‘A Fazenda’ perde seu vilão, mas isso não significa que o programa perderá a graça
Vamos combinar, nas últimas semanas estava difícil aturar “A Fazenda”. Tantos eram as mostras de mesquinhez, inveja, falta de educação e maledicência que ninguém queria mais ver barraco. Especialmente os motivados por Gui Pádua, que, se for alvo de um levantamento muito provavelmente deve entrar para a história dos reality shows brasileiros como o personagem que motivou mais confusões. A saída do grande antagonista da história, no entanto, não significa que a partir de agora o programa cairá no marasmo.
Se há um cumprimento a ser feito para a produção de “A Fazenda” é a escolha do casting. Nitroglicerina pura. Mesmo sem o paraquedista, as brigas não terão fim. Até porque duas figuras muito provavelmente entrarão de novo em rota de colisão: Dinei e Joana Machado. Polarizado entre homens e mulheres – com Marlon e Valesca Popozuda em cima do muro, é bem verdade -, o jogo deve ser encabeçado pelo ex-jogador e pela personal trainer. Da mesma maneira, a imaturidade de Thiago Gagliasso, que fala mais do que deve e perdeu muito de sua popularidade ao tratar maltratar as cabras, será um ingrediente extra.
A Gui Pádua, agora fora da competição, restará tentar se redimir da imagem de misógino e machista que ganhou no confinamento. Aos peões que continuam na disputa, resta brigar pelo prêmio de R$ 2 milhões com armas bem diferentes das usadas pelo paraquedista. Afinal, como ele mesmo bradava aos sete ventos, a verdade aparece. E os 72% dos votos que o tiraram do reality show confirmam isso. Em algum lugar desse país, mulheres de fibra como Renata Banhara e Anna Markun, que bateram de frente com ele, devem estar rindo à toa.
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