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	<title>O Homem Vertical - política e economia de forma clara &#187; cds</title>
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	<description>política e economia de forma clara</description>
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		<title>Vendo o movimento.</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 13:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na Europa os dados do varejo e do atacado dão o tom da desaceleração econômica recente. Na ponta do varejo as vendas continuam em franca queda e tomba estonteantes 4,00% ao ano. Já na ponta do atacado, após da alta via bolha de commodities no ano passado, os preços desincham na mesma velocidade – na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Europa os dados do varejo e do atacado dão o tom da desaceleração econômica recente. Na ponta do varejo as vendas continuam em franca queda e tomba estonteantes 4,00% ao ano. Já na ponta do atacado, após da alta via bolha de commodities no ano passado, os preços desincham na mesma velocidade – na verdade até mais rápido. Os preços no atacado (Producer Price Índex) deflacionam em termos anuais em 1,8%.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/com_infla_europa.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/com_infla_europa-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5153" /></a></p>
<p>O gráfico acima conta bem boa parte da história desta crise. Se pegarmos os dados do período de 2007 em diante vemos do lado da economia “real” a desaceleração econômica, via um comércio varejista cada vez menor. Observando, no entanto, o preço no atacado vemos o momento de alta substancial das commodities. Neste período surgiram terias sobre o descolamento das economias emergentes uma vez que a demanda chinesa manteria em alta praticamente perpétua das matérias primas básicas. O tal do descolamento se mostrou pura especulação (tanto quanto a própria bolha especulativa de commodities). O ajuste veio, e veio com força.</p>
<p>Este mesmo movimento pode ser observado na evolução dos Riscos Países dos emergentes (medido pelo CDS de 5 anos destas economias), porém com o sinal trocado. Após o choque de risco, traduzido em aversão generalizada aos ativos emergentes, e principalmente das suas moedas, o risco dispara. No gráfico abaixo vemos a evolução destes Riscos tendo como base 100 janeiro de 2008.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/cds_emergentes.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/04/cds_emergentes-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5154" /></a></p>
<p>Outubro de 2008 foi o início da disparada que jogou por terra as formulações mais ingênuas da teoria do descolamento emergente. No caso da Rússia, país praticamente mono-exportador (petróleo), o ataque ao Rublo foi brutal, fazendo aquela nação perder mais de centena de bilhão de dólar na luta contra o mercado. No fim do dia o Kremlin jogou a toalha.</p>
<p>No caso brasileiro o baque foi mais suave e entre estes países selecionados nossa situação é relativamente melhor. Apesar do nosso CDS ser, em termos absolutos, maior que algumas economias, a percepção do mercado quanto as nossas fragilidades foi que estamos melhor que nossos pares.</p>
<p>Chamamos a atenção ao gráfico mais uma vez e à queda generalizada no risco percebidos dessas economias. Seria leviano sentenciar um retorno à normalidade; no entanto é prudente observar com atenção a evolução destas variáveis (juntamente com a posição de estrangeiros na Bovespa, como apontamos no Comentário Diário  de sexta-feira última intitulado “Volta do Estrangeiro?”).</p>
<p>O relatório Focus divulgado hoje pelo BC dá continuidade ao nosso cenário básico com queda na inflação e no produto. As expectativas para o IPCA para fim de 2009 está caindo há 5 semanas e fica em 4,26%, abaixo da meta oficial de 4,50%. A surpresa fica por conta do PIB. Nossa projeção divulgada semana passada – juntamente com nosso call de corte na Selic de 150 pontos base na próxima reunião de abril – é de queda entre 0,50 e 1,00 para 2009. Pela primeira vez a mediana dos economistas consultados pelo BC deu PIB negativo: em -0,19%. Aos poucos fica mais claro à todos que o ajuste será mais severo no país.</p>
<p>Para ler o relatório Focus acesse:</p>
<p>http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20090403.pdf</p>
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		<title>Sobre medidas e termômetros.</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 14:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cds]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo tem vivido de sobressalto em sobressalto, e de pacote em pacote. Neste período de exceção, onde a interferência política manda até demitir presidente de gigantes industriais – como foi o ocaso do presidente mundial da GM ontem – o investidor comum, e a população de forma geral, ficam perdidos no tiroteio teórico e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo tem vivido de sobressalto em sobressalto, e de pacote em pacote. Neste período de exceção, onde a interferência política manda até demitir presidente de gigantes industriais – como foi o ocaso do presidente mundial da GM ontem – o investidor comum, e a população de forma geral, ficam perdidos no tiroteio teórico e retórico.</p>
<p>Semana passada, ao ser anunciado o detalhamento do plano do Tesouro norte-americano para a compra dos ativos tóxicos aninhados nos balanços bancários, sugerimos como termômetro da crise o CDS (Credit Deposit Swap) do gigante financeiro Citi. O CDS serve de proxi para sabermos o custo de captação de recursos pelo banco, e, em grande medida, mede a aversão ao risco que os agentes têm em relação àquela instituição. O CDS é, grosso modo, quanto uma instituição tem que pagar a mais (em pontos base) em relação ao ativo livre de risco.</p>
<p>Vemos no gráfico abaixo que há uma relação inversa entre o preço das ações do banco e seu custo de captação,; o que faz muito sentido uma vez que, com maior custo de captação de recursos (a matéria prima por excelência de um banco), o lucro daquela empresa deve ser menor.</p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/03/citi.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/03/citi-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5139" /></a></p>
<p>Apesar do esforço do governo Obama em tornar mais claro e eficiente possível o plano de salvamento do sistema bancário (que, diga-se de passagem, é a versão final do Plano Paulson), os eventos na economia se sobrepõe, e dificilmente há como isolar as variáveis e tratá-las uma-a-uma. Ontem, por conta das notícias ruins vindas da GM, o Citi viu seu CDS disparar ao nível mais alto já registrado, fechando o dia em 633,60 contra uma média pré-crise de 13,51.</p>
<p>Isto aponta que, apesar de agir no sentido certo, o plano de ação da administração Obama ainda passará por um verdadeiro este de estresse, numa curiosa reversão de papéis.</p>
<p>Prova da demanda desacelerada é a inflação declinante no Velho Continente. Após um período de alta significativa por conta de commodities no lato da bolha, o movimento se inverte de um lado via commodities em queda e salário em queda também. A inflação estimada para março ficou em míseros 0,6% ao ano (9 meses atrás a inflação anual era de 4%).</p>
<p>No Brasil as medidas do governo continuam no sentido anti-cíclico, como aponta o fluxo de caixa do orçamento federal. Segundo os dados divulgados hoje a média nos últimos 12 meses (linha verde) já reverteu a tendência de alta registrada, e, por conta do PIB em queda – deteriorando a arrecadação – e os gastos com incentivos variados – o último foi o corte do IPI –, temos uma reorientação do gasto público. </p>
<p><a href='http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/03/orca.jpg'><img src="http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/files/2009/03/orca-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" class="alignnone size-medium wp-image-5140" /></a></p>
<p>A Relação Dívida PIB ainda continua comportada e fecha fevereiro em 37%, uma ligeira alta em relação à janeiro que ficou em 36,6% (vale lembrar que esta relação já chegou à 56% em 2002). Porém, toda atenção é pouca quando se trata de política fiscal. O Brasil já sofreu demais, e pagou caro demais, para colocar em ordem as contas. Usar este “cacife” mercê atenção redobrada.</p>
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