FED deve manter juros reais negativos
Hoje a agenda reserva grandes decisões no campo da política monetária. No Brasil o BC decide no colegiado do COPOM a nova taxa básica. Pelos motivos que expusemos ontem acreditamos que a manutenção será aprovada, representando uma parada no aperto iniciado esse ano.
Talvez nem seja uma parada técnica, que nem muitos economistas fazem crer em seus comunicados. Talvez o momento seja realmente outro na economia doméstica, com nível de atividade em baixa por conta da queda global e commodities em queda. O risco permanece no câmbio ainda muito alto, mas mesmo esse deve apresentar queda frente a conjuntura mundial (no médio prazo), e das ações do BC (no curtíssimo prazo).
Já nos EUA o FED deve reafirmar o ciclo expansionista da sua política monetária. O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa básica de juros contra a inflação corrente, no mesmo mês. Apesar de não ser exatamente correta essa metodologia, ao comparar a taxa atual de juros contra a inflação atual, ele serve de um termômetro do apetite do FED em relação à condução da política monetária por lá.
O sinal é claro: o FED quer inundar o mundo e os EUA de dólares. Esse movimento cumpre uma tripla função. Em primeiro lugar irá desvaloriza o dólar em relação as outras moedas do mundo (se bem que nesse momento de pânico isso não se verifica) permitindo que a exportações dos EUA voltem ao cenário mundial com mais força, trazendo dinamismo a economia de lá.
Dois, essa política inflacionária visa evitar o derretimento dos ativos reais que vem enfrentando deflação (casas, ações, etc…).
E três, trás alívio adicional ao setor financeiro ao rebaixar o custo do dinheiro e diminuindo o custo de oportunidade do capital, tornando mais atrativa outras aplicações do que o tesouro norte-americano.
Com o tempo, talvez um mês (o tempo previsto para o plano de US$ 700 bilhões chegar à rua), essas três poderosas engrenagens irão se colocar em movimento fazendo o cenário mudar, de novo, dramaticamente.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:


Parabens André.
Seu comentário é muito oportuno e de bom senso. Aliás, bom senso é que faltou aos economistas que tanto expressaram comentários demasiados sobre os momentos de euforia que antecederam a este grande estouro da bolha. Quando tinhamos um imbovespa a 73.000 pontos, nenhum deles desaconselhou a investirmos em petr3 e vale etc. Afinal, só falavam nos 85 mil pontos em dezembro. Agora, com este rombo enorme para os iludidos que investiram este ano, principalmente de maio pra cá o que dizer? Ninguem fala nada, são incompetentes e mentirosos, além de enganadores, pois falam sem substância, apenas envolvidos num clima de euforia total…
Por isso, parabens pelo que escrevestes, tens conhecimento e apoio e estou torcendo muito que realmente o plano de 700 bilhoes dos EUA, comece a fazer o efeito que tanto foi prometido. Afinal, de tão demorado foi este socorro e ainda continuo a não entender por que não se salvou o Bco de Investimentos, cuja quebra enveredou a estes prejuizos perto dos 3 trilhoes de dolares. Não se ajudou a tantos outros bancos e ainda continuam ajudando. Realmente é dificil de entender a cabeça e os interesses do tesouro americano e do FED.
Atenciosamente,
Queiroz
Obrigado Queiroz
Acho que a crise financeira vai suavizar em breve. Dá uma olhada na curva Libor, está caindo.
Abs
André
pergunta: se os paises da america do sul se aliassem, e provocasse uma moeda forte como seria o dsenvolvimento mundial em termos de economia.Tambem digo, como seria nossa conjuntura,acredito que a uniao total dos paises da america do sul se fortaleceria em todos os aspectos com um unico palavriado em termos de finacas e divisas territoriais.Seguidores nos temos, o que precimos e de diplomatas conciliando os paises no que e nosso e nosso.
parabens por esse conforto inicial.Auardarei no que diz espera para que tudo vena a se nomalizar
a bolsa deve abaxa em média30% do valor atual que ta tendo muito juros para nossa populacao de S.P