Clima e sazonalidade impactam IPCA-15.
Fatores pontuais fizeram o IPCA-15 divulgado hoje apresentar alta maior que a esperada. Nossa projeção apontava para uma inflação praticamente estável, na casa de 0,26%. No entanto, o índice veio acima disso fechando janeiro em 0,40%. Os principais impactos positivos foram o reajuste dos ônibus urbanos e o aumento de alimentos in natura.
No caso dos ônibus urbanos os aumentos são pontuais e por contrato, geralmente reajustados pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas. O Índice fechou ao ano com uma alta de 11,33%, o que influenciou fortemente estes aumentos. Os ônibus subiram 4,76% no Rio de Janeiro, fazendo o IPCA-15 da capital fluminense chegar à 0,97%. Em São Paulo, onde não houve reajuste na tarifa, a inflação fechou o mês em 0,14%.
Já no caso de alimentos in natura a situação é mais grave. Após chuvas devastadoras no estado de Santa Catarina, agora é a vez da seca castigar o Rio Grande do Sul. Pelo menos 44 municípios já decretaram estado de emergência e boa parte da lavoura foi perdida. O preço das frutas e da batata-inglesa dispararam nesta última medição.
Diferentemente do reajuste de ônibus, a questão da mudança climática pode comprometer de forma mais persistente a inflação no médio prazo, e merece ser acompanhada de perto pelos analistas.
Na Inglaterra os dados do PIB, divulgados hoje, só confirmam a tendência geral de desaceleração econômica. O PIB inglês recuou -1,5% no último trimestre e jogou para baixo o crescimento anual. A taxa em 2008 tombou 1,8%.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:

