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	<title>O Homem Vertical - política e economia de forma clara &#187; COPOM</title>
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		<title>A espera da Selic.</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 13:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começa hoje a reunião do colegiado do COPOM e segue até amanhã quando será anunciada a nova taxa de juros básica da economia brasileira. Mantemos nosso call de corte de 150 pontos base na taxa, de tal sorte que a meta fique em 9,75. A maioria dos economistas do mercado apostam num corte menor, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa hoje a reunião do colegiado do COPOM e segue até amanhã quando será anunciada a nova taxa de juros básica da economia brasileira. Mantemos nosso call de corte de 150 pontos base na taxa, de tal sorte que a meta fique em 9,75. A maioria dos economistas do mercado apostam num corte menor, em torno de 100 pontos base na taxa, fazendo a meta ficar em 10,25.</p>
<p>Especular sobre a taxa Selic sempre é uma tarefa ingrata, pois trata-se de tentar pensar com a cabeça de um determinado grupo de economistas. No caso a diretoria do BC. Não se trata de uma taxa ótima, mas sim a possível dentro de uma conjuntura muita ampla de fatores; onde fenômenos econômicos e a agenda política se entrelaçam. </p>
<p>O que é interessante em observar na decisão da Selic não é exatamente o número em si, mas antes de tudo a justificativa em torno dele. Seria útil ao mercado saber com mais clareza o que a autoridade monetária pensa sobre o estado geral da economia brasileira, e sobre os desdobramentos futuros. Este tipo de informação não está necessariamente contida num número. Se vier um corte de 150, isso não quer dizer automaticamente que o BC acha que a economia está indo ladeira abaixo. Pode ser até mesmo o contrario.</p>
<p>Nosso cenário base aponta uma desaceleração econômica em 2009 na ordem de -0,75%. Levando em conta nossas expectativas, e nas do mercado, a inflação este ano deve confluir de forma tranqüila para o centro da meta, dada a deflação mundial na esteira desaceleração econômica.</p>
<p>Este cenário é mais pessimista do que as declarações da nossa autoridade monetária, o que elava a probabilidade de um corte menor amanhã.</p>
<p>O que continua jogando a favor de um corte da mesma magnitude nesta reunião são alguns pontos: 1-) há espaço para o corte na taxa , haja vista a inflação sob controle e o nível de atividade modesto no país, 2-) pressões políticas – novo presidente do BB, e redução do superávit primário –, 3-) queda no nível de atividade econômica no mundo (amanhã será divulgado a estimativa do PIB dos EUA no 1° trimestre de 2009, e o resultado não deve ser animador), e 4-) taxas de juros historicamente baixas ao redor do globo.</p>
<p>Não fosse tudo isso, ainda temos agora a ameaça da gripe suína que, pânico aparte, deve realocar recursos escassos para combater a enfermidade; recursos esses que vão fazer falta no esforço econômico mundial.</p>
<p>Seja como for, a decisão da Selic encerra em torno de um número singelo a formação de diversas expectativas, e sinaliza para várias direções. O BC tem nas mãos uma decisão importante nas mãos, entre elas se anda junto com a política econômica do governo, ou se pretende ser o contra-ponto. Não existem respostas certas e erradas neste caso, o que importa é o sinal.</p>
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		<title>Desemprego, inflação e PIB.</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 13:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma agenda econômica lotada na manhã de hoje lança luz sobre alguns movimentos da economia neste 1° trimestre de 2009. No Brasil o desemprego de março volta a crescer e chega a casa dos 9%, reiterando assim nosso cenário base, onde desaceleração econômica atinge o mercado de trabalho cada vez mais.

Vimos a evolução negativa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma agenda econômica lotada na manhã de hoje lança luz sobre alguns movimentos da economia neste 1° trimestre de 2009. No Brasil o desemprego de março volta a crescer e chega a casa dos 9%, reiterando assim nosso cenário base, onde desaceleração econômica atinge o mercado de trabalho cada vez mais.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/desemprego_bras.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/desemprego_bras-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" class="alignnone size-medium wp-image-5198" /></a></p>
<p>Vimos a evolução negativa do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e, apesar de uma melhora marginal – mas extremamente sazonal –, os dados já apontavam para a deterioração do mercado de trabalho. Soma-se a isto o aumento do retorno de cheques, que subiu 6% na comparação com o mesmo período do ano passado.</p>
<p>Até aí nenhuma grande novidade, alguns países estão sofrendo muito mais que o país que nós. A Espanha, por exemplo, amarga quase o dobro: 17,4% da sua mão de obra está de braços cruzados.</p>
<p>Desemprego é conseqüência, não é fim. O choque de crédito e de confiança é que jogou na lona a economia mundial. Prova disso é a temperatura baixa da atividade econômica. A inflação continua comportada e o IPCA-15 veio em linha com nossa expectativa e fecha abril em 0,36% (nossa projeção revisada era de 0,35%). O IPC-FIPE da 3ª quadrissemana também vem comportado e desacelera em relação a semana anterior ficando em 0,38% (nossa projeção era de 0,40%).</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/infla_bras.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/infla_bras-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5199" /></a></p>
<p>Na Inglaterra vem o grande número do dia: o PIB do 1° trimestre de 2009, e, infelizmente, as notícias nãos são boas na ilha. A variação trimestral apresentou queda de 1,9%. Já na variação anual o tombo chega a 4,1%, o pior resultado desde os sombrios anos 80 e a era Thatcher. </p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/pib_ingla.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/pib_ingla-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5200" /></a></p>
<p>O dado do PIB inglês ganha relevância extra uma vez que teremos, semana que vem, a divulgação do PIB dos EUA do 1° trimestre. Deve vir bem machucado o resultado por lá também e joga mais pressão sobre o BC. O resultado do PIB sai justamente no dia da decisão dos juros nos EUA e no último dia de reunião COPOM.</p>
<p>Como vemos, a desaceleração econômica, associada a inflação comportada, parece ser o tom predominante deste primeiro trimestre. No Brasil e no mundo.</p>
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		<title>Sobre o corte de 150 do BC</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 16:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<title>Espaço para cair.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 14:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje, como sabemos, é o dia D na condução da política monetária no Brasil. Esta reunião do COPOM (que começou ontem com o PIB caindo 3,59%, e termina hoje com o IGP-M do 1° decêndio derretendo -0,45%), tem um peso maior do que as anteriores. Pouco importa o tamanho do corte, o que importa é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, como sabemos, é o dia D na condução da política monetária no Brasil. Esta reunião do COPOM (que começou ontem com o PIB caindo 3,59%, e termina hoje com o IGP-M do 1° decêndio derretendo -0,45%), tem um peso maior do que as anteriores. Pouco importa o tamanho do corte, o que importa é saber o que o BC acha do atual momento econômico. </p>
<p>Se cortar pouco a Selic, o colegiado do COPOM estará comunicando que a inflação é o maior problema por ora. Porém, se a faca cortar mais fundo ele deixará claro que o nível de atividade preocupa, e que a redução deverá ser prolongada.</p>
<p>Nosso departamento econômico anunciou dia 9 de fevereiro que a queda esperada na Selic era de 150 pontos base. Víamos que o PIB do 4° trimestre estava comprometido por conta dos dados da indústria, que no período havia caído 9%, e que a inflação estava se comportando bem, a despeito das pressões dos reajustes de mensalidade e transporte (com um IGP-M turbinado via bolha de commodities em meados de 2008), e dos problemas climáticos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p>
<p>Porém, além de inflação e atividade em viés baixista, observávamos os nossos pares no mundo emergente, e a constatação era que havia espaço para cair. A tabela abaixo ilustra o fato. Peguemos como exemplo a Coréia do Sul. O país asiático teve um choque no câmbio severo, uma desvalorização de 55,20% &#8211; a nossa foi 37,64% -, possui um Risco País maior que o nosso em 457,57 (medido via CDS de maturação de 5 anos) e mesmo assim pratica uma taxa de juros básica de 2%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/03/tabela.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/03/tabela-300x60.jpg" alt="" width="300" height="60" class="alignnone size-medium wp-image-5103" /></a></p>
<p>Estes dados estão detalhados em relatório distribuído ontem sob o título “Por trás da linha Maginot”, onde é consolidada nossa visão sobre os desdobramentos da economia brasileira, e do nosso equívoco para combater a crise mundial. Par ler o relatório basta acessar no link no fim deste Comentário Diário.</p>
<p>A inflação por aqui continua na trajetória imaginada. O IGP-M do 1° decêndio literalmente devolveu o aumento do mês passado. Na medição anterior o índice havia registrado uma alta de 0,45%. Agora a deflação foi de exatos 0,45%. O IPCA, medida oficial dos preços no país, veio um pouco acima da nossa expectativa. Imaginávamos uma estabilidade em torno de 0,48% (resultado do mês anterior), mas veio um pouco acima e fecha em 0,55% no mês de fevereiro.</p>
<p>Na Alemanha a desaceleração se aprofunda de forma violenta. Os Pedidos da Indústria fecham com queda de 38% ao ano e demonstram de forma cabal o tamanho da desarticulação da produção para um novo ponto de equilíbrio com a demanda. Infelizmente este ponto é muito, mas muito, baixo. O estoque de capital (e a oferta que isto representa) terá que se adequar à este novo nível de consumo – reprimido via crédito escasso e desemprego crescente.</p>
<p>Não há como fugir da realidade econômica atual. Com a palavra o BC.</p>
<p>Para acessar “Por trás da linha Maginot”, acesse o link abaixo. Caso não consiga, me mande um email solicitando que envio uma cópia.</p>
<p>http://www.gradualinvestimentos.com.br/portal/pdfs/Por%20tr%C3%A1s%20da%20linha%20Maginot_FINAL.pdf?utm_source=Zartana&amp;utm_medium=emailmarketing&amp;utm_campaign=Relat%F3rio+-+Depto+Econ%F4mico+-+10-03&amp;utm_content=Andr%E9+Guilherme+P.+Perfeito+aperfeito%40gradualcorretora.com.br</p>
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		<title>COPOM: meta é 2009.</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 12:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje de manhã foi divulgada a ata do último COPOM, realizada nos dias 28 e 29 de outubro, onde foi decidida, por unanimidade, a manutenção da taxa básica. No documento de 16 páginas a diretoria do Banco Central repassa a condição geral da economia brasileira e, apoiados em algumas premissas, discorrem sobre a evolução prospectiva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje de manhã foi divulgada a ata do último COPOM, realizada nos dias 28 e 29 de outubro, onde foi decidida, por unanimidade, a manutenção da taxa básica. No documento de 16 páginas a diretoria do Banco Central repassa a condição geral da economia brasileira e, apoiados em algumas premissas, discorrem sobre a evolução prospectiva da inflação doméstica. As principais premissas são:</p>
<p>a) as projeções de reajustes nos preços da gasolina e do gás de bujão foram mantidas em 0% para o acumulado de 2008;<br />
b) as projeções de reajustes das tarifas de energia elétrica e telefonia fixa permaneceram inalteradas, para o acumulado de 2008, em 1,1% e em 3,5%, respectivamente;<br />
c) a projeção, construída item a item, de reajuste para o conjunto de preços administrados para o acumulado de 2008 foi alterada para 3,8%, ante os 4,0% considerados na reunião de setembro. Esse conjunto de preços, de acordo com os dados publicados pelo IBGE, correspondeu a 29,71% do total do IPCA de setembro;<br />
d) a projeção de reajustes dos itens administrados por contrato e monitorados para 2009 foi alterada de 4,8% para 5,5%. Essa projeção baseia-se em modelos de determinação endógena de preços administrados, que consideram, entre outros, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP); e<br />
e) a trajetória estimada para a taxa do swap de 360 dias indica spread sobre a taxa Selic, no cenário de referência, de 147 p.b. no quarto trimestre de 2008 e de 85 p.b. no último trimestre de 2009. Os choques identificados e seus impactos foram reavaliados de acordo com as novas informações disponíveis.</p>
<p>Após considerar esses dados o BC deixa claro que o aperto monetário iniciado esse ano terá um efeito mais sensível apenas em 2009, quando se espera que as medidas tenham o efeito esperado e que a inflação convirja para a meta oficial. No mais esperam que a desaceleração no crédito retire parte da vitalidade na demanda interna, de tal sorte que a demanda nivele num nível mais adequado em relação à oferta, retirando assim parte da inflação decorrente deste descasamento.</p>
<p>Em suas palavras:</p>
<p>“20. O Copom considera importante ressaltar, mais uma vez, que há defasagens importantes entre a implementação da política monetária e seus efeitos tanto sobre o nível de atividade como sobre a inflação. Dessa forma, a avaliação de decisões alternativas de política monetária deve concentrar-se, necessariamente, na análise do cenário prospectivo para a inflação e nos riscos a ele associados, em vez de privilegiar os valores correntes observados para essa variável. Tais considerações ganham ainda mais relevância em momentos cercados por maior incerteza.”</p>
<p>“21. As perspectivas para a evolução da atividade econômica tornaram-se mais incertas desde a última reunião do Copom. Em particular, os efeitos da crise internacional sobre as condições financeiras internas indicam que a contribuição do crédito para a sustentação da demanda doméstica pode arrefecer de forma mais intensa do que o que seria determinado exclusivamente pelos efeitos da política monetária. Adicionalmente, a intensificação da crise internacional parece ter tido efeito negativo sobre a confiança dos consumidores e empresários. Caso persista tal situação, o dinamismo da atividade passaria a depender crescentemente da expansão da massa salarial real e dos efeitos das transferências governamentais esperadas para este e para os próximos trimestres. Essas ponderações tornam-se ainda mais relevantes quando se leva em conta os sinais de demanda doméstica ainda aquecida ao final do terceiro trimestre, a disseminação de pressões derivadas de ajustes de preços relativos, inclusive sobre o mercado de trabalho, e o fato de que as decisões de política monetária terão impactos concentrados em 2009.”</p>
<p>Nesse sentido a atual parada no aperto monetário não é apensa uma “parada técnica”, como muitos analistas acreditavam antes da divulgação da ata, mas sim um marco na política monetária atual que deve interromper as altas consecutivas na taxa básica.</p>
<p>Para ler a ata na íntegra basta acessar:<br />
http://www.bcb.gov.br/htms/copom/not20081029138.asp</p>
<p>Hoje também foi divulgado o IGP-DI pela FGV. O índice veio em 1,09%, praticamente em linha com nossa expectativa de 1,06% de alta. Para ver o informa da FGV basta acessar:<br />
http://www.fgv.br/mailing/IBREMKT/dsp_arquivo.asp?arquivo=5D5DE136C4AB84D2</p>
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