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Arquivo de novembro, 2008

28/11/2008 - 15:49

Inflação desacelera na Europa.

Hoje foi divulgada a inflação na Zona do Euro e, como não podia deixar de ser, veio abaixo das expectativas e abaixo do índice anterior. A inflação ao ano está em 2,1% em novembro, contra 3,2% em outubro.

Esse movimento era esperado e faz coro com a tendência geral de deflação de forma mais ampla: commodities, ações, salários. Esse processo é um reflexo claro e inequívoco da desaceleração econômica em escala mundial, e deve continuar por alguns meses.

Hoje também foi divulgada a taxa de desemprego também na Europa que subiu em relação ao mês passado. Hoje 7,7% da força de trabalho no Velho Continente está sem emprego.

Não há mais dados relevantes na agenda econômica de hoje.

Semana que vem termos a divulgação do IPCA que segundo nossas estimativas deve acelerar um pouco na margem e atingir 0,49%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
27/11/2008 - 12:21

Joy to the world

Pra ver se espanta de vez a urucubaca!

Sem contar o bigodão style do vocalista. Um dia deixo o meu.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
27/11/2008 - 12:00

IGP-M surpreende economistas

Hoje foi divulgado pela manhã o IGP-M de novembro e o resultado surpreendeu todos os analistas. Segundo o terminal Bloomberg, nenhum economista que participou da coleta de expectativas imaginava um valor tão baixo. Nossa estimativa apontava para uma forte desaceleração, saindo de 0,98% em outubro, para 0,44% em novembro. Porém, o índice veio bem abaixo, aos 0,38%.

O grupo que mais desacelerou foi o IPA (Índice de Preço no Atacado), saindo de 1,24% em outubro, para 0,30% agora em novembro. A queda abrupta pode ser creditada a acomodação do choque de câmbio nos preços no atacado. Boa parte dos custos já foram reajustados a essa nova realidade, e fatalmente a indústria não irá repassar custos adicionais ao consumidor nesse natal em crise.

Persiste, porém, a alta nos preços ao consumidor, capturados pelo o IPC-M. A inflação neste grupo subiu o dobro entre e outubro e novembro, saindo de 0,25% para 0,52%. Podemos ter um IPCA mais acelerado no mês de novembro.

Hoje não haverá pregão em Nova York por conta do Dia de Ações de Graças. Vimos nos últimos quatros dias altas consecutivas no Dow Jones, fato que não acontecia desde setembro pelo menos. É uma ótima notícia, principalmente porque o mercado aparentemente não deu tanta importância aos números de nível de atividade nos EUA. Os Pedidos de Bens Duráveis recuaram mais de 6% segundo dados divulgados essa semana. Apesar disso o mercado seguiu em alta, apontando, em alguma medida, que a recessão já está no preço dos ativos em bolsa.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
26/11/2008 - 14:23

Mundo industrializado desacelera.

Foi divulgado na manhã de hoje o PIB do Reino Unido, e como não poderia deixar de ser, ele desacelerou no terceiro trimestre. Os dados ainda são preliminares, mas já apontam com clareza para o movimento na queda dos produtos nacionais.

Tal qual aconteceu com a Alemanha, que divulgou ontem seus números, o Reino Unido manteve no terreno positivo todos os componentes da demanda interna (consumo das famílias, consumo do governo, etc…), no entanto o setor que contribuiu de forma negativa de forma mais expressiva foram as exportações. Não por acaso a Chanceler alemã, Ângela Merkel, disse aos jornais há um mês que não interessa à Europa que os países em desenvolvimento tenham um câmbio tão fragilizado. Ela sabe muito bem que o calcanhar de Aquiles das economias centrais será a exportação, uma vez que é apenas questão de tempo que o consumo doméstico desacelere.

A importação nos países centrais continua em alta e o motivo é a queda abrupta dos preços de importados. A evolução dos preços de importados da Alemanha ilustra bem dois momentos distintos que o mundo viveu nesse histórico ano de 2008. Num primeiro momento os preços de importados subiram na esteira das commodities em alta vertiginosa. Logo depois os mesmo preços despencam das alturas e apresentaram forte desaceleração na última medição, denunciando assim a deflação generalizada das commodities. Preços mais convidativos evitaram uma queda mais acentuada no consumo.

Já no Brasil a inflação ao consumidor, medida pelo IBGE, apresentou aceleração menor que nossa projeção de 0,53%. O IPCA-15, prévia do IPCA, registrou em novembro alta de 0,49%. Amanhã será a vez da divulgação do IGP-M, pela FGV, e este deve cair bastante, saindo dos atuais 0,98% para algo em toro de 0,44%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
25/11/2008 - 11:37

IPC-FIPE estável.

Dados divulgados hoje pela FIPE sobre a inflação apontam, em grande medida, que há alguma desaceleração na margem dos preços no país. O IPC-FIPE registrou alta de 0,54%, contra 0,58% da semana anterior. Nossa projeção apontava para uma inflação de 0,58%, praticamente em linha com os dados apresentados.

No entanto, o aumento dos alimentos continua persistente. Claro, em níveis bem inferiores ao começo/meio deste ano onde o choque exógeno da alta das commodities puxou todos os índices ao consumidor.

Os Índices gerais de Preços, calculados pela FGV, estão em franca queda e o IGP-M que será divulgado na quinta-feira deverá desacelerar fortemente, saindo de 0,98% para algo em torno de 0,44% segundo nossos modelos. A desaceleração pode ser creditada a relativa estabilidade do dólar no atual patamar e as correções passadas do choque de câmbio nos custos das empresas.

Porém, deve-se notar, que altas persistentes em alimentos solapam o poder de compra do consumidor ao infringir ao mesmo uma despesa irremediável e constantemente alta. Como não há escapatória desse grupo de produtos (alimentos), fatalmente a correção do poder de compra dar-se-á nos outros produtos, havendo inadimplência e redução na compra.

Outro fator que pode adicionar estresse à evolução dos preços é a recente tragédia em Santa Catarina. Fora o flagelo humano que a catástrofe representa, muitos danos econômicos sérios foram feitos. Entre eles a interrupção de rodovias, paralisação de fábricas e até a interrupção do gasoduto Brasil-Bolívia. Fora esses danos, soma-se a isso que Santa Catarina é um importante produtor de grão e carne, e que boa parte do escoamento terrestre da região Sul está comprometida.

Aproveitamos a oportunidade e estendemos nosso pesar a todas as vítimas da tragédia e nosso respeito e carinho aos sobreviventes e ao povo catarinense. Acreditamos que a ação do poder público, juntamente com a sociedade brasileira, poderá ajudar a minimizar os danos materiais e humanos.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
24/11/2008 - 18:30

O CONSUMISMO

MTV Debate, hoje às 22:00

O tema é Consumismo.

Se tiver perguntas, comentários ou devaneios me mandem que colocar no ar.

Vou tentar acessar o blog antes do programa para pegar todas.

Abs
André

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
24/11/2008 - 11:36

Citibank recebe auxílio bilionário.

O Tesouro Norte-americano, em conjunto com o FED, anunciou no fim de semana um plano de resgate ao Citigroup que chega à US$ 306 bilhões. Soma-se a esse montante mais US$ 20 bilhões especificamente do Tesouro; oriundos dos famosos US$ 700 bilhões aprovados recentemente pelo Congresso Norte-americano. Vale lembrar que o Citi já tinha levado US$ 20 bilhões junto com outros grandes bancos logo no início do pacote.

Essas medidas em conjunto do Tesouro com o FED reforçam a política adotada pelo governo dos EUA (bem como pelos governos Europeus) onde o estado torna-se fiador de última instância de grandes instituições bancárias. O Citigroup faz parte do grupo de empresas “grandes demais para falir”, e possui 200 milhões de clientes espalhados por mais de 100 países segundo o Wall Street Journal. Se a instituição entrasse em colapso o custo de resgatar o sistema seria sensível maior, logo as autoridades monetárias resolveram agir de forma preventiva. A quebra do Lehman Brothers foi um evento traumático e o FED não que repetir o episódio, agora em escala muito maior.

Outra boa notícia que animou os mercados na sexta-feira foi o anúncio do presidente do FED de Nova York, Timothy Geithner, para comandar a pasta do Tesouro na gestão de Obama. Apesar de relativamente jovem, Geithner é experiente e goza de boa fama com o mercado. Nova York respondeu eufórico ao anúncio e subiu mais de 6 por cento na sexta-feira no fim do pregão.

A semana promete começar bem no Brasil. O barril de petróleo reagiu e os contratos futuros do óleo negro subiram acima dos US$ 50,00 na manhã de hoje.

Outra boa notícia são os prognósticos de inflação capturados pelo Boletim Focus. Segundo a pesquisa do Banco Central brasileiro as expectativas estão ancoradas e não apresentaram maiores altas nessa semana.

Para ler o relatório na íntegra basta acessar
http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20081121.pdf

O IPC-S veio em linha com as expectativas do mercado e subiu 0,57%.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
21/11/2008 - 17:56

Agenda dia 24 de novembro

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/11/2008 - 17:53

A crise sem demagogias

A crise sem demagogias
Kátya Desessards, editora
A crise financeira não é um bicho de sete cabeças… o bichano sempre teve e continuará a ter uma cabeça só… enorme – por certo -… mas uma só.

A crise financeira tem criado um cenário de pessimismo – de efeito dominó – na grande maioria dos setores produtivos e de serviços no mundo interior. É fato que há uma profunda desordem nas economias de diversos países – principalmente – dos desenvolvidos, que deixaram atrelar parte de suas bases de investimentos, tanto estatal como privados, a uma pretensão de reserva de crédito com uma enorme falta de segurança de retorno. A pretensão não é apenas semântica, é de fato uma postura diante da impensada fragilidade do sistema financeiro norte-americano. Isto vinha funcionando como um tipo de especulação (mesmo não admitido pelo governo americano), onde os bancos liberavam crédito sem qualquer respaldo de retorno, pois tinham como ‘garantia’ o investimento tanto em papéis do governo como em ações das empresas do setor da construção e de outros setores afins. O problema é que bancos e grandes empresas de outros países – como Inglaterra, França, Alemanha e Japão – acreditaram também na seguridade desse ciclo do crédito imobiliário norte-americano.

Quando o personagem principal (mutuário) não pagou o crédito cedido, o mercado financeiro entrou em crise e – a partir daí – todos os setores da economia começaram a se retrair e a perceber o quanto a cedência de crédito nos EUA é frágil, sem regras definidas e atrelada a uma posição de consumo predatório. A falência do Lenhonn Brothers ainda será sentida por – pelo menos – três anos e não por ele ter sido durante quase 150 anos uma instituição histórica nos EUA, mas pelas escolhas de investimentos especulativos que fez – assim como todos os bancos de crédito norte-americanos.
E foi esta postura de descrédito na lógica da volatilidade inerente ao mercado, que a crise não pôde ser freada. Desde 2004, o sistema de crédito dos EUA vinha apresentando sinais claros de que havia problemas de retorno.
Mas apesar da fragilidade do sistema financeiro o dólar não acompanhou a mesma lógica da crise e não perdeu valor. Ao contrário, ampliou sua força de indexador de câmbio do comércio internacional.
O nível de crescimento do PIB mundial para 2009 deve apresentar – sim -desaceleração acentuada, mas há sinais de que o mundo não entrará em colapso como apregoam alguns economistas mais céticos quanto à capacidade de reação do mercado.
Partindo-se da lógica de que os países desenvolvidos continuaram a produzir e a possuir riquezas, este dinheiro terá que ir para algum lugar. E a América Latina desponta como uma possibilidade de escoamento viável e lucrativo para este dinheiro. “O Brasil será visto como um bom destino para estes investimentos”, pondera André Perfeito, economista da Gradual Corretora.
O economista avalia que o País mesmo tendo uma previsão de crescimento menor do projetado para 2009 – ficando entre 2,5% e 3% – mesmo assim, a economia interna não se encaixa na visão alarmista de desaceleração em massa. “Como no Brasil o crescimento ainda está muito galgado no consumo das famílias e nos últimos cinco anos houve duas situações que ampliaram a capacidade de compra: como aumento do salário real; e o aumento do crédito; conseqüências do aumento do emprego formal, o mercado interno brasileiro sentirá sim os reflexos da crise, mas, não perderá a sua capacidade de crescimento”, explica André Perfeito.
É fato que o crédito deve ‘minguar’ um pouco em 2009, mas é fato também que o governo brasileiro não irá permitir que haja a deflagração do efeito reverso dessa crise na economia nacional. As medidas tomadas pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, de garantir crédito – principalmente – ao setor automotivo já é um indicativo de que o Brasil está preparado para se lançar como destino para os investimentos estrangeiros, além da estabilidade nas políticas macro-econômicas. “Pode até parecer um paradoxo já que os juros ainda são altos e – ao mesmo – tempo o governo incentiva o consumo quando oferta dinheiro e crédito. Mas este cenário – mesmo antagônico – tem refletido ao mercado interno a segurança necessária de que haverá continuidade do crescimento, em escala menor, mas real ”, explica o economista da Gradual Corretora. André Perfeito pondera ainda, que se o dólar mantiver uma postura entre R$ 2,00 e R$ 2,10 (que é a previsão para 2009) “não haverá grandes oscilações na economia em geral, a desaceleração deverá ser mais homogenia sem grandes vítimas. O consumo de automóveis e de calçados – por exemplo – estará mais sensível, mas não é previsto retração em escala”.
No mercado de ações o cenário tem que ser analisado por outro viés. A realidade na Bovespa, porém, não acompanha a mesma lógica dos outros setores da economia – menos alarmistas, pois o ‘ânimo’ dos investidores ainda é muito influenciado pelo cenário internacional. É fato, contudo, que a base da primeira carteira de ações da Bovespa é formada de empresas com posições sólidas – nos mercados nacionais e internacionais – e com liquidez. O que gera dúvida sobre a real necessidade dos investidores nacionais flutuarem na mesma escala de desconfiança dos investidores das outras bolsas no mundo.
O mês de outubro foi o grande exemplo deste descompasso de cenários. As bolsas européias – por exemplo – que possuem nas suas primeiras carteiras, empresas que estão de alguma maneira sendo vitimadas diretamente pela crise – ou por possuírem ações dos bancos credores americanos ou por terem investido nas empresas do setor da construção nos Estados Unidos. A Bovespa, diferentemente, mantém em seus demais grupos de carteiras de ações, empresas de bom desempenho. “O preço do petróleo tem agido como um dos efeitos à causa do desequilíbrio e das oscilações aqui no Brasil”, salienta André Perfeito, economista da Gradual Corretora.
O ‘ânimo’ e a desconfiança do investidor é o outro efeito, esse intangível, que a Bolsa está afeta. Há uma nítida sensação, dentre vários analistas de mercado, de que a bolsa brasileira poderia se fortalecer impondo uma postura de ‘se vender’ mais caro – ou seja – definir maior peso aos cenários internos, valorizando assim com maior ênfase a sua carteira principal. Isto, porém, implica na quebra de alguns paradigmas como impetrar uma ação menos volátil à análise dos cenários interno e definir ação mais moderada dos efeitos externos. As bolsas de Nova Iorque e da Europa, mesmo em ‘queda livre’, continuam a manter sua influência internacional. O fato é que a bolsa brasileira possui – hoje – maior consistência de valor e de liquidez de suas carteiras de ações.
O ano de 2009 poderá ser o ‘divisor de águas’, se a lógica de que os países desenvolvidos terão que repensar o destino de seus investimentos, já que internamente não possuem mais tantas alternativas de expansão por possuírem níveis de infra-estrutura e capacidade produtiva chegando ao limite. Nessa lógica, o cenário para o Brasil poderá ser melhor do que se espera. Mesmo com alguns setores vitimados com a crise, a possibilidade de retorno que o Brasil possui hoje é seu maior ativo e diferencial no cenário internacional. Inclusive diante da gigante China, que não possui o nível de estrutura econômica e de organização interna que o Brasil. A questão é se o setor privado brasileiro está preparado ‘psicologicamente’ para deixar a postura de vítima ou alarmista… Pois a concorrência estrangeira no mercado doméstico será ainda mais acirrada a partir de 2009.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
21/11/2008 - 17:50

Been there, done that

Been there, done that
Steeled by past economic woes, Brazilians are both upbeat and prepared for global calamity

Paul Vieira, Financial Post
Published: Friday, November 14, 2008

Like nearly every country, Brazil is sustaining its share of collateral damage from the credit crunch. Lending terms are less favourable; the currency has been sideswiped; and public and private projects, involving infrastructure refurbishments or new factories, have either been delayed or, worse, halted.

Even as this transpires, it is tough to sense panic among the men and women who work and play in the country’s financial hub. If anything, there’s a spring in the step of most Paulistas, as the residents of Sao Paulo are called.

Restaurants near the financial district, in particular the quintessential churascarias, or steak-houses, are bustling at lunchtime as blue-and grey-suited businessmen discuss cash flows while waiters with skewers of picanha walk around offering patrons a slice of the premium cut of meat, cooked to a perfect medium-rare.

The Iguatemi shopping centre, among the oldest and most famous in the city, is teeming with shoppers on this late Tuesday morning. An employee at high-end jewellery maker H. Stern shrugs off talk of a credit crisis and reduced business. Gucci, the Italian fashion and leather-goods label, plans to open another Sao Paulo outlet in coming weeks on Iguatemi’s second level, next to the Burberry and Louis Vuitton shops.

Luciano Araujo, a Sao Paulobased financier, says Brazilians — including himself — find it odd that the economic troubles this time are the United States’ doing and not self-inflicted. That, he says, represents a turning point on the global economic stage. “I think all the conditions are there for Brazil to take off,” says Mr. Araujo, a partner at Hampton Solfise, a financing firm that helps raise cash for corporate clients through structured products and securitizations.

“Our consumer market is still growing, and we have a long way to go before we see problems with leverage among households and corporations. What’s spoiling this beautiful picture are the liquidity problems we are facing.”

Eduardo Klurfan, chairman of the Brazil-Canada Chamber of Commerce, says he’s not at all surprised by the quiet confidence of the Brazilian business community.

“Brazil has the resiliency to withstand this crisis that we have seen,” says Mr. Klurfan, who is also Bank of Nova Scotia’s vice-president of global transaction banking. “Brazil’s businesses have been tested through the previous years, with hyperinflation, to the point that they are more prepared than businesses in many other countries for changes.”

Brazil is among a group of large developing economies ready to use their economic might to bring about changes to the global financial system as a result of the credit crisis. Brazil’s president, Luiz Inacio Lula da Silva, called for an overhaul of the system last weekend when the finance and central bank officials from the Group of 20 nations met in Sao Paulo, and he is expected to repeat his demand at this weekend’s meeting of G20 world leaders in Washington.

Despite the upbeat mood, stresses on financial markets have economists looking for weaker growth in Brazil in 2009, as feeble global demand drives down the price of Brazilian export. Economists at Merrill Lynch & Co. suggest Brazil would grow 5% this year but tail off to 3.1% next year.

To date, the Brazilian government has made up to US$102-billion available to get the country’s financial system through this crunch, through measures such as easing banks’ capital requirements, extending the lending capacity of its state-owned financiers and suspending, for now, certain corporate taxes.

The government has also paved the way for consolidation in the banking sector so strong players can pick up struggling lenders, and has given authorization to state-owned chartered banks to buy equity stakes in private-sector banks. The biggest deal so far was announced last week when Banco Itau and smaller rival Unibanco Holdings agreed to create a US$265-billion financial services company.

Perhaps the credit crunch has had its most significant impact on Brazil’s currency, the real. Capital has flowed out of Brazil, either to meet fund redemptions, cover investors’ short positions or in search of other havens, namely the U. S. dollar. All three, plus falling commodity prices, have led to a nearly 30% drop in the Brazilian currency over the past three months.

The rapid depreciation badly burned some big-name Brazilian export-oriented companies that locked into foreign-exchange hedges in the belief that currency would climb further. They now sit with billions of losses on their balance sheets at just the wrong time. “Everyone is panicking with this flight to safety via the U. S. dollar. It is, frankly, a flight to insanity,” says Andre Perfeito, an economist with Sao Paulo-based brokerage house Gradual Corretora.

Brazil’s central bank has sold U. S. dollars on the spot foreign-exchange market and held currency swap auctions to defend its currency. Zeina Latif, chief Brazilian economist for ING Bank NV, adds that the real’s plunge also keeps Brazil’s central banker, Henrique Meirelles, from lowering the bench-mark interest rate of 13.75% for fear of devaluing the currency more.

Interest rates remain high because of the country’s sensitivity to inflation: Brazilians have had to cope with triple-digit inflation rates. Plus, inflation could hit the growing middle class — the key driver of Brazil’s growth — hardest as it tries to preserve its newfound wealth. Mr. Meirelles has signalled he has no plans to veer off the central bank’s current inflation target of 4.5%, midway point between a 2.5%-to-6.5% band the bank targets. As of Sept. 30, year-over-year inflation stood at 6.3%.

Ms. Latif says the fallout of the credit crisis could have the “favourable” effect of decreasing inflation, which would give the central bank room to cut rates, perhaps starting next year. Then businesses and households may see some relief on lending terms.

Until recently, consumers could get a loan to cover the full value of a car, with the condition it be repaid over six years. Now, lenders will provide no more than 80% of a car’s value on a maximum three-year term. As for corporate financings, big-name firms can still tap capital markets but must make due with short-term corporate paper, as opposed to long-term debentures, on which spreads have widened.

“What is happening right now in Brazil is not that people are afraid of lending money. It is just that people have no reference point as to what to charge,” Mr. Araujo says.

Some blame, however, is being assigned to Brazil’s banks. When the government loosened banks’ capital requirements, freeing up US$43-billion in the process, some banks used that money to purchase high-yielding government-backed bonds as opposed to pushing it into the marketplace through loans. The government stepped in and said it would stop paying interest on the banks’ reserve requirements — in essence, forcing them to lend.

Mr. Perfeito, for one, is not too worried about the impact the global crisis is having, for the moment, on Brazil. Over lunch at a churascaria preferred by Sao Paulo’s financial crowd, he explains investors will return with their cash because growth in Brazil will outpace the developed world as more people join the middle class and more cash is needed to refurbish ageing, or non-existent, infrastructure.

“Pension fund managers need somewhere to [send] money where you can get a good yield. That won’t be in the developed countries. Why? Interest rates are very low, for one. Another? The developed world has built all the factories, roads, schools and railways. In Brazil, we haven’t come too close to doing that. Even though we are a country of football [soccer], we don’t have good stadiums yet.”

Mr. Araujo has a similar take, and suggests Washington may be forced eventually to “swallow some medicine” from the International Monetary Fund — something Brazil and other developing economies have had to do. “The United States must become an export-oriented economy because it needs a positive balance of payments. The reason it has one now is because everyone still invests in the United States — and that’s to no avail because all it will do is make credit available to people who already owe a lot.

“The U. S. will have to find new buyers for their production — which must be abroad, in places like China and Brazil,” the financier says. “We will see the U. S. dollar devaluating strongly against the yen and real because otherwise the Americans won’t be able to export to Brazil or China. They have to export to who has the money.”

pvieira@nationalpost.com

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
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