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sexta-feira, 17 de maio de 2013 Briga pela audiência, Crítica, Novela | 23:13

Fim de ‘Salve Jorge’ tem menor audiência que ‘Avenida Brasil’ e deixa questões em aberto, mas consagra alguns atores

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Nanda Costa e Rodrigo Lombardi na cena final de "Salve Jorge"

A julgar pelos resultados anteriores das tramas de Gloria Perez, não havia motivo para duvidar que “Salve Jorge” poderia ser um sucesso arrebatador e poderia manter o frisson causado por “Avenida Brasil”. Afinal, “O Clone”, “América” e “Caminho das Índias” atingiram todas médias gigantescas de audiência, com capítulos ultrapassando a marca de espantosos 50 pontos. Além disso, alguns elementos conspiravam a favor. A autora resolveu ambientar parte da novela numa favela – onde se passaram grandes sucessos do cinema como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite” – e abordar um tema importante: o tráfico humano. Difícil entender, portanto, o momento em que essa receita desandou o folhetim ser alvo de pesadas críticas em alguns momentos.

Alguns fatores podem ser apontados, como a construção do mocinho. Theo (Rodrigo Lombardi), vendido como “o cara” na trilha sonora, era um militar facilmente manobrável que ainda vivia com a mãe. Em contraste com essas fortes tintas de Morena (Nanda Costa), uma protagonista muito bem delineada e interpretada com vigor, o personagem perdeu o apelo já visto em figuras icônicas do universo de Gloria Perez, como Raj ou Sayid. Aliado a isso, todas as histórias relacionadas ao tráfico de drogas sumiram da trama, assim como vários personagens – quase cem atores foram escalados. Miro (André Gonçalves), que colocava vídeos na internet fingindo ser um grandão do crime, foi completamente limado, assim como Beto (Sasha Bali), o ex de Morena, que foi dado como morto numa linha de diálogo. Parte do elenco acabou servindo de figuração de luxo. Para completar, houve muitos erros de continuidade e equívocos de direção. Em suma, tivesse sido melhor burilada, “Salve Jorge” poderia ter passado incólume a piadistas e críticos de plantão.

Leia entrevista com Nanda Costa: “Não adianta ficar ouvindo críticas”

Elencar os problemas da novela não significa, no entanto, que “Salve Jorge” não tenha proporcionado bons momentos. Obviamente, ao colocar no horário nobre da Globo uma questão importante como o tráfico de pessoas, a novela cumpriu um grande papel social ao alertar para essa modalidade de crime. Da mesma maneira, o folhetim consagrou o trabalho de Totia Meirelles e Giovana Antonelli, que ganharam grandes personagens, além de confirmar o que já se sabia sobre Nanda Costa no cinema: é uma grande atriz, que enfrenta desafios sem medo. Igualmente serão eternamente gratos à trama artistas como Adriano Garib – que já foi escalado para a “Dança dos Famosos” – e Thammy Miranda, que despontaram para o estrelato.

Lívia (Claudia Raia) e Wanda (Totia Meirelles): na cadeia

Feitas as ressalvas, é preciso afirmar que nas últimas semanas Gloria Perez soube imprimir um forte ritmo a “Salve Jorge” e amarrou bem suas principais histórias. O último capítulo não reservou grandes surpresas além dos finais já revelados pela coluna, mas garantiu bons momentos como o fato de Wanda (Totia Meirelles) ter se convertido na prisão numa clara ironia. Restaram, no entanto, fios soltos. Dois deles: como Helô cuidou de sua compulsão por compras? Ninguém avisou a Theo que ele perdeu um filho com o atropelamento de Érica (Flávia Alessandra)? Outros finais ficaram apenas subentendidos como Russo e Irina (Vera Fischer) cumprindo sua sentença e Celso (Caco Ciocler) assumindo sua parte na fortuna dos Flores Galvão.

No quesito audiência, a novela não foi tão bem quanto as antecessoras e registrou a menor média de um último capítulo dos últimos anos. Foram 45 pontos com pico de 49, mesmo número da última segunda-feira, quando a novela atingiu seu recorde. A antecessora, “Avenida Brasil”, marcou 7 pontos a mais.

“Salve Jorge” – 45 pontos com pico de 49

“Avenida Brasil” – 52 pontos com pico de 54

“Fina Estampa” – 47 pontos com pico de 50

“Insensato Coração” – 47 pontos com pico de 51

“Passione” – 52 pontos com pico de 54

“Viver a Vida” – 46 pontos com pico de 52

“Caminho das Índias” – 55 pontos com pico de 59

“A Favorita” – 50 pontos com pico de 53

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , ,

Em cena, Novela | 13:10

‘Papo na Redação’: O final de ‘Salve Jorge’ e suas cenas secretas

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , ,

Entrevista, Novela | 05:00

Nanda Costa, a protagonista de ‘Salve Jorge’: ‘Não adianta ficar ouvindo as críticas, tem de fazer bem o trabalho’

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Nanda: "Vou levar a Morena a vida toda no meu coração"

Tão logo gravou sua derradeira cena na pele Morena, a protagonista de “Salve Jorge”, Nanda Costa desabou na cama e dormiu. Literalmente. Afinal, depois de quase um ano de trabalho, a atriz pôde finalmente descansar sem a pressão de carregar uma mocinha de novela das nove e se preocupar em estudar as cerca de vinte cenas que gravava por dia. Foi exatamente depois dessa soneca, por volta das 23h30 da noite de quinta (16), que Nanda conversou com a coluna. Bem disposta e sem fugir de nenhuma pergunta, a atriz mostrou serenidade ao falar sobre as críticas que a novela sofreu e foca no ponto positivo: a enorme quantidade de pessoas que ajudou ao alertar para o tráfico humano.

Veja tudo o que acontecerá no último capítulo de “Salve Jorge”

Com larga carreira – e vários prêmios – no cinema, com longas bem recebidos pela crítica como “Sonhos Roubados” e “Febre do Rato” no currículo, a atriz não havia encarado ainda uma personagem do tamanho de Morena. Seu desempenho em novelas anteriores, como a Madá, de “Cobras & Lagartos”, e a Soraia, de “Viver a Vida”, chamou atenção, assim como sua performance na pele de Dolores Duran, no especial “Por Toda a Minha Vida”, que arrebatou a crítica. Como Morena, levou muita gente a achar que a garota de praia, que cresceu em Paraty, no Rio, tivesse origem na favela como a mocinha da novela. Não por acaso, pouco depois de alguns dias de férias, Nanda já pegará no batente de novo e rodará três filmes na sequência. Confira a entrevista a seguir.

IG: É mais intensa a despedida de uma novela quando se é protagonista?
NANDA COSTA: Foi mais intensa, mas senti mais quando gravei na quarta-feira (15), a penúltimo diária. Nesse dia a gente rodou o encerramento da novela com todo o elenco na cidade cenográfica do Alemão, com a Dona Áurea (Susana Faini), que sempre criticou a Morena, do lado, feliz. Senti um aperto no peito. Foi um mix de sentimentos: tristeza porque vai acabar, o vazio que fica e uma alegria enorme de ter trabalhado com a Dira Paes, que tanto admiro como pessoa e como atriz. Ela me ensinou muito. Foi um momento muito forte, veio aquela emoção e a gente foi confraternizar depois numa festa. Já chorei, me emocionei, ri, brinquei. A última cena que gravei na quinta-feira (16) foi a chegada da Morena no Brasil com o Theo. Um final feliz.

IG: Demora para se desligar do personagem ou isso ocorre de imediato?
NANDA COSTA: Eu desligo. Nas últimas semanas fui entendendo que estava acabando e fui me preparando para me despedir da Morena e não sofrer tanto. Para rodar a última cena, nessa quinta, eu fui super concentrada. Tive de fazer um esforço três vezes maior pra não sofrer. Mas agora não tem mais a última cena, acabou. Vou levar a Morena para a vida toda no meu coração.

IG: Já dá para avaliar o trabalho em “Salve Jorge”?
NANDA COSTA: Eu trabalhei muito nessa novela, foi um volume de trabalho muito intenso. Foi o maior desafio da minha vida e da minha carreira. Até então, nas outras tramas de que participei, as personagens não tinham nem um quinto do volume de cenas e da responsabilidade. Mas meu comprometimento sempre foi o mesmo com todas e sempre procurei fazer meu trabalho da maneira mais digna. A Morena era um desafio: foi a primeira protagonista escravizada, prostituída e favelada de uma novela das nove. Era muita novidade junta. Mas por meio dela pudemos alertar várias famílias para a questão do tráfico humano. Foi uma honra.

IG: Acha que houve um estranhamento do público em relação a Morena nos primeiros capítulos?
NANDA COSTA: Claro que houve. Todo mundo tem um pouco de dificuldade com novidade mesmo. Mas a gente conseguiu virar o jogo. Não demorou muito para perceber que as pessoas gostavam, torciam pela Morena. Confiei na Gloria Perez, que disse que não fui aposta, que me chamou pelo meu trabalho, por já ter me visto no cinema. Acho que teve, sim, essa resistência inicial por parte do público, mas confiei na equipe, na minha intuição e trabalhei com muito foco e dedicação. Não adianta ficar ouvindo as críticas, tem que fazer bem o seu trabalho.

IG: No final das contas, todos torceram por Morena. Ganhar de virada é mais gostoso?
NANDA COSTA: É muito mais gostoso. Toda essa crítica negativa, quando questionavam se eu daria conta de uma protagonista, me deu mais força e me estimulou mais para enfrentar o desafio. A maioria das pessoas que falava isso não conhecia meu trabalho no cinema, não viam que eu já tinha uma carreira atrás de mim.

Leia também uma entrevista com Nando Cunha, o Pescoço da novela: “Quem não gosta de ‘Salve Jorge’ não precisa ir pro Twitter meter o pau. É só mudar de canal.”

IG: Em dados momentos, nas redes sociais, “Salve Jorge” era alvo de piada por causa de erros de continuidade como o cabelo da Morena e coisas do tipo. Algumas pessoas passaram a assistir para criticar. O que achava disso?
NANDA COSTA: Eu achava ótimo que as pessoas estavam assistindo. Meu trabalho estava lá, feito com todo o carinho, amor e dedicação, assim como o de grande parte da equipe, totalmente envolvida na história. O importante é dar o recado. Se as pessoas estavam vendo pra falar mal ou bem, não importa. Importa que estavam vendo e, querendo ou não, foram alertadas para o tráfico de pessoas. Houve quem criticasse, mas chegou um momento que vi a maior parte das pessoas realmente curtindo a história. Erro de continuidade é normal em toda novela, não dependia de mim. Eu até ria de algumas coisas.

Numa cena com Rodrigo Lombardi: "Theo é o cara, sim, mas um cara humano"

IG: Cá entre nós, acha mesmo que o Theo (Rodrigo Lombardi) era “o cara” como na música do Roberto Carlos? Ele morava com a mãe, não se decidia com quem ficava…
NANDA COSTA: Eu acho que o Theo desde o começo tem aquilo que a Dona Áurea (Suzana Faini) falava pra Morena: “Cuidado, ele é impulsivo, do tipo que faz e depois pensa!”. Foi uma paixão muito avassaladora. No segundo capítulo eles já se beijaram, se apaixonaram e no final da primeira semana já tinha pedido de casamento. O Theo é um cara verdadeiro e honesto, mas impulsivo. E exatamente por isso erra como todo ser humano. Na música do Roberto tem uma frase que diz “Esse cara não sou eu, mas é o que eu gostaria de ser”. E ele é um pouco isso. Ele errou, mas os erros que cometeu foi por ter sido enganado. Ele é o cara, sim, mas um cara humano.

IG: No filme “Sonhos Roubados”, você já havia atuado num universo parecido com o da Morena. Teve algum tipo de preparação especial para a novela?
NANDA COSTA: A diferença é que, ao contrário da Jéssica, de “Sonhos Roubados”, a Morena se prostituia porque era forçada. O lado que mais busquei aprofundar foi nessa coisa do tráfico de pessoas, no sentimento, no coração, na essência. Vi filmes, li livros e pesquisei sobre o assunto. Um dos momentos que tocou meu coração foi quando conversei com a mãe de uma menina que que havia sido traficada e morta. Uma coisa é ouvir falar, outra é ver de perto. Deu uma raiva, uma angústia, uma impotência… Além disso, muita coisa a gente descobre na troca com outros atores. Tive a sorte de ter a Dira Paes como parceira e mãe, também aprendi muito com o Rodrigo Lombardi e o Adriano Garib. Mas a Morena foi muito bem desenhada pela Gloria Perez, a melhor composição está aí.

IG: Com a novela no ar, te procuraram para falar sobre casos de pessoas que passaram pelo mesmo que a Morena?
NANDA COSTA: Recebi muitos relatos do tipo em que a sobrinha de uma amiga sumiu e agora acham que ela foi sequestrada ao pensar sobre o assunto. Começaram a entender a desconfiança de algumas amigas e aumentaram as suspeitas. É uma situação muito difícil porque há a vergonha de falar sobre o assunto. Durante a novela muita gente me perguntava: mas por que a Morena não conta logo o que passou? Além de terrorismo que fazem, cercando e ameaçando as pessoas, há a vergonha de falar que teve de se prostituir num outro país. É um assunto muito sério. A Globo e a Gloria Perez fizeram muito bem ao abordá-lo.

IG: Como tem sido a recepção nas ruas?
NANDA COSTA: É até curioso. Às vezes eu estava em algum lugar público e vinha um pessoal dizendo: “Ah, que bom você tá trabalhando agora, fazendo uma protagonista. Você que veio da favela, que teve uma vida difícil e até passou fome…”. Em algum lugar essas pessoas acreditavam que eu era a Morena. E eu sou bem diferente dela, na verdade. Sou mais calma, falo baixo… Para um artista, isso é incrível! Prefiro manter minha vida pessoal mais reservada, quero que vejam primeiro a personagem e não a Nanda fazendo a personagem.

IG: Morena deu várias surras em Wanda (Totia Meirelles) e já saiu no braço com Lívia (Claudia Raia) e Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues). Será que você vai ficar com fama de barraqueira? Como era gravar essas cenas?
NANDA COSTA: Era divertido gravar essas cenas, mas a novela continua, tem de tomar cuidado pra não se machucar. Foi gostoso de fazer porque eu tinha a sensação de que eram surras que o Brasil estava esperando para ver. O povo vibrou quando aconteceram. A cena da surra na Claudia Raia foi o pico de audiência da novela. A Claudia, aliás, foi generosíssima. Imagina bater na Claudia Raia? Sou menor que ela! (risos) Mas ela me mandava empurrar sem medo. É engraçado que possam achar que sou barraqueira, porque quando as pessoas me conhecem falam que eu sou diferente da Morena. Sou tranquila, falo baixo. Mas, como atriz, tenho de saber localizar em mim onde está a raiva, o tesão, o humor, a leveza. O artista tem de saber as ferramentas na hora certa. Mas se na vida eu precisar ser barraqueira em algum momento, serei. (risos).

Na cena da surra em Lívia: "Imagina bater na Claudia Raia? Sou menor que ela!"

IG: Ficou preocupada com a exposição por protagonizar uma novela das oito?
NANDA COSTA: Tomei cuidado com toda essa exposição. Me blindei e procurei não ficar ouvindo tudo o que falavam. Todo mundo quer ser técnico de futebol na novela também, é algo que o país inteiro vê todo dia.

IG: Incomodou ver muitas notícias a seu respeito?
NANDA COSTA: Antes, quando eu não tinha nem noção e nem dimensão de como funciona a mídia, eu via determinados veículos ou pessoas dizendo “fulano é assim” e acreditava. Então às vezes quando conhecia alguém já imaginava ele do jeito que diziam, quando, na verdade, a pessoa era totalmente diferente. Disseram tanta coisa distante do que sou em algumas notícias. Falaram que eu não interajo com as pessoas, que eu não me relacionava bem com o Rodrigo Lombardi, que eu me fazia de séria e que por isso eu não falava com ninguém… Coisas absurdas. Eu costumava brincar com a equipe, fazer piada! Agora, sim, na hora que é pra ser séria, que tem de trabalhar, eu sou séria. Parte da mídia criou uma Nanda Costa com a qual eu não me identifico.

IG: Ficava chateada com esse tipo de comentário?
NANDA COSTA: Um pouco. Mas acho que tudo bem também. Isso me deu força. Fiquei mais calejada. Acho que estou mais preparada e mais forte para os novos desafios. Depois de tudo o que vivi, tudo o que vier agora fácil será mais fácil. (risos)

IG: Inclusive outras protagonistas?
NANDA COSTA: Inclusive protagonistas. Por que, não?  (risos)

IG: Pretende se afastar da TV por um tempo?
NANDA COSTA: Renovei meu contrato com a Globo agora. Não tenho preferência por cinema, teatro ou TV. Prefiro bons personagens ou desafios. “Salve Jorge” foi uma delícia de experiência, com a qual aprendi muito. Esse ano ainda tenho três longas para rodar. Devo voltar em breve à televisão, mas acho bom descansar.

IG: Que tipo de personagem gostaria de fazer agora?
NANDA COSTA: Acho que uma vilã. Mas não tenho nada muito fechado, gosto mesmo é de bons personagens. Também adoraria fazer uma louca varrida, uma rica… Nunca fiz rica, só interesseira.

IG: Qual o legado que Morena deixa aos espectadores?
NANDA COSTA: Entender que a vida é muito mais simples. Às vezes, a gente sonha com uma coisa e a felicidade está do lado e ninguém percebeu. Acaba-se abrindo mão de amor e família por motivos nem sempre corretos. No caso da Morena, ela foi levada a isso por uma atitude nobre, que era manter a casa da mãe. Mas olha quanto sofrimento ela não teria evitado pra Lucimar, Júnior e toda a família se tivesse escutado a intuição da mãe e aceitado o pedido do Theo. É prestar mais atenção. O legado que Morena deixa é para dar valor às coisas mais simples e à família e ao amor. Além da arte de matar todos os dragões que surgirem no caminho, porque a vida não é facil pra ninguém! (risos)

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , ,

quarta-feira, 15 de maio de 2013 Crítica, Novela | 21:53

‘Salve Jorge’ e a técnica do flashback mentiroso

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Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) na cena imaginária de "Salve Jorge"

Ao lançar “Rashomon”, em 1950, Akira Kurosawa inaugurou uma técnica inovadora no cinema. Por meio de três narradores, retratou a mesma história sem dar pistas de qual seria a verdadeira. A seu modo, “Salve Jorge” parece tentar fazer sua versão da estratégia narrativa. Nas últimas semanas, a trama tem recorrido a um artifício incomum: ao mostrar um personagem contando uma história, a produção exibe cenas de flashback. Até aí, nada demais, não fosse por um detalhe: os fatos retratados nestas sequências nunca ocorreram.

Por exemplo: ao reencontrar Russo (Adriano Garib), Morena (Nanda Costa) diz que resolveu voltar para a Turquia e se prostituir depois de encontrar um homem rico. Enquanto mentia para o vilão, surgiram na tela imagens de um cinquentão acariciando a perna da mocinha, que flertava com ele numa boate. Há pouco mais de uma semana, ao tentar se livrar da culpa por comprar Aisha (Dani Morena) por meio de uma negociata de Wanda (Totia Meirelles), Berna (Zezé Polessa) afirmou que só recebeu a criança no quarto de hotel. Logo, cortou para uma cena da vilã entregando um bebê à turca. Minutos depois, ficou claro que tratava-se de uma mentira.

Veja tudo o que acontecerá no último capítulo de “Salve Jorge”

No capítulo desta quarta-feira (15), Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) mentiu que fez shows em Istambul e foi aclamada pela multidão. Dito e feito: entrou no ar uma sequência da carioca fazendo show de funk. Tudo normal, exceto pelo fato de que tal apresentação não ocorreu. Não cabe questionar o uso do flashback, recurso comum em folhetins. Há que se perguntar, no entanto, qual a necessidade de ilustrar uma mentira. Afinal, para o espectador está absolutamente claro que trata-se de uma inverdade. Pode-se alegar que o artifício acrescenta irreverência ao projetar o que se passa na mente da personagem, mas tal argumento vai por água abaixo se considerar que foi usado em momentos de absoluta seriedade. “Salve Jorge” pode até ter usado do tal “efeito Rashomon”, mas o resultado passou longe do original.

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Crítica, Novela | 06:00

‘Sangue Bom’ repete a mesma estratégia de ‘Cheias de Charme’ e traça paralelos com o mundo das celebridades

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Mulher Mangaba (Ellen Rocche): lançamento de clipe na internet

Além de ter levado o horário das sete a números que não via há algum tempo, “Cheias de Charme” inovou na maneira que considerava a internet uma extensão da novela. Ao longo de toda a trama, as Empreguetes lançaram – com sucesso, ressalte-se – seus clipes na web logo após o fim dos capítulos. Passado cerca de um ano, “Sangue Bom” já deu sinais de que seguirá a mesma estratégia. Nesta quarta-feira (15), por exemplo, o mesmo artifício será usado na primeira exibição de “Solteirinha da Pompéia”, novo clipe da Mulher Mangaba (Ellen Rocche).

Uma das personagens mais populares da história, a funkeira parece catalisar boas oportunidades de divulgação para a novela, que, aliás, tem traçado paralelos curiosos com o mundo artístico brasileiro, que não se limitam apenas às “mulheres fruta”. Papel de Tuna Dwek, Sueli Pedrosa apresenta um programa sobre celebridades, que, inclusive, é exibido no site da novela. Pode ser remetida a Sonia Abrão no começo da Rede TV! ou a algum repórter do “TV Fama”. Já Lara Keller (Maria Helena Chira) é uma apresentadora de TV que ficou grávida de um pop star, situação que lembra o relacionamento de Luciana Gimenez e Mick Jagger. Assim como em sua antecessora, a atual trama viu nos aspirantes à fama uma boa maneira de atrair a audiência.

No material de divulgação da novela, a Globo nada fala sobre a inspiração para os personagens e, por tratar-se de uma ficção, dificilmente o faria. Mas não deixa de ser divertido imaginar que figuras fictícias podem ter correspondentes na vida real. Algum palpite de quem seria a verdadeira Amora (Sophie Charlotte)?

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terça-feira, 14 de maio de 2013 Briga pela audiência, Novela | 13:28

Reprise de ‘Avenida Brasil’ faz ‘Video Show’ voltar à casa dos dois dígitos de audiência

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Adriana Esteves e Débora Falabella numa cena de "Avenida Brasil"

A aposta de reprisar “Avenida Brasil” no “Video Show” parece ter dado certo. De acordo com dados consolidados do Ibope, o programa de variedades voltou a ocupar a casa de dois dígitos, com média de 10 pontos, na última segunda-feira (13). No mesmo dia da semana passada, a atração obteve 9 pontos. Em todos os outros dias da semana, a produção ficou na marca dos 8 pontos. Houve aumento de 2 pontos, portanto.

O anúncio da reprise da trama de João Emmanuel Carneiro causou espanto, já que atualmente a Globo exibe a última semana de “Salve Jorge”. Quando a atual novela das nove estreou, houve ordens na Globo para que a repercussão da antecessora fosse esfriada, de modo a permitir que o folhetim de Gloria Perez decolasse.

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Crítica, Novela | 06:00

‘Salve Jorge’ resolve aproveitar personagens ‘abandonados’ em reta final

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Maria Vanúbia rende Wanda (Totia Meirelles): show de Roberta Rodrigues

Muito se falou sobre o sumiço de vários personagens de “Salve Jorge”. Miro (André Gonçalves), que postava na internet vídeos na internet fingindo ser um grandão do tráfico, evaporou do núcleo do Alemão. Yolanda (Cristiana Oliveira), uma das ex-mulheres de Carlos (Dalton Vigh) perdeu importância até que sumiu de uma vez da novela. No capítulo desta segunda-feira (13), no entanto, Gloria Perez reservou uma pequena surpresa: Dália (Eva Todor), vista no começo do folhetim, ressurgiu apenas para jogar uma bomba na vida de Isaurinha (Nívea Maria). A revelação culminou com a morte de Arturo (Stênio Garcia) e apontou para o novo rumo de Celso (Caco Ciocler), que, mesmo sendo um vilão, será premiado com uma herança. Mas, mais que isso, a cena serviu como reconhecimento à importância e vivacidade da atriz e também para mostrar que a autora está atenta ao clamor das redes sociais, que levantou questionamentos sobre o que teria ocorrido a tais figuras da história.

Veja tudo o que acontecerá no último capítulo de “Salve Jorge”

Assim como destacou Eva Todor, Gloria Perez parece ter resolvido “premiar” Roberta Rodrigues. Ao longo dos cerca de oito meses de novela, sua personagem, Maria Vanúbia, cansou de tomar banho na laje e brincou de seduzir Pescoço (Nando Cunha), quase sempre orbitando em torno dos cabeças de outras tramas. Agora, em plena última semana do folhetim, a desbocada foi traficada para a Turquia e roubou a cena. Em um único capítulo disparou frases de efeito que rapidamente caíram na boca do povo e renderam momentos de irreverência em meio a uma situação tensa (“Tá pensando que Maria Vanúbia é bagunça?”, “Você pode estar no mesmo barco, mas eu tô de iate”, “Eu não cigarro, eu não sou pó para ser traficada!”). Além disso, deu uma surra em Wanda (Totia Meirelles) depois de rendê-la com um canivete.

Em resumo: foi um show, graças à interpretação da atriz e também do texto inspirado da autora. As sequências foram tão fortes que deixaram de lado “detalhismos” do tipo “Como Maria Vanúbia conseguiu esconder um canivete numa viagem internacional já que teve as malas confiscadas por Russo (Adriano Garib)?”. Há que se dizer, no entanto, que, mais uma vez, a direção da novela quase pôs tudo a perder ao errar o timing do momento em que Galego atira em Morena (Nanda Costa) e Vanúbia. Dito isso, uma artista do calibre de Roberta Rodrigues faz o espectador relevar qualquer sequência. Impossível não imaginar o que mais sua personagem poderia ter aprontado além dos banhos de laje. De repente, ao dar atenção para núcleos pouco favorecidos e acelerado algumas histórias Gloria poderia ter abafado as reações negativas à sua novela, que, é preciso dizer, acertou o ritmo nas últimas semanas.

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segunda-feira, 13 de maio de 2013 Novela | 06:00

‘Sangue Bom’: Bento é filho de Wilson e terá exame de DNA trocado

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Bento (Marco Pigossi): em guerra com o pai biológico

Aos poucos a real origem dos orfãos de “Sangue Bom” vai sendo revelada. Nos próximos capítulos da novela das sete, ficará claro que Bento (Marco Pigossi) é, na verdade, filho de Wilson (Marco Ricca). O mocinho da trama foi batizado como Kim e acabou dando nome ao parque do empresário. Uma das responsáveis por seu sumiço é Glória (Yoná Magalhães), que entregou o rapaz ainda bebê nos braços de Silvério (Norival Rizzo).

Apesar do parentesco, a novela reservará uma verdadeira guerra entre e pai e filho. E mais: na tentativa de transformar Bento num herdeiro, Amora (Sophie Charlotte) trocará o resultado do exame de DNA do amado com o de Fabinho (Humberto Carrão). Dessa maneira, todos pensarão, erradamente, que Bento é filho do cineasta Plínio Campana (Herson Capri).

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quarta-feira, 8 de maio de 2013 Entrevista, Novela | 05:11

Robertha Portella: ‘Não precisei namorar com executivo da Record para ganhar papel na novela’

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Robertha Porthella, como Dafne: Mulher Tutti-Frutti

Poucos são os participantes de reality show que conseguem ingressar na dramaturgia com bons personagens após uma temporada de confinamento. A carioca Robertha Portella, participante da última edição de “A Fazenda”, conseguiu ingressar neste seleto grupo, que conta com nomes como Grazi Massafera e Juliana Alves. Meses depois de ter deixado Itu, ganhou a oportunidade de fazer a oficina de atores da Record, sob o comando de Roberto Bomtempo.

Foi chamada para um teste em “Dona Xepa” e passou. Acabou com uma das personagens mais carismáticas da trama de Gustavo Reiz, Dafne, uma garota que sonha em ser famosa e vira a Mulher Tutti Fruti. Questionada por alguns jornalistas, tratou, humildemente, de evitar comparações com a Mulher Mangaba, papel de Ellen Roche em “Sangue Bom”. “Não há como me comparar com a Ellen que é linda e tem um corpo maravilhoso. Seria muita pretensão da minha parte. Nossas personagens possuem em comum o fato de serem chamadas de mulheres frutas, mas a composição é bem diferente.”

Tão logo foi anunciada no elenco, houve quem dissesse que foi golpe de sorte ou, pior, que a moça tinha um relacionamento amoroso com um executivo poderoso da emissora. “Não sei de onde saiu essa história. Meu namorado vende malas e estamos juntos há dois meses”, diz. A atriz conversou com a coluna sem fugir a nenhuma pergunta.

IG: Assim como participantes de reality show, sua personagem também persegue a fama. Vê algum paralelo entre ela e sua participação em “A Fazenda”?
ROBERTHA PORTELLA: De fato a maioria entra num reality show em busca da fama, mas “A Fazenda” é diferente do “BBB”. Lá, as pessoas já trabalham de alguma forma no meio artístico, já são conhecidas. Claro, eu estava no time das menos conhecidas da minha edição, mas já trabalhava como bailarina do “Domingão do Faustão”. Minha preocupação lá era ter uma boa conduta para plantar coisas boas aqui fora.

IG: Como veio o convite para a novela?
ROBERTHA PORTELLA: Logo depois de “A Fazenda” comecei a ver um monte de gente da minha edição sendo chamada para fazer um monte de coisa e nada de me ligarem. Fui ficando nervosa, mas aí me perguntaram se eu tinha interesse em ser atriz e entrar na oficina de atores da Record. Topei e fiz quatro meses intensos de estudo com o Roberto Bomtempo. Depois, fui chamada para fazer um teste e, para a minha surpresa, passei.

IG: Houve quem afirmasse que você ganhou o papel por ter um relacionamento com um alto executivo da Record. O que tem a dizer sobre isso?
ROBERTHA PORTELLA: É mentira! Consegui meu papel por meio de teste e na época estava solteira. Não precisei me relacionar com nenhum empresário ou executivo da Record para isso. Aliás, é bom poder desmentir isso. Atualmente não estou mais sozinha, mas meu namorado não é nenhum poderoso da emissora. Ele trabalha vendendo malas! (risos)

IG: Acha que aprendeu o suficiente com a oficina de atores para encarar uma novela?
ROBERTHA PORTELLA: Eu fiz questão de, mesmo escalada para novela, continuar a ter aulas. Então estou conciliando as gravações da novela com a oficina. Sei que tenho que continuar estudando e quero aprender muito. Quando não estou gravando, estou estudando.

A atriz numa cena com Bia Montez e Manoeli Lustosa: sem vergonha do biquíni

IG: Como bailarina do “Domingão do Faustão”, você mostrava o corpo. Agora, sua primeira personagem de novela também te exige exibir as curvas. Te incomoda ter de recorrer à sensualidade?
ROBERTHA PORTELLA: Seria muito hipócrita eu dizer isso, né? Por que eu sei que uma das coisas que me tornou conhecida foi o meu corpo. Desde os 16 anos trabalho como modelo fotográfica para uma marca de surf. No “Faustão” havia um cuidado para não mostrar demais por ser um programa para a família, mas também trabalhava com o corpo. Mas eu sei que foi o que me fez me tornar mais conhecida. Se eu disser que tenho vergonha de fazer as cenas da Dafne de biquíni vou estar mentindo. Não tenho vergonha, não. Me orgulho.

IG: Não há nenhum tipo de preocupação?
ROBERTHA PORTELLA: Estou tomando cuidado, sim, por um motivo: não quero que fique apelativo. Além disso, eu tive um público infantil muito grande na época da “Fazenda” e quero que ele continue comigo. Estou tentando trazer a personagem para um lado mais engraçado e atrapalhado do que sensual. Ela usa uma unha de cada cor, adora roupa colorida… Está implícito que ela tem um lado infantil e sensual ao mesmo tempo, mas sempre engraçado.

IG: Sentiu preconceito por ter participado de “A Fazenda”?
ROBERTHA PORTELLA: Preconceito comigo existe desde antes do programa e até mesmo durante. Na época perguntavam “mas ela é conhecida de onde?” ou “ela não é famosa”. Mas eu adoro o preconceito, sabe por quê? Me instiga a romper com ele! Estou feliz. Eu senti, sim, preconceito, mas aqui na Record, nenhum. Meu núcleo é maravilhoso, tem Bia Montez, Ângela Vieira, Castrinho, Bemvindo Sequeira… Tá todo mundo me ensinando. Eu não sou aquela pessoa que finge que já estava lá, entendeu? Eu pergunto mesmo, questiono se está bom. Tenho mais é que aproveitar que estou do lado dessas pessoas para melhorar!

IG: Sua personagem é mãe. Como tem sido lidar com a maternidade na ficção?
ROBERTHA PORTELLA: Na história, minha filha (vivida por Ana Clara Pintor) tem 10 anos. A Dafne teve a filha muito cedo e até por isso é muito infantil. Minha personagem pede conselho para a filha. E ela quer ser famosa a todo custo para garantir o futuro da filha. A Dafne não quer que a filha precise ganhar a vida colocando uma melancia na cabeça. Ela a ama muito. Para construir essa relação pensei muito no amor que tenho pelos meus três irmãos. Tenho dois de sete e um doze.

Robertha: "Já tive oportunidade de ficar bem mais famosa e não me aproveitei disso"

IG: Sempre quis ser famosa?
ROBERTHA PORTELLA: Não, não. Desde pequena eu fiz curso de teatro no colégio e era a maluquinha que falava para alto nas festas de família e gostava de se vestir diferente. Depois entrei no “Faustão” por causa das fotos como modelo. Mas fama nunca foi algo que quis muito. Até porque já tive oportunidade de ficar bem mais famosa há uns três, quatro anos atrás e não me aproveitei disso.

IG: Que tipo de oportunidade?
ROBERTHA PORTELLA: Já tive relacionamento com gente famosa que não deixei tornar público, por exemplo. Poderia ter ficado do lado da pessoa e me tornado muito mais conhecida. Mas preferi esperar um reality show vir, sofrer o preconceito por ter participado do reality e ter a certeza de que se tivesse uma conduta certa, que sou direita e temente a Deus, eu iria parar num lugar onde me respeitam como mereço, que é o caso da novela em que estou hoje.

IG: Passa a assinar sua profissão como atriz a partir de agora?
ROBERTHA PORTELLA: Sim, atriz. Aliás, assino assim já há uns três meses! (risos) A carreira de bailarina ficou do lado. Usei a dança para ir chegando perto do que queria.

IG: Participar de um reality show nunca mais?
ROBERTHA PORTELLA: Nunca mais a gente não diz para nada! Vai que alguém um dia faz um reality show de sucesso em Nova York e eu estou lá por acaso? Nunca se sabe! (risos)

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , ,

segunda-feira, 6 de maio de 2013 Novela | 04:35

‘Salve Jorge’: Veja tudo o que vai acontecer no último capítulo!

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Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi): final feliz

Gloria Perez já colocou o ponto final na história de “Salve Jorge” e enviou para a produção cerca de quarenta páginas de roteiro na última quinta-feira (2). Por sua vez, o elenco recebeu no sábado (4) todo o último capítulo. Nele, há poucos buracos. Entre as cenas que não foram entregues estão a da prisão de Lívia (Claudia Raia), a vingança das traficadas contra Russo (Adriano Garib) e as já gravadas na Turquia, como o resgate da filha de Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi).

A coluna antecipa agora alguns dos finais da novela das nove, mas antes, é bom lembrar, que, como a coluna adiantou, os policiais brasileiros estão prestes a desbaratar a quadrilha de traficantes. Leia os desfechos abaixo:

Russo é rendido por Jô e maltratado pelas garotas - Sabendo que Helô (Giovana Antonelli) está prestes a invadir a boate, Jô (Thammy Miranda) seduzirá Russo. Ao levá-lo para a cama, vai rendê-lo e por um fim às maldades do bandido. E mais: antes de levá-lo para a prisão, a policial chamará todas as garotas para se vingar dele. Apesar de a cena dentro do carro não estar no roteiro, fica claro que as traficadas darão uma surra no mau-caráter, que será levado cheio de ferimentos para a prisão. Depois, quem vai testemunhar contra ele para aumentar ainda mais sua ficha é Irina (Vera Fischer), que finalmente se vingará do mal que ele lhe fez no passado.

Rosângela atrás das grades - Decidida a ficar com Haroldo (Otaviano Costa) e abandonar a quadrilha, Rosângela resolve fugir minutos antes da invasão da boate, mas é surpreendida por Morena. Como retribuição por ter fingido reconhecer seu corpo na época em que foi dada como morta, a mocinha deixa que a bandida fuja. Rosângela pega um avião rumo ao Rio de Janeiro, mas é presa assim que desembarca no aeroporto.

A boate é invadida e a quadrilha desbaratada - Com a ajuda de Riva (Rita Elmor), que, como a coluna havia adiantado, é uma agente infiltrada, os policiais invadem a boate em Istambul. A policial da Interpol salvará a vida de Helô, que será feita de refém por um dos bandidos. Na boate, os tiras prenderão Irina e Galego (Jones Brabo). Já Wanda (Totia Meirelles) tentará fugir por um bueiro, mas dará de cara com Morena, que impede que ela saia impune e a manda para a cadeia. De pirraça, a vilã, no entanto, não dirá onde está a filha da protagonista. As garotas traficadas são, então, postas em liberdade.

Livia (Claudia Raia): strip tease e prisão

Lívia foge e vira stripper, mas acaba na cadeia - Lívia consegue fugir da invasão da boate, mas Irina dedura a comparsa e dá seu paradeiro à polícia. Ela foi para o Leste Europeu, onde vive Arnold (ator ainda não escalado), um de seus sócios na bandidagem. Lá, passa a trabalhar como stripper num show burlesco num bordel, da mesma maneira que fazia antes de liderar a quadrilha. Durante uma dessas apresentações, será capturada pela Interpol e acabará atrás das grades.

Theo resgata a filha com a ajuda de Zyah - Enquanto Morena segue desesperada com o sumiço da filha, já que Wanda se recusa a revelar seu paradeiro, Theo recebe uma pista de que a criança está na Capadócia. Lá, com a ajuda de Zyah, o capitão decobrirá que, graças a uma planta, a bebê só pode estar numa região específica. A cavalo, Theo descobre o traficante que está em poder da bebê e luta com ele. Vitorioso, leva a pequena Jéssica de volta para Morena, que, enquanto tudo ocorria, fazia uma oração para São Jorge.

Mustafá e Berna - Depois de deixar a mulher por causa de sua ligação com a compra de Aisha (Dani Moreno) quando criança, Mustafá (Antônio Calloni) perdoará Berna (Zezé Polessa). Ela pedirá uma segunda chance ao marido e, resignado, ele voltará para casa. Feliz com a notícia, Aisha também voltará a viver com os pais adotivos. ATUALIZAÇÃO: Após enviar os capítulos para o elenco, Gloria Perez resolveu mudar o final de Mustafá e Berna. Agora, os dois terminam separados.

Zyah escolhe Ayla ao invés de Bianca - O turco mais indeciso da Capadócia, Zyah (Domingos Montagner), finalmente vai resolver quem ele quer para companheira. E o personagem escolherá Ayla (Tânia Khallil) para ter seu final feliz. Depois de fazer uma cena de ciúme ao ver a mulher dançando no restaurante e jogando um véu para um estranho, ele lhe tasca um beijo na frente de Bianca (Cleo Pires). A amante, então, deixa a Turquia e volta para o Brasil, sem se despedir. O relacionamento entre os turcos se consolidará com uma boa notícia: Ayla ficará grávida.

Waleska abandona a prostituição por policial - Livre da quadrilha de traficantes, Waleska (Laryssa Dias) volta a trabalhar por conta própria e resolve ficar na Turquia, como prostituta. Não demora e Almir (Murilo Grossi) a telefona, pedindo que volte ao Brasil para que fiquem juntos. Prontamente, a bela aceita a proposta e inicia um romance com o policial.

Otaviano Costa e Flávia Alessandra: casal na vida real e na ficção

Érica engata romance com Haroldo - Casal na vida real, Flávia Alessandra e Otaviano Costa repetirão a parceria amorosa também na ficção. Depois de ser atropelada pelo advogado e perder o bebê que esperava de Theo, Érica se aproximará do rapaz e terá finalmente um final feliz.

Casais felizes - Outros personagens garantirão finais felizes no quesito amoroso: Antônia (Letícia Spiller) e Carlos (Dalton Vigh), Maitê (Cissa Guimarães) e Ricardo (Alexandre Barros), Aída (Natália do Valle) e Nunes (Oscar Magrini), Salete (Flávia Guedes) e Murat (Anderson Muller), Amanda (Lizandra Souto) e Celso (Caco Ciocler), Lucimar (Dira Paes) e Thompson (Odilon Wagner).

Delzuíte perdoa Pescoço - Depois de ver o relacionamento balançar mais uma vez por causa da suspeita de que Pescoço (Nando Cunha) possa ter alguma ligação com a quadrilha de Lívia, Delzuíte (Solange Badim) perdoará o amado. Tudo porque a confusão será explicada: da última vez que foi parar na delegacia, Pescoço emprestou o celular para Wanda. Por isso apareceram registros telefônicos que o ligavam a Lívia.

Helô e Stênio reatam o casamento - Livre da investigação do tráfico humano, Helô descobre que vai ser avó. Emocionada, dará mais uma chance a Stênio (Alexandre Nero) e resolve reatar o casamento. A delegada chamará sua fiel escudeira, Creuza (Luci Pereira) para ser madrinha da cerimônia.

Morena e Theo voltam para o Brasil e são felizes para sempre - Depois de toda a aventura na Turquia, Theo e Morena voltam para o Brasil e serão recebidos por Lucimar e Júnior (Luiz Felipe Mello). Já Dona Áurea (Suzana Faini) amolecerá o coração depois de saber que é avó da pequena Jéssica Vitória e passará a tratar Morena melhor. Os mocinhos, assim, finalmente terão um final feliz.

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  3. ‘Salve Jorge’ terá morte, sequestro e vilões encurralados em sua reta final. Veja o que vai acontecer nos próximos capítulos!
Autor: Fernando Oliveira Tags: , , ,

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