trabalho cada vez mais.

Vimos a evolução negativa do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e, apesar de uma melhora marginal – mas extremamente sazonal –, os dados já apontavam para a deterioração do mercado de trabalho. Soma-se a isto o aumento do retorno de cheques, que subiu 6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Até aí nenhuma grande novidade, alguns países estão sofrendo muito mais que o país que nós. A Espanha, por exemplo, amarga quase o dobro: 17,4% da sua mão de obra está de braços cruzados.
Desemprego é conseqüência, não é fim. O choque de crédito e de confiança é que jogou na lona a economia mundial. Prova disso é a temperatura baixa da atividade econômica. A inflação continua comportada e o IPCA-15 veio em linha com nossa expectativa e fecha abril em 0,36% (nossa projeção revisada era de 0,35%). O IPC-FIPE da 3ª quadrissemana também vem comportado e desacelera em relação a semana anterior ficando em 0,38% (nossa projeção era de 0,40%).

Na Inglaterra vem o grande número do dia: o PIB do 1° trimestre de 2009, e, infelizmente, as notícias nãos são boas na ilha. A variação trimestral apresentou queda de 1,9%. Já na variação anual o tombo chega a 4,1%, o pior resultado desde os sombrios anos 80 e a era Thatcher.

O dado do PIB inglês ganha relevância extra uma vez que teremos, semana que vem, a divulgação do PIB dos EUA do 1° trimestre. Deve vir bem machucado o resultado por lá também e joga mais pressão sobre o BC. O resultado do PIB sai justamente no dia da decisão dos juros nos EUA e no último dia de reunião COPOM.
Como vemos, a desaceleração econômica, associada a inflação comportada, parece ser o tom predominante deste primeiro trimestre. No Brasil e no mundo.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
Tags: COPOM, desemprego, inflação, pib inglaterra
26/03/2009 - 11:38
Os dados revisados do PIB norte-americano divulgados hoje não trazem grandes novidades; a não ser que a crise é sim muito séria e atingiu a economia real. O PIB trimestral anualizado registrou uma queda de estonteantes 6,3%, o Consumo das famílias – parte relevante do PIB dos EUA, e calcanhar de Aquiles da crise de crédito farto – tombou 4,3%.

No Brasil os números do desemprego divulgados na manhã de hoje devem ser vistos com algum cuidado. Houve um aumento em relação a janeiro, e o mês de fevereiro fecha com alta de 8,5%, mas devemos ter em mente que a PEA (População Economicamente Ativa) perdeu cerca de 160 mil trabalhadores. Ou seja, parcela da população desempregada desistiu de continuar emprego e, por isso, são excluídas da pesquisa.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
Tags: desemprego, EUA, pib
28/11/2008 - 15:49
Hoje foi divulgada a inflação na Zona do Euro e, como não podia deixar de ser, veio abaixo das expectativas e abaixo do índice anterior. A inflação ao ano está em 2,1% em novembro, contra 3,2% em outubro.
Esse movimento era esperado e faz coro com a tendência geral de deflação de forma mais ampla: commodities, ações, salários. Esse processo é um reflexo claro e inequívoco da desaceleração econômica em escala mundial, e deve continuar por alguns meses.
Hoje também foi divulgada a taxa de desemprego também na Europa que subiu em relação ao mês passado. Hoje 7,7% da força de trabalho no Velho Continente está sem emprego.
Não há mais dados relevantes na agenda econômica de hoje.
Semana que vem termos a divulgação do IPCA que segundo nossas estimativas deve acelerar um pouco na margem e atingir 0,49%.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria
Tags: crise? que crise?, deflação, desemprego, europa