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	<title>O Homem Vertical - política e economia de forma clara &#187; contracionista</title>
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	<description>política e economia de forma clara</description>
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		<title>Forçando a barra.</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 12:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<category><![CDATA[contracionista]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde o início dessa atual crise o mundo vive uma espécie de “estado de exceção” em matéria econômica. Como já foi bem dito pelos formuladores de política econômica mundo a fora: épocas excepcionais exigem medidas excepcionais. 
 
Até aí tudo bem, seria muita ingenuidade achar que o sistema por si iria sair dessa armadilha sozinho. Sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Desde o início dessa atual crise o mundo vive uma espécie de “estado de exceção” em matéria econômica. Como já foi bem dito pelos formuladores de política econômica mundo a fora: épocas excepcionais exigem medidas excepcionais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Até aí tudo bem, seria muita ingenuidade achar que o sistema por si iria sair dessa armadilha sozinho. Sem contar que foi o próprio sistema que cavou a própria cova sob o olhar leniente do estado. Agora é a vez de o estado limpar a sujeira para debaixo das contas públicas. Talvez daqui há alguns anos será a vez dessa crise surgir nos balanços públicos, mas deixemos isso para o futuro. Não é raro que os problemas econômicos de hoje foram as soluções econômicas de ontem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Só que para cada problema uma solução. Não existe um remédio universal quando se trata de economia. Na verdade não existe um remédio universal para nada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O caso brasileiro, no que toca esse vendaval econômico, é evidentemente diferente do que acontece nos EUA ou na Alemanha. Talvez o caso brasileiro seja mesmo único, não tendo paralelo entre os emergentes nem no mundo desenvolvido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Porém, o governo erra ao receitar o mesmo remédio dos países industrializados ao Brasil. Por uma razão simples: ele está misturando políticas econômicas antigas e novas ao mesmo tempo, criando um coquetel heterodoxo que pode, em conjunto, anular o efeito inicialmente planejado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O governo está colocando no mesmo caldeirão uma política monetária contracionista (antiga), e uma política monetária expansionista (nova). Quando o BC acena com a elevação na taxa básica ele promove aperto na base monetária, criando de forma artificial uma pequena recessão que teria como objetivo adequar a demanda ao nível de produto disponível no país e, evitando assim, a inflação doméstica.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O BC, no entanto, também afrouxa o sinto e libera parte do compulsório para irrigar o sistema financeiro que, em choque, fechou-se em si e nega-se a emprestar para a sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O resultado dessa combinação é um curto-circuito no coração do sistema financeiro, na tesouraria dos bancos. Como é ainda muito arriscado emprestar recursos à sociedade, os tesoureiros dos grandes bancos preferem (com toda a razão) deixar parado os recursos adicionais no caixa das suas instituições. Mas como o BC ainda pratica uma política de juros altos (e os mais altos do mundo em termos reais, vale lembrar), não é de se estranhar que esses mesmos tesoureiros resolvam devolver toda noite seus recursos à remuneração líquida e certa do BC.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">O mal estar está gerado. O dinheiro roda em espiral no sistema e não vaza para a sociedade, ficando apenas a conta diária para o BC pagar aos bancos. Agora o BC ameaça punir os bancos que continuarem a praticar esse toma lá dá cá. Os bancos já disseram, “se o dinheiro encarecer para mim vai ficar é caro para a sociedade”. O que faz muito sentido: se um banco vive de intermediação financeira, é óbvio que se seus custos aumentem ele repasse isso para o consumidor final, que nem todas as empresas fazem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Em economia não adianta forçar a barra nem enfiar goela abaixo algo. A racionalidade do sistema sempre encontrará um jeito par se equilibrar num patamar mais confortável do que o formulador gostaria.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small">Esse é o problema de receitar o mesmo remédio para pacientes diferentes. Nos EUA faz sentido inundar o sistema financeiro de dólares, a política monetária é francamente expansionista e isso inclui uma taxa básica realmente baixa (na verdade negativa).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><span style="color: #003366"><span style="font-size: small"> </span></span></p>
<p><span style="font-size: 12pt;color: #003366">Está na hora do BC sentar com o Ministério da Fazenda e organizar, de fato, um plano original para o Brasil. Caso contrário podemos ter um paciente doente nas mãos de um médico cheio de diplomas. Seria melhor algo mais simples e eficiente. Em outras palavras: foco</span></p>
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