O tal do CAGED de tempo em tempo
Causou certa polêmica um dos meus últimos posts sobre os dados do CAGED. Nele eu afirmo que de fato não foram cridas 106 mil vagas, o que contraria certa leitura otimista da economia e parte do senso comum ao se deparar com dados econômicos.
Disse e reafirmo. Realmente o resultado de abril foi pífio e, na verdade produzimos 38 mil vagas a menos do que seria esperado para um mês de abril típico.
Vamos por etapas.
Em primeiro lugar olhemos a série de dados do CAGED.
Estes dados começam em janeiro de 2003 e termina em abril de 2009.
Podemos ver que, de tempos em tempos, algum movimento se repete. Este tipo de comportamento recorrente aponta que há na série algum comportamento sazonal que deve ser “limpado”, para assim podermos a evolução real do fenômeno.
No gráfico abaixo temos aglutinados os valores mensais de todos os anos. Ou seja, todos os janeiros, os fevereiros, os marços, os abris (nem sabia que esta palavra existia; abris…) e por aí vai. O objetivo é detectar, na média, qual é o volume contratado em cada mês específico, ignorando-se os anos em questão. A linha vermelha é a média do período.
Vemos que dezembro é o mês de maior perda de vagas na média, e abril o de maior alta. Existem várias técnicas econométricas que capturam este tipo de oscilação recorrente e “desconta” do número efetivamente observado. Dessa forma podemos saber de forma correta o que está acontecendo.
No caso utilizo um software chamado E-Views para fazer este cálculo, e o método utilizado chama-se X-12 Census no modo Aditivo. Este método foi criado pelo Census norte-americano para dessazonalizar sua séries e é alplamente utilizado no mundo. Até nosso IBGE usa algo muito parecido para criar suas séries dessazonalizadas.
Basicamente ele elimina o componente sazonal. No caso este método aponta que o emprego, medido pelo CAGED, tem este comportamento sazonal.
O que este gráfico mostra é que é usual a criação de cerca de 140 mil vagas em abril Logo 106 mil vagas não dão conta de “zerar” a posição e ainda fica faltando vagas a serem preenchidas.
Através deste método é que podemos concluir que houve criação de empregos de forma ininterrupta desde janeiro de 2003 até novembro de 2008. O que não é o caso agora. Abaixo as duas séries: CAGED e CAGED_SA (dessazonalizado).
Não é questão de eu ser tucano, petista ou o escambau. Ignorar a evidência econômica tão trivial é tolice para quem quer que seja. No limite, este tipo de leitura dos dados do CAGED reitera a urgência no corte de juros básicos, já que a inflação pelo lado da demanda está aliviada (uma vez que o desemprego está aumentando), e pelo lado da oferta também está comportado (desemprego nesta situação aponta para aumento da capacidade ociosa).
O resto é trocida
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: fla-flu, tim tim por tim tim




Infelizmente a “esquerda” e, no limite, os desenvolvimentistas, estão umbilicalmente atrelados ao governo Lula e submetidos a fazer propaganda governista como necessidade de defesa de um governo que supõem fazer o pais avançar política e economicamente, quiça, beneficiando trabalhadores e excluídos, seria cômico, mas é trágico, como no conto, tentam fingir que o rei não está nu, submetendo-se ao constrangimento se levar um sabão como este que o André, que não é nenhum revolucionário acabou de lhes aplicar. Ora, os dados estão aí, a política pro-capital financeiro, especulativo e internacionalizado, não desembocará em outro lugar se não o da penalização do trabalhador. O Sr. Lula sabe que não conseguirá se agasalhar a tempo.
“Vemos que dezembro é o mês de maior perda de vagas na média…”
‘Pera, ‘pera, ‘pera! Dezembro é o mês de maior perda de vagas???!!!
“Se os fatos não correspondem à teoria, descartem-se os fatos”?!
É assim, é?
Argo
Sim, dezembro é, segundo o CAGED, onde se destrói o maior número de vagas.
André
Voce só se esquece de que a curva é ascendente – mesmo computando a média. Veja os numeros e responda se nãoe stou certo. (não tenho dados referentes às médias, mas numa olhada superficial, confere – ponha seu programa para verificar as médias históricas dos meses de jan/março, tire as diferenças entre as contratações efetivas e confira se não é “para cima”, a curva do crescimento do emprego).
Janeiro -101.748 – estabeleça qual seria a média história em janeiro e maque o ponto de início do gráfico.
Feverereiro – 9.179 – tenho certeza de que é ascendente até aqui, por motivos óbvios.
Março – 34.818 – idem.
Abril – 106.205 – idem.
Enquanto ela, a curva de retomada, continuar ascendente é sinal de que estamos saindo do fundo do poço, mesmo que sua velocidade de ascensão não seja a que nós desejamos.
——
Em tempo:
Mea culpa, esqueci-me de que dezembro só termina no dia 31. Eu mesmo, em minha juventude, já preparei recibos de rescisão no finalzinho do ano, quando trabalhava em um escritório de contabilidade. Não lembrei desse detalhe.
Caro André.
Acho, “acho”, que os gráficos, para nós economistas, nos mostram a realidade numérica, pois nossa ferramenta é econométrica, por isso, o não entendimento do público em geral, pois no caso comum, a visão é aritimética, pois o que se vê é progressão : fev – 9.179; mar – 34.818 e abril – 106.205, o que esconde o que seria numa realidade sem crise, por isso esse saldo negativo de 34.000 vagas que ficaram perdidas, e técnicamente nem podermos dizer “pelo menos que voltamos ao nivel anterior a crise”, por isso a sua análise gráfica e conceitual está correta.
Mas politicamente essa afirmação seria incoveniente se fosse divulgada do modo da sua análise.
Cara, como você é idiota.
Você quer comparar dados? Compare aí então, os 106 mil empregos criados no Brasil em abril, com os 500 mil demitidos nos EUA no mesmo mês.
Mais, compare com os dados de emprego dos outros momentos de crise internacional, como a do México, a da Russia, e as outras no passado recente.
O mundo está acabando lá fora e aqui, graças às boas medidas dos 6 anos de governo Lula, nós estamos criando empregos, com as vendas de automóveis praticamente no mesmo nível do que no mesmo período do ano passado, antes da crise.
As comparações que vocês, idiotas, inventam, são realmente o máximo.
Torcem pelo fracasso deste governo desde o primeiro dia e lá se vão seis anos de sucesso.
Faça o seguinte. Mude-se. Deixe o Brasil para aqueles que o querem bem.
Vá… vá… idiota…
André,
Adoro matemática. Mas acho que você exagerou um pouco ao ignorar a comparação com os outros meses da crise. É certo que ainda não voltamos aos patamares de antes da crise e talvez seja mesmo cedo para comemorar, mas talvez já se vislumbre a recuperação em comparação com os meses mais recentes.
Paul Krugman, por exemplo, alertou que pode ocorrer falência das comparações baseadas em modelos ‘normais’, quando se está no meio da crise. Aliás falência é uma palavra bem apropriada para esse tempos…
Modelos são ótimos e sem eles entenderemos menos ainda o que acontece. Mas tenho certeza que você também sabe que modelos também são ótimos para serem descartados… principalmente quando conseguimos formular um modelo novo e melhor! Ou seja, estudar modelos melhora o entendimento do que acontece, mas você certamente também já concluiu que duvidar deles de vez em quando pode levar a conclusões ainda melhores. Enfim, deixe um pouquinho de dúvida nas suas ótimas análise que gosto sempre de ler. Ou não, pois continuarei a lê-las do mesmo jeito.
Abraços
Mentira. Suas contas são mentirosas. Seus termos de comparação são tendenciosos. Compare com os índices de emprego nos períodos de crise. A do México, a da Rússia, por exemplo. O governo fhc “criou” menos de 800 mil empregos em 8 anos. Isso mesmo. Compare com isso. Tucano, além de bicudo é cego…
ninguem vai cair no seu conto do vigário. tá na cara que tu é um cavalo de batalha do zé pedágio
Caro Perfeito, concordo que a criação de empregos está baixa para o mês de Abril, mais se considerarmos que estamos em uma crise mundial, a pior desde 1929, 106 mil empregos em abril é uma grande vitória. Os EUA demitiram mais de 500 mil pessoas no mesmo período. Estamos indo bem nessa crise, é isso que o senhor deveria mostrar, pois diante da crise mundial que vem devastando o mercado de trabalho no mundo inteiro, o Brasil continua gerando empregos formais e reduzindo a pobreza, pois conforme o IPEA mais de 316 mil pessoas saíram da pobreza entre setembro de 2008 e março de 2009.