Gugu Liberato precisa de novas ideias para superar crise de audiência

Gugu Liberato: sucessivas derrotas para Eliana
No último domingo (10), o “Programa do Gugu” amargou mais uma derrota para o “Eliana”, do SBT, por 8 a 5 pontos. Chama atenção não só a diferença numérica, mas também a quantidade de vez com que a atração da Record tem ocupado o terceiro lugar na briga do horário. Recentemente, a produção resolveu reagir e implementar mudanças no dominical, que ainda não surtiram o efeito esperado. A resposta para a crise de audiência talvez esteja exatamente nesse ponto: não houve mudança significativa.
Basta olhar em retrospecto, nas três principais alterações, listadas a seguir pela coluna.
1) No ano passado, a maior alteração no programa foi a entrada da “Escolinha do Gugu”, quadro de humor manjado e esgotado por medalhões como Chico Anysio, Golias, nos quais se aventuraram também figuras como Sidney Magal. Mudou o “professor”, mas a turma – embora com algumas caras novas reciclando bordões no elenco – seguiu praticamente a mesma.
2) Percebendo que o segmento mais popular de Eliana era o “Rola ou Enrola?”, criou-se o “Quer Viajar Comigo?”, de premissa praticamente idêntica. Uma participante tenta escolher entre vários candidatos. Ao invés de aparecerem em pé, numa esteira, eles surgem sentados. A dinâmica é tão parecida que na estreia Gugu tratou de reforçar por diversas vezes que não se tratava de um quadro de namoro. Nesse caso específico, não importa a finalidade, quando a fórmula é a mesma.
3) Mais recentemente, foi colocado no ar o “Desafio Musical”, adaptação do antigo “Qual É a Música?”, antes comandado por Silvio Santos. O quadro foi de encontro a um pedido do público, detectado em pesquisas, que queria ver o apresentador por mais tempo no palco. De fato, o “Programa do Gugu” andava muito apoiado em VTs e, ótimo comunicador que é, ele tem talento para momentos ao vivo.
Entre as três “mudanças”, uma semelhança: são todos formatos já vistos antes na concorrência. Não há nada de novo. E não se pode esperar uma reação dos espectadores com base numa simples mudança de embalagem com conteúdo igual. Nesse sentido, não seria exagero dizer que, mesmo na Record, Gugu ainda tem a cara do SBT, já que, assim como a emissora, tenta recuperar sucessos do passado para emplacar algo no futuro. Não tem funcionado. Está na hora de apostar em algo realmente novo.
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