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Arquivo de março, 2008

29/03/2008 - 14:30

Comentário Diário

Não sei se você, distinto leitor, sabe, mas escrevo diariamente comentários sobre economia brasileira e internacional na Gradual Corretora de valores. Trabalho no Departamento de Economia e monitoramos todos os principais agregados macroeconômicos divulgados e fornecemos opinião a respeito dos atuais desdobramentos.

Quem quiser acessar é só clicar no link abaixo.

Também fazemos todo dia de manhã o Morning Call de Bovespa. Lá passamos a agenda do dia e as principais notícias que podem afetar o Bovespa. Quem quiser acessar é simples e gratuito (o custo é apenas da ligação).

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Qualquer dúvida entrem em contato; meu email: aperfeito@gradualcorretora.com.br

Abs
André Perfeito

https://www.gradualcorretora.com.br/arquivos/pdf/CD_28-03-08.pdf

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/03/2008 - 15:28

Chic, bem!

Que graça essa capa. Psicodelia fina e bom gosto à granel.

E pensar que a Vogue já foi uma espécie de atrevimento.

Salut!

Perpheito

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/03/2008 - 11:58

Coluna Destak

Há algo fora da ordem.

Fora da nova ordem mundial. Que, por sinal, já têm mais de cinqüenta anos.
Quem vem acompanhando os mercado de capitais anda oscilando entre euforia e
depressão tal qual um maníaco depressivo em dia de visita.

Parece que algo fez água. Muita liquidez apontou George Soros, uma espécie
de Darth Vader do mundo financeiro. Ele disse em Davos no início do ano: “Os
EUA inundaram o mundo com seus dólares durante 60 anos, isso não pode
continuar indefinidamente”. Mas meu amigo Soros, não é isso que um império
sempre faz? Que seja imortal posto que é ouro, mas que seja rentável
enquanto dure. Este é o mantra.

Essa crise financeira começou nos empréstimos imobiliários há população de
baixa renda nos EUA e se espelhou feito bugiganga chinesa nos mercados
mundiais. Só que apontar o dedo nos mutuários pé de chinelo americanos é um
disparate sem tamanho. Essa crise começou como tudo neste mundo em que
vivemos: ganância, muita ganância. Este episódio seria apenas mais uma
clássica crise financeira, como já aconteceu no Japão, nos EUA e na Europa
não fossem dois aspectos.

Os conceitos já não dão conta do novo. Na periferia emerge a China. Esta
nova engrenagem travou o sistema. Sempre que havia uma crise no centro do
sistema o ajuste se dava via balanço de pagamentos; ou seja: ao
desvalorizarem suas moedas os países centrais exportavam inflação e
endividavam os periféricos, aumentando nossas dívidas públicas e nos
colocando em situação de insolvência. Criou-se FMI, Clube de Paris e por aí
foram alguns bilhões de dólares do Brasil. Agora não dá mais pra fazer isso.
A China tem de baixo do colchão um trilhão de dólares da dívida americana. O
jogo mudou de tom.

Porém o que acho relevante não é isto, é isto. Capitalismo é um sistema que
não tem rabo preso com ninguém. Os EUA tornaram-se o queridinho do capital
porque eram de fato o lugar mais rentável do mundo. Hoje já não é. O pólo
dinâmico do sistema migrou para a Ásia, mas a moeda continua com a cara de
George Washington. Aconteceu algo muito parecido no início do século
passado. Os EUA já eram o pólo dinâmico do mundo capitalista, mas a moeda
tinha o rosto da Rainha. Não demorou para a Inglaterra jogar a toalha e
passar a prensa de dinheiro para Nova York. Mas não se passa de mão isso sem
muito barulho. Lá foram duas guerras mundiais até a nova ordem monetária
mundial ser estabelecida.

Todos estão de olho nesse movimento do capital. Só espero que seja algo mais
pacífico desta vez, uma vez que a tal bomba (o capital por excelência) está
na mão dos dois lados do Pacífico. Temos olimpíadas em Pequim este ano. Já
teve olimpíada em Berlim em 36.

André Perfeito

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/03/2008 - 19:29

Communication Breakdown – LZ

Mais paropriada nesta história toda que foi Fidel e os outros da minha vida.

R,n,R

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/03/2008 - 18:56

Entre Fidel e os outros.

È difícil falar de Fidel sem cair no óbvio. Não discordo da maioria das análises e palavras de ordem: ditador, genocida, assassino, revolucionário, comandante, libertador e por aí vai ao gosto do freguês ou da freguesia. Seria besteira tentar enquadrar sua vida em uns tantos toques, mais os espaços entre as palavras, que esta coluna me reserva.

No dia da sua aposentadoria nem pensei direito. Tinha tanto na cabeça entre trabalho e monografia que passou desapercebido o fato relevante. Esse fim de semana ele voltou. E fumando um charuto dos bem fedidos.

Estava numa festa neste sábado, vendo e sendo visto, ao som bem dançante de uma banda estilo anos 70. Diversão garantida. Saí e fui pra casa entre risadas, bebidas e algumas lembranças. Deixei o carro do lado de uma igreja, o único lugar disponível nas ruas de São Paulo àquela hora da noite. Por sinal São Paulo já está em pleno nó no trânsito, só não ver quem não precisa. Pois bem, parei por lá. Fui abrir o carro e um mendigo, deitado a porta, me pede um trocado. Fiz que não com o corpo. E dizer não é fácil: basta desviar o olhar e estufar o peito.

Entrei e fui pensativo. Pensei naquele mendigo por lá, se ajeitando entre farrapos. Pensei na festa anos 70 e nas lindas moças e seus cabelos escovados em puro estilo flower power. Na banda. Na crise imobiliária nos EUA. Na festa de formatura. Em Deus. Em nada.

Esta hora mágica de madrugada, quando as neuroses se desarmam, é perigosa. Sem pensar muito me apareceu Fidel. Ele ligava de alguma forma tudo isso. Sua revolução em pleno caribe inspirou muita gente. Seu visual barbudo sem dúvida inspirou aqueles hippies lá dos 60 e 70. Sua luta era contra a pobreza e isso tinha valor ético. Como disse muito bem o Jabor dia desses: eram intelectuais com armas. Levaram as últimas conseqüências suas capacidades intelectuais: matando e morrendo.

Não quero defender o Fidel. Não quero! Mas não deixa de ser destruidor pensar que o mundo deixou de ser conseqüente, que estamos inebriados com uma liberdade conformista e que todo nosso esforço de entendimento não é nada mais que apenas mais uma opinião no grande mercado de opiniões. O que eles fizeram lá em Sirrea Maestra ecoou por sua força, vontade e sonho. Hoje temos apenas uma espécie de bom senso (essa é a grande herança que o Lula vai deixar, uma continuidade sensata) que nos impede de nos mover. Já nem nos movemos na nossa cidade, e vemos conformados a evolução caótica do trânsito paulistano, só para citar o óbvio.

Há quem chame esse bom senso de maturidade. Eu vejo a falta que Fidel vai fazer.

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/03/2008 - 21:27

Blue Monday – New Order…

E terminou.

Que seja feliz: mesmo! Não te desejo nada menos que isso. Se bem que desejo um tanto mais.

Veio essa música na cabeça. Nada demais… Lembrei de uma festa. Não sei a letra.

Bjs

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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