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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 Crítica, Em cena | 17:08

‘Muito +’ e o desnecessário tratamento dispensado por Rita Batista a Val Marchiori

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Val Marchiori: tratada com indiferença

A coluna gosta do “Muito +”. Desde a estreia, o programa da Band tem passado por alguns ajustes e eles têm se revelado eficientes. Prova disso é que a na última quinta-feira a audiência do programa aumentou para 2,5 pontos com picos de 3, ao invés do 1 ponto da estreia. Nesta sexta-feira (13), a atração comandada por Adriane Galisteu recebeu como convidados Gretchen, João Doria Jr. e Val Marchori. Registrou média de 2 pontos com pico de 3,5. E causou desconforto em seu último bloco.

Enquanto Gretchen foi recebida como diva do rebolado, João ouviu os mais diversos elogios a respeito de seu caráter. Val, ao contrário, ganhou trilha sonora tensa ao fundo – daquelas que lembram programas policiais – e teve de ser chamada pelo nome verdadeiro, Valdirene Aparecida. Ora, todos sabem das muitas polêmicas nas quais a socialite do “Mulheres Ricas” se envolveu e esclarecê-las era, de fato, uma pauta pertinente. Mas não do modo como foi feito.

Uma das co-apresentadoras do programa, Rita Batista exagerou na dose. Não só não olhou para a convidada – dirigindo-se sempre para a câmera -, como insistia em tratá-la por “senhora” ou “Valdirene Aparecida” – numa tentativa de lembrá-la de sua origem humilde, assumida, aliás, sem problemas pela convidada. Da mesma maneira, encerrou a entrevista com uma ameaça, dizendo que lá ela voltaria para esclarecer outras polêmicas – Rita chegou a citar processos judiciais nos quais ela supostamente estaria envolvida. A jornalista não disfarçou a antipatia pela convidada e fez com que a imparcialidade passasse longe. Rita é espontânea e carismática, mas não deve se mostrar tão passional. Uma coisa é responder a declarações como fez após uma reportagem com o Julinho do Carmo, que falou mal de Fafy Siqueira. Outra é agir de maneira passiva-agressiva antes mesmo de ouvir o que o entrevistado tem a dizer, como ocorreu com a participante do reality show.

Val, sempre tão julgada por seu comportamento dito “cafona” e “exagerado” tentou amenizar a tudo – ainda que com uma ou outra desculpa esfarrapada. A madame emergente, quem diria, mostrou que foi, sim, elegante. Quando questionada sobre declarações que teria dado sobre Galisteu, saiu pela tangente: “Fui mal interpretada. Me espelho na Galisteu, olha a trajetória dela. Admiro sua carreira, admiro seu sogro Valdemar Iódice”.

O clima mais adequado para o “Muito +” está longe de ser esse. Uma revista eletrônica de entretenimento tem por objetivo divertir, informar. E não foi o que se viu. Sobraram desconforto para o espectador e julgamento moral sobre Val. A coluna não está aqui para dizer se a socialite do “Mulheres Ricas” é boa ou má pessoa, mas certamente não gostou de ver um convidado sendo destratado no ar. A diferença no tratamento foi gritante. Até para perguntar se Gretchen ainda tinha umbigo o clima foi outro. Com Val, foi tensão do início ao fim. Desnecessário. E antes que alguém insista em dizer que o tratamento dispensado aos convidados foi igual: alguém por acaso viu Gretchen ser tratada por Maria Odete o tempo todo? Parece que, assim como ocorreu com Rafinha Bastos, falar mal de Val Marchori agora é “Moda”. Pisou na bola, “Muito +”.

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , ,