Educação | Natural Born Gamer
iG

Publicidade

Publicidade

02/04/2010 - 14:52

New Game – Tensão, sensualidade e tijolos na parede

Compartilhe: Twitter

New Game é a seção do NBG destinada à leitura dominical, a exemplo dos grandes jornais. Aqui você encontra artigos e reflexões que dissecam as entranhas e as tendências do desenvolvimento de games, mercado e a cultura que o cerceia. Boa parte dos textos está em inglês, portanto abusem de tradutores online se for o caso.

Se Eu Dominasse o Mundo (en)
Julian Gough defende a abolição do atual sistema educativo, defendendo que os videogames possuem o potencial pra se tornarem ferramentas de ensino muito mais eficazes.

“Aprender é impossível se você não está motivado nem focado; mas é inevitável se está ambos. Monitore a atividade cerebral de uma criança em uma entendiante aula de matemática. Agora monitore a mesma criança em casa enquanto joga Bioshock: seu cérebro está desenvolvendo novos caminhos neurais como se sua vida dependesse disso.”

A Analogia Sexo/Games (en)
O jornalista Lewis Denby argumenta porque os videogames são a mais sexual forma de arte e entretenimento do planeta.

A Verdade no Design de Games (en)
Frank Lantz discute a função da verdade no design de games, tomando como base uma palestra bem interessante apresentada por Jonathan Blow (Braid) em uma universidade norte-americana, na qual ele basicamente afirma enxergar sistemas de jogos como instrumentos científicos que podem ser utilizados para revelar verdades sobre o universo e dá dicas de seu próximo jogo. Games como Instrumentos na Observação o Universo (en), apesar de curta – a palestra, pois a sessão de perguntas dura quase uma hora – é um pouco complicada e pode causar uma primeira impressão ruim sobre o trabalho de Blow.

Para marinheiros de primeira viagem, uma boa é  a ótima palestra Games Precisam de Você. Aqui Blow discursa sobre como os mecanismos básicos que compõem um jogo (narrativa, jogabilidade, dificuldade) acabam conflitando entre si, prejudicando o impacto emocional que um game tem sobre as pessoas, e distanciando seu potencial em relação às mídias lineares.

Participatory Culture e Gamecultura (pt)
O professor Felipe Neves discute a existência de uma cultura gamer, com base no conceito de cultura participativa.

Empreendorismo na Indústria de Games (pt)
O game designer brasileiro Bruno Cicanci dá algumas dicas para quem pretende começar a desenvolver jogos no país e ressalta a importância de um plano de negócios.

Linha do Tempo Distorcida: Design de Fases Iterativo em um Game Competitivo Online (en)
Desenvolvedores do estúdio Riot Games (League of Legends) explanam sobre o processo de criação de um mapa novo para jogo, e como torná-lo balanceado e atraente para os jogadores.

Garota, Não Abra Aquela Porta (en)
Esta semana a edição digital da Escapist é dedicada aos games de terror, e traz um artigo que discute o desafio dos desenvolvedores para conseguirem convencer os jogadores a sempre cairem na cilada do susto.

Questões Tensas (en)
O game designer David Cage conversa com o Gamasutra sobre os desafios de desenvolvimento de Heavy Rain, o mais recente exemplo de drama interativo e narrativa cinematográfica dos videogames.

Como sempre, se você se deparar com algum outro artigo interessante sobre videogames por aí, compartilhe conosco nos comentários ou envie sua sugestão por email. Boa leitura!

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): New Game Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
19/09/2009 - 00:04

Escola nova-iorquina adota games como material didático

Compartilhe: Twitter

Tentar prender a atenção de dezenas de crianças ou adolescentes durante uma aula de matemática ou geografia deve ser uma tarefa  no mínimo hercúlea nos dias de hoje. Principalmente quando se considera a miríade de novas tecnologias e canais de comunicação que cada vez mais inundam nosso cotidiano. E convenhamos: se não se pode vencê-los, porque não juntar-se à eles?

Pois no próximo mês será inaugurado em Nova York o primeiro currículo escolar baseado no aprendizado por games. Isso mesmo, você leu direito: Jogos oficialmente reconhecidos como material didático.

lbp

A escola Quest to Learn espera que aplicando exercícios conceituais dentro de jogos como LittleBigPlanet e Civilization possa preparar melhor seus alunos para tornarem-se os exploradores, matemáticos, historiadores, escritores e biólogos evolucionistas do futuro. A ideia principal por trás do projeto é um tanto óbvia, e que -infelizmente – costuma cair na categoria dos conceitos de “impossível aceitação” pela esmagadora maioria dos pedagogos tradicionalistas: que as crianças aprenderão com mais facilidade e entusiasmo quando em contato com videogames, pois eles oferecem sistemas baseados em regras fáceis e reconhecíveis por elas. (duh!)

O site do do colégio explica melhor: “Por meio de uma pedagogia inovadora que imerge os alunos em contextos diferenciados, baseados em desafios, a escola reconhece os sistemas de reflexão e design de games como métodos de educação chaves do século 21”.

Games não são o único novo recurso adotado pela escola. Jogos inspirados em teorias evolucionistas como Spore dividem a grade com ferramentas mais sérias, como modelação 3D no programa Maya ou animação em Flash.

Em um dos programas, por exemplo, os alunos devem criar uma graphic novel – nome “adulto” dado aos quadrinhos – baseada no poema épico babilônico Gilgamesh, disputar partidas no jogo de tabuleiro “Settlers of Catan” e explorar virtualmente as regiões da antiga Mesopotâmia com a ajuda do Google Earth. RPG’s e jogos de carta também fazem parte do currículo.

civilization

Claro, a escola ainda deve responder a requerimentos educacionais como qualquer outro colégio, portanto não pode livrar-se completamente de disciplinas tradicionais como Matemática ou Inglês. Porém isso não os impediu de desenvolver uma estrutura e terminologia para os cursos que também tira sua inspiração dos videogames, como ressalta artigo da revista Metropolis:

“Cada uma das 20 a 25 crianças por classe terão acesso a notebooks e, no lugar das matérias singulares tradicionais, assistirão a quatro aulas de 90 minutos, cada uma dedicada à um domínio curricular, como ‘Codeworlds’ (uma combinação de matemática com inglês) e ‘A Maneira Como As Coisas Funcionam’ (que reunirá as disciplinas matemática e ciências). Cada domínio ser concluído com um período de duas semanas de provas chamado ‘Boss Level’ – ou Fase do Chefão”.

Ainda de acordo com a Metropolis, representantes do sistema educacional nova-iorquino demonstram esperança de que o colégio possa representar o começo de uma nova revolução educacional. O projeto foi criado pela instituição sem fins lucrativos Institute of Play, e conta com apoio financeiro de parceiros como a Gates Foundation, Intel e MacArthur Foundation – o governo de Nova York pretende assumir a responsabilidade dos custos a partir de 2015.

Tudo isso, é claro, depende de professores pro-ativos e menos preguiçosos – que como bem sabemos, já é há tempos uma espécie em extinção. Não adianta jogar um moleque em Liberty City com uma bazuca embaixo do braço sem antes pelo menos situar o garoto.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): O futuro a Zeus pertence Tags: , , , , ,
Voltar ao topo