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23/09/2009 - 11:51

End of Eternity marca presença no metrô da TGS

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Hoje mudei para um hotel mais próximo ao pavilhão em que será realizada a Tokyo Game Show – que como descobri fica na cidade satélite Chiba – e ao descer na estação de trem de mala e cuia me deparei com dezenas de banners do game End of Eternity, da produtora TriAce e distribuído pela SEGA.

Se depender do marketing, o game promete marcar presença forte durante a TGS, que começa amanhã. Se eles aprontaram essa na estação de trem Kaihin Makuhari imagine o que não farão no evento. Confira algumas imagens que o tio bagaço tirou da estação.

Notas relacionadas:

  1. Case: Estudos da arte de House of the Dead: Overkill
  2. Destino: Mondo Bizarro
Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Marketing, Sem categoria, Tokyo Game Show Tags: , , ,
02/09/2009 - 18:41

Case: Estudos da arte de House of the Dead: Overkill

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A agência de publicidade britânica Fluid divulgou uma série de estudos de design gráfico para o game House of the Dead: Overkill – jogo, aliás, obrigatório para qualquer proprietário de consoles Nintendo Wii empoeirados. São estudos de “box art”, logotipos, camisetas, anúncios pra revistas e site oficial. Há também um making of da revista em quadrinhos do jogo.

 HotD: Overkill é um shooter sob trilhos inspirado em filmes de terror B recheado de palavrões, situações patéticas e absurdas e aquele tipo de diálogo que faz você sentir vergonha do game e olhar pro outro lado. Porém tudo funciona, pois essa é exatamente a proposta do jogo. Logo, as artes promocionais criadas pela agência teriam de seguir a mesma linha, é claro.

O case completo no site da agência também apresenta todo o processo de criação, desde o briefing apresentado à eles pela Sega, até as criações finais aprovadas que foram utilizadas no lançamento do game. O que me lembra que preciso encontrar essa revista em quadrinhos de qualquer jeito. 

O estudo de caso apresenta uma oportunidade única pra compreender todo o esforço que é investido em um game, que vai muito além do próprio jogo. Além é claro de ser um deleite para fãs de HotD, filmes trash de terror e publicitários ou designers gráficos.

PS: Recentemente tive a oportunidade de jogar HotD: Overkill em um telão de 120”… sem palavras. Ok ok, uma palavra: “Intenso”.

Isso sim daria um belo brinquedo 4D na Disney, com coisas nojentas sendo jogadas em você enquanto atropela multidões de mortos-vivos assombrosamente gigantes.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Game Art, Marketing Tags: , , , , , , , , , , ,
21/07/2009 - 16:40

Atletas comentam videogames enquanto esporte olímpico

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Há alguns meses nós fizemos no Arena Turbo uma brincadeira de 1º de abril com notícias falsas, e a que mais fez sucesso foi a que “confirmava” o game Counter-Strike como esporte olímpico em Londres 2012. Aparte a tiração de sarro, este é um assunto um tanto polêmico no mundo gamer: afinal de contas, o que desqualifica a prática de games como um esporte legítimo?

 

Matthew Morison

Pois em uma sessão de fotos realizada pela Sega para promover o jogo Winter Games 2010, a revista Wired perguntou aos atletas olímpicos presentes o que eles acham a respeito dos videogames tornarem-se um esporte olímpico. As respostas foram bem divergentes e interessantes.

 

O “snowboarder” canadense Matthew Morrison, auto-declarado um ‘fanboy’ do Xbox 360, acredita que sim, games podem definitivamente ser considerados como esportes, mas não está tão certo quanto à uma provável adição às Olimpíadas. “Definitivamente games são um esporte. Mas um esporte olímpico? Não tenho muita certeza quanto á isso”, diz o atleta de 22 anos.

 

Morrison justifica: “Atletas olímpicos precisam utilizar-se de força bruta para competir, enquanto nos games é mais uma questão de coordenação entre olho e mãos e estratégia, definitivamente menos físico. Entenda: eu não me ofenderia se os games se tornassem um esporte olímpico, mas eu prefiro continuar no snowboarding de verdade.”

 

Kristina Groves

Já a norte-americana Lindsey Vonn mostra-se mais entusiasmada com a idéia: “Claro que games devem ser considerados um esporte competitivo, como tantos outros. Milhões de jogos poderiam ser esportes olímpicos, como o poker por exemplo; talvez eles pudessem ter suas próprias Olimpíadas”.

 

A esquiadora de 24 anos, que ama seu DS, afirma que certamente participaria com prazer de tal competição se ela algum dia viesse a existir. “Eu definitivamente tentaria vencer uma medalha olímpica em esqui virtual”, diverte-se Lindsey. “Talvez eu já não esteja mais esquiando de fato quando isso acontecer, então seria ótimo poder competir por uma medalha nos games, eu adoraria.”

 

Outros atletas possuem um ponto de vista mais tradicional, como a canadense Kristina Groves, de 32 anos, que reconhece não ser muito familiarizada com os videogames. “Não concordo pois esportes são parte de uma realidade muito física. Você não pode simplesmente imitá-lo; a ideia principal do esporte é praticá-lo de fato.”

 

Em que pé estamos?

 

Porém, se até o xadrez já foi reconhecido como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional, o que impede

que os games também o sejam? Muitos títulos requerem o mesmo nível de raciocínio e esforço físico que o enxadrismo, se não mais. Da mesma maneira, o nível de coordenação entre olho e mãos pode ser facilmente comparado ao requerido em esportes tradicionais como golfe e tênis.

 

Sem falar da grana que já gira em torno dos chamados e-sports. Os melhores jogadores do mundo ganham até US$ 100,000 por ano em torneios, fora os patrocínios milionários que equipes de e-sports recebem em países como a Coréia – onde disputas virtuais são transmitidas pela televisão em pleno horário nobre.

 

Na verdade, um reconhecimento dos videogames como espote olímpico pode estar mais perto do que muitos imaginam. Principalmente se considerarmos que a Global Gaming League organizou em 2008 um torneio de videogames paralelo às Olimpíadas de Pequim, na cidade de Shangai – onde foram disputadas as partidas olímpicas de futebol. A China, inclusive, foi o primeiro país do mundo a reconhecer os videogames, ou e-sports, como esporte profissional, colocando a categoria como o 99º esporte nacional oficial do país.

 

Major League Gaming - ColumbusSe levarmos em conta a constante decadência no interesse mundial pelas Olimpíadas, é de se imaginar se a introdução de esportes mais modernos não poderia revitalizar a mesma. Games possuem um tremendo apelo popular, em escala global, e principalmente entre audiências mais jovens. Uma vez aceitos, poderiam trazer aos Jogos Olímpicos um esporte facilmente reconhecido e compreendido por uma geração que nasceu e crescer cercada por videogames.

 

Será que já não é hora de reconhecer os games como esporte olímpico? Pois convenhamos, outros esportes olímpicos, como cabo-de-guerra, já deixaram de ser emocionantes há centenas de anos.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): E-sports Tags: , ,
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