Nada de novo no Velho Continente.
Dados divulgados hoje na Europa só fazem reafirmar o que já é conhecido: desaceleração econômica e política monetária expansionista. A Produção Industrial alemã acumula em 12 meses uma queda de 20,6% em fevereiro, deixando claro o tom e o clima no gigante europeu.
Pra dar conta do desafio econômico o receituário econômico tem sido, de um lado, política fiscal, e, do outro, política monetária ambas expansionistas. O Banco da Inglaterra decidiu hoje manter sua taxa básica nos atuais 0,50%, a menor taxa em 315 anos. Baixar mais ainda não teria efeito prático.
Na margem alguns dados continuam vindo positivos uma vez que a base de comparação no período imediatamente anterior é muito baixa. Prova disso são os dados de Auxílio Desemprego nos EUA que registrou mais 654 mil americanos nas filas da previdência social. Houve melhora em relação ao dado anterior, mas vendo o gráfico fica claro – muito claro – que para ficar bom falta muito.
Isso tudo para dizer que, apesar da posição relativamente boa do Brasil frente às outras nações do mundo, e a valorização da bolsa brasileira (que em 2009 está acumulando alta de 25% em dólar), devemos ter muito cuidado. Seria leviano achar que o Brasil simplesmente descolou dos seus pares. Não queremos dizer com isso que o país pode quebrar. Não é este o ponto. Queremos alertar que nossa projeção (anunciada semana passada) é de queda no PIB brasileiro em 2009 de 0,75%, logo, é mister deixar claro que o processo de desaceleração ainda vai se fazer sentir no país, com mais desemprego e produção em queda (este é o fundamento da inflação comportada nestes últimos meses, além a queda do preço de importados).
Porém, se confirmar nosso pior cenário, e o PIB de 2009 vier 1% negativo, isto não seria de todo o mal. Se o Brasil produzir apenas 1% a menos de todos os bens e serviços que produzimos em 2008, isso não seria um desastre. Afinal estamos no meio da maior crise financeira desde 1930.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: 1694, alemanha, EUA, PIB 2009


