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	<title>Comentários sobre: O risco de optar pelo atraso.</title>
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	<description>política e economia de forma clara</description>
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		<title>Por: André Perfeito</title>
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		<dc:creator>André Perfeito</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2009 14:24:09 +0000</pubDate>
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		<description>Argo,

Não discordo do que você disse; no mais das vezes a gente vê o que quer ver, ouve o que quer escutar e gosta do que lhe é familiar.

Até aí tudo bem. Nietzsche já resolveu essa angústia para mim lá no Crepúsculo dos Ídolos.

Só queria que você me mostrasse, então, qual seu instrumento objetivo de ver e medir o palmo a frente do nariz. 

Tateio o escuro na minha frente – pelo menos no que toca a economia – com uma bengala matricial, dessas que, na pior das hipóteses, explodem na cara se não são bem manuseadas.

Acredite, se quiser ou não, mas os modelos que construí são poucos, e mais desconfio do que credito no instrumental econométrico. São basicamente dois modelos em quais confio e fiz de próprio punho (sob orientação preciosa de professores e colegas): um para o PIB, que pondera produção industrial e Vendas no Varejo, e outro, este sim bem precário, para inflação. Ambos os modelos eu uso com a parcimônia devida e apenas para T + 1, ou seja: para o período imediatamente seguinte.

Para previsões mais longas uso o bom senso e a macroeconomia de Keynes e Simonsen. Vejo também os trabalhos de colegas de profissão (tanto na academia quanto no mercado), e fuço à exaustão esta tal de internet, misto de consciente coletivo e sebo intergaláctico.

No mais, sobre previsões e vislumbramentos, fica o óbvio: não sou cartomante, nem me filio ao turbante cor grená de alguns especialistas sobre o rumo das sociedades e seus trapos decadentes.

Falô?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Argo,</p>
<p>Não discordo do que você disse; no mais das vezes a gente vê o que quer ver, ouve o que quer escutar e gosta do que lhe é familiar.</p>
<p>Até aí tudo bem. Nietzsche já resolveu essa angústia para mim lá no Crepúsculo dos Ídolos.</p>
<p>Só queria que você me mostrasse, então, qual seu instrumento objetivo de ver e medir o palmo a frente do nariz. </p>
<p>Tateio o escuro na minha frente – pelo menos no que toca a economia – com uma bengala matricial, dessas que, na pior das hipóteses, explodem na cara se não são bem manuseadas.</p>
<p>Acredite, se quiser ou não, mas os modelos que construí são poucos, e mais desconfio do que credito no instrumental econométrico. São basicamente dois modelos em quais confio e fiz de próprio punho (sob orientação preciosa de professores e colegas): um para o PIB, que pondera produção industrial e Vendas no Varejo, e outro, este sim bem precário, para inflação. Ambos os modelos eu uso com a parcimônia devida e apenas para T + 1, ou seja: para o período imediatamente seguinte.</p>
<p>Para previsões mais longas uso o bom senso e a macroeconomia de Keynes e Simonsen. Vejo também os trabalhos de colegas de profissão (tanto na academia quanto no mercado), e fuço à exaustão esta tal de internet, misto de consciente coletivo e sebo intergaláctico.</p>
<p>No mais, sobre previsões e vislumbramentos, fica o óbvio: não sou cartomante, nem me filio ao turbante cor grená de alguns especialistas sobre o rumo das sociedades e seus trapos decadentes.</p>
<p>Falô?</p>
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		<title>Por: argo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/ohomemvertical/2009/05/25/o-risco-de-optar-pelo-atraso/comment-page-1/#comment-9800</link>
		<dc:creator>argo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2009 17:29:47 +0000</pubDate>
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		<description>Em compensação, Caro André, seu Brasil 2001 compõe-se de erros sobre erros. 

Um comentário sobre ele, feito pelo Augusto Ramos (talvez voce o tenha conhecido, ele foi candidato a presidente do Fluminense - ah, ele é professor de economia na Suécia) é muito interessante:

&quot;AH, as projeções econômicas...

Funcionam assim: o economista quer - a priori - demonstrar que um certo resultado deve ser alcançado num certo espaço de tempo, por algum espaço econômico. Ele pinta o quadro com o resultado e, depois, vai procurar um caminho que conduza até ele - traçado sob a luz de alguma ideologia que, na verdade, é o que deseja ressaltar. Fácil! Já fiz diversas e já quase acertei algumas... quase, quase.&quot;

Caso não tenha lido o livro (ou se leu e quer recordar-se) ele está à disposição em:

http://www.portaldocriador.org/forum/viewtopic.php?f=75&amp;t=2677&amp;p=12642&amp;hilit=simonsen#p12642</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em compensação, Caro André, seu Brasil 2001 compõe-se de erros sobre erros. </p>
<p>Um comentário sobre ele, feito pelo Augusto Ramos (talvez voce o tenha conhecido, ele foi candidato a presidente do Fluminense &#8211; ah, ele é professor de economia na Suécia) é muito interessante:</p>
<p>&#8220;AH, as projeções econômicas&#8230;</p>
<p>Funcionam assim: o economista quer &#8211; a priori &#8211; demonstrar que um certo resultado deve ser alcançado num certo espaço de tempo, por algum espaço econômico. Ele pinta o quadro com o resultado e, depois, vai procurar um caminho que conduza até ele &#8211; traçado sob a luz de alguma ideologia que, na verdade, é o que deseja ressaltar. Fácil! Já fiz diversas e já quase acertei algumas&#8230; quase, quase.&#8221;</p>
<p>Caso não tenha lido o livro (ou se leu e quer recordar-se) ele está à disposição em:</p>
<p><a href="http://www.portaldocriador.org/forum/viewtopic.php?f=75&amp;t=2677&amp;p=12642&amp;hilit=simonsen#p12642" rel="nofollow">http://www.portaldocriador.org/forum/viewtopic.php?f=75&amp;t=2677&amp;p=12642&amp;hilit=simonsen#p12642</a></p>
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