Japão | Natural Born Gamer
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18/03/2010 - 14:17

Ambientação marca trailer de faroeste da Rockstar

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Faroeste nunca foi muito minha praia. Sempre achei meio forçado e “americanóide” demais pro meu gosto. Existem exceções, claro. Filmes como Os Imperdoáveis e O Tesouro de Sierra Madre são alguns exemplos de obras que transcendem o gênero graças à qualidade artística e narrativa. O mesmo parece ser verdade no game Red Dead Redemption.

O mais novo trailer do jogo convence. Em desenvolvimento pela Rockstar San Diego, responsável pelo espetacular Midnight Club (precursor de Burnout Paradise) e pela engine que possibilitou Grand Theft Auto IV, Red Dead Redemption está simplesmente embasbacante. E dá-lhe hype!

Destaque para o primor da ambientação que o jogo oferece, desde as dublagens até detalhes como o sistema de informações e viagens. Já dá pra prever quão difícil será largar o controle quando esse jogo sair, no final de maio.

O trailer finalmente confirma porque RDR tem tudo pra ser a próxima obra-prima da Rockstar. Pelo menos até os safados da divisão “North” do estúdio resolverem fazer um GTA ambientado no Japão – Tokyo, Kyoto e Osaka, por favor?

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Hype Tags: , , , , , , ,
28/09/2009 - 11:50

Japonês dá aula de malandragem em Chiba

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P1010218Próximo ao Makuhari Messe, onde foi realizada a Tokyo Games Show, há um complexo de shopping centers, e foi em um deles que encontrei uma barraquinha particularmente curiosa. Especialidade: venda de surpresas!

Entre as centenas de caixas veladas à disposição para a escolha dos consumidores, há uma chance pequena de que uma delas possa conter prêmios de considerável valor, como portáteis da Nintendo, Wii Fits ou DVD players. Na imensa maioria das vezes, porém, as caixas contém pequenos brindes, como chaveiros, mini-pelúcias, sacolas ou bugigangas que ainda fogem do alcance compreensivo que possuo da cultura japonesa.

Cada caixa custa ¥ 300 – em torno de R$ 6,00 – e ao longo de trinta minutos observei dezenas de pessoas executarem o mesmo ritual: após chacoalharem duas dúzias de caixas, decidiam-se, e compravam de uma a três delas. AlgunsP1010220 chegavam a comprar seis. Um vendedor chacoalha um sino sempre que um voucher para um item mais significativo é encontrado – presenciei alguns brinquedos simples sendo presenteados.

Pensei comigo mesmo quão bobo era aquilo, provavelmente uma maneira engenhosa de livra-se do estoque encalhado de uma loja de 1,99.  Mas não resisti e acabei me rendendo ao frenesi. Encontrar uma bugiganga alienígena e um chaveiro de pelúcia de lutador de luta-livre foi bem menos decepcionante do que imagei que seria. No dia seguinte, não resisti de novo.

Como descobri, além da óbvia chance de ganhar prêmios de alto valor, há um outro elemento que justifica o ritual. Você basicamente está se presenteando com uma surpresa: um presente que você mesmo compra, mas cujo conteúdo é definido por uma força maior de sorte ou azar, por um cosmos de possibilidades infinitas que define o cotidiano, por que não, de nossas próprias vidas – ou, para os mais céticos, por um japonês metido a carioca.

Notas relacionadas:

  1. Zumbis? Nunca serão!
Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): non-sense Tags: ,
24/09/2009 - 12:12

TGS 09 booth babes – round 01

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O que seria de uma feira de games sem as gloriosas “booth babes”?

Faça o favor de colocar logo o babador e confira essa primeira bateria de fotos das modelos que estão dando um duro danado na Tokyo Game Show pra promover os jogos que tanto amamos.

Anata ga totemo suki. Kisu shite mo i?

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Notas relacionadas:

  1. Destino: Mondo Bizarro
  2. End of Eternity marca presença no metrô da TGS
Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Tokyo Game Show Tags: , , , , ,
23/09/2009 - 11:37

Atleta de metrô

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Porque no Japão lugar de exercício é na academia

academia no metro

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Estilo de vida Tags: , , , ,
19/09/2009 - 08:29

Destino: Mondo Bizarro

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Identidade visual da TGS 2009, com direito a slogan cafona: Game, é tão enérgico!

Em algumas horas estarei embarcando para o Mondo Bizarro que os terráqueos insistem em chamar de Japão para a cobertura de um dos maiores eventos de games do mundo, a Tokyo Game Show. Mais do que anúncios e demonstrações de games, o evento este ano será marcado pela primeira cobertura in loco da TGS pelo portal Arena Turbo: e você poderá acompanhar tudo de camarote, tanto no site principal como neste espaço.

Não nego que estou nervoso – até agorinha mesmo estava quase quebrando minha bateria de plástico esmurrando baquetas ao som de GH: Metallica – se não apenas pela bizarrice inerente de uma das maiores metrópoles do mundo, ou pela dificuldade de comunicação em um idioma completamente alienígena, também porque na realidade a TGS é um evento complemente distinto de seus “concorrentes” internacionais.

Entenda: apesar disso soar estranho, o mercado de games japonês sempre foi extremamente fechado, e por mais que nós joguemos há anos obras-primas criadas em território nipônico, como Street Fighter, Resident Evil ou Final Fantasy, tais jogos nunca foram criados com o intuito de agradar às massas ocidentais. A maioria dos desenvolvedores japoneses sempre criaram jogos para seu mercado interno: conquistar o resto do mundo é lucro – vale lembrar que alguns, como a Nintendo até certo ponto, são exceções à regra.

Porém o desenvolvimento e evolução dos estúdios ocidentais, somados à estagnação tecnológica dos estúdios japoneses e o aumento dos custos de produção de um game tem alterado o cenário da indústria nos últimos anos.

Multidão na Tokyo Game Show 2007

Os próprios japoneses já reconheceram tal problema: tanto que em seu discurso inaugural da TGS 2008, Yoichi Wada, presidente da Square Enix e da CESA – Computer Entertainment Supplier’s Association, organizadora da TGS – fez questão de apontar a situação de perigo em que se encontra a indústria de games japonesa – em um tom bem depressivo, diga-se de passagem, algo atípico na abertura de um evento como esse. “Por que a indústria japonesa perdeu sua posição de líder do mercado global de games?”, perguntou logo no início do discurso. “Eu como presidente da CESA não deveria estar fazendo essa afirmação, mas ela é verdadeira”.

Wada elaborou durante sua fala sobre a entrada e crescimento da Microsoft na fabricação de hardwares, assim como a criação de diversas comunidades e centros digitais online, o que ajudou por exemplo no surgimento de fenômenos colaborativos inéditos até então, como o do game Counter-Strike, desenvolvido por meio de uma troca livre e aberta de ferramentas e ideias.

Eventos especializados para desenvolvedores, como as inúmeras instaurações da Games Developers Conference, também foram citados pela sua capacidade de aumentar a comunicação e troca de informações valiosas entre membros da indústria, algo que não é ocorre de maneira eficiente no Japão.

Planta da TGS 2009

Na geração do primeiro Playstation, um terço de todos os games vendidos no mundo saíam do Japão. Hoje essa porcentagem caiu para um quinto. Se levarmos em conta o constante aumento dos custos de produção de um título triplo A, principalmente na geração atual, esses números são ainda mais preocupantes.

A fim de oferecer uma ideia melhor do que isso representa, basta olhar os números de vendas das empresas japonesas para a plataforma Playstaion 3, durante a primeira metade de 2008 – conforme apresentados por Yasuhide Kobayashi, vice-presidente da JAPAN Studio, na GC Asia 2009. Quase 67% das vendas do estúdio de Kobayashi no período avaliado vieram do Japão, sendo que outras empresas foram ainda mais dependentes do mercado interno japonês: 87% do faturamento da Square Enix, 75% da Namco Bandai, 75% da Konami, 90% da Capcom e 90% da Tecmo.

E convenhamos, por mais super populoso que seja, o Japão não conta com os 1.3 bilhão de consumidores da China, e games super-produções precisam atingir cada vez mais público para justificar seus altos custos. Além disso, o mercado ocidental de games cresceu vertiginosamente nos últimos anos – e pelos números acima, os japoneses não estão mordendo o pedaço dessa torta que deveria ser seu por direito.

Booth babes alinham-se para foto na TGS 2008

O leitor atento pode estar se perguntando: mas se um dos principais polos de desenvolvimento de games do mundo – se não o – está tão preocupado em sua auto-preservação que compromete-se publicamente a buscar a evolução, porque mesmo estamos reclamando?

E quem disse que estamos? Quem não quer assistir de camarote enquanto os já tão inventivos japoneses, que nos presentearam com tantas pérolas na história dos videogames, tentam se desconstruir e se reinventar para retomar seu posto como líder no mercado global? Coisa ruim não pode sair desse processo, e quem sai ganhando como sempre somos nós, gamers. 

Portanto, é neste clima que o Arena Turbo – na presença física deste que vos escreve, e virtualmente com Caio Teixeira e Renata Honorato – cairá de paraquedas nessa turbulência de criatividade e desespero que toma conta da indústria de games japonesa, justo no evento mais proeminente do setor no país. E você está convidado a juntar-se a nós a partir da próxima semana.

A Tokyo Game Show acontece entre os dias 24 e 27 de setembro, portanto fique ligado tanto no portal como nos blogs do Arena Turbo.

Ato de aimashô! Sayonara!

 

(watashi o sekkus no tame dake ni tsukate imas!!!)
Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Tokyo Game Show Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/09/2009 - 17:25

Zumbis? Nunca serão!

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Ufa! Acabo de reservar o hotel para a cobertura da Tóquio Game Show, que rola entre os dias 24 e 27 de setembro – e que o Arena Turbo estará cobrindo de cabo a rabo, fique de olho.

E durante a busca por estadia e atrações próximas à capital japonesa me deparei com um parque de diversões na beira do monte Fuji chamado Fuji-Q-Highland.

The Haunted HouseAlém de possuir algumas das mais alucinantes montanhas russas do mundo, como Fujiyama, Dodonpa e eejanaika – de 4 dimensões – o parque também apresenta a maior casa assombrada do mundo. Pelo que ando lendo por aí, o Haunted Hospital é um brinquedo de terror digno de fazer os desenvolvedores de Silent Hill e Resident Evil mijarem nas calças. E essa é apenas uma das atrações de terror do parque, que conta ainda com labirintos, cemitérios e casas de execução.

 

Mas o principal movito deste post é o seguinte: todos os mortos-vivos que figuram nessas atrações devem passar por um rígido treinamento zumbi para tal. Pois é, como vocês sabem quando os japoneses quando embarcam em um trabalho o fazem com toda a seriedade possível, e não é diferente quando o assunto é entrar na pele pútrida de zumbis.

 

Enquanto no Brasil, em uma Noites do Terror, basta aos atores passar maquiagem e sair pelo parque gritando e jogando líquidos bizarros no público, os mortos-vivos japoneses devem passar por um intenso treinamento digno de um filme de Romero, no melhor estilo Tropa de Elite. Deem uma olhada nesse vídeo e olhem só que barato.

 

Mortos-vivos? NUNCA SERÃO!!! Haha só no Japão mesmo. Pra conferir mais vídeos desse treinamento intensivo de zumbis que deixaria o Capitão Nascimento com inveja, visite o site promocional que o Fuji-Q-Highlands preparou.

 

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): non-sense Tags: , , , , , , , ,
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