Desemprego surpreende e vem estável.
Acaba de ser divulgado na manhã de hoje a Taxa de Desemprego no Brasil, e o resultado surpreende positivamente. Nossa expectativa era de aumento no desemprego no país, uma vez que os sinais são de deterioração no mercado de trabalho. A taxa caiu de 9% em março para 8,9% em abril, uma queda estatisticamente irrelevante segundo as palavras do próprio IBGE.
Infelizmente é impossível fazer uma comparação mais longa da taxa de desemprego no Brasil, uma vez que houve mudança na metodologia do índice. No entanto, é uma boa notícia ver que, a despeito das pressões em contrário, o emprego medido pelo IBGE manteve-se estável.
Na Europa as boas notícias vêm do mundo dos negócios. Foi divulgado o PMI (Purchasing Managers Index) que visa capturar a oscilação nas condições gerais dos negócios. Os administradores de grandes empresas são convidados a responder um questionário simples, com perguntas do tipo: sua empresa vendeu mais que o mês passado? Os estoques estão maiores do que no mês passado? sua empresa exportou mais que o mês passado? E por aí vai. Caso tenha sido igual ao período anterior o PMI registra 50, se for pior vem abaixo de 50, melhor vem acima.
Como vemos no gráfico acima, aparentemente , atingimos um fundo e, a partir de agora, deve registrar alta. O PMI é extremamente útil para antecipar tendências do nível de atividade e fornece informações preciosas sobre o tecido econômico. Porém cabe ressaltar que, apesar de estar numa trajetória ascendente, ainda estamos no campo abaixo de 50. Ou seja: em abril a situação ainda foi pior que março.
Nos EUA os dados do mercado de trabalho continuam deteriorando. Os pedidos de Auxílio Desemprego vieram acima das expectativas e jogaram uma nuvem de mau humor no início dos negócios de hoje.
Estamos em patamares históricos quando se trata desta variável econômica. Até o dia 15 de maio (no acumulado em 4 semanas) a quantidade de norte-americanos que pegaram a fila da Previdência Social chegou a 631 mil.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: always mind the gap, desemprego, mind the gap



Cadê seus cálculos, meu caro André? Depois, chama quem não concorda contigo de mal-humorado, é? Te disse que a curva de emprego – média, inclusive – era ascendente, recorda-se?
Também, quem confessa: “Nossa expectativa era de aumento no desemprego no país” mostra que joga no time dos “quanto pior, melhor”.
Tenho dito! (”Allah, porém, é mais sábio e mais justo” – eh, eh, essa última brincadeirinha é uma homenagem a Mello e Souza, via seu pseudônimo, Malba Tahan)
Não creio que o senhor Perfeito seja neoliberal. Afinal todos os analistas erraram. Existe um colchão que amortece a crise, que o País construiu nos últimos anos, que não é bem avaliado até agora, que é o mercado consumidor brasileiro. A renda do trabalhador aumentou muito nos últimos anos e isso sustenta o consumo e também a produção e serviços e conseqüentemente reflete na geração de empregos. O aumento do salário mínimo e as políticas sociais do governo, bem como os investimentos e ampliação do credito público começa a fazer seus efeitos, mais rápido que se previa.
É preciso colocar os EUA no seu devido lugar, ou seja, eles faliram. O mundo tem continuar e eles resolverem seus problemas, que são muitos. Os EUA têm que parar de se achar o salvador e se colocarem na situação de náufragos que precisam do mundo para lhes lançarem as bóias.