A mesma crise de sempre.
Pouca coisa sobra ao comentário diário nestes tempos de desaceleração ampla e irrestrita. O noticiário econômico se acumula num enorme déjà vu, reiterando uma sensação desagradável em muitos investidores.
De tempo em tempo o susto piora e algum gigante espirra sobre a banca. Ontem foi a vez do AIG e do HSBC apresentarem parte da fatura da crise financeira ao constatarem o óbvio: banco e seguradora não é um bom negócio hoje em dia (pelo menos no mundo industrializado, onde a taxa de juros básica não existe e emprestar só se for na base do juramento).
Desaceleração como sempre e ativos para baixo – preços idem. Hoje foi divulgado os preços no atacado na Alemanha e no acumulado do ano a queda já chega a 6%.
No Brasil a banda toca no mesmo tom, e os preços, capturados na pesquisa da FIPE para o mês de fevereiro, reiteram o bom comportamento do dragão em sono profundo. Em janeiro era 0,46%, em fevereiro chegou a 0,27% (nossa projeção era de 0,25%). Destaco aqui a queda do grupo alimentação, que pesa 22,7% no índice e foi a vilão por excelência da inflação em 2008. Comer subiu menos em fevereiro: 0,33%.
Nossos modelos apontam que o IPCA deve, no entanto, registrar leve alta em relação ao mês passado. O índice deve subir de 0,48% para 0,50% em fevereiro, o que representa em termos econométricos estabilidade.
Lembramos a todos que a Produção Industrial no Brasil será divulgada na sexta-feira, o que deve reiterar o tom de desaceleração econômica.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: crise, deja vu, inflação



O dólar-eis o mais podre dos títulos.O mundo insiste em ter ação de “empresa” falida.A cada má notícia, o dólar sobe (deveria cair).
Aliás, pode alguém me informar como os EUA conseguiram 800 bi, senão emitindo títulos para “corajosos” comprarem….?
Você tem razão, é via emissão de dívida que os EUA. Mas até aí nada demais. É assim mesmo que funciona o sistema monetário. Eles podem fazer isso.