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15/05/2009 - 11:30

Europa confirma desaceleração. EUA reage na margem.

As notícias não são boas no Velho Continente. A economia da Europa caiu mais que o inicialmente esperado e contraria as expectativas de alguns economistas que o “pior já passou”. A queda na comparação anual registrada no quarto trimestre de 2008 foi de 1,5%, para o 1° trimestre de 2009 o tombo projetado era de 4,1%; afundou mais, em 4,6%. O gigante europeu – a Alemanha – foi quem mais sofreu, cai 6,9% na mesma comparação anual.

Dos elementos do PIB alemão os que mais contraíram, ao ano, foram as exportações (-5,6%), produção industrial sem contar construção (-8,0%) e rendas de capital (-7,5%). A Alemanha sofre por ter uma pauta de exportação de alto valor agregado, e cujos principais clientes são justamente os que mais sofrem com a atual crise: os países industrializados.

Muita coisa ainda deve acontecer antes dos dados econômicos começarem a vir melhores de forma consistente. O importante é notar que a realidade furou as previsões, apontando assim para a inconsistência da leitura do “pior já passou”. A desaceleração deve ser mais persistente que inicialmente projetado.

Já nos EUA dados de margem (variações mensais e não trimestrais) apontam algum alívio. O Empire Manufacturing que mede o nível de atividade da região de Nova York veio bem melhor que as expectativas em maio. Esperava-se uma queda de 12, mas registrou-se uma que de apenas 4,55.

A Produção Industrial veio em linha com as expectativas e melhor que o índice anterior. A produção caiu apenas 0,5% em abril, contra 1,7% em março.

As figuras superaram as expectativas, no entanto o quadro permanece sóbrio. A Utilização da Capacidade instalada continua apresentando queda, o que deixa claro que o tombo na economia anda está em andamento.

Com ociosidade na capacidade produtiva dificilmente os empresários estarão dispostos a voltar a investir, o que retarda e aborta o crescimento num horizonte curto de tempo.

No Brasil foi divulgado o IGP-10, e este veio em linha com nossas expectativas. O anterior havia fechado em forte deflação, em -0,71%, puxado pelo IPA (Índice de Preço do Atacado) em queda livre de -1,23%. O IGP-10 de maio ficou em 0,17% (nossa projeção era de 0,15%). O IPA voltou a subir, mas a boa notícia veio do IPC (Índice de Preço ao Consumidor) que caiu de 0,59% em abril para 0,48% em maio.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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