Produção Industrial nos EUA continua fraca.
Foi divulgada na manhã de hoje os dados da Produção Industrial nos EUA no mês de março. O resultado veio pior que a queda esperada de 0,9%, e fechou o mês com a mesma queda registrada no mês passado, em -1,5%. Na comparação entre março de 2009 versus março de 2008 o tombo é de 12,8%.
Dos grupos apurados, a maior queda se deu na indústria de Bens para Negócios (Business Equipment) com queda mensal de -2,3%. Isto aponta, em grande medida, o grau de “desinvestimento” que a economia norte-americana ainda passa. A recuperação econômica por lá ainda não está no horizonte; tanto que vimos a inflação ao consumidor (CPI) registrar deflação de 0,1%, apontando – de forma indireta – o desaquecimento econômico.
Não fosse só os dados ruins do lado da produção, ontem vimos dados do comércio virem tão ruim quanto. As Vendas no Varejo registraram queda de 1,1% em março, frustrando a expectativa de muitos economistas de uma recuperação mais vigorosa na margem nos dados da economia dos EUA.
Ao fim, e ao cabo, fica uma incômoda e persistente sensação de que o pior da crise ainda não passou quando se tem na lupa a economia real. Se de um lado é verdade que a volatilidade vem diminuindo nos mercados financeiros e que o fluxo de crédito em alguns mercados volta à normalidade, não deixa de ser verdadeiro também que ainda falta muito para “ficar bom”. Os esforços de recuperação econômica ainda estão sendo colocados em prática, e demora algum tempo até os efeitos serem sentidos no tecido econômico.
Com estes dados em mão, Produção Industrial e Vendas no Varejo, já se pode ter alguma idéia do PIB norte-americano do 1° trimestre de 2009. A expectativa não é das mais animadoras e deve furar a maioria das previsões até então elaboradas. Será divulgada uma versão preliminar do PIB dos EUA do 1°tri no dia 29 de abril, mesmo dia da decisão da taxa de juros por lá e também o mesmo dia do anúncio da taxa SELIC aqui.
Nosso call é de corte na taxa Selic de 150 pontos base – fazendo a taxa sair de 11,25 para 9,75 –, tendo em vista o nível de atividade doméstico e a inflação comportada. Soma-se a este cenário o peso simbólico da queda continuada do PIB norte-americano sobre a formulação de políticas econômicas no país.
Existe luz no fim do túnel? Na margem, ou seja, na variação mensal dos indicadores, há espaço sim para melhoras. Uma vez que a base de comparação é baixa o resultado pode aparentar melhora. Este é o caso do Empire Manufacturing, índice do nível de atividade da região de Nova York. O resultado foi bem melhor que o inicialmente projetado (esperava-se uma queda de -35, acabou se verificando uma queda de apenas -14).
Vale lembrar que a melhora é da piora. Ainda está ruim, mas “menos pior” do que antes. Devemos olhar esses dados com muito cuidado e neste momento devemos nos ater aos dados mais sólidos e tradicionais para evitar erros de julgamentos. Entre estes o principal: o PIB.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: EUA, produção industrial, Selic



boa tarde, tenho 26 anos, trabalho no depto de vendas , atendo
as industrias, principalmente as que fabricam peças para
montadoras, estou muito preoculpada , as vezes vejo no jornais
que as montadoras estão se recuperando , tambem ja estou
preoculpada com as minhas vendas, meus contratos todos foi
suspensos,deste outubro/2008
nao sei mais o que fazer?
gostaria de saber existe,alguma previsão de melhora ainda este
ano .em relaçao as montadoras , vejo que os carros estãomais
barato ,sem o custo do ipi , mas parece que as empresas
ainda nao estão comprando .porque?
dear,tenho evitado o seu blog e os jornais. recomendações dos médicos. (haja notícia depressiva)
bjs saudosos,
carol
Jane,
Existia uma teoria difundida entre os economistas que estaríamos passando por um ciclo de estoques, ou seja: existia um estoque em excesso (frente a nova realidade econômica) e, depois que esgotado os estoques fossem “queimados”, os pedidos à indústria voltaria.
No entanto esta tese funciona em situações normais. Vivemos um período de restrição de crédito pesada que tem efeitos terríveis sobre o consumo (em especial de bens duráveis, que são financiados).
Porém acreditamos que haverá uma retomada na margem do PIB, mas em 2009 a queda deve ser ainda de 0,75%.
Isso é ruim? Não necessariamente. Se o país produzir em 2009 apenas 1% a menos dos bens e serviços que forma produzidos em 2008 isso não é um resultado ruim. Acredito que o Brasil pode se recuperar sim em 2010 com força, mas até lá viveremos um período apertado.
No seu caso acredito que os pedidos devem voltar nos próximos meses, mas de forma modesta ainda. Até lá prudência é necessário.
Beijos
André