Crítica | Na Tv - Part 10

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sábado, 21 de julho de 2012 Crítica, Novela | 23:09

Vingança de Carminha em ‘Avenida Brasil’ entra para a galeria de cenas icônicas da TV brasileira

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Nina (Débora Falabella) foi jogada numa cova e humilhada

Guardado a sete chaves, o castigo que Carminha (Adriana Esteves) impôs à Nina (Débora Falabella) em “Avenida Brasil” já pode entrar para a categoria de cenas icônicas da TV brasileira. Tensa do começo ao fim, a sequência começou com uma discussão em casa e evoluiu para um aterrorizante momento numa cova. Nina foi colocada a sete palmos e sofreu intenso terrorismo psicológico. Teve uma arma apontada para si, levou cuspida na cara e foi humilhada. Ao contrário do que se pode imaginar, no entanto, a experiência só aumentou sua sede de vingança. Os maus tratos a fizeram mais resiliente.

Há que se perceber, no entanto, que Carminha não foi tão extrema quanto se pensava. Ao invés de tentar se livrar da inimiga de uma vez, deu-lhe a chance de começar nova vida. A atitude pode ter surpreendido a muitos. Claro, o argumento de que a novela perderia sua principal trama caso a tortura fosse levada a cabo é válido. Ocorre que parte das pessoas parecia torcer por uma Nina dura de matar, que resistiria até mesmo a ser enterrada viva, como diziam os rumores sobre as cenas secretas.

Carminha (Adriana Esteves), mais diabólica que nunca, poupou a mocinha

O capítulo 102 de “Avenida Brasil”, sim, marca a grande virada da novela. Mais que o anunciado capítulo 100. Foi absolutamente eletrizante e consolida de vez João Emanuel Carneiro como um dramaturgo de grande repertório. A cena bebe e muito no gênero de suspense e terror psicológico do cinema. A princípio, lembra “Kill Bill”, de Quentin Tarantino, mas vai além ao pisar fundo nos momentos de horror. A direção e a fotografia da trama também se mostraram impecáveis. Vale destacar a cena em que Nina, trôpega, acorda debaixo de chuva. E, mais uma vez, Adriana Esteves pôs toda a novela no bolso, ao exagerar nos tons de sua personagem. Sarcástica, Carminha tripudiou e deu as melhores frases.

Uma pena que toda a tensão do começo do capítulo do capítulo tenha sido diluída nos blocos seguintes nos núcleos coadjuvantes. Ainda assim, podem ser destacados momentos de irreverência, como Ivana (Letícia Isnard) e Ágata (Ana Karolina) usando blondor nas pernas e no buço. A partir de agora, a balança de poder se inverte na novela. De posse das provas do caso de Carminha e Max (Marcello Novaes), Nina volta à mansão e transforma a vilã em sua escrava, fazendo até mesmo toda a família Tufão (Murilo Benício) achar que ela enlouqueceu.

Apesar de todo o seu potencial, o capítulo 102 da novela das nove foi exibido num sábado, dia que historicamente registra menores audiências. De acordo com a prévia do Ibope, a trama marcou 35 pontos de média, com pico de 38. Menos que os 40 registrados na quinta-feira (19). No mesmo horário, a Record ficou em segundo lugar, com 5,6, e o SBT em terceiro com 4 pontos. Não cabe comparar os folhetins entre si, mas, de longe, “Avenida Brasil” é a melhor novela das nove dos últimos tempos.

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , , ,

segunda-feira, 16 de julho de 2012 Crítica, Novela | 07:00

Ao tentar ‘heterossexualizar’ Roni, ‘Avenida Brasil’ corre o risco de repetir trama de ‘A Favorita’

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Roni (Daniel Rocha) e Suelen (Ísis Valverde): amor ou amizade?

Apesar da grande expectativa gerada pela virada prevista para essa semana, a trama entre Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves) não é a única que vem despertando paixões e ódios nos espectadores de “Avenida Brasil”. Nos últimos capítulos, a relação entre Suelen (Ísis Valverde) e Roni (Daniel Rocha) tem chamado atenção. Nas redes sociais, há fãs do casal “Ronielen” e a torcida para que os dois fiquem juntos é grande. Um detalhe, no entanto, parece não ser levado em consideração pelo público. Roni é gay, o que, por motivos óbvios, impediria que o amor fosse consumado.

Até então um fato velado na trama, a homossexualidade de Roni foi verbalizada sem meias palavras no último sábado, quando Suelen acusou Leandro (Thiago Martins) de tirar proveito dos sentimentos do colega. No mesmo capítulo, a mãe do garoto, Dolores (Paula Burlamaqui), afirmou ao pai, Diógenes (Otávio Augusto), que tinha esperança de que a ex-periguete “convertesse” o filho. É curioso que essa expressão tenha surgido na trama escrita por João Emanuel Carneiro quando o próprio já foi acusado de propagar a “reversão” da orientação sexual em sua novela anterior.

Leia como será a grande virada de “Avenida Brasil”, que vai ao ar esta semana

Para quem não lembra, em “A Favorita”, Orlandinho (Iran Malfitano) era um gay que ainda vivia “no armário”. Durante boa parte da história, foi perdidamente apaixonado pelo malandro Halley (Cauã Reymond). Ao tentar viver de fachada com Maria do Céu (Déborah Secc0), no entanto, acabou engravidando-a num, digamos, “deslize”. E, no último capítulo, assumiu de vez o romance e transformou-se em heterossexual. O desfecho fez com que instituições como a ABGLT condenassem tal abordageme protestassem contra o autor.

"A Favorita": Orlandinho deixou de ser gay por Maria

Traçando um paralelo, a história de Roni e Suelen parece seguir para o mesmo caminho. A ex-periguete do bairro Divino já tentou levar o colega para a cama e parou de seduzir os homens da comunidade. Da mesma maneira, nos próximos capítulos, assumirá a loja de Diógenes e mostrará ser uma ótima gerente, aumentando as vendas do estabelecimento. Depois de dormir com meia novela e sofrer o diabo nas mãos do cafetão, Suelen parece rumar para uma vida “comum”. E quer o amigo ao lado dela como marido e amante.

Dramaturgicamente falando, ao ceder aos encantos da mocinha, Roni perderá a chance de trazer à baila uma discussão importante. Afinal, muito se fala sobre a homossexualidade entre jogadores de futebol, mas pouco se discute. E, não por acaso, na trama das nove da Globo, o rapaz é um craque. Ao mesmo tempo, é possível entender o por quê do encanto de Suelen por Roni. O autor conseguiu criar um ambiente propício ao romance entre os dois, mas não fez o mesmo no tocante a outros rapazes. Normalmente, o desfecho de tramas como essa parece ser definido pela reação do público e grupos de discussão promovidos pela emissora, que mostra melindres de chocar a sociedade “tradicional” – vide o beijo gay gravado, mas nunca levado ao ar, em “América” (2005). No que depender da opinião pública, as chances de João Emanuel Carneiro se repetir e fazer o mesmo que em “A Favorita” são grandes. Será Roni o novo Orlandinho?

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Notas relacionadas:

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de julho de 2012 Briga pela audiência, Crítica | 11:54

Mesmo tedioso e com lista discutível, ‘O Maior Brasileiro de Todos os Tempos’ deixa SBT na vice-liderança

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Carlos Nascimento se arriscou fora da bancada do telejornal

Depois de uma votação que se arrastou por meses, o SBT finalmente estreou “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”. Formato comprado da BBC de Londres, o programa tem por objetivo eleger a figura mais popular por meio de uma enquete e, posteriormente, de uma disputa, numa espécie de campeonato.

A julgar pela primeira exibição, no entanto, a emissora precisará de mais recursos para empolgar o espectador. Nesse primeiro momento, a atração resolveu mostrar quem integra a lista dos 100 mais votados. Foram mais de cinquenta resumos da vida de personalidades das mais diversas áreas e épocas e, claro, tudo resultou numa miscelânea difícil de compreender. Por que a jovem Lua Blanco, atriz de “Rebelde”, está 22 posições à frente de Jorge Amado ou a 13 casas de distância de Chico Buarque? Da mesma maneira pode-se questionar: o que torna Dedé, do Vasco, mais expressivo que Zico ou Sócrates? Figuras polêmicas como Fernando Collor de Melo e o missionário R.R. Soares também integram a primeira lista divulgada. Como a coluna antecipou em janeiro deste ano, Silvio Santos proibiu seu nome de figurar neste rol. Obviamente, esse tipo de distorção pode ser esperada em votações pela internet, mas também dizem muito sobre o imediatismo – e a memória curta – de parte do povo brasileiro.

Ressalvas à parte, não se pode negar o caráter educativo de “O Maior Brasileiro”. Apesar de rasos e breves, os resumos ilustram figuras importantes como Carlos Drummond de Andrade, Ulysses Guimarães e Elis Regina. Apresenta a uma nova geração um pouco de nossa história, ainda que superficialmente. A apresentação de Carlos Nascimento, que pela primeira vez se arrisca fora da bancada do telejornal para fazer entretenimento, também não é ruim. Mas a dinâmica do programa, é preciso ressaltar, é um tanto tediosa.

O SBT, no entanto, tem motivos para comemorar. Segundo o Ibope, a estreia da atração ficou em segundo lugar isolado. No ar das 23h29 à 00h56, a competição entre personalidades marcou 6,2 pontos. A Globo liderou, com 23,3 pontos, e a Band seguiu em terceiro, com 5,8. Resta saber se quando a disputa entre os 12 mais votados começar de verdade a produção ficará mais animada.

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Notas relacionadas:

  1. SBT e Globo se alternam na liderança com o casamento real
  2. Estreia de novos âncoras em telejornal deixa SBT em terceiro
  3. ‘Encontro com Fátima Bernardes’ recupera liderança da manhã falando do Corinthians
Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , ,

quarta-feira, 11 de julho de 2012 Crítica, Reality show | 00:05

‘A Fazenda’: Ao cancelar eliminação, Record quebra regra de ouro dos realities e frustra espectadores

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Felipe Folgosi cancelou a roça da semana

Muito se falou desde que Gretchen desistiu da disputa por R$ 2 milhões em “A Fazenda”. Tanta expectativa foi gerada especialmente pela possibilidade de Gracyanne Barbosa, rival declarada de Viviane Araújo, substituir a Rainha do Rebolado. Apesar do alto cachê oferecido, a Record não cedeu a todas as exigências da atual mulher de Belo – uma delas era ser coroada Rainha de Bateria da Mangueira durante o programa (os direitos do Carnaval são da Globo) – e ficou sem opção. Juju Salimeni, inimiga de Nicole Bahls, outro nome ventilado também não poderia ingressar na atração, uma vez que é contratada da emissora – desde o final da segunda edição, a Record não escala nomes de seu casting para evitar suspeitas de favorecimento. Com isso, a produção do programa ficou sem opções de peso.

Para evitar colocar alguém sem expressividade, os donos da bola resolveram dar a Felipe Folgosi, vencedor da Prova da Chave, o poder de escolha. Ele poderia optar por cancelar a eliminação desta semana ou permitir que um novo concorrente entrasse a essa altura do jogo. Não precisa ser nenhum gênio para concluir que qualquer participante teria escolhido a primeira opção. Ocorre que, ao evitar que um dos artista seja limado do jogo, “A Fazenda” rompe com uma regra de ouro dos realities. Toda e qualquer atração de sucesso do gênero é baseada exatamente no critério de eliminações periódicas. Ao romper com isso, o programa desconsidera o hábito já criado pelo expectador e alivia a tensão dos confinados – afinal, até a próxima roça, em tese, se passarão cerca de 10 dias.

No Brasil, há um case que ilustra exatamente isso. Depois de um sucesso retumbante, que rendeu ao SBT a maior audiência de sua história – 53 pontos -, Silvio Santos resolveu mexer com as regras já estabelecidas na segunda edição da “Casa dos Artistas”. Depois de eliminar um participante, o público era obrigado a engoli-lo por mais uma semana numa espécie de segunda chance. Obviamente não deu certo e um formato de sucesso foi desgastado muito cedo. Nunca mais repetiu os bons índices de seus primórdios. Resta aos espectadores, que não esconderam a frustração nas redes sociais, torcer para os próximos dias até a próxima eliminação não sejam de puro marasmo.

Ao frustrar sua audiência depois de perder sua vilã e dar ao fazendeiro da semana um poder não cumprido, “A Fazenda”corre um grande risco. Tudo bem não colocar um novo participante a essa altura do jogo, mas tirar do público a grande motivação do programa – ver famosos sendo eliminados um a um – não se faz. Pegou mal.

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Notas relacionadas:

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , , , ,

sábado, 7 de julho de 2012 Crítica, Reality show | 02:01

‘A Fazenda’: Com a desistência, Gretchen perde o cachê e o programa dá adeus à sua vilã

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Gretchen desistiu do jogo na madrugada deste sábado (7)

Uma das personalidades mais fortes de “A Fazenda” e mais experiente dos participantes, Gretchen pediu pra sair do reality show. E ninguém sai ganhando com essa decisão. O programa precisa de personagens que polarizem a audiência. E a Rainha do Rebolado cumpria essa função. De tanto não se furtar a dar a opinião sobre tudo e todas, a cantora ganhou a antipatia do público, mas também mostrou-se peça chave para segurar as intrigas do jogo. Tanto que foi salva na formação da última roça. Toda história precisa de um vilão. A atração acabou de perder a sua. E vai ter de criar novas dinâmicas para não permitir que a disputa por R$ 2 milhões caia num marasmo.

A Gretchen, além de lidar com a popularidade em queda, resta correr atrás do prejuízo. O contrato assinado com “A Fazenda” inclui uma cláusula que avisa: em caso de desistência ou expulsão, o participante perde todo o cachê. Ou seja: a exposição por mais de um mês num reality show não fez muito pela carreira da cantora. Ao sair do confinamento, ela foi recebida por uma psicóloga, que conversou com a artista para certificar-se de que ela tinha certeza de seu ato.

Novos rumos podem ser estabelecidos a partir de agora. Grande companheira de Gretchen, Viviane Araújo terá de formar novas alianças. Certamente correrá para os braços de Ângela Bismarchi, que anda apagada no jogo. Já Vavá e Penélope Nova podem respirar aliviados, já que a grande rival deixou a competição.

A Record ainda não se manifestou oficialmente sobre os próximos acontecimentos do jogo, mas tudo leva a crer que uma nova participante pode entrar na sede, em Itu, no domingo. É ver para crer.

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Notas relacionadas:

  1. ‘A Fazenda’ perde seu vilão, mas isso não significa que o programa perderá a graça
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Autor: Fernando Oliveira Tags: , ,

sexta-feira, 6 de julho de 2012 Crítica | 00:53

Pedro Bial estreia o ‘Na Moral’ em ritmo acelerado e mostra que há vida após o ‘BBB’

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Pedro Bial: provocador e pragmático

“É viado, bicha ou homossexual?”. Foi assim, sem meias palavras, que Pedro Bial deu início ao “Na Moral”, seu novo programa na Globo. Na estreia, o tema discutido foi a “ditadura do politicamente correto”. O apresentador e três convidados procuraram debater o por quê de determinadas expressões e comportamentos incomodarem tanto. Houve espaço, inclusive para uma reinterpretação de cantigas de roda, caso de “Não Atire o Pau no Gato”.

No palco, o jornalista mostrou o que sabe fazer de melhor: questionar. Ótimo jornalista, não se furtou a provocar convidados, especialmente o escritor Antônio Carlos Queiroz. Objetivo, já o tirou da zona de conforto no primeiro depoimento: “Parece que você tá num palanque”. Em outro momento, gracejou sobre uma frase feita disparada pelo colega: “Eu acho que o clichê tem o seu lugar… Comum.” Apesar de estar à frente de um programa de debates, ficou claro que o mediador não deixará de opinar ou tomar partido quando achar que deve.

Veja momentos da carreira de Pedro Bial

Entre as discussões propostas, estava a do assédio sexual, que pôs em xeque os valores de quem estava em casa e na plateia. Depois de exibir um vídeo que dava a entender uma situação grave, Bial surpreendeu a todos mostrando que ela acabou em casamento, numa espécie de “pegadinha”. Houve, claro, o outro lado, com uma situação triste, que quase terminou em suicídio. Esta foi ilustrada sob forma dramatizada, com Adriana Lessa atuando. Pouco depois, a protagonista da história surgiu no palco. Cabe questionar: se a personagem aceitar mostrar o rosto por livre e espontânea vontade para falar sobre o assunto, qual a necessidade de investir num docudrama?

Alexandre Pires falou rapidamente sobre a tentativa de processo por racismo que sofreu. Maria Paula opinou sobre esterótipos das brasileiras. Outro convidado, Luiz Felipe Pondé pouco disse. Bial foi às ruas para falar sobre expressões politicamente (in)corretas. O VT foi tão ligeiro que pouco de debateu, apesar de sua firme palavra no discurso final – bem mais objetivo e eficiente que os proferidos nos dias de eliminação do “BBB”. A impressão que dá é que o “Na Moral” precisa de mais tempo de duração para esmiuçar o que se propõe a discutir. Na tentativa de prender o espectador – e não entendiá-lo estendendo demais os debates -, o programa mostrou ritmo acelerado. Um pouquinho mais de calma iria bem. Mas não se pode negar: a atração tem futuro e deve ser considerada como uma opção interessante para as noites de quinta.

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Notas relacionadas:

  1. Entrevista de Jô Soares a Pedro Bial mais pareceu um informe publicitário do que um papo descontraído
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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , , ,

quarta-feira, 4 de julho de 2012 Briga pela audiência, Crítica | 12:47

‘Encontro com Fátima Bernardes’ recupera liderança da manhã falando do Corinthians

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Fátima Bernardes: problema pode estar no conteúdo e não no formato

A equipe do “Encontro com Fátima Bernardes” pode respirar aliviada nesta quarta-feira (4). O matinal da Globo recuperou a liderança e venceu SBT e Record com certa folga ao falar da final da Libertadores e a torcida pelo Corinthians. De acordo com dados prévios do Ibope, a atração liderou 7,9 pontos de média. O SBT, que exibia desenhos, ocupou a segunda posição, com 4,7 pontos. Já a Record, que trouxe de volta a passarela suspensa do “Hoje em Dia”, ficou em terceiro, com 4 pontos.

Obviamente, atribuir a recuperação do programa apenas ao Corinthians é uma maneira de achar uma resposta mais imediata. Uma análise mais atenta do que foi exibido nesta manhã, no entanto, revela um pouco mais. De longe, esta foi a edição mais popular do “Encontro” desde a estreia. Vestida de branco e preto em homenagem ao time paulistano – com uma blusa que lembra bastante as que Patrícia Poeta vinha usando no “Jornal Nacional” -, Fátima recebeu no palco três atores que estão em produções de sucesso atualmente. Fábio Assunção, Ailton Graça e Pablo Bellini renderam bons momentos ao relatar sua histórias de torcedores. O humorista Victor Sarro, num link ao vivo direto do centro de São Paulo, e Marcos Veras, mostrando o que as pessoas ouvem – e cantam desafinadamente – na rua, também estiveram inspirados.

Quatro sugestões para melhorar o “Encontro com Fátima Bernardes”

Um outro quadro de ciência, mostrando uma competição curiosa, fez até mesmo a apresentadora tentar equilibrar um copinho de plástico sobre a cabeça. Momentos como este mostram que Fátima está finalmente deixando para trás a couraça imparcial de jornalista e tem ficado mais à vontade no novo espaço. Da mesma maneira, a reação na audiência pode denunciar um novo fato: o problema do “Encontro” pode estar no conteúdo e não formato. Bastou apelar para temáticas populares de maneira irreverente que o públicou prestou atenção. Basta saber se foi um fenômeno isolado.

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , , , ,

Crítica, Reality show | 01:33

‘A Fazenda’: Direção mostra que quem decide o rumo do jogo é ela, e não os participantes ou o público

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Nicole, Ângela, Gretchen e Viviane: as encrenqueiras foram salvas

No ar com um elenco que conta misto de fofoqueiros e “samambaias”, fica cada vez mais claro o esforço da direção de “A Fazenda” para manter o jogo aceso. Vendo alguns dos armadores de confusão deixar a disputa por R$ 2 milhões, restou aos donos do reality show tentar evitar a todo custo que o clima de colônia de férias tome conta da sede, em Itu. Esta semana, especificamente, valeu até dar um “jeitinho brasileiro” na maneira como a roça foi definida.

Ao contrário das outras semanas, o vencedor do “Poder da Chave” não pôde escolher quem deveria ir para o celeiro. Houve uma mudança no modo como se definia isso: os quatro participantes que fizeram o menor tempo numa prova classificatória disputada horas antes tiveram de seguir para a xepa. Não por acaso, as três maiores causadoras de confusão Nicole Bahls, Gretchen e Viviane Araújo estavam neste time, devidamente completado por Ângela Bismarchi. Não precisa ser nenhum gênio para perceber que, ao ter nas mãos a chance de salvar as encrequeiras por mais uma semana, a produção do programa deu um jeito de acrescentar uma regra ao baú. A prova eliminatória foi disputada horas antes de o baú ter sido entregue a Rodrigo Capella, vencedor da chave, numa segunda disputa. Tempo mais que suficiente para que uma nova artimanha fosse pensada pelo organizadores da atração.

Quem deve deixar “A Fazenda”: Rodrigo ou Simone? Vote!

Não se pode negar, a estratégia veio num momento conveniente, já que as chances de a grande “vilã” do jogo, Gretchen, ser eliminada na próxima quinta (6) eram grandes. Chama atenção o fato de o baú com o “segredo” da vez conter dois envelopes. Um, de fato dava algum poder a quem ganhou a prova: escolher o novo fazendeiro. Outro só dava poder às excluídas da sede.

Não é a primeira vez que a produção dá um jeitinho de garantir a permanência de peças-chave no jogo, mas agora tudo ocorreu de forma quase explícita. Com isso, a direção do reality mostra que quem manda nos rumos da disputa não são os participantes e muito menos o público. Quem move cada peão no tabuleiro está nos bastidores, criando regras de última hora. É preciso dizer, no entanto, que para o público que quer entretenimento e brigas, a mudança foi bem vinda. Não há necessidade de vilanizar a produção, mas há que se ressaltar: estamos de olho.

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  2. ‘A Fazenda’: Saída de João Kleber só mostra que o público não aprova conduta de Gui Pádua
  3. ‘A Fazenda’: Nesta edição, o jogo é das mulheres
Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , ,

terça-feira, 3 de julho de 2012 Crítica | 11:06

Por que figuras como Elke Maravilha fazem falta na televisão

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Elke Maravilha: sem pudores para contar a própria história

Na madrugada desta terça-feira (3), Otávio Mesquita recebeu uma Elke Maravilha como convidada do “Claquete”. A ex-modelo, atriz e eterna jurada do “Show de Calouros” segue ostentando figurino exótico e maquiagem carregada e para quem tem menos de 20 anos talvez pareça uma figura difícil de compreender. Se um destes jovens parou por pelo menos cinco minutos em frente à TV para assistir a entrevista que ela concedeu ao programa da Band, qualquer dúvida deve ter sumido. Culta, irreverente e despachada, Elke mostrou exatamente porque merece um lugar carinhoso na memória do povo brasileiro.

Sem papas na língua, a artista revelou que já não faz mais sexo (“Reposição hormonal para quê? Já transei muito. Ficar sem transar também é bom”), listou as drogas que já usou (citou LSD, Mandrix, cocaína, maconha, crack, lança-pergfume e cachaça. Heroína preferiu não experimentar), opinou sobre o conceito de fidelidade (“Hoje, as mulheres são fiscais de…”), dentre outros assuntos. Temas polêmicos à parte, Elke chamou o intervalo comercial em grego – ela fala oito idiomas -, narrou como seu pai fugiu da Rússia por sofrer perseguição política e tortura e mostrou que, acima de tudo, viu boa parte da história da TV passar à sua frente.

A carreira de Elke começou no mundo da moda, especialmente graças à parceria com a estilista Zuzu Angel, passou pelo cinema – com papéis em filmes como “Xica da Silva”, de 1976 – e estendeu-se para a televisão, onde, claro, ficou ainda mais famosa com participações em novelas e nos júris de Chacrinha e Silvio Santos. Curioso que o tempo passa e determinadas figuras vão sendo menos vistas. Isto não significa que perderam relevância. Mostra apenas que muitas vezes elas não recebem o valor devido. Prova disso é que uma simples entrevista com Elke Maravilha num programa exibido às duas da madrugada rendeu como dificilmente renderiam conversas com personalidades midiáticas que pouco ou nada têm a dizer. Apesar da figurino e do estereótipo “fogoso” que a cerca, esta, sim, é uma artista, no sentido mais estrito do vocábulo. E ela faz falta.

Num mundo difícil como o de hoje, com produções na TV em crise e buscando no passado fórmulas de sucesso para o futuro (especialmente com a onda de remakes), é de se assustar que não tenham trazido Elke de volta num lugar de destaque. Ela merece. E nós, espectadores também. Fica a dica, Silvio Santos.

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Autor: Fernando Oliveira Tags: , , ,

segunda-feira, 2 de julho de 2012 Briga pela audiência, Crítica | 10:16

Quatro sugestões para Fátima Bernardes melhorar o ‘Encontro’ com inspiração nos matinais americanos

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Com a audiência em queda desde a estreia, o “Encontro com Fátima Bernardes” tem frustrado as expectativas da Globo – embore oficialmente a emissora negue. Com debates muito longos e entrevistas pouco empolgantes, a atração falhou em seu propósito: emular os matinais norte-americanos e o extinto programa de Oprah Winfrey. Para ajudar Fátima Bernardes a se inspirar e promover ajustes na sua produção, a coluna resolveu dar algumas sugestões do que funciona nos Estados Unidos e poderia facilmente ser adaptado para o Brasil. Confira:

Debates com personalidades carismáticas como no “The View”

Whoopi Goldberg e Barbara Walters com as debatedoras do "The View"

O que falta ao “Encontro” é exatamente o que sobra no “The View”: personalidades contrastantes. Enquanto por aqui todos concordaram com tudo, nos Estados Unidos a atração de debate é empolgante. Quatro apresentadoras – entre elas Whoopi Goldberg e Barbara Walters – discutem sobre as notícias do dia. Claro, nem sempre chegam a uma conclusão. Mas o programa faz tanto sucesso que até o presidente Barack Obama já deu o ar da graça.

Apresentações ao vivo como no “Today Show” e no “Good Morning America”

No Doubt: show ao vivo no meio da rua de manhã

Em alguns períodos do ano, os matinais promovem shows ao vivo em alguns pontos da cidade para multidões. Nomes como No Doubt e Nicki Minaj são figurinhas carimbadas. Volta e meia alguns destes astros vão também ao estúdio para apresentações exclusivas.

Temas polêmicos e revelações como no “The Oprah Winfrey Show”

Tom Cruise pula no sofá de Oprah: micos e revelações

Apesar de em alguns dias falar de temas amenos como jardinagem ou literatura, o programa de Oprah Winfrey se destacava mesmo pelas entrevistas reveladoras dadas por algumas personalidades. Astros do naipe de Tom Cruise, Cameron Diaz e Vanessa Williams abriam o coração sobre as novas paixões e traumas de infância. Por aqui, não faltaria assunto: infidelidades, brigas, etc.

Quadros que ajudem no cotidiano do espectador

Suze Orman no Programa de Oprah Winfrey

Além de levar médicos no palco para esclarecer dúvidas – depois de minuciosamente explorar a história de cada convidado -, Oprah Winfrey apresentava quadros com os quais qualquer um se identificava. Economia doméstica, por exemplo, era um assunto que sempre rendia. Volta e meia a especialista Suze Orman analisava a vida financeira de uma família e propunha uma intervenção drástica. Era divertido e muito útil.

Fica a dica, Fátima!

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  2. Estreia do ‘Encontro com Fátima Bernardes’ lidera com folga, mas esquece que além de informar precisa entreter
  3. No segundo dia de exibição, ‘Encontro com Fátima Bernardes’ perde 31% de audiência e tem empate técnico com o SBT
Autor: Fernando Oliveira Tags: , , , , ,

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