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Arquivo de fevereiro, 2008

25/02/2008 - 02:27

Ah tá! E eu sou o Bozo…

Quando penso no Brasil penso tanta coisa. Penso no bom, no ruim, no feio e no maravilhoso. Só que tenho horas que não dá mais, e penso: somos uma cambada de manés. O que transformou meu bom humor habitual na mais pura vontade de esculhambar foi este causo todo dos laptops que a Petrobrás “perdeu” num contêiner.

Me deixa possesso pensar que algum funcionário da Petrobrás acha razoável transporta em laptops dentro de um contêiner informações sigilosas sobre uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Fico P da vida com este tipo de descuido, deste amadorismo infantil que, em última análise, nos custa tanto; que retira dinheiro das escolas primárias e remédio dos postos de saúde. Perda boba e assassina.

E isso porque eu estou sendo bonzinho e achando que foi descuido, e não sacanagem da grossa mesmo.

Só que tudo isso é irrelevante diante do pior do causo todo. Foi isso que me faz achar que somos um bando de manés. Pois bem. E quem que transportava o contêiner com os laptops de ouro? Ninguém mais, ninguém menos, que a Halliburton em pessoa. Se você não conhece a empresa passo aqui uma pequena ficha corrida.

A Halliburton foi presidida pelo vice-presidente norte-americano Dick Cheney, e atualmente freqüenta o Salão Oval com o presidente Bush. Esta empresa é uma das que estão mais lucrando com a criminosa guerra do Iraque e muitos lá nos EUA acreditam que esta empresa esteja intimamente ligada aos planos de invasão ao país árabe. Quem viu 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11) do cineasta Michael Moore sabe do que estou falando.

Ou seja, são pessoas que não tem pudores nenhum ao “fazer negócios” e de bonzinhos não têm nada. Até imagino a cena: um funcionário da Halliburton olha o contêiner e vê os laptops, ele sabe do que se trata. Ele liga para seu chefe e avisa que é um material valioso. Pronto. Simples assim.

Não estou acusando diretamente a empresa (processos, processos…), mas se eles acham que vão fazer eu engolir que foi um simples roubo é pedir demais. Ah tá! E eu sou o Bozo, retruco na lata. Olhei no site da Halliburton e não vi nenhuma nota sobre o sumiço das informações.

Fosse em outro país a gente tinha queimado a embaixada americana. Quem quer que tenha roubado estes laptops deve estar chorando de dar risada num hotel de luxo enquanto bebe um bom uísque. Bando de manés, deve estar pensando. Os gringos nos vêem assim: uma grande oportunidade de negócios fáceis e turismo sexual abundante. Que raiva!

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/02/2008 - 01:51

New Orleans, jazz e a vida solta no ar…

Um clipe elegante, charmoso e, bem… como posso dizer?, artístico. Muito bonito.

Achei isso no blog de uma querida amiga que publica lá o impuplicável: as histeriquices de uma mulher. Vale a pena visitar. Passá lá e deixa um beijo. Acesse:

http://www.hysteriquices.blogspot.com/

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/02/2008 - 18:18

O Brasil no Paralelo

Tem coisa que não tem preço. Outras não têm valor. Tem até o que não tem sentido. Este país tem de tudo, até essas que não são de nada e vão se avolumando nas esquinas dessas cidades meio sujas onde vivemos. Era pra ser assim afinal, penso cá. Tão pouco de pensado tem este Brasil que se vive de remendos aos cúmulos e acúmulos de pouca gente frente a massa esfomeada.

Fazer o que? É assim, não é minha querida dona de casa? No mais seria diferente do que é as coisas todas que fazemos? Coitado de nós, mas que chato é esse que fica aqui dizendo o que fazer ou não. Matem-no! Ele se acha mais especial que nós, mais perfeito, mais do que é tudo o que está sendo. Ele é vaidoso, metido a besta e cínico! Ele acha que a gente não sabe da fria que nos metemos. Que nossa alma gela se pararmos para pensar. Não preciso de você! A morte já me ensinou da brevidade de tudo, o resto é purpurina.

Tem razão. Tem valor. E tem sentido. Oh! povo deste Brasilzão-de-meu-Deus. Vocês têm tudo e eu tão pouco. Queria não ter mais para ter um pouco mais do que vocês têm. Essa confusão minha é pura vaidade. Que inútil é esse ofício de falar para as pessoas. Quem sou eu para achar que minhas idéias são assim tão relevantes, necessárias?

Só que sou. Não sou aquilo que não sou. Não sei porque teimo tanto em achar que eu e você somos iguais. Somos diferentes em tudo, quase. Será que quero ordenar o mundo a minha ordem? Que assim seria mais justo para mim este mundo que crio? Mas o mundo está criado, ora pois seu Zé Ninguém! Aceite: sussura o pragmático. E eu tão platônico, socrático fico com o copo de cicuta numa mão e a lata de cerveja na outra. E a cede não pára. Será que ela olhou para mim?

Mas não vou chatear mais você, querido leitor. Todo esse remendo de texto angustiado surgiu esses dias. Foi simples o estopim. Abri o jornal e fui à folha de economia. Passei os olhos e vi na sessão de cotações, um pouco abaixo da cotação do Boi Gordo em Araraquara: dólar paralelo R$ 2,13. Hein? O que? Dólar paralelo? Dólar Paralelo? Paralelo? Como assim dólar paralelo? Quer dizer que podemos abrir o jornal e ver a cotação de um produto que simplesmente é fora da lei? Tão ilegal quanto uma violência sexual? Como eles pegam esse valor no jornal? Um jornalista liga para algum doleiro conhecido na fronteira do Paraguai e pergunta quanto está o dólar que ele pegou de um traficante americano e vai repassar à um bicheiro carioca e que será usado na compra de cocaína de um italiano que vive em Copacabana e adora menininhas?

O Brasil não é real, nem ideal; é no paralelo mesmo. Sem espaço, avesso e direto. Solar! Enfim…

Andrew Willian Pewtree Perfect

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/02/2008 - 02:23

Não vá para São Luiz do Paraitinga.

E não é que fui? A propaganda era grande, amigos queridos iam, aquela loira ia, a viagem era perto e o preço em conta; enfim: fui. Fui como se já tivesse ido. Sabia as músicas, os blocos, as brincadeiras… São Luiz do Paraitinga é uma cidade charmosa, das bem antigas, incrustada no meio da serra entre Ubatuba e Taubaté. Foi faz tempo entreposto comercial dos mais ativos, e tem até hoje um belíssimo casario e um mercado municipal fantástico. Tudo isso no meio da serra do mar, em plena mata atlântica. Imaginei um Ouro Preto tropical, borboletas…

Fui pra lá para fugir do carnaval. Queria fugir daquele carnaval de cerveja, daquele clima de gente-bonita-em-clima-de-paquera, o que é apenas um eufemismo para xavecos brutos e meninas fingindo-que-não-querem. Acho isso chato, fazer o que? Tem gente que curte, respeito, mas ficar perdido numa floresta de epiléticos por mais de dois dias é de enlouquecer qualquer um. No final fica o óbvio: todo mundo enlouquecido.

Uma querida amiga psicóloga disse que o carnaval curou a histeria. Discordo. Acredito que este carnaval de cerveja colocou foi do avesso a histeria, mas curar que é bão duvideodó. Nessas horas é que existem os amigos. Hay que criar um clima sem perder a ternura jamais! Fomos felizes. Compramos pistola d´água, confete e serpentina, mini-chapéus, tinta para pintar o rosto, e – coroando tudo – eu de suspensório para dar uma de palhaço ou de Pierrô retrô; meio que menino entregador de jornal.

Juntamos o que tínhamos e brincamos na praça até se enrolar na serpentina. Sábado foi ótimo. Domingo maravilhoso. Só que tinha muita gente: a propaganda era grande… Muita gente. E cerveja, muita cerveja.

Aos poucos a cidade foi sendo invadida por um insuportável cheiro. Sabe aquele cheiro? Do ralo? Então. Todo lugar um cheiro batido. Era visível. No suor, nas roupas que apelam sem seduzir, nas cantadas que não encantam, nos olhares que não se cruzam, nos encontros que não se dão. Aquele insuportável cheiro de ralo.

A histeria volta avessa aí: num seduzir mecânico, sem sentido e – apesar de tanto beijo – sem prazer algum. Reprodução. Me senti numa fábrica de consumo de cerveja.

Só que os deuses do carnaval foram piedosos com este mortal. Achei a borboleta. Achei ela lá no meio da praça: antena vermelha na tiara prendendo o lindo cabelo liso comprido e preto, blusa azul apertada com um decote encantador, saia vermelha comprida, um sorriso largo e profundos olhos castanhos. Sem contar o lindo nariz. Nos olhamos. Ela sorriu para mim. Sorri de volta… E para mim isso bastou.

André Perfeito

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/02/2008 - 20:00

Daft Hands (harder, better, faster, stronger)

Não tem nada a ver com carnaval, mas é música e bem feito. O fulano pegou uma música do Daft Punk e fez que fez em cima. A bobagem teve 13 milhões de acessos so far…

Enjoy

Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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