Durante o evento de anúncio da nova programação, a Globo anunciou a contratação de Ronaldo como comentarista convidado na Copa das Confederações.
A notícia foi dada por Galvão Bueno, na companhia de Tiago Leifert e Arnaldo César Coelho. O narrador anunciou também mais uma contratação: Rubens Barrichello comentará as corridas de Fórmula 1.
Outra novidade é a construção de uma mesa holográfica, que reproduzirá jogadas na “Central da Copa”.
“Amor Eterno Amor” pode até não ser das novelas mais empolgantes, mas reserva em seu elenco nomes talentosíssimos. Um deles é Osmar Prado, que vem dando um show na pele de Virgílio. Esta semana, o malvado – que se esconde atrás do jeito falsamente humilde e caipira – chegou perto de ser desmascarado por Rodrigo (Gabriel Braga Nunes). É bem verdade que falta à trama um vilão que não seja dissimulado – assim como ele, Dimas (Luis Melo), Elisa (Mayana Neiva) e Melissa (Cássia Kiss) usam do mesmo método -, mas ainda assim o ator tem pintado e bordado com o personagem.
O MICO – Galvão Bueno e Renato Maurício Prado discutem ao vivo na TV
Foi no mínimo desconfortável ver a discussão entre Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, ao vivo, na SporTV. No início do programa, quando Galvão anunciava o jogador Marcus Vinícius Freire, o comentarista pediu ao apresentador que repetisse um comentário que teria feito a respeito da seleção olímpica brasileira de vôlei de 1984 –da qual Marcus fez parte. A partir daí, foram dois minutos de bate-boca. Desnecessário e deselegante. Assista a discussão no vídeo abaixo:
Betty Faria: personagem irreverente em "Avenida Brasil"
Muitas vezes o espectador só se dá conta do quanto um ator faz falta na TV quanto ele ressurge num papel arrasador. É exatamente o que vem ocorrendo com Betty Faria, em “Avenida Brasil”. Pilar é uma personagem adorável e saborosíssima. Milionária falida e completamente amoral, tem sempre uma história louca para contar e a atriz, experiente, tem colorido ela com tintas fortes, mas na medida certa. A dobradinha com Carolina Ferraz também já mostrou que funciona bem. A julgar por essa primeira semana, nos divertiremos muito graças a Betty.
O MICO – Galvão Bueno diz que luta gravada é ao vivo
Galvão Bueno: pegou mal dizer que a luta gravada era ao vivo
Pegou mal para o narrador dizer que a luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen estava sendo transmitida ao vivo quando, na verdade, a Globo a exibia gravada e com meia hora de atraso. Atitude completamente desnecessária, uma vez que mesmo quem não acompanhou o combate pela TV por assinatura já sabia do resultado por meio das redes sociais antes mesmo de ele começar a passar na tela da Globo.
Se o leitor pensa que as gafes no futebol são exclusividade Galvão Bueno ou das brigas entre Neto e Milton Neves, está enganado. Quem assistiu atentamente a partida entre Internacional e Palmeiras no último domingo não deixou passar uma pérola dita por Cléber Machado. Durante a transmissão, o narrador disse: “E agora como manda a lei aqui no Rio Grande do Sul, a execução do hino nacional do Rio Grande do Sul.” Como se sabe, o Rio Grande do Sul não tem hino nacional, já que não se proclamou independente do Brasil. Assista ao momento do equívoco:
Agora, falando sério, desde março do ano passado uma lei estadual diz que o Hino Rio-grandense tem de ser executado antes do início de qualquer evento esportivo oficial em solo gaúcho.
Quem assistiu a transmissão da despedida de Ronaldo da Seleção Brasileira viu que Galvão Bueno não disfarçou a emoção. Não bastasse atribuir ao jogador qualidade quase que sobre-humanas e confundir seu nome com o de Romário, o narrador da Globo cometeu uma outra gafe que passou praticamente despercebida.
Logo depois do primeiro tempo da partida contra a Romênia, enquanto Ronaldo fazia a volta no estádio do Pacaembu, Galvão começou a discorrer sobre os dias em que o retorno do jogador ao futebol foi desacreditado após operar o joelho. E resolveu complementar tudo com “um texto de um poeta argentino, chamado Alberto Briti”:
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.
Tudo seria lindo, não fosse por um problema. Estas palavras foram escritas pelo dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898 – 1956), cujos trabalhos no teatro seguem influenciando gerações. Assista abaixo o momento em que Galvão se confunde e informa erradamente ao espectador, pouco depois do minuto 28:
Aparte a gafe, o texto é de fato muito bonito e tem um significado especial para o comentarista Casagrande. O poema, que já foi recitado por centenas de artistas, chegou aos seus ouvidos na voz da cantora argentina Mercedes Sosa, falecida há quase dois anos. Durante o período em que ficou internado numa clínica de reabilitação, o ex-jogador apelou para o texto como apoio. “Quando eu fiquei internado, com meus problemas, eu tinha que me agarrar a alguma coisa para conseguir lutar. E esse poema foi uma das coisas que mais abriu as portas para mim”, desabafou. Acertando ou não o autor, Galvão Bueno acabou por mostrar uma bela história de superação de seu companheiro de trabalho. Ouça o poema na voz de Mercedes Sosa:
Fernando Oliveira é jornalista, tem 29 anos e já escreveu sobre televisão, cinema, literatura e gastronomia. Atualmente não perde um capítulo da novela das oito e é viciado em reality shows.
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