Vale apena conferir!
Tatiana Parra e Conrado Goys no Café Piu Piu
31 de julho – 3 feira – 21:00H – R$ 10,00
R. 13 de maio, 134 – Bixiga

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Alguns posts abaixo fiz menção ao movimento Cansei. Falei bobagem. Achei de início que era uma expressão autêntica dos familiares vítimas do acidente da TAM. Não é.
Abaixo trecho da entrevista do Lembo à Terra Magazine.
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Terra Magazine – Na noite da última sexta-feira, durante o casamento de Sophia – filha do ex-governador Geraldo Alckmin, de quem o sr. foi vice -, o sr. disse ao repórter José Alberto Bombig, da Folha, que o movimento conhecido como “Cansei”, nascido em protesto contra a crise no setor aéreo, a violência e a corrupção, é um movimento de “um pequeno segmento da elite branca” e nascido em Campos do Jordão. O que o sr. quer dizer com isso e o que o leva a ter essa convicção?
Cláudio Lembo – O próprio ato de nascimento do movimento. O “Cansei” nasce conduzido por figuras conhecidas que sempre possuíram e possuem uma visão elitista do país e da sociedade.
A quem ou a quê o sr. se refere?
Por exemplo, ao sr. João Doria Jr., que só trata com os grandes empresários do Brasil, e que, até onde sei, só se relaciona com o topo da sociedade. Suas ações e relações estão sempre nesse nível, que representa uma parcela ínfima do Brasil.
Mas a sua convicção se forma apenas através das suas informações, do seu feeling?
Meu ou de qualquer um. Basta ver a forma, a expressão, o verbo utilizado para dar sentido ao movimento. “Cansei” tem um sentido muito próprio.
Que “sentido próprio” é este?
“Cansei” é um termo muito usado por dondocas enfadadas em algum momento das vidas enfadonhas que vivem.
O sr. tem, certamente, a consciência de que nesses movimentos, o “Cansei” ou o “Cria”, há a participação de familiares de vítimas dos acidentes aéreos?
Tenho consciência e isso me deixa mais triste ainda.
Por quê?
Porque é a utilização de um movimento natural e de motivos nobres por movimentos e atividades com claro objetivo político ainda que tentem escondê-lo ou apesar de o negarem, e isso não é bom.
Não é bom por quê?
Não é bom porque as vítimas, os familiares, os acidentes comoveram o Brasil e produziram, inclusive na sociedade, uma dor imensa, enquanto o movimento de Campos do Jordão o que quer é ter espaço na mídia etc.
Por que Campos do Jordão?
Pela figura de um dos organizadores centrais, senão o principal, ao menos no início.
O que exatamente o sr. está querendo dizer?
O empresário João Doria Jr., ao que li e acompanhei nas últimas semanas, há pouco dedicava-se a um desfile de cãezinhos de madames em Campos do Jordão (N.R.: Foi o 6º Passeio de Cães de Campos do Jordão, no dia 7 de julho).
Mas o sr. não ignora que há motivos claros e justos para que pessoas protestem, se manifestem…
Claro que não. Mas, antes de qualquer coisa, é preciso deixar claros quais são os motivos, qual é a justeza deles, e não sair propositadamente atacando sem dizer exatamente o que se quer e a favor ou contra quem. Há motivos muito grandes, justos, e creio que há um clima, em várias camadas da sociedade, de colapso dos serviços públicos.
E por que esse clima de colapso? Culpa do governo?
É difícil dizer, assim de passagem. Falo de um clima, mas é claro que o motivo não é só esse. Isso vem de há muito.
Como e por quê?
A reestruturação dos serviços públicos brasileiros partiu de uma cópia servil do modelo norte-americano, ou por eles imposto, e não encontrou raízes no Brasil. Isso nos últimos 20 anos e se agravou nos últimos 10 anos muito profundamente.
Me dê exemplos do que o sr. está dizendo.
Pois não: as agências como a Anac, Anatel, ANP, e ONGs. Nos Estados Unidos as agências tinham e têm uma cultura ambiente favorável e as ONGs, em grande parte, nasceram para fiscalizar o governo. No Brasil as agências apenas servem para abrigar os interesses de empresas privadas, e ONGs, em sua maior parte, são apêndices de governos.
Para ler a íntegra acesse
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1794531-EI6578,00.html
E não é que o Dr. Lalau voltou paro o xilindró? Por essa eu não esperava…
André Perfeito
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:O governador tucano Cássio Cunha Lima perde o mandato por irregularidades durante sua campanha. Por sinal numa acusação muito parecida com o que Rosinha e Garotinho sofreram em Campos, no Rio de Janeiro. Se a justiça resolver funcionar por essas bandas vai ser um Deus nos acuda.
Em tempo: ninguém vai investigar a falsificação dos dados sobre a segurança pública que Alkimin usou durante a campanha presidencial? Cadê CPI? Cadê?
André Perfeito
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Fim de festa, apagam as luzes. Os últimos dias deram o que pensar. Fora PAN, tivemos o acidente da TAM e o falecimento do coronel ACM. Não, eu não gosto do ACM, mas não faço coro num ódio idiota que credita ao falecido a causa eficiente da miséria brasileira. É um fenômeno intricado do tipo ovo e galinha.
Mas essa semana foi assim mesmo: intrincada. O acidente da TAM não é da TAM (se bem que me parece que foi ela a responsável primeira, ou por falha mecânica ou humana), antes de tudo é o ápice de uma tragédia de coisas e pessoas que culminou nesta tragédia paulistana. Basta dizer basta? Me emocionei de verdade quando vi a manifestação de parentes e amigos neste domingo. Que merda de país, pensei. Mais 200 almas para o hall das mortes estúpidas do país.
E as vaias ao Lula? Dizem alguns que foi armada pelo Cezar Maia. Mas mesmo que fosse, faria diferença? O claro é a insatisfação da classe-média com o executivo nacional, de Brasília em particular. Mas o povo carioca e brasileiro mostrou que sabe é vaiar, mesmo quando não tem que vaiar. Que vergonha que senti nas provas de atletismo da torcida. Dizem que quem organizou foi o Cezar Maia… Vida de gado é isso aí.
A morte de ACM passou batida. Pouca atenção ao funeral do último coronel a moda antiga do país. Não quer dizer que o corenelismo morreu come ele, quer dizer, apenas, que um tipo específico morreu. Seu herdeiro direto, Paulo Soto, terá um trabalho enorme para manter seu legado. Fatalmente irá se desmanchar o poder carlista em pouco tempo.
E o PAN? Indiscutivelmente foi um belo evento; bem organizado e bem idealizado. Se vai existir uma CPI do PAN, como profetiza o Juca, sobre o superfaturamento das obras não sei. Só sei que se procurar acha.
De tudo que aconteceu, PAN, TAN e ACM, o principal de todas foi sem dúvida ACM. Não tivemos tempo de enterrar o político baiano, logo não tivemos tempo de enterrar o que representa também. Passou como lembrança, mas seu legado, seja capitalizado por seus aliados ou não, é, ao meu ver, muito mais pernicioso ao país do que os responsáveis pelo acidente da TAM, ou o superfaturamento do PAN.
E não é pernicioso por que ACM era do mal, mas porque ACM é Brasil até a raiz do cabelo. Em tudo o que vimos estas semanas o personagem oculto é este: o brasileiro. Se não encararmos quem somos, nas vaias, no voto ou na comodidade de Congonhas, nunca sairemos desta encralacada chamada Brasil, formada por brasileiros sobre tudo.
André Perfeito
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags:Se o juiz/ministro/político/pau-pra-toda-obra der jeito na crise aérea do país fica cacifado, e muito, para concorrer ao Planalto em 2010. Pode ser uma tacada e tanto para o PT, sem nome, e para o PMDB, sem rumo.
Fiquemos de olho.

A OAB/SP lançou este movimento pelos direitos cívico e contra a impunidade. Acho fantástica a idéia e apoio.
Entrem no blog do movimento, estão organizando um minuto de silêncio no dia 17 de agosto às 13:00.
Autor: André Perfeito - Categoria(s): Sem categoria Tags: