
Jane Lynch, apresentadora do Emmy deste ano
Se na comédia o Emmy foi previsível na maioria de seus prêmios – consagrando merecidamente pelo segundo ano consecutivo a ótima “Modern Family” -, nas categorias de drama não faltaram surpresas. Para começo de conversa, produções bem-sucedidas como “Boardwalk Empire” e “Game Of Thrones” passaram praticamente despercebidas. A minissérie “Mildred Pierce”, que ganhou previsíveis prêmios de atuação, também foi preterida no principal troféu da noite.
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De uma maneira geral, esta edição do Emmy fugiu ao que se esperava dela. Mesmo comandada pela carismática Jane Lynch, foi fria e pouco empolgante. Também pecou por não homenagear Steve Carrell, que se despediu de “The Office”, e premiar Kyle Chandler, de “Friday Night Lights”, série que chega ao fim este ano. O troféu dado a Chandler teria de ser destinado ao incrível Steve Buscemi, de “Boardwalk Empire”. Houve premiações curiosas, mas merecidas também, caso de Melissa McCarthy, por “Mike and Molly”, e Peter Dinklage, por “Game of Thrones”. Ao mesmo tempo, nomes como Laura Linney, Sofia Vergara, Tina Fey, Evan Rachel Wood e Amy Poehler também não mereciam passar despercebidos. Assim são as premiações.
Mas nada foi tão irritante neste Emmy quanto o descaso dos canais e operadoras de TV por assinatura para com seus clientes. Quem assistia a premiação na Warner pela Net não pôde ativar o recurso de áudio original. Ou seja: o espectador era obrigado a ouvir tradutores confusos que usavam expressões como “Se pá” e chamavam a TV de “tevelisão”, assim mesmo. Isso quando não tentavam imitar a voz dos atores. É um absurdo que este recurso não esteja disponível, absolutamente inconcebível. A Warner e a Net pagaram um mico feio e só mostraram descaso com seu público. Da mesma maneira, o red carpet transmitido pelo canal E! teve seus momentos bizarros. Os responsáveis pela tradução pareciam estar bêbados em alguns momentos. Constrangedor. Em termos de transmissão de grandes eventos, a TV por assinatura brasileira ainda tem muito a aprender.
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